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domingo, 2 de fevereiro de 2025

Il Noma della Rosa


Nome: Il Noma della Rosa
Editora: Perpetum
Autor: Miloslav Bahna, Radoslav Javor, Noro Grellneth
Ano de lançamento: 1993
Género: Aventura
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Não
Memória: 48K
Número de jogadores: 1
Link para descarga: Aqui

Il Noma della Rosa é uma obra literária, e também cinematográfica muito conhecida. Baseada numa das obras de Umberto Eco preferidas deste escriba (juntamente com o Pêndulo de Focault e A Misteriosa Chama da Rainha Loana), remete-nos para o século 14, em plena época medieval, onde a pseudo ciência, a superstição e o receio da verdade eram a Lei, muito por força de uma Igreja profundamente corrupta, que dominava a seu belo prazer a populaça, muitas vezes aterrorizando-a com uma malvadez e crueldade terríveis (inquisição, cruzadas, etc.). Qualquer semelhança com os dias de hoje é pura coincidência. Ou talvez não, pois estamos a regressar à idade das trevas...

Curioso também que esta obra de Umberto Eco tenha dado origem em 1988 a uma aventura, que é considerada um dos expoentes dos videojogos da cena Espanhola. O seu nome, La Abadia del Crimen

Mas voltemos à aventura que aqui nos traz. Il Noma della Rosa, lançada em 1993 na Eslováquia, pelo Ocidente só muitos anos mais tarde se tornou conhecida. O facto de estar na língua dos seus criadores, impediu que tivesse alguma projecção em países como o Reino Unido, Espanha, ou até Itália, terra natal de Umberto Eco. Entretanto, e em boa hora isso aconteceu, o jogo foi traduzido para Inglês, permitindo a todos os mortais deliciarem-se com a qualidade gráfica deste jogo.


Para quem não conhece O Nome da Rosa, na obra assumimos o papel de Guilherme de Baskerville, um frei que tem como missão investigar os actos hereges que presumivelmente estão a acontecer num mosteiro Beneditino. No entanto, a realidade é muito mais terrível do que se pensava, pois em breve se vão dar uma série de mortes misteriosas. Cabe a Guilherme desvendar estes crimes hediondos e levar o responsável à justiça.

O jogo segue de perto a história, embora de forma muito superficial (é preciso notar que corre em apenas 48K, e com imagens e cenários muito trabalhados, provavelmente não se conseguiria aprofundar muito mais). Graficamente, como se pode ver nos ecrãs que aqui deixamos, tem pormenores riquíssimos. Aliás, sendo este um dos pormenores que capta logo a atenção do jogador, por outro lado, tanto detalhe acaba por também dificultar a vida. 

Não o tínhamos antes referido, mas esta é uma aventura diferente do habitual, pois é do género "point'n'click", quem sabe a primeira ou uma das primeiras a surgir no ZX Spectrum (nos 16 bits este género é muito mais frequente). Assim, não é fácil conseguir encontrar os objectos escondidos no cenário e, por vezes, é difícil recolhê-los. Há um truque eficaz para isso: movam o cursor (seta) ao longo do ecrã, enquanto têm a função "use" ou "look at" activada, e mais rapidamente conseguem descobrir os objectos e demais elementos com os quais é possível interagir.


Embora não tendo muitos ecrãs, contámos apenas nove, excluindo os que fazem parte da belíssima introdução, e da conclusão quando se cumpre a missão, e cerca de uma dezena de objectos (nem todos são necessários), nem sempre a sua utilidade é intuitiva. Isso acontece em especial quando é necessário manipular dois ou três objectos para se conseguir chegar a um resultado. Quem já leu a obra (ou viu o filme), claramente estará em vantagem, pois tem uma ideia aproximada dos passos que deverá dar, mesmo que baseados numa versão muito sintética do livro.

Também a forma de controlo do personagem e das suas acções, conjugando os ícones, com o uso do cursor nos cenários, poderá ser para o jogador um pouco estranho ao início. Mas depois de algum tempo, uma pessoa habitua-se. Um pouco aquilo que aconteceu com ZX Larry, embora neste último caso, o sistema de controlo  até estivesse menos afinado. Mas é tudo uma questão de hábito, o que até é muito adequado, pois o hábito também é uma veste muito usada no local onde a acção se passa. 

