domingo, 18 de julho de 2021

CM: Os Jogos no Computador - 024

E em 31 de dezembro de 1989 foi publicada no Correio da Manhã, mais uma edição de "Os Jogos no Computador" que disponibilizamos graças ao trabalho de digitalização de Mário Moreira.

O cicerone desta secção do Correio da Manhã, Paulo Ferreira, começa com uma análise ao jogo "Freddy Hardest in South Manhattan", a continuação do famoso jogo da Dinamic que tem Freddy, o heróico playboy galático como protagonista.

Segue-se a habitual abundância de pokes e dicas, além de um mapa de Platoon que alguns poderão já ter visto na Sinclair User 73. Pois é, alguém fotocopiou ou recortou o mapa e enviou-o para a secção sem que fosse creditada a autoria ou a origem do mesmo. Ironicamente, nesta mesma edição, o Paulo deixa um recado aos leitores que lhe mandam material falso!

Também ficamos a conhecer mais um clube de jovens interessados na temática dos jogos, o Soft Clube de Carnide, e o top 10 da semana com os títulos "Batman", "Robocop" e "Corsários" nos três primeiros lugares.

A digitalização está acessível neste link!

sábado, 17 de julho de 2021

Stripping Penelope


 Nome: Stripping Penelope
Editora: NA
Autor: Jaime Grilo
Ano de lançamento: 2021
Género: Plataformas
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Não
Memória: 48 / 128 K
Número de jogadores: 1

Jaime Grilo já andava a prometer há muito um jogo com a etiqueta "18". Isto porque o jogo é apenas para maiores de 18 anos. Aliás, o próprio nome já o dava a entender, assim como se percebe logo o objectivo principal: despir a Penelope, senhora de grandes virtudes (no sentido literal do termo). Também fazemos já o aviso, puritanos e pessoas que se escandalizam com desenhos de nus em 8 bits, podem já passar para outra página...

Por outro lado, e ao contrário do que é habitual em jogos nos quais temos que despir a personagem, não estamos perante nenhum jogo de poker, de slot machines, ou os habituais jogos de sorte e azar. Apenas é necessário habilidade e destreza nos dedos para conseguirmos ir sacando as peças de roupa a Penelope. Surpreendentemente, estamos perante um jogo de plataformas que se aproxima de Manic Miner, onde cumprindo certos objectivos, teremos direito ao tão almejado prémio.    

O ecrã inicial de Stripping Penelope também é bastante esclarecedor sobre o que temos que fazer e o que ganharemos com isso. Senão vejamos...


Pois, estamos num bar e vemos a mulher dos nossos sonhos à frente. Como somos muito assertivos, vamos logo directo ao assunto. Convidamos a moçoila, que tem ar de ter um bonito par de... olhos... embora esteja de óculos escuros, para beber um copo. Mas ela não está para ai virada e muito educadamente diz-nos para irmos caçar gambuzinos... 

Mas somos persistentes, e dizemos então ao que vamos. Sempre nos disseram que a abordagem directa era a mais proveitosa, e neste caso resultou inteiramente, pois assim a moça ficou a perceber que não somos alcoólicos, apenas estávamos contentes por a ver e com o bolso cheio de moedas. Bem, mas como Penelope é adepta de jogos, e pelos vistos também gosta de receber algumas prendas, propõe-nos então um desafio: se lhe trouxermos as prendas que ela deseja, teremos direito a desfrutar do tão merecido prémio e irá ver realmente se estamos mesmo contentes por a ver ou se era apenas um fogacho e não conseguimos acender a chama perante tão fogosa manceba.

Ora vejam lá se a imagem aqui ao lado não provoca qualquer reaçãozita involuntária e não dá vontade de ver mais?

Mas adiante, já dissemos que o jogo era do género de plataformas, com forte influência dos trabalhos de Matthew Smith, nomeadamente de Manic Miner. Uma coisa boa é que o nível de dificuldade nada tem a ver com os jogos de Willy. Penelope, ao contrário de Maria, sabe que a vida é dura e que já não estamos na flor da idade, e se nos vamos esforçar muito a recolher as prendas, se calhar depois o resto corre mal...


