sábado, 23 de dezembro de 2023

Revista Jogos 80 número 28


Já está nos escaparates novo número de uma das mais antigas revistas dedicadas ao retro, a Jogos 80, editada pelos nossos amigos Brasileiros.

Neste número, o grande destaque vai para Saboteur! e para o simpatiquíssimo Clive Townsed (não Thomson, como recentemente apareceu num semanário Português).

Podem vir aqui descarregar a revista. Mas também podem adquirir a versão física, o que recomendamos. A qualidade de impressão é sempre magnífica...

Jesus Versus the Romans


Se já descarregaram a Woot! 2023, terão provavelmente visto uma das enormes surpresas que faz parte do magazine informático. Sim, além de da aventura do Luís Peres, temos mais um jogo nacional: Jesus versus the Romans, obra do nosso bem conhecido Zé Oliveira.

E tudo começou porque o Dave Hughes, programador exímio e mentor da Woot! nos perguntou se convencíamos algum programador a colaborar com a revista. Imediatamente o Zé se prontificou a ajudar e em tempo recorde desenvolveu um jogo surpreendente.

Deixamos também já um aviso, o jogo é para ser levado como uma comédia. Mentes mais sensíveis, talvez seja melhor dedicarem-se a outra coisa. Da nossa parte, e porque também adoramos Monty Python (A Vida de Brian é a melhor comédia de sempre), deliciámo-nos com o jogo e com os muitos "Easter eggs" nele presentes.

Tudo começa com um típico jogo de arcada, no qual temos que eliminar os inimigos que se acercam de nós com os paus. Temos apenas as teclas "1", "2" e "0", sendo que esta última dispara corações contra a populaça. A maior parte das vezes são eliminados, vendo-se a sua alma a deslizar para o Céu. No entanto, por vezes esquivam-se, tendo que se disparar uma segunda vez e rezar para que desta vez o coração lhes acerte em cheio. Se o inimigo nos apanha, morremos e temos a possibilidade de começar de novo e tentar fazer uma maior pontuação.

Devem agora estar a questionar-se a razão por que logo no início do carregamento vos é questionado se querem correr o jogo com, ou sem ecrãs. A razão é que esta primeira parte é apenas um aperitivo para uma segunda parte muito maior. Como lá chegam, terão que descobrir por vós, mas irão ver que os Monty Python estão sempre presentes. Lembrem-se, always look on the bright side of life...

A segunda parte do jogo é então uma aventura de texto do tipo "make your own adventure". Assumimos as cruzes de Brian da Nazaré (para quem não sabe, se isso é possível, é o principal personagem da obra-prima Life of Brian), um filme que conseguiu enraivecer todas, mas todas as religiões.

Vamos então percorrendo vários locais de Jerusalém, seguindo um pouco a história do filme. Se escolhemos a opção com imagem, iremos vendo as várias paisagens. 

Neste ponto deixamos uma nota: o programa foi escrito em BASIC Apascalado. As imagens vão sendo carregadas à medida que vamos chegando aos locais. Assim, é fortemente aconselhado jogarem num emulador que permita o carregamento dos blocos em modo flash e que tenha a opção de repetir o carregamento no fim. Dutra forma, será aconselhável a jogarem sem imagens (no entanto, metade do divertimento perde-se).

Em cada local encontramos personagens diferentes que nos colocam uma questão específica, sempre com motivos religiosos, ou não estivessem no Natal e A Vida de Brian não tivesse uma temática religiosa. Apenas uma é a resposta certa, normalmente bastante intuitiva, e só após respondermos acertadamente a tudo, podemos passar ao segundo nível. 

Deixamos ainda uma outra dica: desenhem o mapa. Parece-vos com algo?

O segundo nível é muito rápido, e permite-nos terminar o jogo, tendo o bom final ou os maus finais. Cabe a vocês tomarem a decisão certa e justa. Impagável são as reviews ao jogo (e mais não dizemos)...

Se gostaram daquilo que aqui leram, têm agora bom remédio. Ou jogam online (aqui, na página do Zé), ou vêm aqui descarregar a Woot! 2023. Bom Natal a todos, é o desejo de Arca Lusitana e Planeta Sinclair. 

Woot 2023


Como é tradição todos os anos, mesmo antes do Natal temos disponível o melhor magazine informático do mundo, nada menos, nada mais, que o Woot!, do nosso amigo Dave Hughes. E desta vez mais recheado do que nunca, com cerca de duas dezenas e meias de demos, jogos e programas muito, muito interessantes. Aliás, o próprio magazine já, apenas por si, vale bem a pena, sempre com o humor sarcástico que o caracteriza, por vezes a fazer lembrar os saudosos Monty Python (encontrem os easter eggs), repleto de boa disposição e muita informação útil para quem gosta de estar a par das coisas do ZX. 

