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domingo, 4 de setembro de 2016

Thunderceptor


Nome: Thunderceptor
Editora: Go!
Autor:  Ernieware Productions
Ano de lançamento: 1987
Género: Shoot'em'up
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Número de jogadores: 1

A Go! foi uma editora que surgiu em 1987 e logo com dois ou três jogos de grande qualidade, entre os quais Thunderceptor, um puro shoot'em'up espacial. Na altura foi lançado numa cassete onde além de Thunderceptor estava outro shooter, Fast'n'Furious, não tendo este deixado tantas saudades.

E desde logo Thunderceptor se destinge da maioria dos jogos do género pelo extremo cuidado com que foi programado, incluindo opções que fazem as delicias dos apreciadores do género. Mas já lá vamos...

A nossa missão nada tem de original. Assim, a acção passa-se em 2021 em Io, lua de Júpiter, local onde apareceu uma bactéria  mortal que se alastrou pela população (sim, nessa altura já colonizamos outros mundos). Restaram alguns sobreviventes, que embora infectados, querem regressar à Terra. É nosso dever impedi-los e temos então que eliminar todas as naves dos infelizes infectados. O jogo desenrola-se em 5 níveis e em cada um deles temos as vagas normais de naves inimigas, meteoritos e satélites para evitar, e 3 naves-mãe para abater.


A rapidez do jogo é imensa, exigindo-nos reflexos ultra-rápidos, além de uma boa capacidade de memorização dos padrões das naves, essencial para conseguirmos ir avançando de nível e passar de Segundo Tenente a Coronel.

Mas se a jogabilidade de Thunderceptor é muito acima da média, a cereja em cima do bolo é o menu de opções onde podemos visualizar as medalhas que já ganhámos, o número de naves inimigas abatidas (por categoria de nave), a possibilidade de nos rearmarmos, alocando recursos entre o escudo e dois tipos de armamento, ou gravar o jogo no ponto em que estamos.


Os gráficos e o som estão ao nível do restante, não havendo nada a apontar. Em suma, este é um jogo que vai agradar a todos, mesmo aqueles que não são apreciadores deste género.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Street Fighter II


Nome: Street Fighter II
Editora: Go!
Autor: Desconhecido
Ano de lançamento: 1993
Género: Beat'em'up
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Número de jogadores: 2 (simultâneo)

Street Fighter II é uma licença de um jogo de arcada da Capcom muito bem sucedido. Apesar de ter saído no final de vida útil do Spectrum, a expectativa por esta conversão era grande. No entanto, o mínimo que podemos dizer é que o jogo furou as expectativas. A começar num sistema de multiload apavorante, que nos obriga a andar para a frente e para trás de cada vez que queremos carregar um novo oponente (mesmo através do emulador somos obrigados a intermináveis minutos de busca e carregamento). E isso acaba por tirar grande parte do divertimento que poderíamos ter com este jogo.

Quanto ao jogo, este até está engraçado. Os gráficos são bastante grandes e detalhados. Um pouco detalhados demais, até, levando a que por vezes não consigamos perceber exactamente onde o nosso oponente está, com consequências bastante dolorosas. O som, por outro lado, é excelente, embora a música seja um pouco irritante (felizmente pode-se desligar).


O jogo também peca um pouco na jogabilidade.  Poderia ser um pouco mais rápido (complicado, com sprites tão grandes e detalhados) e por vezes damos connosco a carregar em tudo o que é botão para tentarmos acertar um único golpe no nosso oponente.

Falando em oponentes, são 11, de vários pontos do Planeta, cada um com o seu truque, e temos que os ir derrotando um a um para conseguir chegar ao fim do jogo.

Não estando entre os melhores do género, também não desmerece, desde que venhamos carregados com uma boa dose de paciência para o sistema de multiload escolhido. Mas enfim, não há milagres e reconhecemos que seria complicado colocar tanto K numa máquina tão limitada em termos de memória como é o Spectrum.