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domingo, 4 de fevereiro de 2024

Phantomas Tales #4: Severin Sewers 2024


A instituição The Mojon Twins pegou em Phantomas Tales #4, que tem um dos personagens mais populares dos seus jogos, e deu-lhe nova roupagem. E não estaremos muito longe da verdade se dissermos que foi a saga de Phantomas que popularizou o motor La Churrera, que ao longo dos anos tem vindo a ser aprimorado.

Ainda não percebemos todas as mudanças desta versão de 2024, mas uma delas é logo evidente: a música. As restantes, só nos próximos dias iremos experimentar, mas se bem nos recordamos, era um jogo bastante agradável, com os ambientes soturnos da rede de esgotos a criar um clima permanente de tensão e a convidar a levar o jogo até ao fim.

Poderão aqui descarregar esta nova versão e dar uma pequena contribuição à equipa programadora, que tanto tem feito pela cena do ZX Spectrum.

quinta-feira, 1 de junho de 2023

Survivisection no itch.io


Aos poucos, o colectivo que dá pelo nome de SaNchez vai disponibilizando toda a sua imensa e magnífica obra na plataforma itch.io. Desta vez temos um shoot'em'up de eleição, à boa maneira de Commando, e que fez as delícias da comunidade em 2012: Survivisection.

A forma ideal de se usufruir de Survivisection em todas as suas potencialidades é configurando um Kempston Mouse no emulador. Isso permite controlar na perfeição o nosso soldado, numa missão quase impossível, digna de um verdadeiro Stallone ou de um Schwarzenegger.

Poderão vir aqui descarregar o jogo e dar uma pequena contribuição a esta equipa, muito justo para tudo aquilo que têm feito pela comunidade.

sábado, 22 de maio de 2021

Lost in My Spectrum v2.1


Alessandro Grussu continua a preencher o catálogo da recém-criada Zankle Soft, responsável pelo lançamento dos seus jogos. Desta vez pegou em Lost in My Spectrum, o seu primeiro jogo, desenvolvido em 2012, e que em 2017 teve uma versão melhorada (ver review aqui).

O jogo é um platformer muito competente, à la Manic Miner (nem a música falta), e que desde logo marcou o estilo do seu autor, que ultimamente tem vindo a testar novas ideias, plenas de sucesso (mais logo sairá a review do seu novo jogo). Esta nova versão tem algumas melhorias, nomeadamente mais tempo para se terminar os níveis, quando se perde todas as vidas, recomeça-se do último ecrã, e desapareceram alguns tremeliques nos sprites que por vezes ocorriam.  

Poderão vir aqui descarregar a nova versão, é gratuita, mas uma pequena contribuição será prémio simpático para compensar o trabalho do programador.

sábado, 18 de agosto de 2018

Carlos Michelis




Nome: Carlos Michelis
Editora: World XXI Soft
Autor: Ariel Ruiz, Kulor, FrankT, Factor 6, Sergey Bulba, Shadow Maker, Mikhail Sudakov, Gennady Demidenko, Newart
Ano de lançamento: 2012 / 2018
Género: Labirinto
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Memória: 48/128 K
Número de jogadores: 1


O lançamento da expansão para um dos cenários de Carlos Michelis foi a desculpa que precisávamos para explorar um jogo que já tem seis anos de vida, mas que há muito queríamos experimentar, sabendo-se de antemão que este é daqueles que exige muito tempo disponível da nossa parte. E nem estamos a referir-nos a terminar as três missões (quatro, se contarmos com a expansão), pois para isso vamos necessitar de muitos dias.

Este é também daqueles lançamentos que cuida de todos os pormenores, desde a embalagem (para quem queira adquirir a versão física, a disquete tem um custo de 300 rublos - versão russa), a introdução, do melhor que já se viu para o Spectrum, até ao jogo em si, como iremos ver. Mas comecemos com a história, reproduzida de forma brilhante na introdução.



Ficam assim a saber que a filha do Presidente foi raptada por um mafioso (Alfredo Mafioli), que a encerrou numa fortaleza. Este ficou ressabiado por o Presidente ter rasgado um muito proveitoso contrato de armamento, e para o pressionar a reactivar o acordo, tirou-lhe a filha, inclusive torturando-a.