Desta vez até fizeram uma singela homenagem a alguém recentemente falecido e que muito apreciávamos. Referimo-nos ao grande Shane Macgowan, o carismático líder dos The Pogues, banda que rivaliza com os The Men They Couldn´t Hang como melhor agrupamento punk folk de sempre da música popular. Um brinde a Shane, que de certeza, esteja ele onde estiver, também estará a brindar.

Dado que apenas na noite de Sexta para Sábado tivemos acesso ao material da Woot!, e como ainda por cima calhou em noite de convívio, não tivemos tempo de apreciar devidamente cada um dos programas que compõem o magazine. No entanto, dois conhecíamos previamente, Space 1999, do qual recentemente falámos (ver aqui), e Jesus vs the Romans, do Zé Oliveira, e que terá destaque especial noutro post. São dois jogos Portugueses, pois claro, por isso alvo de tratamento especial...

Dos restantes jogos que entretanto tivemos oportunidade de espreitar, chamou-nos a atenção, logo para começar, o novo trabalho da equipa  Sloanysoft, isto é, dos simpáticos Dave e Nate Sloan (pai e filho), que nos trazem mais um platformer bem ao seu estilo, e logo com uma música bastante orelhudo no menu inicial. Será jogo para tentar terminar durante a semana. O seu nome: Blocktor Wot. Espreitem, que vale a pena.


Outr platformer com uma temática bastante Natalícia é Geoff and the Christmas Tat. Espreitem o ecrã abaixo e digam lá se não é algo perfeito para se fazer na noite de Natal, rodeados da família, todos a cantarem o Jingle Bell?

Não acreditem também naquilo que o Dave diz no magazine, quando refere que não teve tempo (ou memória) para acrescentar muita coisa à revista. Teve tempo e presenteou-nos com alguns jogos que sã um verdadeiro mimo.

Vejam Roasty, por exemplo. Ainda antes do jogo começar, já sabíamos que era obra do criador da Woot!, com o seu ecrã de carregamento e grafismo característicos, e uma jogabilidade sempre ao nível da excelência. Veremos quem será o primeiro a terminar este prometedor jogo.

Por fim, apesar de com dissemos, ainda não termos tido oportunidade de espeitar tudo, não podemos deixar de referir o novo jogo de Fransouls, quando ainda ontem nos tinha oferecido Cursed Castle, a sua obra de estreia com o motor ZX Game Maker. E mais uma vez não poderia deixar de ter uma temática puramente Natalícia, não é?

Ficam aqui os conteúdos completos:

  1. SCREEN$ reAImagined. Spectrum art made with AI.
  2. Parsley Sage & The Seven Bins of Sunak. Whoa! @Joefish has given us a Christmas cookie with all the trimmings
  3. Blocktor Woot. Puns, platforms and the good Dr, from @Daveysloan
  4. Bomberrun – @deanysoft's old blitz game from 1984
  5. Gigascreen. Images from @C.Born
  6. Colourfusion. Rapid reaction game from @cmal . A Hi-Score challenge waiting to happen
  7. Imprisoned. A dark adventure from @EdToo
  8. WarOfTheWorldsLoader – tech demo from @Einar Saukas. Prints the entire book War of the Worlds directly from tape. Speed readers get ready (and load at normal speed - no speed loaders)
  9. Face Punch Deluxe. It’s Face Punch, but posh. From @Red Zebra of Wycheweald fame
  10. Geoff & the Christmas Tat. More inertia based platforming from @deanysoft
  11. Jesus Vs the Romans. Title says it all! From @zarsoft
  12. Jims Mario Jukebox. Nostalgia alert! AY renderings of tunes and effects from the 3 NES SMB games by @TMD2003
  13. KeezeesAGD demos. @Keezees's old AGD demos of New Zealand Story and Jimbo to sandbox with.
  14. Operation ROTADACI. Like Laser Wheel but xmassy! From @textvoyage
  15. Pepe’s Day Out. by @TMD2003. Life’s tough. Play Frogger.
  16. Roasty. My 8 level xmassy platform game with a twist.
  17. Rosetta. Another one of mine. Can you solve the mystery of the runes? (Please don’t post spoilers)
  18. Space1999. Luís Peres and @Andre Leao's recovered cosmic text adventure.
  19. One Key Tapeworm. @hikoki's and my snake game with a twist. Another Hi-Score challenge in the making.
  20. The Titin Demo. My attempt at @PeteProdge's challenge to print the longest word in the English language on a Speccy, with AY music by @Lee Bee. BWT there are 4 text speeds when you press space. It still takes a while and stops at 189,124 letters printed.
  21. UgliWOOT Load. Turn off speed loading, or even better dig out your Speccy. By @uglifruit
  22. Crazy Christmas. This jaunty xmas flip screen platformer is by @Fransouls using the new ZX-Game Maker
  23. Christmas Jumper Simulator. Design it, wear it then dance like someone has a blowpipe trained on you. A bundle of joy from @flatduckrecords

