A apresentar mensagens correspondentes à consulta hair ordenadas por data. Ordenar por relevância Mostrar todas as mensagens
A apresentar mensagens correspondentes à consulta hair ordenadas por data. Ordenar por relevância Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 1 de maio de 2026

SuperHair 2: Revenge of the Wizard


Nome: SuperHair 2: Revenge of the Wizard
Editora: MicroChops / Northern Games
Autor: Lee Stevenson, Mike ‘XoRRoX’ van der Lee, Pedro Pimenta ‘JumpError’, Rich 'TUFTY' Hollins, Lobo, Andy Green
Ano de lançamento: 2026
Género: Labirinto
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Memória: 48 /128 K
Número de jogadores: 1
Link para descarga: Aqui

Antes de passarmos à análise propriamente dita do novo jogo de Lee Stevenson, façamos umas breves considerações sobre o motor 3D Game Maker, lançado pela CRL em 1987. O motor pretendia possibilitar a quem não tivesse grandes conhecimentos de programação, a criação de jogos do género isométrico. No fundo era um motor "Filmation" para pobres (nota: motor usado pela Ultimate Play the Game para desenvolver as suas famosas aventuras isométricas). E porque dizemos para pobres? Porque as limitações deste motor, apesar de permitir criar um grafismo e cenários decentes, eram enormes. A maior delas, além da impossibilidade de ter mais que uma vida, era a fluidez. Sempre que existiam objectos móveis ou destrutíveis no cenário, a velocidade diminuía consideravelmente. Isso quebrava completamente a jogabilidade de qualquer trabalho feito com esse motor.

Com o tempo, o motor foi sofrendo melhorias. O pioneiro no desenvolvimento de novas funcionalidades foi o nosso amigo Borroocop, que lançou duas aventuras muito recomendadas, a primeira das quais, Em Busca do Mortadela, que para nós, na altura em que saiu, era um dos melhores, senão o melhor jogo feito com recursos ao 3D Game Maker.

Agora, Lee Stevenson, resolveu criar uma aventura com recurso a esse motor, tendo como personagem o improvável herói Mr. Hair. Mas esperem, não parem já de ler. Apesar do motor utilizado ter sido o 3D Game Maker, não foi a versão original do motor. Não, Lee Stevenson e Mike van der Lee, durante dois longos anos, foram fazendo melhorias à ferramenta, tendo chegado a uma versão quitada que pouco tem a ver com o original. E isso reflecte-se enormemente na gratificante experiência que temos em SuperHair 2: Revenge of the Wizard, pois conseguiu mitigar de forma muito eficiente a redução na velocidade sempre que se encontram os tais objectos móveis ou destrutíveis no ecrã (e podemos contar com imensos neste jogo), além de mil e uma novas opções, desde a inclusão de várias vidas, evitando o irritante sentimento de frustração que acontecia sempre que havia um deslize e se acabava prematuramente o jogo, independentemente da fase onde estivéssemos, a inclusão de música durante o jogo (versão 128K), da percentagem com o número de ecrãs já vistos, mas também alterações mais estruturais, como a possibilidade de escolha de controlo direccional ou rotacional, este último sendo aquele mais utilizado nos primeiros jogos isométricos, uma interessante introdução, instruções, entre outros pequenos "pormaiores". Tudo isso faz parte da experiência de jogo no sofá ("Couch Gaming Experience", como Lee lhe chama).

As alterações são tantas que tivemos mesmo que questionar Lee se realmente o motor de origem era o 3D Game Maker, e que obviamente nos confirmou que era. Não admira assim que tenha sido necessário dois anos para se reconfigurar por inteiro este motor. E a (outra) boa notícia é que com este motor, podemos finalmente começar a ter mais frequentemente aventuras isométricas e com maior qualidade.