O jogo tem então 12 níveis corridos, sem contar com aqueles onde vamos aliviando Penelope do incómodo peso das suas roupas. Existe bastante diversidade, e o último deles, é diferente de todos os outros. Mas já lá vamos.

A primeira tarefa é estudar o cenário, em especial a movimentação dos inimigos. Em alguns deles não convém perder-se muito tempo nesta tarefa, pois arriscamo-nos a ter logo um encontro indesejado com um adversário. E se esses encontros acontecerem com muita frequência, haverá um que seguramente não irá acontecer: o encontro com a frondosa e abundante de atributos, Penelope.

Reparamos então que algumas peças de roupa piscam no ecrã. Deverão todas serem apanhadas, pois só nessa altura surge o presente que devemos levar até à nossa amiga. E como boa amiga que é, abre o seu coração, e no fim talvez mais qualquer coisa, a tão solícitas ofertas. Cada prenda normalmente dá direito a uma peça de roupa a menos, mas atenção, nem sempre isso acontece... 

Em alguns níveis, uma máscara vai também pairando. Esta é para apanhar (ao princípio fugíamos dela), pois de cada vez que a recolhemos, juntamos uma letra ao nome  "PENELOPE". Quanto todas as letras estiverem preenchidas no ecrã (canto inferior direito), temos direito a uma vida extra, que se pode juntar a outras duas que aparecem em determinados níveis. Digam lá se o Jaime não faz tudo para que possamos passar a noite com a mulher dos nossos sonhos?


Mas o que é que faz com que este jogo seja tão especial como a noite que perspectivamos ter? Acima de tudo por alguns pormenores deliciosos, tais como a estonteante figura de Penelope (nham nham). Mas também com algumas variações que vamos encontrando em alguns dos níveis. Em alguns temos que activar certas alavancas (um deles em particular o programador fez uma bela de uma maldade). Noutro temos que apanhar um pára-quedas e saltar, num pormenor muito bem conseguido. E o último nível é completamente diferente de todos os outros. Este é sem dúvida o mais dificil, pois os perseguidores não seguem um padrão regular. Felizmente que existem escudos de imunidade que permitem que o nosso gingão passe pelos mauzões sem ser castrado da sua virilidade...

Se tudo correr bem, no final não só iremos despir completamente Penelope, como teremos então direito ao merecido prémio. Mas isso não vamos aqui contar, pois não queremos ferir (mais) susceptibilidades...

Assim, Stripping Penelope é talvez o jogo mais cómico de Jaime Grilo. Joga-se com todo o prazer até final (e nessa altura, talvez tenhamos ainda mais prazer). É assim um jogo a experimentar sem reservas (para os maiores de 18 anos), podendo aqui ser descarregado.

sexta-feira, 16 de julho de 2021

A Capital: Pokes & Dicas - 23 de Junho de 1989

No final dos anos 80 começou a surgir a atitude rebelde da adolescência para o radical. Cada vez mais os jogos, filmes, músicas e roupas eram sinónimos intemporais dessa rebeldia, como foi o caso de Skate or Die, que destacamos nesta semana.

Suplemento disponível no endereço do costume. 

Yopparai Sarariiman


Nome: Yopparai Sarariiman
Editora: NA
Autor: Furillo Productions
Ano de lançamento: 2021
Género: Plataformas
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston / Sinclair
Memória: 48 K
Número de jogadores: 1

É bem sabido: IADVD & Molomazo, a dupla responsável pela Furillo Productions, gostam sempre de inovar nos seus trabalhos. E mesmo quando criam algo mais estandardizado, como é o caso de Yopparai Sarariiman, incluem nuances muito características, distintivas de toda a concorrência. Neste caso, será talvez o primeiro jogo, ou pelo menos o primeiro em muitos anos, que é apresentado em japonês, isto é, utilizando as sílabas Hiragana, dado que ambos os programadores têm presentemente grande ligação com o Japão. Mas vamos então à história.

