Mostrar mensagens com a etiqueta Software Amusements. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Software Amusements. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Jogos da Software Amusements grátis


Adrian Cummings disponibilizou gratuitamente os seus jogos para o Spectrum Next, tendo agora a comunidade acesso livre a alguns dos primeiros trabalhos para esse computador.

Os jogos são (todos com review detalhada em Planeta Sinclair):

Podem vir aqui descarregar os jogos.

sábado, 6 de julho de 2019

Bubblegum Bros.


Nome: Bubblegum Bros.
Editora: Software Amusements
Autor: Adrian Cummings
Ano de lançamento: 2019
Género: Plataformas
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston
Memória: Spectrum Next
Número de jogadores: 1

Confessamos que as nossas expectativas não eram as mais elevadas para este jogo, que aparentemente terá sido o último de Adrian Cummings para o Spectrum Next. As críticas foram arrasadoras, e se em alguns aspectos até concordamos que possa haver uma certa razão, nomeadamente ao nível dos testes finais, claramente insuficientes, e na resolução de alguns bugs, também nos parece que noutros aspectos houve algum exagero. Não sendo Bubblegum Bros. uma obra-prima, também já vimos bastante pior. E justiça seja feita, Adrian é sem dúvida o mais prolífico programador do Spectrum Next, tendo lançado cinco jogos que abarcam também cinco géneros diferentes, desde os labirintos de Dungeonette, o seu primeiro jogo, até ao puzzle de Dweebs Drop. Pelo meio os seus dois melhores jogos, DeltaStar Earth Defence e Montana Mike. Um portfolio que não envergonha ninguém, portanto...

Bubblegum Bros. retoma um tema que originou um dos grandes jogos do Spectrum (e doutras plataformas): Bubble Bobble, de 1987. O seu maior trunfo era a enorme jogabilidade, isso e o facto de poderem jogar duas pessoas em simultâneo. E mesmo tendo um tema mais "infantil", não impediu que miúdos e graúdos o venerassem. Bubblegum Bros. também tem isso: uma agradável jogabilidade, não obstante por vezes haver tanta coisa no ecrã que se toram difícil distinguir os personagens ou os power-ups, e a possibilidade do segundo jogador, que infelizmente não tivemos possibilidade de testar.

O principal objectivo é apanhar o power-up que tem o símbolo com uma espiral e que permite avançar para o nível seguinte. Este aparece periodicamente, às vezes até quando se inicia um novo cenário, constituindo um golpe de sorte que talvez pudesse ter sido evitado pelo programador. Mas regra geral temos que suar muito até que o power-up certo apareça. Isto porque cada nível está repleto de diferentes inimigos, que surgem no topo do ecrã, e vão descendo, saindo depois pelo fundo e voltando a aparecer no topo. Escusado será dizer que ficar nas plataformas superiores, apesar de potenciar a colecta dos power-ups, também potencia o risco de ser capturado por um inimigo.


Os restantes power-ups também dão uma boa ajuda, senão vejamos: o mais importante, o coração, concede uma vida extra (e bem vamos precisar delas). Um outro elimina todos os inimigos do ecrã, outro congela-os durante certo tempo, também existe um que concede invulnerabilidade durante uns segundos e, finalmente, um que duplica o raio de acção da nossa armas. Sim, faltava falar da arma que temos em nosso poder e que atira bolhas, que quando atingem os inimigos, os eliminam. E se por um lado é tentador disparar constantemente para todas as direcções, rapidamente iremos perceber que a melhor estratégia até será atingir apenas os inimigos que nos ameaçam directamente, pois assim controlamos melhor o caminho que tomam e temos menos hipóteses de ser surpreendidos com o seu reaparecimento (quando são atingidos).

É também fundamental estudar-se muito bem cada cenário, pois geralmente existe um ponto onde podemos "estacionar" o nosso personagem, correndo poucos riscos de ser atingido por um inimigo, ao mesmo tempo controlando os power-ups que vão aparecendo. Como estes apenas permanecem activos uns segundos, estarmos bem posicionados é meio caminho andado para os conseguirmos apanhar.