Com esta explicação acerca do motor utilizado, e que já ultrapassou em muito o espaço que queríamos utilizar para esta introdução, ainda não falámos da história de SuperHair 2. Assim, Esta nova aventura isométrica de SuperHair é a continuação da série de aventuras de Mr. Hair, e que tantos e tão bons jogos nos tem trazido nos últimos anos. A evolução de Lee tem sido brutal desde o primeiro episódio da série, mas, além disso, o programador não se senta comodamente instalado à sombra dos louros passados. Não, em cada novo trabalho tenta inovar, utilizando motores diferentes, e, de cada vez, superando-se e superando as nossas expectativas. Não ficaríamos surpreendidos se o seu próximo jogos fosse desenvolvido em ASM puro. Mas lá estamos nós a divergir, voltemos à história...

Mr. Hair, depois de derrotar o mago em SuperHair, vingou-se do nosso herói, roubou-lhe os poderes de voar, e, como se não fosse pouco, ainda lhe lançou uma maldição, prendendo-o num planeta esquecido pelos Deuses... A nossa missão, na pele do Senhor Cabelo, é encontrar e derrotar o maléfico mago. Esperemos que não definitivamente, pois isso quererá dizer que irá haver mais jogos da série...

O planeta onde nos encontramos encerrados, além de ser labiríntico, está repleto de inimigos, obstáculos e quebra-cabeças que teremos que resolver, ecrã a ecrã. São apenas (!!!!) 159 ecrãs (alguma vez no motor original isso seria possível?), e de cada vez que visitamos um novo ecrã, acrescentamos meio ponto à nossa pontuação, medida em termos percentuais e visível no canto inferior direito do ecrã.

Graficamente Lee não fez por menos. Cada sala e cada objecto está magnificamente ilustrado, sendo também do melhor que já se viu neste tipo de jogos (está ao nível do artista Borrocop). Nem mesmo o facto de algumas (poucas) salas estarem vazias, lhe retira brilhantismo. Aliás, essas salas servem para conseguirmos recuperar um pouco de ar, sendo plenamente bem vindas.

Claro que algumas limitações são inultrapassáveis e inerentes ao motor com que foi criado. Assim, não se pode esperar um Head Over Heels 2 ou um novo Hydrofool. Mesmo que o programador o quisesse fazer, não nos parece que fosse possível. A diversidade de desafios e quebra-cabeças não é assim tão grande e a maior dificuldade até reside na perspectiva com que abordamos os problemas. quando os obstáculos não estão ao nível do solo, é muito fácil não conseguirmos perceber exactamente onde se encontram. E qualquer passo em falso pode levar à morte do artista, neste caso do Senhor Cabelo.

Mas para que não se acabe esta análise com um tom menos favorável, atentem só nestes pormenores que nunca antes vimos neste tipo de jogos. Assim, no menu inicial, o jogo detecta automaticamente a presença de joysticks. A opção fica vermelha e desactivada se este não estiver presente.

Existem dois níveis de dificuldade, correspondendo ao tipo de jornada que se quer. Se for a longa, contem com mais de uma hora para chegar ao fim, isso se quisermos passar por todos os ecrãs e atingir a pontuação de 100%. A jornada curta começa sensivelmente a meio caminho, facilitando a missão (se bem que os ecrãs finais são os mais complicados). 

Quanto à pontuação, esta é medida da seguinte forma: por cada uma das 159 salas visitadas, recebe-se 0,5 pontos, por cada vida não perdida, recebe-se 1 ponto, se derrotarmos o mago, recebemos 11,5 pontos. No total, 100 pontos, ou 100%, como preferirem.

Por fim, quando se completa o jogo, além dos bonitos ecrãs finais (quer completemos a missão, quer saiamos derrotados), pode-se ver quanto tempo se passou a jogar. 

Com tanto detalhe e com uma implementação tão boa, o resultado apenas poderia ser um, mesmo tendo em conta o motor limitado (agora não tão limitado) que foi utilizado. Mega Jogo, pois claro!