1980年、東京 歌舞伎町。
ある夜明けネオン街の路上で、サラリーマン市川さんは目覚める。
いつもの「ちょっと一杯だけ」の誘いに軽く付き合う予定が、気持ち良くなって、ついつい長居をしてしまったようだ。
待っている妻のもとへ帰宅を急ぐが、始発電車はまだなく、方法はタクシーか徒歩しかない。道中にはクレイジーな目覚まし時計や信号、怒った相撲取り、猛毒のフグそして居酒屋があり次々行く手を阻む。
また、帰路では、ある酒全てを飲み干し、公衆電話があれば、最愛の妻に心配かけないでと伝えるため電話しなければならない。
手土産の寿司折りを片手に、無事に自宅に辿り着けるのか?

Entenderam? Ainda pensámos duas vezes se deveríamos fazer a review utilizando este alfabeto, mas não vamos ser mauzinhos e vamos fazer em bom Português...


A acção é então passada em Tóquio, em 1980. Ichikawa-san, depois de uma noite de arromba em Kabukicho com o seu chefe, acorda ao amanhecer atordoado, deitado no meio da rua, sem saber sequer o que se passou. A sua mulher já deve estar furibunda, mas não há comboios e tem agora que regressar rapidamente para casa, seja a pé, seja de táxi. No entanto os caminhos são muito mal frequentados, pelo menos aquela hora imprópria. Lutadores de Sumo mal-humorados, relógios em fuga, semáforos malucos e peixes-fugu venenosos bloqueiam o caminho, tentando detê-lo. Para conseguir chegar são e salvo a casa, tem que beber o máximo de saquê que puder, ligar para a esposa de todas as cabine telefónicas disponíveis na cidade (para que ela espere pacientemente pela sua chegada). Além disso, e dado que se portou muito mal, tem que pelo menos conseguir regressar com uma peça de sushi para ela. Estas representam o número de vidas, e quando se esgotam, o jogo termina.

A base utilizada para o jogo é bastante familiar. É usado o popular MK1 (neste caso utilizando a extensão que a dupla programadora desenvolveu para alojar os símbolos Hiragana), e a mecânica desde logo traz à memória a saga Rade Blunner, assim como a bem-humorada adaptação The Hoarder. De facto, quem experimentou os referidos jogos, imediatamente se vai sentir em casa. Não só é necessário recolher-se todos os objectos que se encontram pelo caminho, mas também aplicar um valente pontapé nos inimigos, ou seja, cair-lhes em cima. Dominar esta vertente do salto é fundamental para se conseguir avançar, não só para que possamos eliminar os adversários, sem sermos nós a ficar encostados às cordas, mas também para conseguirmos aterrar nas muitas plataformas e táxis, que mais não são que plataformas móveis, e que povoam Tóquio (pelo menos nos anos 80 assim acontecia).


Os cenários, além de estarem muito bem imaginados, estão bastante preenchidos, e isto revela-se uma dificuldade extra. Nem sempre é perfeitamente percetível por onde podemos andar (o mesmo já acontecia em Rade Blunner). Só após tentativa e erro é que vamos descobrir quais os objectos que não podem ser tocados, quais os que devem ser utilizados para ajudar a chegar às plataformas (ou para não cairmos no vazio), e quais os objectos que obrigatoriamente devem ser recolhidos Vamos dar uma ajuda: para se conseguir concluir a missão, vamos ter que pontapear 95 adversários, os pedaços de sushi naturalmente devem ser apanhados, pois representam as vidas, devemos beber 10 saquês (será a melhor forma de curar a ressaca?), e todas as moedas têm que ser apanhadas, pois são essas que permitem ir periodicamente ligar à nossa mais-que-tudo (além disso, algumas cabines bloqueiam o caminho e só depois da chamada, o caminho fica desobstruído).