A fortaleza (variável, consoante o cenário), está muito bem guardada pelos lacaios de Mafioli, assim como por alguns robôs colocados em locais estratégicos. A única salvação é Carlos Michelis, que anos antes tinha sido um herói, salvando a Terra de perecer perante alienígenas e um holocausto nuclear. E como o típico herói que é, Carlos Michelis age sozinho, dispensando a ajuda de qualquer outra força de intervenção.

Depois de passarem a introdução (poderão ignorá-la carregando em "enter"), é-vos apresentado um menu, onde poderão escolher um de três cenários:
  1. Mansão de Mafioli
  2. Base Naval
  3. Base Aérea
Se optarem pela mansão, poderão então carregar a versão alternativa incluída na nova expansão, com cenários e objectivos diferentes, incluindo dois modos de terminar o jogo (modo combate e modo infiltração). A fazer lembrar o mítico Laser Squad, que também tinha vários cenários e uma expansão.



A mecânica do jogo é em tudo semelhante a Into the Eagle's Nest e ao mais recente The World War Simulator: Part II, embora com uma temática diferente. Têm assim que explorar todos os cantos da fortaleza e examinar as peças de mobiliário (por vezes rebentando-as), pois podem esconder itens valiosos. Mas o elemento estratégico também aqui toma lugar, pois terão que delinear muito bem o caminho que vão fazer, desde logo por o número de chaves e ferramentas que permitem abrir as portas serem em número limitado, mas também porque existe um tempo limite para cumprimento da missão e não se podem dar ao luxo de perder tempo a apreciar os cenários (por sinal bastante imaginativos).

Por vezes parece também que estão bloqueados em algum local. Terão então que pensar na forma de ultrapassar a situação. Será que uma banana de dinamite bem aplicada permite rebentar a parede, dando acesso a novas salas? E que tal uma "bazucada" valente, que rebenta qualquer parede incómoda e tudo o que esteja à volta, incluindo o próprio Carlos, se não estiver a uma distância segura? E será que as chaves e manuais das viaturas que encontramos pelo caminho terão alguma utilidade? São tudo questões laterais que vão ter que tomar em conta, se querem chegar ao fim de cada cenário.

Como se não fosse suficiente a fortaleza ser um autêntico labirinto, onde vão perder muitas horas a explorar antes sequer de começarem a aproximar-se do local onde a filha do Presidente se encontra encerrada, existem objectivos secundários a serem cumpridos. Pelo cumprimento de cada um, terão pontos extra:
  • Resgatar a filha do Presidente (objectivo principal): 100.000 pontos
  • Destruição da super-arma secreta de Mafioli: 70.000 pontos
  • Obter provas contra Mafioli: 40.000 pontos
  • Destruir os mísseis: 2.000 pontos cada 
  • Destruir robôs de defesa: 1.000 pontos cada
  • Matar guardas: 100 pontos cada
Caso consigam ultrapassar os 300.000 pontos, serão condecorados com a estrela de ouro, máximo galardão para quem conseguir trazer a filha do Presidente em segurança para o Ferrari (esta não deve muito à inteligência e tem tendência a deixar-se encurralar), destruir as armas e obter provas que coloquem Mafioli na cadeia. Doutra forma terão que se contentar com uma simples medalha, presumindo que não morrem no cumprimento do dever, claro.



Como poderão ver pelos muitos screenshots que fomos deixando, os gráficos são algo de fabuloso. Tremendamente coloridos, de cada vez que há uma explosão é um delírio de cores, sem ponta de colour clash, e uma melodia que para muitos é a melhor que alguma vez foi feita para o Spectrum. De facto, ao nível gráfico e som, Carlos Michelis leva nota máxima.

Por outro lado, embora o nível de dificuldade seja também muito elevado, não é de forma a tornar o jogo frustrante. Requerendo muita exploração, de cada vez que pegam no jogo conseguem avançar um pouco mais, tornando-o viciante.

Assim, o nosso conselho é que acelerem a obtê-lo, não se irão arrepender de forma alguma. E se não acreditam venham aqui experimentar a demo.

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Lost in My Spectrum v2.0


Nome: Lost in My Spectrum v2.0
Editora: NA
Autor: Alessandro Grussu
Ano de lançamento: 2012/2017
Género: Plataformas
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Número de jogadores: 1

Lost in My Spectrum foi o primeiro jogo de Alessandro Grussu, tendo sido lançado já no distante ano de 2012. Mas como este profícuo programador até tinha um tempo livre e já não colocava nada cá para fora há cerca de dois meses (desde o muito feliz Sophia), achou que estava na hora de nos presentear com mais qualquer coisa. E em boa hora o fez, pois esta segunda versão de um jogo que já achávamos agradável, traz agora melhoramentos substancias relativamente à versão original.

