sexta-feira, 11 de setembro de 2020
Saiu Alchemist II - The Dungeons
Francesco Forte costuma trazer jogos estranhos e originais, por vezes juntando elementos totalmente inesperados. É o caso de Alchemist II, a sequela do clássico de 1983 da Imagine Software, no tempo em que a editora ainda não tinha sido adquirida pela Ocean (pré-Bandersnatch).
Basta olhar para o ecrã inicial para verificar qual a principal diferença: o tamanho dos cenários e sprites. Veremos nos próximos dias como se porta em termos de jogabilidade, mas para já, quem o experimentou, diz que é o seu melhor trabalho.
Enquanto não sai a review completa, poderão aqui descarregar o jogo.
quinta-feira, 10 de setembro de 2020
VideoSpectrum n.º 6
E hoje é dia de revistas. Assim, partilhamos mais um das VideoSpectrum que estava em falta, a número 6, vindo do lote do Vasco Gonçalves. Agora apenas está em falta a número 4.
Poderão aqui descarregar este e os restantes números da VideoSpectrum.
Jogos para o seu Microcomputador
O suplemento Jogos para o seu Microcomputador saia com o jornal Expresso. Não sabemos a sua regularidade, nem mesmo o número de cada suplemento estava assinalado, pelo que a nossa ignorância é quase total. Mas o Vasco Gonçalves conseguiu chegar a alguns números que agora partilhamos convosco.
A publicação incluí vários type-ins e alguns até parecem ser bastante interessantes. Mas dia, menos dia, iremos digitá-los...
Poderão aqui descarregar os números que temos do suplemento.
quarta-feira, 9 de setembro de 2020
Clube Z80 n.º 0
Tendo terminado a disponibilização do suplemento MicroSe7e, iniciamos hoje nova temática. Desta vez vamos disponibilizar pela comunidade todas as revistas Z80, uma das mais antigas, se não mesmo a mais antiga a cobrir os computadores Sinclair em Portugal.
Este número 0 é de Setembro de 1982 e foi graças a ele que conseguimos descobrir os primeiros programas portugueses, incluindo jogos, a aparecer no nosso país. A maior parte lançados pela LOG, editora que também de certa forma estava ligada a esta revista. E a boa notícia é que temos em nosso poder a maior parte destes programas lançados até 1984, alguns deles para o ZX81 (temos que ver a melhor maneira de preservar os muitos MIA's para este computador que temos aqui por casa). O tempo também não permite tudo, pelo que qualquer ajuda por parte da comunidade é sempre muito apreciada.
Poderão aqui descarregar este número do Clube Z80, estando a revista original para consulta no Museu Load ZX Spectrum
Memtrace (MIA)
Tal como o nome indica, Memtrace deverá permitir fazer o rastreamento da memória de programas. É mais um pequeno utilitário que vinha nas cassetes do Miguel Lopes e que agora partilhamos.
Poderão descarregar aqui Memtrace.
Saiu variante de SuperMoritz
Sebastian Braunert lançou hoje uma variante de SuperMoritz, jogo de 2018 e que aqui tínhamos feito a análise.
Agora, além da versão 128K (apenas) incluir novos cartoons e música, adiciona ainda um engraçado "comic" em PDF. Poderão aqui vir descarregar esta nova versão e dar um pequeno contributo ao seu autor, que regularmente lança novos jogos para a comunidade e bem o merece.
terça-feira, 8 de setembro de 2020
O Castelo de Grenstone (type-in)
O António Vila Chã, que digitalizou algumas Mini Micro's, tem também estado a digitar os type-ins dessa revista. O mais recente é O Castelo de Grenstone, que foi um dos vencedores do mês e com todo o mérito. Não acreditam? Experimentem agora o jogo, podendo aqui ser descarregado.
Capa de Basic 64 para o TC 2068
Basic 64 para o TC 2068 já estava disponibilizado, mas faltava a capa. Adicionamo-la agora, para que mais este lançamento da Timex fique completo.
Poderão aqui descarregar a cassete na íntegra.
segunda-feira, 7 de setembro de 2020
Protitler IV (MIA)
Criado por Bill Hall, a versão IV de Protitler, utilitário para criação de efeitos visuais, ainda estava dado como perdido. Aliás, mais do que isso, era desconhecido, pois não constava sequer na página da Spectrum Computing.