O jogo não é particularmente comprido, o que nem é de admirar, pois foi desenvolvido em muito pouco tempo (pouco mais de uma semana), e apenas como uma pequena diversão para um trabalho bastante maior que estão a preparar e que se tudo correr bem, irá sair antes do final do ano. No entanto, apesar de não ser muito grande, é tremendamente divertido, tem uma jogabilidade fantástica, e tem aquela capacidade de nos manter a jogar até chegarmos ao fim (teremos uma boa e romântica recompensa, no final). No fundo, é isso que define se um jogo é bom ou apenas mediano. E neste caso, estamos perante a primeira hipótese...

Rui Unas e os Microcomputadores.

Independentemente de ter tido um Philips MSX o passado do Rui unas cruza-se, indiretamente, com o do ZX Spectrum.

Clique no endereço, leia o pequeno artigo e fique a perceber o porquê.

quinta-feira, 15 de julho de 2021

Caracteres (ZX81 MIA)

 

Caracteres permite definir os caracteres do ZX81, passe a redundância. Foi lançado comercialmente pela Landry, provavelmente em 1983, e não encontrámos nada parecido nas páginas especializadas do ZX81, pelo que tudo indica que seja produto nacional.

A cassete tem três partes, embora apenas uma delas corresponda ao utilitário, os outros dois são meramente de suporte ou informativos.

Poderão aqui descarregar Caracteres.

Stick Man


Stick Man foi desenvolvido por uma dupla de petizes, Charlie e Farrell, alunos da Bearsden Primary P6A 2021. E o jogo é bastante agradável, com uma jogabilidade de fazer inveja a trabalhos que já chegámos a ver. Se tivermos em conta que a idade média destes pequenos programadores é de 10 anos, então é para abrir a boca de espanto.

O objectivo é apenas um: salvar o Mundo (coisa pouca, não é?). Para isso temos que chegar até ao fim (último ecrã à direita), onde se vai encontrar a salvação. Mas há inimigos pelo meio e muitos obstáculos, e a tarefa não vai ser assim tão fácil, até porque o número de vidas disponível não dá para grandes esbanjamentos...

quarta-feira, 14 de julho de 2021

RS232 n.º 9

Temos hoje o número 9 da RS232, de Outubro de 1988. Vieram todos da colecção particular do António Vila-Chã (a maioria), ou do Vasco Gonçalves.

A revista é excelente com montes de material para o Spectrum e Timex, incluindo pequenas reviews, mapas e type-ins. Imperdível...

Venham aqui buscar o mais recente número da RS232. Se tiverem o 27 ou números acima do 38 (se é que existem), por favor, entrem em contacto connosco.

Conversor ZX81 ZX Spectrum (MIA)


Ainda antes da Astor se dedicar a lançar um enorme  catálogo de programas exclusivos portugueses, dedicou-se a muita pirataria, mas também a pequenos programas. Agenda Telefónica foi um dos casos, e agora, graças ao Joaquim Viegas, encontrámos um pequeno conversor de programas de ZX81 para ZX Spectrum. Não o testámos, mas não deixa de ser uma engraçada curiosidade e que vai preencher ainda mais o catálogo desta editora nacional.

Poderão aqui descarregar o programa.

terça-feira, 13 de julho de 2021

Tasword III, Dados, Astrologia, Ajuda, Calendário para FDD

 

E na mais recente disquete para o FDD recuperada pelo Ricardo Reis, encontramos vários programas, algum deles que já tínhamos disponibilizado, como é o caso do Tasword 3 (para o FDD) ou de Astrologia. Inclui ainda um pequeno simulador de dados em Basic.

Poderão vir aqui descarregar o conteúdo desta disquete.

Beer Quest

Nome: Beer Quest
Editora: NA
Autor: Mowy Entertainment
Ano de lançamento: 2021
Género: Plataformas
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Memória: 48 / 128 K
Número de jogadores: 1

O fim de Ronha está próximo. É hora então de entrar no "Ronhoneta" (a camioneta de Ronha) e festejar em grande estilo, num grandioso concerto de despedida na casa do nosso maior aliado, o Senhor das Feras. Infelizmente, um grupo de nazis assumiu o controle da casa, subjugando as feras. Como se não fosse pouco, esconderam todas as cervejas (epá, isto é que não!!!!). 