Podem descarregar aqui o jogo, não se esqueçam de dar a vossa contribuição para esta equipa, que fez um excelente trabalho a todos os níveis. É mais que justo...

sábado, 21 de fevereiro de 2026

Vencedores GOTY 2025


Chegou ao fim o grandioso evento GOTY 2025. Quem teve a oportunidade de assistir, presencialmente ou online, certamente que terá ficado agrado com algumas das surpresas que fomos colocando e que já é habitual na gala. Além disso, continuamos a ter muitas caras bonitas apresentar o evento e, apenas por isso, já valeria a pena. Concordam connosco, não é? 

Confiram assim as classificações finais para cada uma das categorias e para o GOTY:

Gráficos

  1. Asymmetry
  2. Perseus
  3. S1NCLA1R C1TY
  4. Travel Unlimited
  5. Cubix

Ecrã de Carregamento

  1. Asymmetry
  2. Plyuk
  3. Travel Unlimited
  4. Hair Trigger
  5. Lunar Patrol

Som

  1. Cubix
  2. BubbleBack: The Story of Forward to the Past 2
  3. Asymmetry
  4. Plyuk
  5. Hit the Fan

Puzzles

  1. Cubix
  2. Escape from the Twilight Castle
  3. Plyuk
  4. Kubanoid
  5. Locked Room, the

Aventura e Estratégia

  1. S1NCLA1R C1TY
  2. SibCity
  3. Xenomaze
  4. Frostland
  5. Quivira

Plataformas

  1. Perseus
  2. BubbleBack: The Story of Forward to the Past 2
  3. Herbie Wants to be a Millionaire
  4. Hammer Knight
  5. Rebearded Fantasy

Arcade e Acção

  1. Asymmetry
  2. Frogger RX
  3. Travel Unlimited
  4. World of Spells
  5. Cindy Block

Aventura de texto

  1. Echoes of Atlantis
  2. Beltalowda
  3. Alicia a Ttravés del Espejo
  4. Spiderman
  5. Urkiola

BASIC

  1. Bolalela 5
  2. Sinclair Tower
  3. ZXnake 2
  4. Crazy Burger
  5. Space Bros

Luso-Brasileiro

  1. Echoes of Atlantis
  2. Quivira
  3. Telethugs
  4. Mystery City
  5. Star Carrier Ruffian

Origem Espanhola

  1. Perseus
  2. S1NCLA1R C1TY
  3. Escape from the Twilight Castle
  4. Herbie Wants to be a Millionaire
  5. Bolalela 5

GOTY

  1. Cubix
  2. Asymmetry
  3. Perseus
  4. S1NCLA1R C1TY
  5. Travel Unlimited
  6. Plyuk
  7. Echoes of Atlantis
  8. Escape from the Twilight Castle
  9. Locked Room, the
  10. BubbleBack: The Story of Forward to the Past 2

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

GOTY 2025: jogos classificados entre a 21ª e 30ª posição


Como é sabido, a lista final do GOTY apenas engloba 10 jogos, que são os mais votados pelos elementos do júri. No entanto, muitos outros fazem parte desta competição. E por vezes, apenas por um mero ponto, não conseguem chegar aos 10+.

Assim, porque a curiosidade é grande, vamos agora apresentar os jogos que ficaram classificados entre a 21ª e 30ª posição no GOTY (por ordem alfabética). Nos próximos dias iremos apresentar os que se posicionaram entre a 11ª e a 20ª posição.

  • Bolalela 5
  • Fate of the Pirate, the
  • Floppyverse
  • Gorf
  • Hair Trigger
  • Hit the Fan
  • Rebel Wars
  • S.C.I.O.N.
  • SibCity
  • Zak McDrucken Saves the Chickens

domingo, 1 de fevereiro de 2026

Os nomeados por categoria no GOTY 2025

E depois de termos anunciado os elementos do júri, vamos agora anunciar todos os jogos que  vão concorrer pela vitória em cada uma das categorias, incluindo a mais importante: GOTY.