Uma outra estratégia poderá passar por tentar esticar ao máximo cada nível, tentando apanhar o maior número possível de vidas extra (os corações), por forma a criar uma boa almofada para os níveis mais difíceis, ou até para cada um dos bosses de final de nível. E aqui reside outro ponto que deveria ter sido melhor testado, pois em alguns casos conseguimos eliminar estes monstros posicionando o nosso personagem num ponto em que praticamente não é atingido pelos seus inimigos, facilitando muito a missão (caso mais paradigmático, o do nível 8).


Outra das críticas que ouvimos foi também o do jogo ser curto. Não nos pareceu, pois ao final de hora e meia a jogar ininterruptamente ainda tínhamos chegado apenas ao nível 5, e cada um deles tem oito diferentes cenários e inimigos. E se jogado a dois, aumentam também os motivos de interesse, podendo desenrolar-se uma autêntica batalha pela melhor pontuação.

Os gráficos estão alinhados com a temática do jogo, vocacionados para um público mais juvenil, que de certeza ficará encantado com alguns dos personagens, mas talvez um público mais maduro preferisse menos cor. De qualquer forma achamos que estão adequados aos objectivos pretendidos e exploram bem as capacidades do Spectrum Next, não havendo qualquer diminuição da velocidade da acção, mesmo quando o ecrã se encontra sobrelotado.

Bubblegum Bros. será assim um jogo amado por uns e odiado por outros, nós optámos pelo meio-termo, reconhecemos as suas virtudes, mas também os seus defeitos, e o melhor conselho que podemos dar é que o experimentem antes de comprar (existem inúmeros vídeos no YouTube). Quem o quiser adquirir, poderá vir aqui descarregar a versão digital ao custo de 3,40 usd, existindo também uma versão física numa compilação de jogos do autor, ao preço de £ 12.99 acrescido de portes.

terça-feira, 12 de março de 2019

Dweebs Drop



Nome: Dweebs Drop
Editora: Software Amusements
Autor: Adrian Cummings
Ano de lançamento: 2019
Género: Puzzle
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston
Memória: Spectrum Next
Número de jogadores: 1

Adrian Cummings continua regularmente a lançar jogos para o Spectrum Next. Aliás, neste momento é o único que tem versões físicas de jogos para esta plataforma (NextDAW é um utilitário e Nextoid, Flappy Next e Nextipede apenas existem em versão digital). Existem muitos em desenvolvimento, calcula-se que alguns até já estejam finalizados à espera que o computador chegue às mãos dos backers, que nessa altura estarão ávidos de adquirir software. Provavelmente manobra de marketing, mas quando o Spectrum Next for lançado, iremos tirar as dúvidas.

Dweebs Drop é mais um clone de Tetris, a juntar aos mil e um existentes, alguns, como é o caso de Buzzsaw, a equiparar-se mesmo em qualidade ao jogo que o inspirou. Esperava-se agora que com as novas capacidades do Next levassem a que finalmente o original fosse ultrapassado. Ainda não foi desta, embora nem por isso estejamos perante um jogo fraco. Simplesmente falta-lhe qualquer coisa para atingir o nível de Tetris ou mesmo dos anteriores jogos de Adrian. Talvez com um pouco mais de diversidade pudéssemos dizer que estávamos aqui perante um jogo de referência...


Como poderão ver na imagem acima, temos poucas opções. Podemos jogar contra o computador ou contra um oponente real, escolher o tipo de peças (pedras preciosas ou jóias), e o nível de dificuldade (normal ou difícil). Na realidade o nível normal não constitui qualquer desafio, uma vez que é fácil demais. Existe assim uma certa pobreza franciscana ao nível das opções de jogo.

As instruções são muito simples, também. A ideia é juntar horizontal ou verticalmente três ou mais peças da mesma cor, fazendo-as desaparecer do tabuleiro. Existem, no entanto, peças que fogem à norma. Assim, se colidirmos com as peças pretas, além da nossa peça desaparecer, juntamos uma linha ao tabuleiro adversário, logicamente dificultando-lhe a vida, uma vez que se as peças atingirem o topo do tabuleiro, o jogo acaba.


Outras peças importantes são o arco-íris e os ovos. Se colidirmos com esses, todas as peças dessa cor desaparecem do tabuleiro. Aqui temos um certo elemento estratégico associado, pois não raras vezes vamos aguardando que venha a peça mais favorável, por forma a que a colisão provoque o maior número de baixas no tabuleiro.

