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terça-feira, 23 de agosto de 2016
Phantomas 2
Nome: Phantomas 2 (Vampire)
Editora: Dinamic Software
Autor: Emilio Pablo Salgueiro Torrado, Santiago Morga B., Snatcho
Ano de lançamento: 1986
Género:Plataformas
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Número de jogadores: 1
Phantomas 2, ou Vampire, nome como foi rebaptizado para o mercado britânico, é mais um típico jogo de plataformas espanhol, à la Profanation, com um grau de dificuldade elevadíssimo, tal como era apanágio da Dinamic. Aliás, este é mesmo o maior defeito que lhe apontamos (e aos jogos da Dinamic em geral), pois o grau de dificuldade extremo afastava muitos potenciais compradores.
Em Phantomas 2, e ao contrário da primeira aventura da série, em que tínhamos que entrar na mansão de um milionário e roubar os seus tesouros, a acção desenrola-se no castelo do Conde Dracula, a quem teremos que destruir. Para isso teremos que encontrar as 5 chaves que se encontram escondidas no labiríntico castelo, abrindo as 5 fechaduras respectivas. Mas existem ainda outras pequenas tarefas que teremos que executar, como activar certas alavancas que permitem abrir as portas mágicas, bem como apanhar os 3 objectos que nos permitem matar o Conde Dracula.
O problema é que o castelo está infestado de inimigos e armadilhas, que vão-nos retirando constantemente energia. E nem o facto de podermos ir repondo as nossas vidas (encontra-se comida em abundância), facilitam a missão. Um timing perfeito nos saltos, que permita fazer-nos desviar dos inimigos e obstáculos, e uma capacidade de reacção muito grande, são elementos fundamentais se queremos levar a tarefa a bom termo. Por outro lado, a sequência final, onde supostamente matamos o Dracula, além de não ter nada a ver com o resto do jogo, é fraca e inútil.
De resto, Phantomas 2 encontra-se bem implementado. Os gráficos são agradáveis, com cenários bem desenhados, o som não é nada de especial, mas para o efeito cumpre, e no geral consegue divertir-nos durante umas boas horas. Pena, lá está, a tarefa ser tão difícil, o que vai afastar muita boa gente de um jogo que até é interessante.
sábado, 6 de fevereiro de 2016
Abu Simbel Profanation
Nome: Abu Simbel Profanation
Editora: Dinamic Software
Autor: Victor Ruiz Tejedor, Florentino Pertejo, Santiago Morga B., Snatcho
Ano de lançamento: 1985
Género: Plataformas
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston
Número de jogadores: 1
Uma das primeiras investidas da Dinamic pelo mercado do Spectrum trouxe-nos um dos jogos mais frustrantes de que há memória. Como é apanágio desta editora, a dificuldade é máxima. Exige um nível de precisão tão grande nos nossos movimentos e saltos, que a maior parte das vezes abandonamos o jogo completamente enfurecidos. E é pena, pois o potencial até era grande.
O nosso herói, como não podia deixar de ser, com o nome de Jones, está encerrado numa pirâmide. Para daqui sair com vida tem que descobrir o segredo de Abu Simbel. Assim, ao longo de perto de 50 salas, temos que ir ultrapassando todos os obstáculos (aranhas, cobras, gotas de água e mais alguns não identificáveis). Tratando-se de um jogo de plataformas, o timing e precisão correctos são os elementos a ter em conta. E é aqui que o jogo tem os seus maiores defeitos. Além do nível de dificuldade ser enorme, fazendo que muitos jogadores o abandonem sem antes sequer terem passado da primeira sala, o sistema de detecção de colisões é no mínimo estranho. Acontece frequentemente estarmos em contacto com um inimigo e não perdermos a vida. Aliás, esta é mesmo a única forma de ultrapassar certos obstáculos.
Outro ponto extremamente irritante e o facto de que de cada vez que perdemos uma vida, reaparecemos no início dessa sala, o que quer dizer que poderemos ter que voltar a negociar uma série de obstáculos que já tínhamos ultrapassado. E aquilo que parecia uma enormidade, o começarmos com 10 vidas, rapidamente as veremos desaparecer.
Tirando os referidos defeitos, e para os mais persistentes, o jogo até é bastante agradável. Os gráficos são adequados e representam convenientemente os corredores e salas da pirâmide, o som cumpre e o jogo tem aquele toque de "vamos lá jogar mais uma vez".
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