Assim, se querem passar um Santo Natal, recheado de boa disposição e muita jogatana, já sabem. Só têm que vir aqui descarregar a nova Woot. Mais uma vez Dave Hughes e a sua equipa estão de parabéns, pois conseguiram em tempo recorde presentear-nos co um trabalho magnífico. Mal podemos agora esperar pelo Natal de 2024...

sexta-feira, 22 de dezembro de 2023

Duck Tales - Family Comes First!


Aqui está mais uma surpresa para este Natal, um jogo baseado nos Duck Tales. Assim, a equipa Team N10, apresentou do nada Duck Tales - Family Comes First!, um atractivo jogo de plataformas contemplando o Tio Patinhas e, se a memória não nos falha, a Maga Patalogica.

Como se sabe, a referida maga sempre foi uma bruxa malvada e, pelos vistos, não amaciou com a idade. Agora raptou os sobrinhos do Pato Donald, exigindo toda a fortuna do Tio Patinhas e, pior, a sua moeda da sorte (quem conhece a BD ou s filmes da Disney, sabe do que falamos). O Tio Patinhas, como bom e generoso familiar, depois de receber uma carta com as condições do resgate, vai ele próprio em busca dos sobrinhos e de punir a bruxa. 


Surge agora um novo personagem, Giro, que desenvolveu um super-computador que recolhe informações dos agentes que o Tio Patinhas enviou ao redor do mundo, na busca pelos sobrinhos. E o fiel piloto Launchpad está pronto para levar o Tio Patinhas a qualquer canto do planeta. Cabe a nós a tarefa de encontrar e libertar os sobrinhos, para isso concluindo três diferentes níveis, referentes a diferentes cenários.

O jogo está disponível em inglês e ucraniano, tendo duas variantes:

  • Com uma bonita introdução (tempo de carregamento do jogo de aproximadamente 9 minutos)
  • Sem introdução (o tempo de carregamento do jogo é de cerca de 4,5 minutos)
Podem vir aqui descarregar o jogo e dar uma pequena doação aos seus autores, que bem o merecem.

A Capital: Pokes & Dicas - 15 de Fevereiro de 1991

O destaque da semana de 15 de de Fevereiro de 1991 n'A Capital é o jogo Gremlins 2, que conta com a participação do nosso amigo Borrocop. De resto, apenas uma página dedicada aos 8bits.

Poderão aqui descarregar o suplemento.

JeT SeT JnR aNd ThE CuRsE oF ThE PhArAoH

Muitos jogos vamos ter nesta quadra, e aqui está mais um: JeT SeT JnR aNd ThE CuRsE oF ThE PhArAoH. Já perceberam, é mais um MOD de Jet Set Willy, sendo o terceiro jogo de Carl Paterson, sempre com a mesma temática.

Segundo o seu autor (ainda não tivemos oportunidade de experimentar o jogo), inclui algumas novidades relativamente às outras incursões:

  • 64 novos quartos
  • 256 itens
  • Novos sprites dos guardiões
  • Maior nível de dificuldade relativamente aos dois primeiros episódios (isso é possível???)
  •  Ecrã de carregamento personalizado
  • 14 novas músicas, em modo 128K
  • Surpresa extra no final do jogo
  • O protagonista não é Willy, mas o seu filho!

Poderão aqui vir descarregar o jogo.

Cursed Castle


Já todos sabemos, o canal de Javi Ortiz é o privilegiado pelos programadores para a apresentação dos seus novos trabalhos para o ZX Spectrum (e não só). E foi mesmo essa a opção de Fransouls, que no directo de hoje de El Spectrumer, disponibilizou Cursed Castle (Castillo Maldito). Podem aqui ver o episódio.

Este jogo tem uma curiosidade: que saibamos, é o primeiro a ser desenvolvido de forma "comercial" com o novo motor ZX Game Maker, do qual falámos há pouco mais de um mês (ver aqui).