Mas nem tudo são facilidades, pois também jogamos contra o tempo. Assim, embora a velocidade com que as peças caiem não aumente (pelo contrário, somos nós que definimos quando as queremos deixar cair no tabuleiro), à medida que o tempo vai passando vão sendo adicionadas filas de peças a este. Existe portanto a conveniência de se tentar despachar as peças o mais rápido possível, tentando ter sempre o tabuleiro a um nível gerível.


As potencialidades do Next permitem a adição de muita cor, e isso é o que não falta aqui. As peças são tremendamente coloridas, e os efeitos de cada vez que uma peça explode está muito bem conseguido. O som igualmente, no entanto a melodia é bastante repetitiva e torna-se maçadora ao final de algum tempo. É apenas um pormenor, mas que no fundo não deixa de contribuir para a sensação de que se podia ir um pouco mais além neste jogo.

Onde Dweebs Drop ganha realmente é na jogabilidade, muito boa, e se tivermos um oponente humano para entrar em competição connosco, é aqui que a diversão realmente começa. É que jogar apenas para os pontos (não existe uma tabela de high score, sequer, outro pormenor descurado), ao final de certo tempo acaba por retirar o interesse.

Este é então um jogo que os apreciadores do género irão certamente gostar, pois embora não sendo extraordinário, tem capacidades aditivas suficientes para nos fazer voltar a carregá-lo de vez em quando. A versão digital tem um custo de 5.99 usd, enquanto que a versão física vai parar às £ 10.99 acrescido de portes, podendo os interessados vir aqui adquirir Dweebs Drop.

sábado, 3 de novembro de 2018

Montana Mike


Nome: Montana Mike
Editora: Software Amusements
Autor: Adrian Cummings
Ano de lançamento: 2018
Género: Plataformas
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston
Memória: Spectrum Next
Número de jogadores: 1

Abram alas, Indiana Jones está de volta!!! Bem, não é o Indiana Jones mas anda muito perto, é Montana Mike, o novo herói criado por Adrian Cummings, que continua imparável na sua missão de laçar jogos para o Next.

Depois de Dungeonette e de DeltaStar Earth Defence, Adrian muda radicalmente o género de jogo. Não esperem encontrar por aqui os labirintos à la Atic Atac, ou o "tiro neles" de Galaxians, o que nos é apresentado é uma aventura de arcada, com muitas plataformas à mistura, a fazer lembrar, e muito, Rick Dangerous, mas sem o excessivo grau de dificuldade deste.

Também já antes dissemos, não interessa se a história é pouco original ou se copia a fórmula de outros, o que interessa é se o jogo é bom e se nos diverte. E podem crer que Montana Mike acerta na mouche. Mas vamos então à história da nova aventura de Indiana Jones, isto é, Montana Mike. Ou apenas Mike. É que passámos tanto tempo a tentar acabar o jogo (e conseguimos), que Mike já é como se fosse família e tratamo-lo por "tu".

Assim, este intrépido herói anda à volta do mundo à cata de tesouros para o museu do seu pai. Ao longo de quatro pontos no globo (México, Egipto, Londres e China), tem que recolher, em cada um deles, cinco objectos valiosos, pelo que só então poderá regressar a casa em segurança. Cada ponto corresponde a um nível e só se avança para o seguinte, exactamente quando se obtém o quinto objecto (não é necessário visitar todos os cenários, mas não o deixem de fazer).


A aventura começa no México, e como seria de esperar Mike tem que entrar nas ruínas de um templo asteca. Estas estão recheadas de perigos e armadilhas. Convém não só que Mike tome muita atenção onde pisa, pois nem todo o chão é estável, mas também ao que se encontra no tecto, não vá este cair-lhe em cima.

Para ajudar Mike, existe o seu fiel chicote, sendo uma das formas de eliminar os restantes seres que povoam os cenários. Mas é necessário algum cuidado, pois se deixa os inimigos aproximarem-se demais, esta arma deixa de ser eficaz. Em alguns pontos do cenário encontra-se uma seis tiros, bastante mais eficaz para lidar com os inimigos, mas há que usá-la apenas quando necessário, pois as munições são parcas.