O nosso objectivo é ajudar Mow a encontrar as 10 cervejas de que necessita, para começar a festa de maneira adequada. Quando tivermos recolhido todas, temos que as levar para a "Ronhoneta", para que a festa possa então começar. É importante não esquecer de pontapear as cabeças de todos os nazis, tendo o cuidado de evitar tocar nas feras, ou o Senhor das feras fulmina-nos telepaticamente (olha que belo aliado...).

Bem, convenhamos que sempre que vemos um jogo de plataformas criado com o motor La Churrera, ficamos logo com algumas reservas. Quando a história parece ter sido criada às três pancadas, mais desconfiados ficamos. E infelizmente, aquilo que prevíamos aconteceu: Beer Quest sofre de todos os vícios habituais nos platformers criados com o MK1, e ainda de mais alguns. Normalmente os jogos safam-se porque depois apresentam uma história interessante, ou cenários imaginativos e gráficos bem trabalhados, já para não falar de elementos totalmente inovadores, como aqueles que encontramos nos jogos de IADVD. Infelizmente nada disso encontramos por aqui, e, para piorar, encontrámos vários bugs, pelo menos na versão lida pelo emulador ZX Spin (também já não tivemos coragem de voltar a jogar noutro emulador). Um deles impediu-nos mesmo de terminar a aventura.

De resto, a originalidade também não é o forte deste jogo, e não fosse os bugs, teríamos terminado em menos de 10 minutos, pois não existem muitos ecrãs ou inimigos para negociar. Se este for o primeiro trabalho desta equipa de programadores (que desconhecemos), então podemos dizer que existe bastante espaço para evoluir. Neste caso, aconselhamos a persistirem, dedicarem um pouco mais de tempo à história, e deixar a imaginação fluir a partir dai... 

segunda-feira, 12 de julho de 2021

Para breve: Guia dos Jogos Portugueses para o ZX Spectrum


Está para muito breve o lançamento de um PDF com um pequeno resumo de alguns dos principais jogos desenvolvidos por programadores portugueses, colmatando o facto de em 2020 não termos arranjado tempo para fazer o habitual Almanaque. 

São quase 100 páginas, onde de forma muito breve se homenageia estes heróis nacionais da programação. São também referidos os principais jogos portugueses que ainda se encontram por preservar ou encontrar. 

Esperem assim por ecrãs e descrições inéditas. Infelizmente, nem todos os jogos que estão no guia vão poder ser partilhados, sendo o caso de Talismã o mais mediático. Mas quem sabe, este guia ajude a encontrar aquilo que ainda está em falta. Mantenham-se atentos! 

WOSP (MIA)


E o último programa que disponibilizamos do Luís Rato, nesta primeira fase, é WOSP. Vamos agora fazer uma pausa e partilhar outros MIA's estrangeiros que temos aqui na nossa colecção.

Quanto a WOSP, apenas as instruções estavam preservadas, temos agora oportunidade de ficar com o programa, podendo aqui ser descarregado.

SideFaceMan


O jogo que apresentamos hoje foi desenvolvido por Lindsey, mais uma aluna da escola primária de Bearsden, que nos presenteou com tantos jogos. E apesar de indicado para canhotos, tudo estava a correr bem até chegarmos ao ecrã acima. Por mais voltas que déssemos, não conseguimos passar os primeiros obstáculos. É que as quedas de grandes alturas, ao contrário de outros jogos do género, aqui matam mesmo. 

De qualquer forma, pode ser apenas inépcia nossa. O melhor é então virem aqui descarregar o jogo, testarem-no, e dizerem como conseguiram ultrapassar esta armadilha. 

domingo, 11 de julho de 2021

Pillars


Nome: Pillars
Editora: NA
Autor: Under4MHZ
Ano de lançamento: 2021
Género: Puzzle
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Não
Memória: 48 / 128 K
Número de jogadores: 1

Under4MHZ especializou-se em fazer a conversão de pequenos jogos populares noutras plataformas, maioritariamente quebra-cabeças. São o ideal para ocupar alguns momentos mortos, como é o caso do seu novo trabalho, Pillars.