A história é a condizer e assumimos o papel de Sir Aleron, um bravo cavaleiro. Este encontra-se nas imediações do amaldiçoado Castelo de Luminaris e tem que recolher os 17 anéis espalhados no pelo caminho até ao castelo. Nesta jornada tem que enfrentar hordas de criaturas do submundo. Ao derrotar o Rei dos Lobisomens e colocar os 17 anéis nos seus devidos lugares, a maldição acaba e é restaurada a glória de Eternum. Convidamo-vos a lerem a história completa e detalhada do Cavaleiro dos Anéis na página do autor do jogo, pois é bastante interessante. E assim de repente, lembra-nos o clássico (e difícil) Ghosts 'n' Goblins.

Do que vimos do jogo e deste novo motor, parece ser um interessante concorrente / complemento aos populares Arcade Game Designer e La Churrera (e muitos derivados), em especial este último. Vamos aguardar pelos próximos trabalhos.

Podem aqui vir descarregar Cursed Castle, é gratuito, mas uma pequena doação é prémio justo para o programador.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2023

Biorritmos (MIA)


O João Pedro Ramos, algures pelos finais dos anos 80, criou a sua própria versão de Biorritmo. Felizmente ainda estava numa das cassetes que nos emprestou, permitindo recuperar o utilitário.

Poderão aqui descarregar Biorritmos.

Johnny the Ghost


Sabemos que o Natal está a começar, pois começam a aparecer jogos a torto e direito. E o que acabou de surgir, é uma maravilha. Além de graficamente ser muito bonito, os quebra-cabeças são extremamente motivantes e a convidarem-nos a avançar e ver o que se encontra no nível seguinte.

Aparentemente serão 50 níveis em séries de 10, com um grau crescente de dificuldade, podendo escolher-se no menu inicial a série que queremos fazer. Para já apenas completámos a primeira, mas pretendemos fazer as restantes neste Natal. Apenas temos pena que o jogo não tenha saído no magazine Woot! 2023, que estará também prestes a sair, com imensas novidades. Vão-se preparando...

Poderão aqui descarregar este jogo de Harald & Marcus Gitzel.

Processador de Texto (FDD)


Em mais uma das disquetes preservadas pelo João Encarnado, encontrámos aquilo que nos parece ser o Time Word, mas numa versão para FDD.

Poderão aqui descarregar o conteúdo da disquete.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2023

Minotauro (MIA)


Nas cassetes do Jorge Branco encontrámos mais um pequeno jogo em BASIC, possivelmente algum type-in de uma revista da época, até porque o nome do jogo não nos é totalmente desconhecido.

Poderão aqui descarregar Minotauro.

Eclipsia


Nome: Eclipsia
Editora: NA
Autor: Luís Peres
Ano de lançamento: 2023
Género: Aventura de texto
Teclas: NA
Joystick: NA
Memória: 48 K
Número de jogadores: 1
Link para descarga: Em breve

Bem tínhamos dito que tínhamos mais aventuras do Luís Peres para partilhar (ver o que dissemos aquando da review de Space 1999). E preparem-se, pois muitas mais virão a caminho e talvez nem todas sejam aventuras de texto / gráficas. Just saying...

A contrário de Space 1999, no qual o Luís manteve a estrutura base de todo o jogo desenvolvido em 1990, apenas tendo sido corrigidos alguns erros que se impunham, um dos quais impedia-o de ser terminado, em Eclipsia o autor criou um jogo inteiramente de raiz, por isso optimizando muitas das coisas que se optou por não fazer ou corrigir no primeiro (privilegiou-se a manutenção do jogo tal como tinha sido criado em 1990). Isso nota-se imediatamente, não só ao nível gráfico, que até utiliza uma estrutura de um jogo que para já se encontra perdido (Shatered Worlds), mas principalmente ao nível da fluidez da acção e da interacção com as diversas personagens. Sendo este apenas o primeiro jogo desenvolvido pelo Luís nesta nova fase, e tendo agora percebido plenamente a mecânica do motor GAC, estamos em crer que as próximas aventuras serão ainda melhores e com uma melhor optimização. Para já, do que vimos em Eclipsia, o resultado é fantástico. 

As aventuras que o Luís desenvolve, ou são baseadas em livros e BDs que o próprio já escreveu, ou, por outro lado, irão dar origem a novos livros. No fundo, criando estas aventuras no GAC, e tal como já nos confidenciou, é uma forma de estruturar as mesmas de modo muito prático e eficaz.