Relembramos como tudo se processou. Em primeiro lugar foi dado uma lista bastante abrangente com 140 nomes de jogos aos elementos do júri para votarem. Os cinco jogos com maior pontuação por cada categoria (dez, no caso do GOTY), são os que hoje aqui anunciamos. São esses que vão lutar pela vitória final. Claro que neste momento já sabemos qual será o vencedor, pois as votações já decorreram. Mas isso iremos anunciar apenas durante a gala de 21 de Fevereiro, que esperamos que assistam.

Mas vamos então aos candidatos por cada uma das categorias (por ordem alfabética):

Gráficos

  • Asymmetry
  • Cubix
  • Perseus
  • S1NCLA1R C1TY
  • Travel Unlimited

Ecrã de Carregamento

    • Asymmetry
    • Hair Trigger
    • Lunar Patrol
    • Plyuk
    • Travel Unlimited

    Som

    • Asymmetry
    • BubbleBack: The Story of Forward to the Past 2
    • Cubix
    • Hit the Fan
    • Plyuk

    Puzzle

    • Cubix
    • Escape from the Twilight Castle
    • Kubanoid
    • The Locked Room
    • Plyuk

    Aventura e Estratégia

    • Frostland
    • Quivira: the Adventure
    • S1NCLA1R C1TY
    • SibCity
    • Xenomaze

    Plataformas

    • BubbleBack: The Story of Forward to the Past 2
    • Hammer Knight
    • Herbie Wants to be a Millionaire
    • Perseus
    • Rebearded Fantasy

    Arcade e Acção


    • Asymmetry
    • Cindy Block
    • Frogger RX
    • Travel Unlimited
    • World of Spells
    Aventura de texto


    • Alicia a Través del Espejo
    • Beltalowda
    • Echoes of Atlantis
    • Spiderman: La Ciudad a Oscuras
    • Urkiola
    BASIC

    • Bolalela 5
    • Crazy Burger
    • Sinclair Tower
    • Space Bros
    • ZXnake 2
    Luso-Brasileiro

    • Echoes of Atlantis
    • Mystery City
    • Quivira
    • Star Carrier Ruffian
    • Telethugs

    Origem Espanhola

    • Bolalela 5
    • Escape from the Twilight Castle
    • Herbie Wants to be a Millionaire
    • Perseus
    • S1NCLA1R C1TY

    GOTY

    • Asymmetry
    • BubbleBack: The Story of Forward to the Past 2
    • Cubix
    • Echoes of Atlantis
    • Escape from the Twilight Castle
    • Locked Room, the
    • Perseus
    • Plyuk
    • S1NCLA1R C1TY
    • Travel Unlimited

    Resta-nos agora aguardar por dia 21 de Fevereiro para sabermos quem serão os vencedores de cada uma das categorias, e quem irá levar para casa o tão almejado troféu de GOTY. Boa sorte a todos!!!!!

    quinta-feira, 16 de outubro de 2025

    Speccy Saga - Codename: RKW


    Há cerca de seis meses tínhamos partilhado The Rubber-Keyed Wonder: the Game (ver aqui), o jogo de Lee Stevenson que vinha acompanhado de um disco em vinil (e vice-versa). Agora foi disponibilizado no itch.io, Speccy Saga - Codename: RKW, uma versão quatro vezes maior relativamente ao jogo original. 

    O mapa, além de ter aumentado substancialmente de tamanho, exige agora que se recolham 12 instrumentos, em vez de apenas 10. E se bem se recordam, pelo menos quem adquiriu a versão original, o jogo era tremendamente difícil. Ora, Lee não é alheio ao facto do público alvo do Zx Spectrum ser agora composto maioritariamente por quarentões e cinquentões, que querem coisas relativamente fáceis. Longe vão os tempos de Abu Simbel Profanation, pelo que Speccy Saga é bem mais fácil que o original. E se mesmo assim não forem longe, experimentem a activar a tecla "C" no menu inicial. Irão então ouvir um sinal de alerta de que qualquer coisa terá acontecido...