Agora, graças ao Luís Rato, conseguimos chegar a uma cópia deste software, que normalmente era acompanhado por um adaptador.
Poderão aqui descarregar Protitler IV.
3D Funções
Esta disquete recuperada por por Jose Manuel, de El Trastero del Spectrum, com conteúdo pertencente ao espólio de Rui Miguel Batista, tem vários programas de desenho 3D bastante interessantes. No fundo são variações do mesmo programa criados pelo Rui.
Poderão aqui descarregar o conteúdo desta disquete.
domingo, 6 de setembro de 2020
Funky Monkey Kid
Nome: Funky Monkey Kid
Editora: NA
Autor: Bootlegger
Ano de lançamento: 2020
Género: Plataformas
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Não
Memória: 48 K
Número de jogadores: 1
As Game & Watch da Nintendo continuam a exercer um enorme fascínio em todos aqueles que apreciam o retro, não sendo assim de estranhar que tenha aparecido um novo jogo para o Spectrum a simular esta antiga consola. Funky Monkey Kid foi então o segundo dos jogos que tomámos conhecimento ao assistir ao excelente directo de ontem de El Spectrumero Javi Ortiz. E este jogo vai ter ainda uma novidade: também vai estar adaptado para o Spectrum Next, existindo até algumas opções disponíveis apenas nesse modo, nomeadamente um novo fundo, permitindo o visual dos antigos LCD's, a utilização do relógio e a gravação dos recordes, entre outros pormenores.
Tal como o título o indica, assumimos o papel do "kid" e o objectivo é libertar dos inimigos Funky Kung, um enorme gorila que foi aprisionado. Para isso temos que conseguir alcançar a jaula quatro vezes seguidas, libertando de cada vez um pequeno segmento, até o nosso pai ficar definitivamente solto. Nessa altura a pontuação dispara e a missão recomeça, tal e qual como era habitual nas Game & Watch.
O ecrã é constituído por dois segmentos. No de baixo os crocodilos e os pássaros têm que ser evitados. Para isso podemos saltar por cima dos crocodilos ou, se tivermos uma liana à disposição, podemos permanecer nela pendurados até cinco segundos (as lianas duplas não têm esta limitação). No segmento de cima apenas os crocodilos aparecem, no entanto, nem por isso o desafio é mais fácil. A plataforma vai apenas até meio, sendo que então teremos que saltar no momento exacto em que a chave se balança na direcção da jaula. Se não a conseguirmos agarrar, perde-se uma vida. A azul encontra-se também uma ameixa, que se agarrada no momento exacto, cai e atinge os inimigos, não só eliminando-os, mas aumentando a pontuação.
A cada 100 pontos a frequência de inimigos aumenta, e quando se atinge os 999 pontos (não é fácil, desde já avisamos, apesar de ter um modo fácil e um difícil), a velocidade do jogo também aumenta. Temos três vidas para isso tudo, mas como seria de esperar, o principal objectivo será o de obter a maior pontuação possível, competindo-se preferencialmente com os amigos. Além disso, a própria pontuação permite ganhar vidas extras ou até duplicar os pontos que se vai obtendo, pelo que é sempre aconselhável esperar pelo momento certo para se acertar com a ameixa nos inimigos, sendo concedidos pontos preciosos.
Apesar de muito simples, tal como Liquid War que analisámos ontem, tem uma excelente jogabilidade e é cativante, trazendo-nos à memória a primeira metade dos anos 80, quando olhávamos maravilhados para estas consolas, com gráficos espantosos, tendo em conta a altura em que foram lançados, claro. Assim, quem vir aqui descarregar Funky Monkey Kid, certamente que não vai dar o tempo por perdido. Poderá ainda dar uma pequena contribuição ao seu autor, que bem o merece.
sábado, 5 de setembro de 2020
Liquid War
Nome: Liquid War
Editora: Fitosoft
Autor: Fito, Siyei
Ano de lançamento: 2020
Género: Acção
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Não
Memória: 48 K
Número de jogadores: 1
Assistir aos programas do El Spectrumero Javi Ortiz é sempre bastante educativo. O directo desta noite, além de o podermos ver jogar Restless André, deu-nos ainda a conhecer novos jogos e que nos passaram despercebidos. O primeiro foi Liquid War, um jogo em Boriel Basic, muito, muito simples, mas que nos traz as boas memórias dos primeiros temos do Spectrum. Claro que sendo criado nesta linguagem de programação, as limitações são evidentes, nomeadamente ao nível da velocidade, mas isso até joga a nosso favor, facilitando a missão.