Para já, o Luís depara-se ainda com um problema de falta de memória (o GAC apenas tem 22K disponíveis para a aventura), mas até isso está em vias de ser resolvido e poderemos ter boas novidades no futuro. Por enquanto, não estando ainda o problema resolvido, e sendo Eclipsia enorme, optou-se por criar três fases em três ficheiros autónomos, sendo a segunda e a terceira fases acessíveis através da palavra-passe fornecida quando se completa a fase anterior. Mas vamos então ao jogo, ou melhor, aos vários capítulos do jogo...

Capítulo 1: ECLIPSIA


Como podem ver acima, o Luís também criou os mapas para cada um dos capítulos. E além de ilustrarem na perfeição a aventura, são também muito úteis. Apesar do mundo por onde vamos andar não ser labiríntico, antes pelo contrário, as ligações são todas lógicas, sabendo que existem várias dezenas de locais a visitar, é sempre mais cómodo termos à nossa frente o mapa.

Este primeiro capítulo é praticamente uma introdução à aventura. Começamos no nosso quarto, e, para já, desconhecemos por inteiro aquilo que vamos ter que enfrentar ou qual a nossa missão. Mesmo o nosso avô, figura central de todo o jogo, nesta fase não nos é de grande apoio (mais à frente vamos perceber a razão).

Existem lugares muito díspares, incluindo um rio, mas teremos que os correr todos, pois vamos encontrando objectos que nos permitem depois avançar na aventura. Está sempre subjacente nesta primeira fase ajudarmos alguns personagens, que, em retorno, nos dão algo que vai ter utilidade mais tarde. Os quebra-cabeças, embora simples, exigem algum tempo de reflexão, existindo também algumas armadilhas mortais, mas perfeitamente identificáveis à partida.

Esta primeira parte é apenas um aperitivo para o que se vai encontrar nas fases subsequentes...


Capítulo 2: AWAKEN


Neste segundo capítulo, o cenário é substancialmente diferente do capítulo anterior, agora num ambiente bastante mais industrial, não obstante, teremos que forçosamente ir visitar uma ilha. No entanto, a mecânica é semelhante, tendo algumas tarefas e missões intercalares que serem cumpridas, se queremos avançar na aventura.

Tal como na fase anterior, devemos examinar muito bem os locais por onde andamos. Por vezes, o cenário parece não ter qualquer objecto útil e, quando o observamos mais pormenorizadamente, encontramos algo que nos permite desbloquear determinada situação, nem que seja num outro local.

Ficamos também a saber mais alguma coisa sobre o nosso avô. E também vamos perceber porque é que os guardas não morrem, antes ficam inutilizados (caso tenham pensado que existia uma "gralha" no capítulo 1). Além disso, encontram-se alguns easter eggs e até referências a jogos famosos. Seremos capazes de os descobrir?

Sendo o nível de dificuldade neste capítulo naturalmente um pouco mais elevado, as charadas continuam a ser bastante intuitivas, não frustrando nenhum iniciado nestas lides das aventuras de texto. Se cumprimos com a missão, é-nos então fornecida a palavra passe para o último capítulo.


Capítulo 32: STARLOST


Por fim chegamos ao epílogo, e ficamos a perceber logo nos primeiros ecrãs o sentido de toda a aventura e a nossa missão real. São muitas as surpresas que vamos encontrar à medida que vamos avançando, e ainda mais quando chegarmos ao final, nomeadamente o papel do nosso avô em toda a trama. Obviamente que não vamos ser spoilers e contar de antemão o enredo, podemos é dizer que é surpreendente e muito bem imaginado pelo Luís, enquadrando-se às mil maravilhas numa obra literária.

Aliás, o forte destes jogos do Luís são o enredo e história a eles associados, mas também a vertente gráfica, com ecrãs maravilhosos e que constituem uma lufada de ar fresco nas aventuras de texto (veja-se os ecrãs "duplos", por exemplo). Não é à toa que  Luís Peres é um ilustrador de excelência, com dezenas de livros e BDs desenvolvidos, que aliás podem ver na sua página (aqui).

Esta terceira parte é um pouco mais difícil que as anteriores, mas quem jogou o Space 1999 irá notar algumas similaridades na mecânica. A interacção com as personagens é muito mais forte, sendo mesmo fulcral para se chegar ao fim. E mesmo tendo em conta as limitações do GAC ao nível da descrição dos cenários e do próprio enredo, o resultado final é brilhante, compreendendo-se o sentido de tudo. Além disso, o ambiente e o mundo criado pelo Luís envolve-nos completamente, levando-nos a lutar até ao fim para conseguirmos deslindar os mistérios de Eclipsia.

