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quarta-feira, 13 de março de 2024

Vixen (MOD)

Vixen foi um jogo lançado pela Martech Games que se tornou tremendamente conhecido, não tanto pelo jogo em si, que era apenas mediano e sabia a pouco, com apenas uma dúzia de níveis muito iguais uns aos outros, não obstante a nossa heroína transformar-se em raposa a cada dois níveis, mas pelo anúncio nas páginas da especialidade e a própria capa da cassete, criando um hype apenas equiparado a Barbarian: the Ultimate Warrior. E tudo porque trazia uma moça da terceira página do Sun, Corinne Russell, em vestimentas reduzidas, que captavam a atenção de qualquer adolescente a transbordar de hormonas.

Lembramo-nos bem da polémica que deu na Your Sinclair, quando foi capa de revista. Por um lado, os apoiantes, a elogiarem a audácia da revista. Por outro lado, os puritanos progenitores, a reclamarem que ver uma garota em biquini fazia mal à vista dos miúdos e os garotos iriam tornar-se predadores sexuais face a esta visão. O que é certo, é que foi uma manobra de marketing genial, ajudando a vender um jogo que de outra forma iria ficar na prateleira.

Entretanto, o bem conhecido Ralf, que tem feito muitos MODs de jogos famosos, resolveu pegar em Vixen e dar-lhe o seu cunho pessoal.

Podem contar nesta nova versão com:

  • Novos níveis
  • Novos e mais variados gráficos e cenários 
  • Sprites mais coloridos
  • Novo ecrã de carregamento
  • Novo menu inicial
  • Menor tempo de carregamento
  • O jogo tem agora um final (no original voltava ao início)
  • Depois de perdermos uma vida, mantemos os melhoramentos no chicote

Temos assim agora motivos redobrados para jogar Vixen. Confessamos que na altura, mesmo com a garbosa Corinne, o jogo nunca nos puxou muito. Está então na altura de dar lustro ao chicote.

Para experimentarem esta versão, basta aqui virem descarregá-la.

quarta-feira, 22 de março de 2017

Catch 23


Nome: Catch 23
Editora: Martech Games
Autor: Ian McArdle, Malcolm J. Smith
Ano de lançamento: 1987
Género: Aventura
Teclas: Não redefinível
Joystick: Kempston, Interface 2
Número de jogadores: 1

Catch 23 é uma mega-produção da Martech que na altura dividiu opiniões. Por um lado estamos perante um exercício de programação extremamente inovador para a época. Por outro, ao nível da jogabilidade, enferma de muitas debilidades, fazendo com que se torne interessante vaguear pela ilha onde a acção se desenrola, mas pouco aditivo para quem quer levar esta aventura até ao fim.

Mas comecemos do início. Em Catch 23 assumimos o controlo de um militar que tem que encontrar o complexo industrial onde o CK 23 orbitral interceptor está a ser desenvolvido e colocar uma bomba no reactor nuclear. Para isso temos 8 horas para terminar a nossa missão, que pode parecer muito, mas que na realidade, dada a complexidade do jogo, é manifestamente pouco.

A ilha encontra-se pejada de inimigos, minas, barreiras electrificadas e câmaras. Todo o cuidado é pouco quando vagueamos pela ilha, pois a qualquer momento aparece-nos um inimigo à frente e pouco tempo temos para o abater antes de sermos nós eliminados. Aliás, este é um dos pontos negativos do jogo, pois torna-se irritante a quantidade de vezes que nos aparece um inimigo à frente, exigindo sempre uma grande capacidade de reacção. Já para não falar de quando somos apanhados de "calças na mão", isto é, sem munições. E apenas temos uma vida...

A própria velocidade da acção diminui também bastante quando o cenário está preenchido com edifícios (mesmo utilizando gráficos vectoriais), contribuindo também para diminuir o gozo que poderíamos ter com este jogo.


Para ajudar a nossa missão, e dado a dimensão da ilha, encontram-se em vários pontos shuttles que nos permitem rapidamente viajar grandes distâncias. Convém também ir investigando os edifícios, pois é lá que encontramos munições e objectos úteis para a nossa missão. Além disso, as próprias instruções que acompanham o jogo fornecem um mapa da ilha, embora sem grande detalhe, mas que nos permite pelo menos saber por onde andamos.

Este é assim um jogo extremamente difícil de classificar, pois se por um lado é pioneiro e inovador, por outro deixa-nos a pensar que talvez o Spectrum seja demasiado limitado para tudo o que aqui se quereria colocar. Apenas por isso não obtém uma pontuação mais elevada.