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sábado, 8 de fevereiro de 2020

Spectrum Next começou a chegar


Agora sim, é real: o Spectrum Next começou a chegar a casa das pessoas, para já a versão standard (a versão artilhada sairá nos lotes seguintes). O primeiro felizardo a acusar-se foi Paul Howes, que desde logo compartilhou uma fotografia do computador a funcionar, da caixa e do manual (escondendo a capa, obviamente). Nesta altura do campeonato já todos devem ter conhecimento, mas a falta de tempo não nos tem permitido cobrir com a devida atenção tudo o que se passa no reino do Next (e nos próximos tempos não deverá ser melhor).

Neste primeiro lote a ser expedido encontram-se todos os modelos standard, tal como o próprio Henrique Olifiers confirmou, e nos próximos dias seguramente iremos ter muita gente a partilhar os seus computadores.


Mas as novidades não ficam por aqui. Saiu o novo core, a versão 1.2, já depois dos cartões SD terem sido gravados. Quer isso dizer que será conveniente fazer-se a actualização do software. Isso é feito de forma muito simples, estando devidamente detalhado aqui.

Mas juntamente com o software de actualização do core, a equipa disponibilizou alguns programas novos. Desde logo destacamos Angry Bloaters, jogo que tivemos a oportunidade de experimentar há cerca de ano e meio, na altura ainda iria sofrer algumas alterações. O seu autor é Lampros Potamianos, com quem colaborámos em Nextoid!, cuja versão também se encontra no pacote disponibilizado, e que pode ser considerado como o primeiro jogo a aparecer para o Spectrum Next!, se descontarmos Nextipede, que foi uma mera brincadeira.

E se explorarem devidamente tudo o que se encontra no pacote agora disponibilizado, vão também encontrar outra surpresa agradável: Lords of Midnight. Não a versão do Spectrum tradicional, mas uma nova da responsabilidade de Matt Davies. E inclui ainda uma demo de um novo jogo de David Saphier baseado num clássico do MSX: Night-Knight. Infelizmente não conseguimos ainda colocar nenhum deles a trabalhar no Cspect, pelo que a sua análise ficará para quando nos chegar o computador.

E como se não fosse pouco, a Rusty Pixels anunciou a venda de três jogos para o Spectrum Next, os muitos aguardados Baggers in Space, Warhawk e Tyvarian. Estes não são gratuitos, obviamente, mas poderão ser uma boa aquisição. Quem o quiser fazer, basta vir aqui.

 

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Scramble


Nome: Scramble
Editora: Rusty Pixels
Autor: Michael Ware, Jim Bagley, Space Fractal
Ano de lançamento: 2019
Género: Shoot'em'up
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston
Memória: Spectrum Next
Número de jogadores: 1

Enquanto não sai o Spectrum Next, do qual Jim Bagley é parte integrante da equipa responsável pelo seu desenvolvimento e lançamento, e também enquanto não saem as obras maiores da Rusty Pixels, Warhawk e Baggers in Space, esta editora vai lançando jogos um pouco menos complexos (e gratuitos), mas que vão abrindo o apetite  para a chegada do novo computador. Primeiro foi Crowley World Tour, clone de Tetris, e agora um remake de Scramble, clássico da Konami de 1981, e que tantas adaptações originou para todo o tipo de plataformas, Spectrum incluído (nunca foi oficialmente convertido para este sistema). Talvez a adaptação mais famosa tenha sido Penetrator, que apesar do título a dar a entender outras coisas, era de facto uma conversão directa de Scramble, e bastante boa, por sinal.

Scramble foi também lançado no último dia do ano, assim como também foi anunciado mais um remake a sair brevemente, Pac-Man Arcade (não é necessário explicar do que se trata, o nome diz tudo), mas pelo facto de estarmos de férias nessa altura, este lançamento escapou-nos e acabou por não ser incluído no Almanaque 2019. Uma falha que pretendemos agora rectificar, apresentando a análise ao jogo.


Para quem não conhece este clássico (haverá alguém?), controlamos uma pequena nave que tem que "penetrar" em terreno hostil, apenas armado com um laser com tendência para engasgar, e bombas que andam aos pares. Pouco, muito pouco para tudo o que tem que enfrentar. Tudo o que se move é para abater, e tudo o que não se move, idem. Além disso, o próprio terreno é bastante acidentado, com montanhas, edifícios e outros obstáculos que limitam o campo de acção da nave. Se esta tocar em algum elemento do cenário, é morte certa. Além dos inimigos e dos obstáculos, temos que estar com atenção também ao combustível. Este é limitado, e se não temos dedo certeiro no gatilho para atingir os depósitos devidamente marcados que vão aparecendo à superfície, o mais certo é a viagem ficar a meio.

À medida que a nave vai galgando terreno, vai ganhando pontos. E convém também ter dedo leve no gatilho, pois de cada vez que acerta num inimigo, aumenta a pontuação. Esses são importantes, uma vez que começamos apenas com três vidas, mas de cada vez que atingimos os 10.000 pontos ganhamos mais uma. E quando experimentarem o jogo, depressa irão aperceber-se da rapidez com que essas desaparecem.

Os inimigo concedem diferentes pontuações (ver tabela do lado), pelo que sempre que possível deve-se apontar aos mais apetecíveis (ou ao combustível).