Para já apenas existe em formato digital, no entanto, o Luís deixou alguns extras, nomeadamente uma capa para  jogo e os mapas ilustrados de cada um dos episódios. Ansiamos agra por uma versão física contemplando todos estes materiais. Iremos ter sorte?

TIMEX: Made in Caparica | BiblioGamers

Novo vídeo do BiblioGamers, um evento co-organizado pelo Museu na Biblioteca de Marvila nos dias 20, 21 e 22 de Outubro.

Partilhamos uma sessão dedicada à TIMEX Portugal cuja história o Museu tem feito um esforço para preservar e divulgar. Uma sessão que contou com:

  • João Diogo Ramos, curador do Museu, onde abordou esta história, desde a inauguração da fábrica até ao encerramento das actividades, proporcionando uma visão abrangente do impacto que a TIMEX teve no desenvolvimento tecnológico do nosso país.
  • Hugo Pinto, voluntário do Museu, que nos guiou pelo hardware criado pela TIMEX destacando alguns projectos que o Museu tem vindo a desenvolver na recuperação e evolução destas máquinas.

Juntem-se a nós às 21h no canal de YouTube do Museu LOAD ZX. Não percam!

terça-feira, 19 de dezembro de 2023

Cometa (MIA)


Cometa foi desenvolvido pela Petra João em finais dos anos 80. Poderá ter sido um trabalho escolar, à semelhança de outros que vimos dela.

Poderão aqui descarregar o programa.

Train your Brain


De vez em quando aparecem assim pequenos programas a fazer lembrar alguns dos type-ins que vamos encontrando. E este até tem semelhanças com um que vamos disponibilizar no próximo mês, Mat Mat.

A ideia é treinar o nosso cérebro fazendo contas. Não conseguimos jogar no nível mais difícil, pois a opção não funciona, mas talvez tenhamos que passar por todas as outras antes.

Poderão aqui descarregar o programa.

Física 1


Deixamos agora um pequeno programa que o Zé Oliveira escreveu em 1984. Trata-se de uma apresentação com cinco desenhos dos que se encontram nos manuais da disciplina de Física e Química.

Para correr o programa online, clicar aqui.

Para fazer download, clicar aqui.

Battle Tanks: The Next Generation

Ultimamente temos "desprezado" os jogos para  Next. O problema é apenas um, com tanta coisa a sair para  ZX Spectrum, mal temos tempo para cobrir aquilo que vai aparecendo para esse computador, quanto mais para o Next. Mas algo vindo da equipa de Sanchez Crew é sempre merecedor de ser divulgado, e saiu há poucas horas o seu novo jogo: Battle Tanks: The Next Generation. 

Ao contrário do que possam pensar, não estamos perante um shoot'em'up, mas sim de um puro jogo de estratégia, embora os objectivos sejam os mesmos, isto é, capturar a base adversária e evitar que a nossa seja destruída. Para isso apenas temos que ir escolhendo os tanques mais adequados ao assalto que pretendemos fazer. Existem quatro à escolha, cada um com um custo diferente, e temos que fazer a devida gestão de recursos.

Muito simples e divertido, é uma boa forma de passar o Natal, ainda mais com tanta gente a receber o seu novo Next. Para isso basta aqui virem descarregar o jogo, é gratuito, mas uma pequena doação é de bom tom.

segunda-feira, 18 de dezembro de 2023

Ciclos


Temos hoje um dos primeiros testes gráficos que  Zé Oliveira fez em 1983. As cores são berrantes na versão de 1983 porque na altura não tinha ainda uma TV a cores. ENtretanto o Zé fez algumas alterações, tendo agra uma nova versão para 2023.

Para correr online a versão de 1983, clicar aqui.

Para correr online a versão de 2023, clicar aqui.

Para fazer download da versão de 1983, clicar aqui.

Para fazer download da versão de 2023, clicar aqui.

Quadrados Assassinos (type-in)


O Carlos Fernandes digitou mais um jogo da Mini Micro's, neste caso da número 3. Quadrados Assassinos é uma espécie de Snake, no qual temos que fazer deslocar um personagem, sem que este vá de encontro aos blocos ou às paredes laterais. Puro exercício de habilidade, como podem ver.

E como é habitual o Zé Oliveira pegou no jogo e fez-lhe alguns melhoramentos, incluindo teclas mais funcionais, dando-lhe o nome de Killer Squares.

Podem descarregar ambos os programas aqui.

domingo, 17 de dezembro de 2023

ZX Spectrum Podcast: episódio 7


Tudo começou quando o Luís Peres solicitou num fórum do Facebook, há bastante tempo, ajuda para recuperar o material que estava numa antiga cassete do ZX Spectrum e que supostamente teria um jogo da sua autoria, o Espaço 1999. Uma coisa levou a outra e temos o Luís como convidado neste episodio onde falamos sobre Aventuras de Texto, Graphic Adventure Creator, séries de televisão, e do Lanita.