Pillars é inspirado em Columns, lançado pela Sega em 1990. Começou por aparecer nas máquinas de arcada, passando depois para as consolas e posteriormente para os PC's. Era muito vulgar, pelo menos em Portugal, o jogo passar de mão em mão, ou melhor, de disquete em disquete. O objectivo é fazer combinações horizontais, verticais ou diagonais de peças, com pelo menos três símbolos da mesma cor. Tal como no Tetris, as peças vão caindo, podendo ser movidas para a esquerda ou direita, bem como alternar as cores das peças. Quando é feita a combinação, os símbolos que fizerem parte dessa combinação desaparecem do tabuleiro, permitindo às peças que estão por cima tomarem o seu lugar. À medida que vamos fazendo linhas, vamos avançando nos níveis e as peças vão caindo com maior velocidade, havendo menos tempo para serem manipuladas.


Como se pode ver, é muito fácil de jogar. E os primeiros níveis são relativamente fáceis de serem ultrapassados. No entanto, à medida que vamos avançando nos níveis e que temos menos tempo para encaixar as peças nos lugares pretendidos, o tabuleiro vai ficando preenchido e a tarefa torna-se muito mais complicada. Quando as peças atingem o topo, perde-se o jogo, o que irá acontecer com muita rapidez nos primeiros desafios.

Apesar de bastante básica, a conversão está bem implementada, com uma jogabilidade interessante, com gráficos que não sendo de forma alguma deslumbrantes, são funcionais q.b.. Quanto à música, bem, essa optámos por desligar...

Assim, Pillars é um jogo perfeito para desanuviar a cabeça e entreter durante alguns momentos. Tem a capacidade viciante de Tetris, embora relativamente a este, seja bastante menos complexo. Vale assim a pena dar-lhe uma hipótese.

CM: Os Jogos no Computador - 023

Hoje trazemos mais uma digitalização da secção "Os Jogos no Computador" do Correio da Manhã, publicada na véspera de Natal de 1989.

No seu estilo contudente, Paulo Ferreira abre a secção com o destaque da semana: "Incredible Shrinking Sphere", um jogo de acção e reflexos num cenário labiríntico de gráficos isométricos.

Temos também a segunda parte da análise ao "3D Game Maker" iniciada na edição anterior, na qual podemos ler uma descrição do módulo "3D Room Designer" com várias dicas de optimização na construção dos cenários.

Finalmente temos as habituais dicas, pokes e carregadores, ao qual se juntou uma contribuição de um leitor: o mapa com alguns níveis do jogo "Avenger" - um presente de Natal para os fãs da secção.

A digitalização está acessível neste link e foi fruto do trabalho de Mário Moreira que o ofereceu à comunidade através do Planeta Sinclair!

sábado, 10 de julho de 2021

Esquimó (MIA)

Vindo do enorme lote da Timex que foi emprestado ao Museu LOAD ZX Spectrum, Esquimó é a conversão de um jogo de 1984 da Firebird Software, Mr. Freeze. Não temos a certeza que tenha saído oficialmente, em primeiro lugar porque não vinha nas cassetes usuais da Timex (não temos a capa ou instruções), depois porque nem sequer tem o habitual ecrã de carregamento desta editora, embora isso tenha acontecido antes com outros jogos. De qualquer forma, tem o habitual menu inicial dos jogos convertidos pela Timex. Quem sabe venhamos a descobrir em breve a história por trás desta versão, que até pode ser a provisória, antes de dar origem à final...

Poderão aqui descarregar o jogo.

sexta-feira, 9 de julho de 2021

A Capital: Computadores - 17 de Janeiro de 1992


Hoje saltamos um pouco mais à frente, até Janeiro de 1992. O saudoso Eurico da Fonseca assina um artigo sobre o emulador criado por Pedro Gimeno. E consegue-se perceber como há 30 anos, não era fácil colocar o ZX Spectrum nos nossos PC's. Precioso, este artigo...