Depois do México, segue-se o Egipto. Naturalmente que os cenários mudam, e Mike encontra-se agora nas catacumbas de Ra. Em vez de encontrar cobras e lagartos, vai encontrar besouros e outros seres típicos do Antigo Egipto. Só faltam as múmias, mas ainda bem, pois o jogo já é difícil o suficiente sem mais estes seres.

Nem tudo é imediato e há que decifrar também alguns enigmas, como o do ecrã abaixo. Não vos vamos dizer como fazer com que a escada desça e permita a Mike atingir o piso superior, no entanto um conselho deixamos: explorem muito bem todo o cenário, até os pontos mais recônditos. Nunca se sabe quando escondem algo...


De seguida a Europa. Os lúgubres subterrâneos de Londres são o poiso do terceiro nível. Ratos e muito material radioactivo é comum por esses lados. Assim como uns estranhos seres, provavelmente alguma mutação genética resultante de todo o lixo depositado nesse local. Não nos vamos esquecer, da próxima vez que visitarmos Londres não vamos andar de metro...

Os desafios não diferem muito dos restantes níveis, e mesmo o grau de dificuldade é consistente com o dos dois primeiros. No entanto, o cenário é aqui mais labiríntico, pelo que traçar um mapa poderá ser uma boa ideia (cada nível tem cerca de cinquenta ecrãs).


E se tudo correr bem e forem um ás do chicote, entram então no Palácio de Ming, na China. Diferentes inimigos, diferentes obstáculos, mas a mecânica de jogo mantém-se. Muito salto, muito estalar do chicote e muito recomeçar do início de cada nível. Uma grande vantagem é que de cada vez que se perde todas as vidas, recomeça-se no início desse nível, não tendo que se repetir todo o caminho. Até aqui Montana Mike ganha pontos relativamente à concorrência.

Outra vantagem em relação a outros jogos do género, com Rick Dangerous à cabeça, é que se estiverem com atenção aos cenários conseguem detectar os perigos que se escondem. Isso torna o desafio bastante mais justo, se bem que continue a haver uma boa dose de frustração de cada vez que se perde a vida dez vezes seguidas no mesmo local.


Como já perceberam, gostámos muito de Montana Mike. Apesar de ser um desafio difícil, o que se nota é que tem uma curva de experiência muito ajustada. De cada vez que iniciam o jogo, vão um pouco mais à frente. Não foi assim de espantar que tenha sido no México onde perdemos mais tempo, tendo o último nível sido terminado num tiro, pois já tínhamos interiorizado as manhas todas dos anteriores.

Gráficos bastante bons, o sprite de Mike é um mimo, cenários muito imaginativos e som agradável, contribuem para uma experiência muito gratificante. Sem dúvida alguma que este é um jogo aconselhado a todos os fãs do género.

Montana Mike pode ser adquirido na página da Software Amusements a partir de 9 de Novembro. Se optarem pela versão digital, esta tem um custo de £ 4.99. Se forem para a versão física, são £ 9.99, mas incluí alguns extras, como um belíssimo mapa do primeiro nível.

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

DeltaStar Earth Defence


Nome: DeltaStar Earth Defence
Editora: Software Amusements
Autor: Adrian Cummings
Ano de lançamento: 2018
Género: Shoot'em'up
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston
Memória: Spectrum Next
Número de jogadores: 1

Os jogos para o Spectrum Next começam agora a sair com maior regularidade, quando já estamos muito perto da data de lançamento deste computador. E Adrian Cummings  vai no segundo jogo para este sistema, depois de Dungeonette, clone moderno de Atic Atac que apreciámos bastante, sendo a sua única lacuna o facto de ter apenas três níveis. Três níveis é o que DeltaStar não tem. São nove e todos bem recheados, sendo garantia de que vão passar aqui bons momentos até conseguirem libertar a terra dos opressores alienígenas.

Assim, em DeltaStar, Adrian Cummings optou por uma abordagem completamente diferente. Está-se agora perante um puro shoot'em'up, clone do mítico Galaxians. Mas o que é que isso interessa, quando o jogo atinge um patamar próximo da perfeição? Não interessa se já ouviram esta história vezes sem conta ou se já experimentaram mil e um jogos semelhantes, o que conta é que assim que começarem a dar ao gatilho, não mais querem parar.