Para conhecer mais sobre os trabalhos do Luis Peres, podem visitar a sua página (aqui), e, para conhecer mais detalhes sobre a historia de preservação deste jogo, podem aqui vir. Falamos também dos jogos futuros do Luís.

Esperemos que se divirtam tanto a ouvir, como nos deu a fazer o episódio. Basta virem aqui ouvir online ou descarregar o episódio 6.

MC Music (MIA)


MC Music é mais um programa de música que descobrimos nas cassetes do Jorge Branco. De autor desconhecido, parecia ainda não estar preservado. Experimentem então a correr o programa e veja (ou oiçam) o efeito quando pressionam as teclas.

Poderão aqui descarregar MC Music.  

A Indústria dos Videojogos | BIBLIOGAMERS


Voltamos aos vídeos do BiblioGamers, um evento coorganizado pelo Museu na Biblioteca de Marvila nos dias 20, 21 e 22 de Outubro. Desta vez, partilhamos uma sessão que aborda a indústria dos videojogos em Portugal. A conversa, que contou com a participação de diversas personalidades influentes na indústria, abordou a evolução, as dificuldades e as perspetivas deste sector em constante crescimento no nosso país.

Uma mesa-redonda para debater o tema, moderada por Tiago Loureiro, game developer com mais de 20 anos de experiência (actualmente diretor técnico na Kokku), que contou também com a participação de:
  • Ana Teresa Mota, game recruiter da Redcatpig Studio
  • Diogo Rato, diretor executivo da Associação de Produtores de Videojogos Portugueses
  • Filipe Costa Luz, professor na Universidade Lusófona
  • Muhammad Satar, CEO da Infinity Games
Juntem-se a nós às 21h no canal de YouTube do Museu LOAD ZX. Não percam!

CM: Os Jogos no Computador - 148

Lembram-se da Sputnik Soft? Pois bem, voltaram a anunciar o seu clube na edição de "Os Jogos no Computador" de 17 de maio de 1992. A digitalização de Mário Moreira está neste link.

JND: Micromania - 078


A Micromania de 9 de junho de 1991 chamou a atenção pelo mapa de Shadow Of The Beast, ilustrado por leitores micromaníacos! A digitalização produzida por Miguel Brandão está neste link.

sábado, 16 de dezembro de 2023

Space 1999: The Invasion

 

Nome: Space 1999: The Invasion
Editora: NA
Autor: Luís Peres
Ano de lançamento: 1990 / 2023
Género: Aventura de texto
Teclas: NA
Joystick: NA
Memória: 48 K
Número de jogadores: 1
Link para descarga: Em breve 

Ainda antes de falar deste jogo desconhecido da comunidade, vou desvendar um pouco a sua génese (e perdoem-me por desta vez falar na primeira pessoa). 

Assim, tudo começou quando o Luís Peres solicitou num fórum do Facebook, há bastante tempo, ajuda para recuperar o material que estava numa antiga cassete do ZX Spectrum e que supostamente teria um jogo da sua autoria, o Espaço 1999. Uns anos depois, quase que por acaso, vi a mensagem e prontifiquei-me a entrar em contactos com o Luís, que ainda por cima era uma pessoa bem conhecida na comunidade dos videojogos, fruto da sua participação em Gambys e relações com o núcleo de Portimão (Marco & Tito), mas também um ilustre ilustrador (passe a expressão), com trabalhos simplesmente magníficos, a fazerem as delícias de toda a criançada.

Recebi a cassete no correio e vou ser sincero, esta encontrava-se num estado lastimoso, inclusive estando a fita "mastigada" em alguns pontos. Passei horas a alisar a fita da cassete à mão (não era possível usar-se luvas para este trabalho), correndo o risco de partir a fita ou apagar a gravação. Mas não havia alternativa, pois era impossível fazer-se uma leitura da cassete nas condições em que esta chegou, com várias partes da gravação mudas (felizmente não apagadas). Perdido por um, perdido por mil, como diz o ditado...

A cassete original, tal e qual como me chegou

Depois da fita toda alisada, veio o segundo processo moroso: conseguir uma leitura suficientemente boa para se conseguir recuperar os dados. Felizmente que leitores de cassetes é o que não falta aqui por casa e lá consegui ter uma leitura minimamente funcional através de um leitor mítico e muito fiável, o Timex 2020. Permitiu-me assim recuperar aquilo que se encontrava no lado A. 