    Outra das grandes novidades é que existe agora a versão ULAplus. E nesta versão as cores ganham uma vivacidade inacreditável, parecendo mesmo que estamos perante um jogo totalmente diferente. Se o jogo sem esta opção já era bom, o percussor de Hair Trigger tornou-se agora ainda melhor, concedendo mais motivos para o experimentar. Comparem o ecrã de cima, sem ULAplus, com o de baixo, e notem as diferenças.

    A fluidez da acção mantém-se, o que já não é de admirar. Todos os trabalhos de Lee têm o condão de ter uma jogabilidade muito acima da média. Além disso, este é provavelmente o primeiro jogo do ZX Spectrum a colocar o próprio como herói de um jogo. Se conhecerem algum outro, avisem-nos.

    Se ainda não têm Speccy Saga - Codename: RKW, e é bastante provável, uma vez que fazia parte duma campanha algo limitada, podem agora vir aqui descarregá-lo. O jogo é totalmente gratuito, mas aconselha-se a fazer uma pequena doação à Southend Cystic Fibrosis Association (aqui), como forma de mostrar o apreço por esta excelente equipa de programadores, que de resto até inclui um Português.

    Podem também comprar a versão física através da Northern Games, que tem um grupo no Facebook (aqui). A cassete, além de conter as duas versões do jogo, contém uma demo do próximo jogo de Lee, que consta, vai ser enorme!

    sábado, 6 de setembro de 2025

    Hit the Fan


    Nome: Hit the Fan
    Editora: Northern Games
    Autor: DF Design
    Ano de lançamento: 2025
    Género: Shoot'em'up
    Teclas: Não redefiníveis
    Joystick: Não
    Memória: 48 /128 K
    Número de jogadores: 1
    Link para descarga: Aqui

    Depois de escapar pelo tubo de esgoto, o nosso herói de Down the Pipe, Turdesley, talvez o mais cómico (e improvável) nome de um personagem do ZX Spectrum, tem nova missão.

    Assim, Turdesley apetrechou-se com os óculos de voo, autoproclamou-se de Oificial de Vôo, e foi convocado para uma missão secreta para destruir o maléfico Barão Hair Flick e o seu império da droga (irão perceber ao longo do jogo a verdadeira "substância" deste império).

    O primeiro nível, de qualquer uma das três versões que fazem parte deste lançamento (já iremos exlicar esta parte), começa verdadeiramente nas nuvens, e não terá sido certamente por Turdesley, também conhecido como Cagalhoto, ter andado a fumar algumas substâncias ilícitas. Seja qual for a razão pela qual ele foi parar a este local, as nuvens são tóxicas e qualquer toque nestas, faz perder um pouco de energia do nosso herói. Se passar esta parte, que nem é assim tão difícil, entra no covil de Hair Flick e, como prémio, recebe uma potente Mk 2 Browning, sempre pronta a despachar alguns bandidos. Hair Flick tem um exército dos mais variados bandidos, alguns dos quais com muitas semelhanças com certo cabelo de outros jogos recentes do ZX Spectrum, mas sempre determinados e prontos para proteger o império do mal.

    Os vários níveis vão-se revezando entre aqueles em que existe um scroll horizontal, simulando o árduo caminho até ao covil, repleto de inimigos e com obstáculos e paredes demasiado estreitas a dificultar a tarefa, e os níveis com os "bosses", verdadeiras pestinhas, em especial nos níveis mais avançados. E aqui ressaltam as diferenças entre as várias versões que fazem parte deste lançamento. Assim, se pegarmos na versão da Crash, que fez parte de uma cover tape, termos direito a quatro níveis, sendo o boss final uma figura bem conhecida da revista (a nós parece-nos o Chris, mas não queremos dizer isso, com medo que a revista deixe de aparecer na caixa de correio).