E qual a missão? Estamos assim em plena II Grande Guerra (1943 e a batalha do Atlântico está ao rubro e na sua fase decisiva. O nosso nome de código é "Hunter Killer", dispensando grandes detalhes sobre o que temos que fazer. Controlamos a corveta "Wolf Hunt" e temos que eliminar todos os submarinos nazis, por forma a que possamos facilitar a vitória marítima por parte dos aliados.
O jogo tem cinco diferentes níveis, com crescente nível de dificuldade. O primeiro é muito fácil, bastando atingir um pequeno número de submarinos, que se limitam de vez em quando a disparar torpedos. Para os abater temos as cargas de profundidade que podem ser enviadas por cada uma das partes laterais da corveta. Mas a partir dos segundo nível entram em acção os aviões e o nível de dificuldade aumenta exponencialmente. Já não temos que estar apenas com atenção ao que vem do fundo do mar, mas também às bombas dos aviões, e estas atingem uma velocidade maior que os torpedos. A corveta tem uma bateria anti-aérea, mas não é fácil atingir os aviões, pois estes são pequenos e tem que se calcular muito bem o tempo de disparo, doutra forma teremos vida curta.
A partir da quinta missão, muito adequadamente chamada de Suicida, o número de alvos a atingir vai também aumentando, além disso os inimigos disparam sequencialmente, deixando muito pouco espaço livre para manobrar a corveta.
Apesar da simplicidade do jogo, é tremendamente divertido e viciante. Para estreia desta dupla de programadores, Fito & Siyei, ainda por cima programado em Basic, não poderíamos desejar melhor. Poderão assim vir aqui descarregar o jogo e dar uma pequena contribuição que, além de inteiramente justo, certamente irá motivar os programadores a trazerem-nos mais jogos.
Manual de Instruções da cassete Best Games
Ainda se recordam da cassete da Triudus de comemoração do seu décimo aniversário e que em tempos aqui disponibilizámos pela comunidade? Pois, além de esta ser uma cassete que não se encontra todos os dias, mais raro ainda são as instruções que a acompanhavam. Mas agora, graças ao Vasco Gonçalves, tivemos acesso a elas.
Poderão aqui descarregar todos os conteúdos da cassete, incluindo este manual com 32 páginas.
Restless André às 21.45 no programa do Javi Ortiz
Às 21.45 horas de Portugal, Restless André será jogado pelo nosso amigo Javi Ortiz, de El Mundo del Spectrum, aparecendo no seu directo. E com uma convidado muito especial, outro nosso amigo, responsável por tantos e tão bons jogos: Azimov... Não percam!!!!
Cálculo de Estruturas Cilíndricas (MIA)
Cálculo de Estruturas Cilíndricas é outro dos lançamentos dos primeiros tempos da Astor Software, tendo sido colocado no mercado em 1984, a avaliar pelo ecrã de carregamento, que mostra uma versão ainda muito arcaica do logótipo e índio típico dessa editora. O seu autor é Carlos Ribeiro, que tem no seu portfolio outros programas do género.
A cassete veio num lote que o João Diogo Ramos nos emprestou, no entanto não temos a capa. Se algum dos nossos leitores a tiver, pedimos que a digitalize e nos envie. Poderão aqui descarregar mais este programa, cortesia do Museu Load ZX Spectrum.
sexta-feira, 4 de setembro de 2020
Mini Micro's número 2
Esta semana voltamos um pouco atrás. Assim o Vasco Gonçalves, habitual contributor de Planeta Sinclair (e temos ainda muita coisa dele para disponibilizar pela à comunidade), enviou-nos a Mini Micro's número 2.
Destaca-se um artigo sobre os argumentistas de Jogos de Guerra, um dos filmes da nossa infância (decerto os nossos leitores estarão de acordo).
Outro artigo interessante incluído na revista é aquele sobre o QL.
Estão ainda os habituais type-ins e, nos quais, solicitamos a ajuda dos nossos leitores para os "bater à máquina"...
Poderão aqui descarregar a revista.
Gráficos (MIA)
O lote do Miguel Lopes continua a render. Desta vez um pequeno utilitário para criação de UGD's, muito provavelmente traduzido de qualquer programa britânico. Aliás, temos ideia de até já o termos visto antes.