Vem então o primeiro momento de desilusão: não era um jogo completo, apenas um bloco de dados. Ao falar com o Luís, percebi então que o jogo tinha sido desenvolvido no GAC e com esse programa experimentei a abrir o bloco de dados. Maravilha, funcionou, e consegui ter acesso a Space 1999: The Invasion.

Segundo momento de desilusão: começo a jogar e percebo que o jogo fica encravado num certo ponto, pois o comando "down" não funciona em certo local. Ao analisarmos os dados, percebemos então que não estávamos perante a versão final do jogo (infelizmente o ecrã de carregamento e o ecrã final original desapareceram para sempre), mas uma versão muito próxima do que seria a final.

Passo seguinte: ler o manual do GAC, um programa cujo original até tenho aqui por casa. Assim, com a ajuda do Luís, mapeei o jogo, corrigi uma série de erros, tornando-o jogável e completável. Por sua vez, o Luís refez o ecrã de carregamento e mais algumas melhorias, e podemos assim apresentar o jogo à comunidade, mais de 30 anos depois de ter sido desenvolvido (o Luís era um jovem na altura e este foi o seu penúltimo jogo).

Ainda antes de falar do jogo em si, vou referir o que encontrei no lado B. Uma outra aventura do Luís, The Shatered World, com um aspecto fabuloso, a avaliar pelos ecrãs que consegui ver (cerca de uma dezena), mas num estado muito mais provisório que o Space 1999. Infelizmente a versão final desse jogo, que foi o último que fez na altura, juntamente com cerca de uma dezena de aventuras criadas pelo Luís com o GAC, foram há muito para o lixo. A boa notícia é que  Luís está de volta e, quem sabe, irá agora recriar aquilo que se perdeu. Mas isso será contado numa próxima ocasião (aguardem por novidades).

Mas vamos lá ver então do que trata Space 1999: The Invasion. O título diz tudo, remetendo-nos para a famosa série Espaço 1999, que passou na TV Portuguesa em finais dos anos 70, por volta de 83 e, mais tarde, esporadicamente em finais dos anos 80. E tudo começa na base lunar Alpha, sendo assim fiel à série original. Está em curso uma invasão alienígena, cujos monstruosos e letais seres ocuparam boa parte da base. A maior parte da tripulação está ocupada a combater os invasores, cabendo a nós salvar a humanidade.

O jogo é bastante extenso, com cerca de seis dezenas de locais divididos entre os três níveis da base, as cavernas e até a própria superfície lunar (terão que descobrir a forma de lá chegar, o que implica realizar várias acções prévias).  

Existem também perto de duas dezenas de objectos e praticamente todos têm a sua utilidade. Não existindo o comando "drop", o nosso conselho é que recolham tudo o que encontrarem, pois não existe limite de peso para aquilo que carregam. A finalidade de cada objecto é bastante intuitiva, pelo que rapidamente se aperceberão onde (ou como) os usarem. Menos fácil será perceber como poderemos usar os elementos da tripulação em nosso favor. Alguns deles são fulcrais para podermos avançar em alguns pontos da aventura, seja para desbloquear uma porta que parece estar bloqueada por um objecto metálico, seja para eliminar determinado alien mais teimoso. 

Fulcral é também mapear-se a base. Nem todos os locais têm uma imagem associada (por razões de memória), em especial os corredores, pelo que facilmente nos podemos perder ou entrar em algum local no qual somos imediatamente mortos. 

O principal problema do jogo foi a falta de memória. Com tanto local e gráfico, com tanta acção para se realizar, a capacidade disponível que é libertada pelo GAC rapidamente foi preenchida. Seguramente haveria alguns pontos de melhoria, nomeadamente ao nível da descrição dos locais ou dos próprios comandos, no entanto, já não seria possível introduzir mais textos ou gráficos. Além disso, a aventura não termina por aqui, como terão oportunidade de ver se chegarem ao fim. Mas até lá, muitas horas vão necessitar para deslindar todos os quebra-cabeças imaginados pelo Luís Peres.

Quanto à classificação final, esta não existe, à semelhança do que fazemos em jogos nos quais estamos directamente envolvidos. Limitamo-nos a dizer que o jogo é bastante bom.

Vamos agora torcer para que 2024 seja um ano memorável em termos de aventuras criadas com o GAC. Até lá, aguardem uns dias até o jogo ficar disponível, mas não deixem de o experimentar e comentar as vossas impressões sobre Space 1999. Pode ser que calhem mais prendas no sapatinho até às 12 badaladas de 31 de Dezembro...