Para quem não jogou a primeira versão, estamos perante um típico jogo de plataformas, ao bom estilo de Manic Miner e Jet Set Willy (que também empresta a sua melodia, assim como os próprios Monty Python). Aliás, a música está muito bem escolhida, pois como existe um tempo limite para se completar cada nível, não temos tempo sequer para pensar, e as faixas escolhidas ajudam a criar este clima de tensão e urgência que se sente em todo o jogo. Todo o conceito de Lost in My Spectrum faz-nos lembrar muito Moritz (ou ao contrário), e que também muito recentemente teve uma nova versão.


De saudar também mais uma vez termos uma versão traduzida para português, neste caso até pelo próprio programador, que dá uns "toques" na nossa língua. Mas a provar que o nosso mercado (e o brasileiro), começa a ser interessante. E é um verdadeiro mimo ver os níveis traduzidos para a nossa língua (em cima a sala Joysticks Malucos)

Ainda relativamente a esta nova versão, podem agora contar com 10 novos ecrãs (o jogo encontra-se dividido em 3 níveis com 10 ecrãs, cada, e que podem ser acedidos através de um código, bastante útil para quem não quer começar de início a toda a hora, já que as nove vidas inicialmente concedidas esgotam-se num ápice). Mas além disso, os restantes 20 que já existiam no original sofreram também melhoramentos e em geral o nível de dificuldade subiu. Mas são tantas as novidades que o melhor mesmo é consultarem o fórum onde o Alessandro disponibilizou o seu jogo - aqui.


Com tanta oferta nos últimos dias, ainda agora vamos no começo de Lost in My Spectrum e suspeitamos que não o iremos conseguir terminar tão cedo. Apesar da jogabilidade ser bastante boa, o movimento do personagem bastante fluido, com pouco ou nenhum colour clash, o facto de termos um tempo limite para cada sala implica desde logo delinear o melhor caminho a fazer para apanhar todos os objectos, doutra forma sendo a morte do artista, que é precisamente o que nos tem acontecido mais (ainda não devemos estar recuperados da passagem-de-ano).

Lost in My Spectrum é gratuito e pode ser obtido no fórum cujo link indicámos acima, pois o actual irá mudar muito brevemente (o jogo original - versão 1 -  encontra-se alojado na página do World of Spectrum).

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Speccy Bros


Nome: Speccy Bros
Editora: Climacus
Autor: Climacus, Radastan, Shiru
Ano de lançamento: 2012
Género: Plataformas
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston
Número de jogadores: 1

Neve-se dizer logo de início que Speccy Bros é um clone de Bubble Bobble. Mas quando o clone é tão bom quanto o original, não há razão para o seu autor ficar envergonhado. E é precisamente o que aqui se passa, não lhe faltando sequer uma história minimamente convincente.

Em Speccy Bros a princesa da neve foi capturada e cabe aos irmãos Nick & Tom libertarem-na. Mas como estamos perante um jogo em que apenas um pode participar, coube a Nick o papel de herói. Assim, ao longo de 50 níveis, Nick tem que eliminar todos os inimigos que povoam o ecrã. Para os eliminar tem primeiro que os atingir com a arma que tem ao seu dispor, transformando-os numa bola de neve. Depois tem que se aproximar dessa bola, continuar a dar-lhe tiros até a poder empurrar, e levando na avalanche à destruição de todos os inimigos que se cruzem no caminho. Mas atenção, porque se não o faz rapidamente aparece um novo inimigo, este indestrutível, que anda atrás do nosso herói e que se lhe toque, fá-lo perder uma vida.


O conceito é portanto muito semelhante ao já referido Bubble Bobble. A jogabilidade é tão boa quanto o original, e o som e gráficos ainda melhores, conferindo um jogo muito colorido e atractivo.

E se Speccy Bros não leva a nota máxima deve-se apenas a dois factores: a demasiada parecença com Bubble Bobble (é um clone, pois claro), e o facto de não permitir a opção de dois jogadores em simultâneo. É assim um daqueles jogos que fica no limiar da excelência.