De qualquer forma forma fica agora aqui a versão em português.
quinta-feira, 3 de setembro de 2020
El Mandarino
Nome: El Mandarino
Editora: NA
Autor: Mananuk ’20
Género: Plataformas
Ano de lançamento: 2020
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Memória: 48 K
Número de jogadores: 1
Neste novo jogo criado com o motor La Churrera e participante no Concurso MK1 con Retromaniac controlamos Mandarino, que foi recrutado pelos rebeldes para embarcar numa missão suicida de alto risco. A missão é localizar e resgatar uma pequena criatura sequestrada pelo império do maléfico Head Can. Esta criatura, de acordo com as últimas informações fidedignas, encontra-se na base imperial remota Dying Orange, que está guardada por montanhas de soldados, dróides assassinos e outro lixo espacial. Mas a criatura é de vital importância para o avanço rebelde na sua luta contra o império, pelo que tem que ser resgatada com a máxima urgência.
Entramos assim em plena temática e ambiente sci-fi, com as personagens a virem directamente de Battlestar Galactica ou da Guerra das Estrelas. E os cenários criados por Mananuk, apesar de simples, desde logo nos cativam. Aliás, este será o principal ponto forte deste jogo, pois não sendo o mesmo de alguma forma inovador, já que motor La Churrera é utilizado da forma mais standard (para o bem e para o mal), o programador achou, e muito bem, acrescentamos nós, criar um ambiente que convidasse sempre a ver o que se encontra no ecrã seguinte.
Mas a missão não implica apenas percorrer as galerias, evitando ou eliminando os inimigos. Temos uma arma connosco, mas as munições são bastante limitadas, embora existam recargas pelo caminho, pelo que se desatamos a disparar sobre tudo o que se mexe, rapidamente ficamos impotentes perante os inimigos. E alguns têm mesmo que ser eliminados, única forma de se conseguir passar por eles sem perder uma vida. Atenção também que o inimigo apenas desaparece depois de levar três tiros certeiros e, por vezes, quando estes caminham rapidamente na nossa direcção, teremos que ter dedo rápido no gatilho, ou então seremos abalroados.
Além disso teremos que pelo caminho ir recolhendo as 12 células de energia que se encontram espalhadas pela base, sempre em pontos pouco cómodos para lá chegarmos, como seria de esperar. Existem ainda algumas derivações pelo caminho até à criatura, sendo que é obrigatório passar-se por todos os ecrãs para se conseguir cumprir com a missão. Assim, por vezes convém explorar-se um pouco os cenários, embora se consiga deduzir de forma mais ou menos simples qual o caminho mais aconselhado a percorrer.
Existem ainda algumas armadilhas pelo caminho, nomeadamente piso que desaparece, picos que surgem no chão, outros na parede, pelo que é necessário algum cuidado para transpor os obstáculos, se bem que não tendo um grau de dificuldade que torne o exercício frustrante. Aliás, as dez vidas concedidas inicialmente (mais algumas poderão ser apanhadas pelo caminho), são garantia que se consegue chegar ao fim sem recorrer a meios "ilegais". À medida que vamos avançando, vamos memorizando a melhor rota, assim como os padrões de movimentação dos inimigos, e de cada vez que iniciamos o jogo, avançamos mais um pouco. Até mesmo a primeira dificuldade com que nos vamos deparar, o controlo de Mandarino, que tem uma tendência para escorregar para onde não deve, rapidamente é ultrapassada e se apanha o jeito para o fazer atingir os pontos que queremos.
El Mandarino é assim um jogo que não traz nada de novo ao panorama do Spectrum e também não nos parece que venha a ser o vencedor da competição, dado a grande qualidade de algumas das outras propostas, no entanto está bem implementado, tem uma excelente jogabilidade, é cativante, e se esta foi a estreia deste programador em jogos para o Spectrum, ou pelo menos no uso desta ferramenta dos Mojon Twins, então estaremos perante valor seguro e que irá ter futuro, pois percebe exactamente aquilo que faz um jogo ser ou não um sucesso. Aguardamos agora ansiosamente pelo seu próximo trabalho...
Ovnis (type-in)
A Paula Silva tem sido uma preciosa ajuda na digitação das revistas Softfile. Avisamos desde já que nem todas as listagens estão em condições, nomeadamente no último número, não só porque algumas estão ilegíveis, mas noutras até estão trocadas, uma confusão que ninguém se entende. Trabalho muito pouco profissional da revista que apenas teve quatro números (talvez essa seja uma das razões).