    Por outro lado, a versão 128K tem oito níveis, duplicando o prazer que se tira do jogo. E se a versão mais pequena do jogo até se completa com menor ou maior dificuldade por qualquer candidato a aviador, a versão maior, só apenas os pilotos mais experimentados vão conseguir chegar ao fim. É que os dois últimos "bosses" são mesmo difíceis, e até se conseguir batê-los, tem que se decorar muito bem o trilho que fazem. 

    Como é habitual nos jogos da DF Design, os gráficos são um verdadeiro espectáculo. São monocromáticos, mas isso não é de estranhar, pois é utilizado um motor que se pensava ser extremamente limitado, o S.E.U.D, mas que se está a revelar um verdadeiro sucesso, tal a qualidade dos jogos que estão a aparecer nos últimos tempos com este motor.  Além disso, consta que este será o jogo com maior área criado com o S.E.U.D, mas também era previsível, pois tem ao leme pessoas como Rich Hollins, Lee Stevenson (ele mesmo, de "Hair") ou Lobo.

    Outro dos factores que está muito bem conseguido, e que também já é habitual nos lançamentos desta equipa DF Design, é a música. Ou melhor, músicas, pois existem várias, consoante também a versão e, claro, não podia faltar o Pedro Pimenta a fazer rufar os tambores de guerra. 

    Uma nota adicional, mas que revela bem a orientação que esta equipa segue, sempre atenta aos novos desenvolvimentos no mundo do ZX Spectrum. Assim, existe também a versão para o The Spectrum, que inclui as três versões do jogo, acessíveis através de um menu inicial.

    Fica então aqui a equipa deste jogo, porque há que dar crédito a quem merece:

    • Code/Design:  Flight Officer Rich Hollins
    • Graphics: Wing Commanders Lobo, Hollins & Lee 'Chops to his chums' Stevenson
    • Music: Gunners Pedro Pimenta, CJ Echo, Tufty, Equator & Royal
    • Font: Flight scribe Damien Guard
    • Cover Art: Wingman Richard Langford
    • Northern Games : Flight recorder Anthony Scarfe
    • Turdesley é baseado num personagem de Officer Davey Sludge
    • SEUD por Squadron Commander Jonathan Cauldwell

    Podem vir aqui descarregar o jogo, na sua versão digital. Não se esqueçam de dar uma pequena contribuição aos seus autores, fundamental para que se sintam motivados a criarem mais jogos como este. Além disso, porque não comprarem a versão física? Vai também existir uma edição física muito limitada, lançada pela Northern Games, podendo o seu lançamento ser acompanhado aqui.

    quinta-feira, 28 de agosto de 2025

    Runaway Nose


    Jogo: Runaway Nose
    Programadores: Chentzilla
    Género: Aventura
    Origem: Rússia

    The adventures of a nose that ran away from its owner. Influence people and more using scents. A short but versatile game with nonlinear gameplay and multiple endings.

    Já existia as aventuras de um fio de cabelo (Mr. Hair), pois agora temos as aventuras de um nariz. Ainda por cima, um nariz fedorento e fugitivo...

    Apesar da sua simplicidade e de quebra-cabeças relativamente lineares, esta pequena aventura é cativante. E não estando referido nos créditos a grande obra de Patrick Süskind, O Perfume: História de um Assassino, em tudo este jogo nos fez lembrar o livro, nomeadamente a parte em que Jean-Baptiste Grenouille, através do cheiro, influencia as ações dos restantes personagens. Curiosamente, estávamos precisamente no momento em que escrevemos esta pequena análise, a reler o livro, o que até serviu para criar a ambientação perfeita para apreciar a aventura.

    Vamos também dar aqui um pequeno cheirinho daquilo que se pode encontrar em Runaway Nose. Assim,o objectivo do nariz é conseguir escapar ao seu dono. Aproveitando que este dormia, o nariz foi à sua vida. E logo no segundo ecrã encontra um cão. Se se aproximar dele, apropria-se do seu odor, permitindo-lhe ultrapassar o gato que bloqueia o caminho. Claro que tem a alternativa de dar a volta ao gato, mas o resultado é ir parar à prisão, que de resto pode escapar sem grandes problemas, mas que tem consequências ao nível do final (o jogo tem vários finais, consoante as nossas acções).