Poderão vir aqui descarregar o presente suplemento, assim como os restantes d'A Capital.

Jogos para o Seu Microcomputador #13

Através do Museu LOAD ZX Spectrum, tivemos acesso a mais algumas revistas "Jogos para o Seu Microcomputador", que era parte integrante do semanário Expresso. Vamos assim regularmente partilhando, esperando que digitem alguns dos type-ins e nos enviem.

Poderão aqui descarregar o número mais recente (a numeração é pela ordem a que nos foram chegando, já que não sabemos a data real dos mesmos).

Saiu Yopparai Sarariiman


A dupla IADVD & Molomazo, ou se preferirem a Furillo Productions, está imparável. Ainda muito recentemente nos tinha trazido um verdadeiro jogaço, a aventura gráfica The Doom of the Pond, e já nos presenteiam com nova obra: Yopparai Sarariiman.

Caso se estejam a questionar pelo estranho nome deste jogo, talvez o percebam se dissermos que é nipónico (IADVD vive actualmente no Japão), a história é passada em Tóquio na década de 80 do século passado, contém músicas Japonesas tradicionais, e, naturalmente, textos também em Japonês (hiragana).

Quanto ao jogo, foi desenvolvido como habitualmente nesta dupla com a ferramenta MK1, mas desta vez aproximando-se mais dos primeiros jogos de IADVD, nomeadamente da saga Rade Blunner. Contem assim com o tradicional platformer, mas com o bom gosto a que eles já nos acostumaram.

O jogo está disponível para descarga aqui. É gratuito, mas uma pequena gratificação vai ajudar a termos mais jogos deste calibre. Esperem por uma review em breve, mas também por grandes novidades da dupla ainda este ano.

quinta-feira, 8 de julho de 2021

Espectro n.º 6


Há uns anos fui convidado para participar do projecto da revista Espectro, logo após a saída do primeiro número, tendo aceitado sem pensar duas vezes. Escrever para uma revista dedicada exclusivamente ao Spectrum, era o realizar de um sonho de infância (desde os tempos em que lia a Your Spectrum, e mais tarde a Your Sinclair, de uma ponta a outra). Agora, no momento em que escrevo isso, tendo recebido há poucas horas o novo número da revista (número 6 - Setembro a Dezembro de 2020), gentilmente enviado pelo editor em Portugal (Filipe Veiga, também membro de Planeta Sinclair), sinto que foi a melhor opção que tomei. 

Naturalmente tenho vindo a acompanhar todos os números. E o que noto, e mesmo tendo em conta que estou emocionalmente ligado à revista, é que a qualidade tem vindo a subir de número para número. Os artigos são cada vez mais relevantes, a revista tem muito mais conteúdo, e graficamente está um espanto. Obra de todos aqueles que nela participam, claro. Mas também dos seus leitores, que além de virem a crescer em número, também vão crescendo na exigência. Somos assim obrigados a continuamente elevar a qualidade da revista, num processo em que todos saem a ganhar.

Relativamente ao novo número, que tirando os artigos com os quais contribuo directamente, faço questão de ler apenas quando recebo a edição física, não posso deixar de destacar os seguintes. Em primeiro lugar, fiquei agora a conhecer um pouco mais sobre o computador que tenho aqui por casa e há muito me intrigava (o misterioso computador da Timex). Para meu contentamento, o João Diogo Ramos desvenda o mistério,  (obviamente que não vos vou contar aqui).

Fiquei também a conhecer um pouco mais sobre os belíssimos trabalhos de João Paulo Neto da Cruz, que povoavam as páginas da Pokes & Dicas nos anos 80, e mais tarde as páginas da Micromania. Continuamos à procura dele, quem sabe não leia estas linhas e entre em contacto connosco.

Depois, mais um joguinho para experimentar em família: Corrida de Renas, obra do programador de serviço da Revista Espectro, Jogos 80, membro da Espectroteam e de Planeta Sinclair. Ele mesmo, Filipe Veiga...