De qualquer forma, no número 2 ainda tudo corria bem e temos agora Ovnis digitado e pronto a funcionar. Jogo básico, mas com algum interesse, que vale a pena dar uma espreitadela, podendo aqui ser descarregado.
quarta-feira, 2 de setembro de 2020
MicroSe7e n.º 66
Tudo o que é bom, acaba... E foi assim que MicroSe7e chegou ao fim em Outubro de 1988. Foram 66 números recheados de muita informação, que nos permitiu perceber melhor aquilo que foi feito nos anos 80 em Portugal. Reavivou-nos muitas memórias e deu-nos a conhecer muita coisa nova que nos tinha passado ao lado.
Uma pena ter acabado de forma quase inglória, pois merecia ter tido um reconhecimento muito maior. De qualquer forma os nossos leitores não fiquem tristes, pois a partir da próxima semana, e durante 9 meses, teremos uma publicação muito especial a aparecer semanalmente...
Para lerem este e todos os números de MicroSe7e, poderão aceder aqui.
Programas Procompe recuperados (MIA)
A Procompe foi das primeiras editoras de software aplicacional português a aparecer (da primeira já temos um catálogo muito completo 1982/1984, mas ficará para outras núpcias).
Também já tínhamos deixado dois programas desta editora, embora um deles, Gestão Comercial, tivesse sido retirado de uma disquete do FDD e por isso o ecrã de carregamento encontrava-se corrompido. Entretanto consegui chegar à cassete original, e embora a gravação estivesse uma tristeza (o que não é de admirar, são cassetes com cerca de 35 anos de idade), com muito corte e costure, vários gravadores, e a ajuda do Rui Ribeiro para fazer a colagem final, chegámos ao ficheiro original.
Por outro lado, o Gestão Doméstica ainda não estava disponibilizado pela comunidade, pelo que também juntamos no lote.
Na pasta encontram-se as versões originais e alternativas lançadas pela J. Melo e Silva de Gestão Comercial, Gestão Doméstica e Gestão de Stocks, assim como as capas originais, podendo aqui ser descarregado. Continua, no entanto, vários lançamentos desta editora por serem encontrados, nomeadamente Gebanc, Gestão da Produção, Gestenc, Gestin I, II, III, Pfile, Propoc, Prosal, Prossegur, Trangest e Tutti-Frutti, sendo que praticamente todos destinavam-se ao FDD.
terça-feira, 1 de setembro de 2020
Restless André
Nome: Restless André
Editora: Espectro
Autor: Jaime Grilo
Ano de lançamento: 2020
Género: Acção
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Memória: 48 / 128 K
Número de jogadores: 1
A história de Restless André já tem quase dois anos. Assim, em 2018 encetei contactos com o Jaime sabendo se este estaria interessado em colaborar com a revista Espectro, oferecendo um mini-jogo para fazer parte de uma futura cover tape. A resposta foi rápida, e não só o Jaime se prontificou a fazer um jogo para nós, como eu iria ser a personagem principal. Honra maior não podia ter, e apesar de ter ficado de boca aberta, claro que aceitei.
O jogo foi crescendo (o resultado final é muito mais que uma mini-aventura), a temática baseando-se em algo que gosto muito: viajar. Aliás, é esta a razão dos ecrãs serem tão variados, de alguma forma representando locais ou situações por mim vividas. Um dos episódios mais hilariantes neste processo todo foi a escolha da figura que me representa. Entre as várias propostas feita pelo Jaime, escolhi a de um careca de óculos escuros, com aspecto meio punk, e que achei que se adequava à minha figura.Enquanto o Jaime ia trabalhando o jogo, pedi aos meus colegas da Espectroteam e também da revista Espectro, para avançarem com outras partes. Para o ecrã de carregamento fui vasculhar algumas fotos antigas das minhas viagens, e peguei numa que gosto particularmente, e que posteriormente até a tornei como foto de perfil do Facebook: um salto para a água em Zanzibar. O Filipe Veiga pegou nela e transformou-a num espectacular ecrã de carregamento.