    Quando nos apropriamos de determinado odor, este permanece durante 30 segundos, permitindo-nos ultrapassar certos personagens. O mais urgente, de início, é conseguir passar despercebido no meio dos soldados, evitando assim ir parar à prisão. Os restantes quebra-cabeças, vão sendo resolvidos à medida que nos vamos deparando com eles.

    Altamente original, Runaway Nose é perfeito para quem pretende uma aventura fácil e rápida, mas ao mesmo tempo cativante. Foi um das belas surpresas de YRGM 2025.

    Pontos positivos: simplicidade, fluidez, originalidade, humor.

    Pontos menos positivos: sem ecrã de carregamento, som básico.

    sexta-feira, 13 de junho de 2025

    Hair Trigger disponível

    Depois da review (ver aqui), no qual considerámos Hair Trigger como Mega Jogo, este encontra-se agora disponível à comunidade. Ainda por cima, inteiramente gratuito. No entanto, não deixem de encomendar a versão física, tem uma série de extras que compensam inteiramente a sua aquisição.

    Poderão aqui descarregar este excelente jogo.

    terça-feira, 3 de junho de 2025

    Hair Trigger

     

    Nome: Hair Trigger
    Editora: MicroChops / Northern Games
    Autor: Lee Stevenson
    Ano de lançamento: 2025
    Género: Acção
    Teclas: Não redefiníveis
    Joystick: Kempston, Sinclair
    Memória: 48 /128 K
    Número de jogadores: 1
    Link para descarga: Em breve

    Depois do muito galardoado Ghostly Capers, pelo menos na gala GOTY 2023 de Planeta Sinclair, de Retro Robbins in Micro Blitz, e de The Rubber-Keyed Wonder: the Game, um jogo desenvolvido para acompanhar o disco de celebração do documentário com o mesmo nome e que se assemelha muito a Hair Trigger (ou ao contrário, pois Hair Trigger começou a ser desenvolvido antes), Lee Stevenson traz-nos novamente o mais improvável herói do ZX Spectrum, um personagem que dá pelo nome de Mr. Hair (ou SuperHair, para os amigos e inimigos) e que se assemelha a... um fio de cabelo... 

    Adorámos todos os trabalhos anteriores de Lee e Hair Trigger vai pelo mesmo caminho, pois nota-se o cuidado e amor que o autor lhe dedicou, com cenários e um grafismo tremendamente coloridos e simplesmente deslumbrantes, o que também já é a sua imagem de marca, uma música muito bem conseguida por parte do Pedro Pimenta na versão AY e de Rich Hollins na versão Beeper, e uma jogabilidade muito acima da média, ainda mais quando estamos perante o uso de motores como o AGD que, por vezes tornam os jogos demasiado estandardizados e pouco diferenciados uns dos outros. Não é aqui o caso, diga-se. 

    E já que falámos nos cenários, é óbvio o jogo no qual se inspira, o que aliás não é segredo algum: a obra maior de Raffaele Cecco de 1988, Cybernoid, um clássico e considerado um dos melhores jogos de sempre para o ZX Spectrum. Veja-se o ecrã acima que retirámos de uma versão prévia do jogo, com mais de um ano, e comparem...

    Mas Hair Trigger contém outras nuances que abrilhantam ainda mais o jogo. Assim, ainda antes de entrar o incrível ecrã de carregamento, outra obra de arte vinda de Lee, como podem ver logo na primeira imagem, surge uma voz sintetizada a dar o mote para tudo aquilo que se segue. E "last, but not least", o jogo tem duas versões, a normal, e a versão ULA Plus, no qual os cenários ganham uma vivacidade difícil de imaginar nos tempos áureos do ZX Spectrum (a última das imagens é a versão ULA Plus).