Ainda antes de iniciarem a missão de expulsar os inimigos do nosso Sistema Solar, é-vos apresentado um ecrã que substitui qualquer manual de instruções. Ficam assim a saber que durante a missão vão poder contar com algumas ajudas. Estes add-ons, familiares para quem já está habituado a este tipo de jogos, são fundamentais se querem avançar ao longo dos níveis. Assim, começam com umas míseras balas (B), que pouco mais fazem do que comichão nos inimigos. Os lasers (L) já duplicam a força bélica, mas se querem mesmo ver destruição, apanhem as fireballs (F). Aqui sim, vale a pena ver os nossos tiros a dizimarem as vagas inimigas. E tal como em Galaxians, só passam para o nível seguinte depois de eliminarem todas as vagas inimigas.

Cada nível tem também várias fases. Assim, além das vagas normais, por vezes têm que passar por sectores pejados de asteróides ou detritos espaciais. Aqui têm que evitar serem atingidos, sendo que os objectos menores podem ser destruídos à força do tiro. Como estão em órbita de um planeta, passam várias vezes por estes objectos, mas se os forem destruindo (os pequenos), é garantia que estes já não vos voltam a chatear quando voltarem a passar pelo mesmo ponto.

Por fim, e antes de passarem ao nível seguinte, têm que se ver com um monstro de final de nível, devidamente guardado pelos seus exércitos. Não necessitam de eliminar estes para acabar esta fase, mas é de todo conveniente começarem pelas peças menores. Depois, terão que acertar nos pontos nevrálgicos do "boss", única forma de o destruírem.


Os gráficos são excelentes, fazendo jus às capacidades do Spectrum Next, assim como o som. Mas o melhor de tudo é a jogabilidade e a capacidade de entretenimento. Sendo este um shoot'em'up puro, sem grandes elementos inovadores, seriam estes dois factores a definir a qualidade do jogo. E neste aspecto, levam nota máxima. Este é daqueles jogos perfeitos para se tentar bater recordes e que dificilmente se larga. E já agora, desafiamo-vos a ultrapassarem o nosso recorde de 91.470 pontos...

Tendo nós já terminado o jogo, deixamos também algumas dicas:
  • Mantenham-se nos cantos, geralmente as vagas inimigas não chegam lá. A partir daí vão "limpando" os inimigos gradualmente, correndo menos riscos.
  • Memorizem as vagas inimigas, fundamental para poderem evitar as balas inimigas e para saberem o momento em que podem apanhar os add-ons.
  • É fundamental desde logo, isto é, no primeiro nível, apanhar o "fireball". Só depois deverão optar pelos "shields".
  • Se já tiverem o "fireball" activado, esqueçam os restantes add-ons. Excepto os "shields", mas não necessitam de correr grandes riscos para o apanhar.
  • No "boss", a paciência é uma virtude. Mantenham-se nos cantos e apenas ataquem pela certa. 
  • Nas cinturas de asteróides, se não tiverem o "fireball" activado, optem por desviar-se dos objectos, em detrimento de os tentarem destruir.

A versão digital de DeltaStar Earth Defence tem um custo de  5.99 usd e a versão física de £ 9.99 + portes, podendo ser aqui adquirida, mas podemos dizer que compensa inteiramente o valor pedido. A fasquia dos jogos para o Next foi colocada muito alta, e agora mal podemos esperar pelo próximo jogo do Adrian Cummings, Montana Mike, esperado mais para final do ano.

quinta-feira, 28 de junho de 2018

DeltaStar Earth Defence para venda em breve


DeltaStar Earth Defence, o novo shoot'em'up de Adrian Cummings, cuja preview já aqui tínhamos dado conta, será lançado no dia 27 de Julho. Quem não conhece este autor, foi o responsável pelo primeiro lançamento físico para o Spectrum Next (Dungeonette), computador que se espera que saia também pelo final de Julho, se não houver imprevistos de última hora.

Mas o melhor de tudo é que Adrian não vai ficar por aqui. Mais para final do ano será lançado Montana Mike. Não existem ainda grandes detalhes deste jogo, mas será que vamos ter aqui o sucessor de Rick Dangerous?