Quanto às músicas, são da responsabilidade do Pedro Pimenta. Quando as criou ainda estava no começo da sua carreira, mas desde logo adorei o resultado final. Não poderia deixar de destacar a música do menu inicial, um grande êxito com quase 40 anos e que ouvia muito nos meus tempos de criança (e ainda hoje tenho um carinho muito especial por esta música). Conseguem adivinhar qual é?
Mas vamos então à história de Restless André. Desafiaram o irrequieto André para recolher várias moedas e pedras preciosas espalhadas por vinte cenários, e este, claro, não recusou o desafio. Em cada nível, o André tem que recolher todas as moedas e só então se abre o portal de acesso ao nível seguinte. Pode ainda apanhar as pedras preciosas, pois estas dão pontos e ficam sempre bem em qualquer colecção. Como o André é um amante dos desportos radicais, os cenários desenrolam-se no mar, terra, ar e até no espaço sideral. Não é assim de estranhar vê-lo a nadar a grande velocidade, conduzir um buggy, pilotar um avião e até uma pequena nave espacial. Mas cuidado com os muitos inimigos que o tentam impedir, desde peixes, carros, aviões e até uma nave espacial que o tenta atingir com os seus lasers.
Como podem ver, emoção é o que não falta a quem tentar meter-se na minha pele. O Jaime conseguiu recriar num jogo do Spectrum as sensações que vou tendo ao longo das minhas aventuras. Nem sempre tão radicais como neste jogo, pelo menos não me recordo de pilotar uma nave espacial, mas tudo o resto, de uma forma ou doutra, já o fiz.
O primeiro nível, na realidade, é apenas uma introdução para apresentar a irrequieta personagem e dar um gostinho dos 19 níveis seguintes. E irrequieta é a palavra certa, pois o André não pára quieto (dizem que na vida real ele é igual). Se estiver a nadar, continua a nadar até que se lhe mude a direcção. Quase que seria capaz de estar horas seguidas a nadar sem se cansar (quem me dera), mas isto traz um elemento novo ao jogo: não dá para estar muito tempo descansado, teremos que estar sempre de olho nos inimigos e tentar antecipar os seus movimentos, pois apenas temos hipóteses de os evitar (como seria de esperar, o André não anda armado). Só depois de todos os objectos recolhidos, poderemos ir à base final, e carregando na tecla de disparo, passar para o ecrã seguinte.
Restless André foi criado com recurso ao Arcade Game Designer, ferramenta na qual o Jaime Grilo se especializou. Obviamente que não poderei dar nota a um jogo "encomendado" por nós, cuja personagem principal sou eu, mas a sensação final é que o jogo está muito bem conseguido, e aquilo que começou por ser uma pequena brincadeira, transformou-se num jogo completo e excelente por mérito próprio. Os nossos parabéns, Jaime, e o meu agradecimento especial por me teres tornado uma personagem do Spectrum.
O jogo poderá aqui ser descarregado na versão portuguesa, ou aqui na versão inglesa, mas também é possível obter-se a versão física que acompanha a revista Espectro número 4, e que sairá muito em breve.
Retro Gamer 209 (Julho 2020)
Esta edição é bastante curiosa. Não tendo artigos exclusivamente dedicados ao ZX Spectrum, existe toda uma panóplia de conteúdo que indirectamente vai bater à porta do nosso micro.
Analisemos o que o que poderá interessar aos nossos leitores:
- Lord Sugar Marvellous Amstrad;
Temos uma pequena entrevista ao Sr. Amstrad, no qual fala da criação de um museu específico da marca, que poderá incluir uma secção de Spectrum.
- Dizzying Website;
Pequena entrevista aos Oliver Twins sobre o seu novo website.
- The Evolution of 3D Monster Maze;
O jogo icónico do ZX81 que deu origem a um conjunto de "sequelas" que acabaram por derivar para o ZX Spectrum.
- Chris Cannon.
Entrevista ao programador que teve a sua influência directa e indirecta em alguns títulos bem conhecidos de todos nós.
Vale a pena comprar a Retro Gamer 209?
Sinceramente diríamos que vale mais a pena lê-la devido a ter artigos mais genéricos, do que dedicados, sobre o sistema.
segunda-feira, 31 de agosto de 2020
Juego de Damas (MIA)
Do lote do Luís Rato chegou mais uma tradução para castelhano de um jogo da Loriciels, Jeu de Dames. A Indissoft foi a responsável, lançando em 1984 Juego de Damas, que até agora estava como uMIA.
Poderão aqui vir descarregar mais esta pérola.
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