    Mas Hair Trigger também tem uma história por trás, mesmo que essa seja muito simples (nem era preciso história, para um jogo com esta qualidade). Assim, este é apenas mais um dia rotineiro no escritório de SuperHair, que tem pela frente mais uma missão impossível. Para os outros, não para ele que já está habituado a fazer milagres. O objectivo é apenas um, desactivar 11 reactores, antes que o planeta se dissolva numa nuvem de gases tóxicos e aniquile a população. Algumas criaturas que povoam o planeta é que não estão pelos ajustes e fazem de tudo para impedir o nosso herói cabeludo de cumprir com a missão, mesmo que depois pereçam juntamente com os gases.  Isso revela um pouco da sua inteligência, mas será que isso não se aplica também a uma boa parte da civilização da Terra?

    Em termos de mecânica, Hair Trigger foge um pouco do figurino dos jogos anteriores, com excepção do já referido The Rubber-Keyed Wonder: the Game. Assim, não estamos aqui perante um platformer típico, nem um shoot'em'up (como em SuperHair), antes um mix de vários estilos, com um enorme e labiríntico mapa a percorrer. Na versão física, um bonito mapa acompanha o jogo, incluindo até a rota perfeita para se completar o mesmo. Sem dúvida que a vida fica um pouco mais facilitada, pois com cerca de 80 ecrãs, é fácil perder-se o Norte. Além disso, é também necessário encontrar as salas onde se encontram as alavancas que desactivam os reactores, sempre colocadas em pontos bem distantes e nos quais temos que passar por muitos perigos até lá chegar. E para finalizar, o último dos reactores apenas é desactivado numa sala específica, tendo que ser deixado para o fim.

    Se conseguirmos não ficar perdidos, a primeira tarefa quando entramos em boa parte das salas é desligar as barreiras que impedem o acesso entre elas. Para isso há que carregar nos botões estrategicamente colocados em lugares que dificultam o nosso acesso, seja porque os robôs que os guardam atiram-se a nós assim que entramos no seu raio de acção, seja porque inúmeros seres estranhos e mortíferos, que nos roubam um pouco de energia se entramos em contacto com eles, teimam em reaparecer a uma cadência impressionante. Quanto a estes últimos, um tiro certeiro é solução momentânea, pois em breve reaparecerão noutro local. Já no que toca aos robôs, a nossa arma é inútil, restando fugir do seu caminho. Ou então, usá-los para activar alguns botões aos quais não conseguimos aceder. E já agora, os robôs também podem ser muito úteis para eliminar os seres estranhos, se tivermos arte para tal...

    Hoje em dia, muitos jogos têm a opção de vidas infinitas. Isso não acontece aqui. Ou melhor, não literalmente, pois quando perdermos as sete vidas com que começamos o jogo, podemos inserir uma nova moeda e recomeçá-lo, sabendo que os reactores que antes havíamos desactivado, assim irão ficar. Isso poupa-nos o trabalho de recomeçarmos tudo do zero. É uma excelente opção, na nossa opinião, pois evita termos que fazer novamente os mesmos caminhos.

    Com tudo isso, que podemos nós dizer a não ser que Hair Trigger é um Mega Jogo, altamente viciante, e que demonstra a enorme evolução de Lee Stevenson. Ainda há cerca de cinco anos e meio andávamos a testar The Hair-Raising Adventures of Mr. Hair, e já na altura dizíamos que lhe estava reservado um futuro muito risonho. Não nos enganámos, como podem ver.

    Estamos assim perante mais um projecto vencedor de Lee Stevenson e da sua equipa (a MicroChops), com um jogo muito atractivo e o qual não temos dúvidas que irá fazer novo brilharete na gala GOTY 2025. O jogo ainda não se encontra disponível, quer digitalmente, quer na sua versão física, mas podem vir aqui ver o nosso amigo Javi Ortiz, El Spectrumero a experimentá-lo. Ficarão com uma melhor ideia da jogabilidade, algo que não conseguimos mostrar em ecrãs estáticos.