Embora Il Noma della Rosa seja uma aventura interessante, na nossa opinião poderia ainda ter sido melhor. Tivesse usado em pleno a memória do computador, isto é, os 128K, criando mais cenários e mais tarefas, e poderia ombrear com Where Time Stood Still pelo estatuto de uma das melhores do género. Mas é também preciso esquecer que embora tendo tido versão física, saiu no mercado do Leste, sendo portanto praticamente considerada como uma homebrew, tendo os seus autores poucos meios e estando muito longe dos recursos que as editoras ocidentais possuíam. É portanto um trabalho muito meritório e original que merece ser explorado.

quarta-feira, 24 de abril de 2024

Três aventuras de Pedro


Não somos apologistas de que se deve mexer nos antigos jogos, a não ser quando se fazem alterações de monta (e se tenha a autorização dos autores, evidentemente). Muitas vezes, o que fazem é apenas acrescentar uma música ou pequenas modificações relevantes, mas não é o caso deste novo trabalho da dupla Slider e Tiboh.

Pegaram então em três jogos lançados pela Ultrasoft em 1992/93, Pedro na Ostrove Pirátov, Pedro v Krajine Pyramid e Pedro v Strašidelnom Zámku, e além de traduzirem para Inglês (graças a Pavero), permitindo a todos aqueles que não dominam o Checo possam avançar nestas aventuras, mas também corrigiram alguns bugs, mudaram as teclas (temos possibilidade de as redefinir), acrescentaram as sempre populares "batotas", e como se não fosse pouco, ainda criaram um menu contemplando os três jogos.

Podem vir aqui descarregar este trabalho, os jogos, que não conhecemos, parecem ser interessantes.

quinta-feira, 21 de março de 2024

The Elves of Maroland


Foi finalmente disponibilizado em vários formatos, incluindo para o ZX Spectrum 48K (versão sem gráficos), para o Sinclair +3 (versão disc e versão ESXDOS - DivMMC) e ainda para o Spectrum Next, o remake de Los Elfos de Maroland, de 1993, devidamente traduzido para Inglês e utilizando o parser DAAD.

Dwalin anunciou-o com toda a pompa e circunstância no seu blogue há quase duas semanas, mas só agora demos com ele. Mas ainda vamos a tempo de o experimentar nos próximos dias.

Venham aqui descarregar esta belíssima e emblemática aventura, agora disponível em Inglês, para quem não domina a língua de Cervantes.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Street Fighter II


Nome: Street Fighter II
Editora: Go!
Autor: Desconhecido
Ano de lançamento: 1993
Género: Beat'em'up
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Número de jogadores: 2 (simultâneo)

Street Fighter II é uma licença de um jogo de arcada da Capcom muito bem sucedido. Apesar de ter saído no final de vida útil do Spectrum, a expectativa por esta conversão era grande. No entanto, o mínimo que podemos dizer é que o jogo furou as expectativas. A começar num sistema de multiload apavorante, que nos obriga a andar para a frente e para trás de cada vez que queremos carregar um novo oponente (mesmo através do emulador somos obrigados a intermináveis minutos de busca e carregamento). E isso acaba por tirar grande parte do divertimento que poderíamos ter com este jogo.

Quanto ao jogo, este até está engraçado. Os gráficos são bastante grandes e detalhados. Um pouco detalhados demais, até, levando a que por vezes não consigamos perceber exactamente onde o nosso oponente está, com consequências bastante dolorosas. O som, por outro lado, é excelente, embora a música seja um pouco irritante (felizmente pode-se desligar).


O jogo também peca um pouco na jogabilidade.  Poderia ser um pouco mais rápido (complicado, com sprites tão grandes e detalhados) e por vezes damos connosco a carregar em tudo o que é botão para tentarmos acertar um único golpe no nosso oponente.

Falando em oponentes, são 11, de vários pontos do Planeta, cada um com o seu truque, e temos que os ir derrotando um a um para conseguir chegar ao fim do jogo.

Não estando entre os melhores do género, também não desmerece, desde que venhamos carregados com uma boa dose de paciência para o sistema de multiload escolhido. Mas enfim, não há milagres e reconhecemos que seria complicado colocar tanto K numa máquina tão limitada em termos de memória como é o Spectrum.