Quem quiser fazer a reserva destes jogos só tem que ir espreitando a página do Adrian.

sábado, 21 de abril de 2018

Dungeonette


Nome: Dungeonette
Editora: Software Amusements
Autor: Adrian Cummings
Ano de lançamento: 2018
Género: Labirinto
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston
Memória: Spectrum Next
Número de jogadores: 1

Nextoid!, cuja primeira versão foi lançada há cerca de mês e meio, foi o primeiro jogo a sair para o Spectrum Next a utilizar todas as capacidades deste computador. E surge agora o primeiro lançamento físico de um jogo para esta plataforma, sendo Adrian Cummings o felizardo que irá ficar para a  história. Mas também existe o reverso da medalha, como iremos ver.

Em Dungeonette assumimos o papel de um cavaleiro, que ao longo de três níveis (ou calabouços, se preferirem), tem que recolher todo o ouro que conseguir, as chaves que lhe permitem abrir as portas que dão acesso a novas salas, entre outros objectos fundamentais para se conseguir ultrapassar certos obstáculos (por exemplo, o rio de fogo). No final de cada masmorra encontra-se um guardião, que requer algum engenho para ser abatido, até porque ao seu lado tem um exército de estranhos seres que o defende de forma bastante acirrada.


O jogo é visto numa perspectiva de cima. Aliás, as semelhanças com Atic Atac ou Wizard's Lair são muitas, desde o pormenor do som dos nossos passos, até às passagens secretas existentes nas estantes, tudo nos fazendo lembrar esses dois jogos. Não que isso seja negativo, pois quem aprecia labirintos de certeza que vai ficar bem servido com Dungeonette. Os restantes (como é o nosso caso), poderão reparar em alguns pormenores que no nosso entender poderiam ser melhor melhor trabalhados.

A sensação que nos dá é que o jogo foi terminado um pouco à pressa. Mesma a edição física apenas contém uma caixa normalíssima (tipo DVD ou PlaysStation2), com o cartão de memória lá dentro. Seria simpático, ainda mais sendo o primeiro lançamento físico de um jogo para o Spectrum Next, ter pelo menos um pequeno manual, a histórica, dicas, etc. (já nem pedimos badges ou autocolantes). Poderia ajudar ainda a tornar mais memorável este lançamento.

Um outro aspecto que nos leva a pensar que o jogo deveria ter uma maior dedicação por parte do programador é a sua extensão. Poderemos estar a ser injustos e o problema estar ao nível da limitação de memória, mas parece-nos que apenas três níveis, com um nível de dificuldade que nem é excessivo, irá limitar a longevidade de Dungeonette. Para terem a noção, no terceiro jogo que fizemos, atingimos logo o segundo nível (e lembrem-se que apenas existem três) e ao fim de meia dúzia de tentativas chegámos ao fim.


Mas com isso tudo não queremos tirar o mérito do jogo. Sem dúvida que há pequenas arestas a limar, e uma expansão com mais níveis seria muito interessante, mas tal como acontecia com Atic Atac, também Dungeonette tem aquele toque que nos faz voltar a carregar o jogo mais uma vez para conseguirmos chegar um pouco mais longe e ver que mistérios se escondem nas novas salas.

Depois, aproveita também ao máximo as potencialidades do Next, quer ao nível gráfico, quer ao nível sonoro. Muito colorido, com gráficos atractivos, embora por vezes as cores se confundam, especialmente tendo em conta a rapidez da acção. Mas os cenários estão bem construídos e imaginativos, e no fundo é isso que mais conta.


Resumindo, Dungeonette fará as delícias dos apreciadores do género. Os restantes, poderão dar uma espreitadela, pois o jogo é realmente bastante divertido, e uma vez sendo o primeiro lançamento físico para o Spectrum Next, será um item muito apreciado pelos coleccionadores. Quem quiser obter a versão digital, terá que desembolsar £ 5.99. Já a versão física, que é limitada a mil exemplares, tem um custo de £ 9.99, acrescido de portes. Poderão aqui fazer a encomenda.

Um pormenor final para quem joga através do emulador (connosco acontece isso): quando o jogo inicia, assume imediatamente o Kempston. Para poderem controlar o cavaleiro com o teclado terão que carregar na tecla "J".