sábado, 1 de junho de 2019

Percy Penguin in the Present Palaver


Nome: Percy Penguin in the Present Palaver
Editora: NA
Autor: John Davies
Ano de lançamento: 2019
Género: Plataformas
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Memória: 48 / 128 K
Número de jogadores: 1

Temos tido temperaturas bastante altas em Portugal, portanto, sabe sempre bem dar uns mergulhos, tomar uns refrescos, ou então, ir apanhar prendas para o Pólo Norte. É isso que nos propõe John Davies, num jogo que tem vindo a desenvolver há algum tempo no Arcade Game Designer, partilhando volta e meia os avanços com a comunidade, nos fóruns do facebook.

Tomamos então as dores de Percy, um pinguim muito caridoso e que se ofereceu para recuperar os 50 presentes que o descuidado Pai Natal, que já deveria estar com uma boa piela, deixou cair do seu trenó. As prendas encontram-se agora espalhadas pela floresta e Percy tem não só que as recuperar a todos, mas trazê-las de volta para a cabana do Pai Natal. E isso tudo num tempo limitado (60 minutos), pois não podemos desiludir as criancinhas que esperam pelas tão aguardadas prendas. 


Como já perceberam, este é mais um típico jogo de plataformas, indo beber toda a sua inspiração a Manic Miner. Inclusive o grau de dificuldade, que nos parece excessivo. Quando o mítico jogo de Matthew Smith saiu, já faz 36 anos, éramos crianças e tínhamos aptidão (e paciência) para este tipo de exercícios. Agora, que na grande maioria somos quarentões (ou mais), queremos é sopas e descanso, e um jogo como estes apenas contribuí para termos pesadelos com o Pai Natal, renas e outros seres semelhantes...

Apesar desta crítica ao grau de dificuldade, não se pense que estamos perante um mau jogo. Nada disto, eventualmente, quem conseguir ultrapassar a primeira frustração de perder as 12 vidas no mesmo local, vai encontrar divertimento para umas boas horas. Por outro lado, os masoquistas vão adorar o jogo, ainda mais quando existe um ou outro ponto de morte súbita (isso também acontecia nos jogos de Matthew Smith.

São 26 os ecrãs com prendas espalhadas. Apenas num não temos com que nos preocuparmos em recolher os presentes perdidos, mas nem por isso é mais fácil de se ultrapassar. E como se não fosse pouco, depois de chegarmos ao último ecrã, teremos que fazer todo o caminho de volta para entregar as prendas ao Pai Natal. Masoquismo a dobrar, portanto...


Graficamente Percy Penguin está bem conseguido. Sprites engraçados e alusivos ao tema do Natal, um pinguim que dá saltos que desafiam a lei da gravidade, e cenários muito coloridos convidam a permanecermos por aqui até ao fim. E que dizer do ecrã de carregamento da autoria de Andy Green? Palavras são escusadas, basta olhar para o primeiro ecrã e tirar as devidas conclusões. Mais uma obra-de-arte...

Depois, a melodia, ou melhor, as melodias são do melhor que já se viu. Não interessa que nos tire a concentração, jogar com a música ligada cria logo outro ambiente. E podemos ir mudando-as ao longo do jogo, mais um pormenor agradável por parte do seu autor, que não descurou estes pequenos mimos.

Percy Penguin in the Present Palaver é assim um jogo refrescante, bastante indicado para a época. Confessamos que inicialmente não lhe achámos grande piada, mas à medida que fomos avançando, foi-se entranhando, provocando o vício. Ainda por cima gratuito, embora um pequeno donativo seja sempre possível (e merecido). Para isso basta aqui virem descarregá-lo.

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