Existem seis níveis no total, cada um com um diferente estilo de jogo. Nos primeiros o terreno de jogo é maior, temos que estar fundamentalmente preocupados é com os inimigos móveis, em especial os foguetes, que numa boa parte das vezes arrancam direitos a nós. No terceiro nível passamos a cintura de asteróides, e embora pareça ser mais lógico voarmos baixinho para ficarmos protegidos pelas montanhas, e também para atingirmos mais alvos, obtivemos melhores resultados voando a meio do ecrã e estando apenas preocupados com os asteróides (mas sempre a disparar).

No quarto nível chegamos à cidade, e o terreno de jogo aperta consideravelmente, sendo a maior preocupação antecipar os foguetes que levantam vôo. O melhor será não disparar indiscriminadamente, mas tentar atingir aqueles que estão protegidos pelas paredes dos edifícios. Chegamos então aos limites da base, aqui já não temos inimigos com que nos preocuparmos, apenas as paredes, cada vez mais apertadas. A estratégia mais indicada será estar a meio do ecrã, única forma, por vezes, de conseguirmos recuar o suficiente para passar os edifícios. E finalmente o último nível, aqui só temos que nos preocuparmos em atingir o depósito final. O problema é chegar até ele. Fica uma dica, só pode ser atingido com o laser. Depois de destruirmos o depósito final, somos congratulados com uma simples mensagem e voltamos ao primeiro nível...


Apesar de Scramble ser apenas uma brincadeira, mero paliativo enquanto não chegam os jogos mais apetecíveis, está feito de forma muito profissional e recria na perfeição o clássico das arcadas. Reparámos que o ecrã de jogo é mais estreito que o normal, perfeitamente visível nos screenshots que deixamos, mas isso poderá ser uma especificidade do Cspect, que limita o campo de acção, assim como o próprio som. Tiraremos as dúvidas quando nos chegar a máquina real.

Os gráficos são básicos, minimalistas até, mas funcionais, tal como o som e a melodia. Desta parte não se espere por grandes maravilhas. E por vezes o scroll trava (será mais uma especificidade do Cspect?). No entanto, nada disto é suficiente para retirar o prazer de dar uns tiros e tentar bater o recorde de pontos. Qualquer shooter que se preze vai adorar Scramble, tal e qual como nós o apreciámos, e esta não é a nossa praia...

O jogo é gratuito, podendo aqui ser obtido. Não se esqueçam é de obter a última versão do Cspect.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2019

Crowley World Tour


Nome: Crowley World Tour
Editora: Rusty Pixels
Autor: Michael Ware, Jim Bagley, Lobo, Space Fractal
Ano de lançamento: 2019
Género: Puzzle
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston
Memória: Spectrum Next
Número de jogadores: 1

Realmente foi um Natal recheado, quer para a cena Spectrum tradicional, quer para o Spectrum Next. Não só tivemos conhecimento que o computador iria começar a ser despachado para os backers, mas também foram oferecidos dois jogos, o primeiro, Santa's Chimney Challenge!, não era mais que uma brincadeira de Natal, mas Crowley World Tour é um jogo completo na verdadeira acepção da palavra. E o melhor de tudo, é gratuito e os criadores incluíram a capa para se construir uma edição física. Tudo se conjuga para um 2020 em grande para o Spectrum Next...

Crowley World Tour é então um clone de Tetris, mas que apresenta algumas novidades. A primeira são os três modos de jogo. No modo "World Tour" tentamos passar por vários países, que representam os diversos níveis. Sempre que passamos um nível (depois de eliminarmos um número pré-determinado de linhas), a velocidade aumenta, tal e qual como no jogo original. Passamos assim por Moscovo, Paris, Londres, Banguecoque, Rio de Janeiro, Nova Iorque, Tóquio, Kuwait, Sidney, e por fim, Pequim. Curioso que cada país tem uma música diferente.

O modo "Endless" é, tal como o nome indica, interminável, tal e qual o original. E finalmente, o modo "Challenge" é outra novidade. Assim, em cada nível aparecem blocos de uma cor diferente (transparentes), sendo o único objectivo eliminá-los. Só então se consegue passar ao nível seguinte.

 
Outras novidades são os vários estilos de peças e até uma ajuda extra (se essa opção for escolhida): o fantasma da peça que vamos colocar, aparecer na posição actual. Por um lado conseguimos visualizar melhor o local onde as peças caem, por outro, poderá levar a alguma confusão, e não raras vezes pensamos que estamos a mexer a peça fantasma, em vez da "real".

Com tanta opção, apenas sentimos falta de uma coisa: o modo de dois jogadores em simultâneo. Seria seguramente interessante termos a possibilidade de jogar contra um companheiro humano.

De resto, a jogabilidade é aquela que já se conhece do Tetris. Quem gosta desse género de jogos, irá adorar Crowley World Tour. Os gráficos são interessantes (obra de Lobo, do Team Moritz), a música excelente, e a possibilidade de ter vários tipos de desafios é garantia de entretenimento para muito tempo.


Também não é Crawley World Tour que vai demonstrar todas as capacidades do novo computador, mas também não seria esse o objectivo, tal como Nextoid!, quando saiu, não o foi. O conceito é praticamente o mesmo, no fundo, Michael Ware e Jim Bagley foram criando algumas brincadeiras extra enquanto o Spectrum Next esteve em desenvolvimento, que sendo gratuitas e saindo na altura em que saiu, contribui para alegrar ainda mais a quadra natalícia. E já que falamos de Nextoid!, quem ainda não o experimentou, deverá fazê-lo, convém relembrar que tem níveis criados por nós, é gratuito, e que terá edição física em 2020.

Crowley World Tour poderá aqui ser descarregado, podendo ser jogado na máquina real ou em emuladores como o Cspect. Mas cuidado, é um vício terrível...