E o que dizer do extenso e belíssimo artigo de Wudang, com um mapa e dicas que são uma delícia? Podem ver na foto abaixo, propositadamente desfocada.

Mas a revista tem mais, muito mais... 

Os leitores brasileiros podem adquirir a Espectro na parceira Clube MSX, que está a tratar do processo de compra e expedição, acessível AQUI. Para os leitores portugueses a loja da Espectro está acessível AQUI.

Business Programs (ZX81 MIA)


E disponibilizamos hoje uma cassete que inclui três programas que ainda não se encontravam preservados: Stock, o maior deles, Percent e Graph. Poderá ter tido o seu interesse há 40 anos, agora é apenas mera curiosidade.

Poderão aqui descarregar Business Programas.

RoboticCity


RoboticCity, desenvolvido por Tisha, Gemma e Emma, um trio de alunas da  Bearsden Primary P6A 2021, é um jogo de plataformas que se vai de forma muito descontraída e agradável até ao fim. A ideia é levar o robô de uma ponta da cidade até à outra, no entanto, é necessário cuidado com Soffie, pois tenta impedi-lo a todo o custo. Quem será Soffie? Esperemos que não seja uma colega com quem antipatizam...

É dos nossos jogos preferidos, daqueles criados pelos alunos da escola primária, e, sem dúvida, merece que se dê uma espreitadela mais atenta.

quarta-feira, 7 de julho de 2021

Alien Girl (Skirmish Edition)


Alien Girl, de Javier Fopiani, foi um dos grandes jogos de 2020. Agora, aproveitando o lançamento da caixa contendo o jogo pela Bitmap Soft, Javier criou novos níveis e refez outros, tendo lançado a "Skirmish Edition", que é como quem diz, a versão "Escaramuça", fazendo parte também do pacote.

As novidades são bastante, e mesmo estando-se perante mini-níveis, temos uma sensação bastante refrescante quando se pega nesta nova versão. Obviamente que não a iremos avaliar, tal como fazemos com os jogos novos. Tem sido sempre essa a nossa política quando surgem as versões 128K. Não que não o merecessem, apenas porque o tempo não estica e não temos capacidade para fazer reviews completas ou muito detalhadas de todos os jogos que aparecem.


Mas vamos então às principais novidade:
  • A inclusão dos modos fácil e difícil. Ficamos orgulhosos quando vemos os programadores lerem as nossas reviews e fazerem mudanças contemplando sugestões nossas. Umas das "queixas" referidas relativamente a Alien Girl, estava relacionado com o elevado grau de dificuldade, que poderia desmotivar os jogadores menos habilidosos de continuar, perdendo a oportunidade de ver todos os níveis. Assim, no nível mais fácil, os inimigos são eliminados com apenas um disparo e há possibilidade de se perder cinco vezes, antes de ter que recomeçar do nível inicial. Com esta opção, consegue-se agradar a Gregos e Troianos. De notar que também a versão original contempla agora os dois níveis.
  • Esta nova versão, tal como a primeira, inclui quatro níveis. Os dois primeiros contemplam cenários substancialmente diferentes, e o último nível apresenta uma perspectiva nova relativamente ao original. Contudo, os níveis são mais pequenos, o que não é de estranhar, já que estamos perante um extra a acompanhar o lançamento da caixa com o original.
  • Os níveis têm outras novidades relevantes, nomeadamente as portas que necessitam de vários disparos para se conseguir abrir, menos vidas iniciais para Aliana, embora possa recarregar o stock ao longo do jogo, tempo limitado nos dois primeiros níveis (pode apanhar tempo extra ao longo do jogo), as Rainhas ("big bosses") têm mais vidas, entre outras pequenas coisas.

Tal como na versão de 2020, a jogabilidade é imensa. Aproveitámos para tirar o original da "prateleira", e verificamos que a nota que lhe demos o ano passado, um "10", que poderá ter espantado muita gente, continua  aplicar-se na íntegra. Talvez muitos não tenham chegado ao fim, mas agora, com estas novas versões com diferentes níveis de dificuldade, têm oportunidade de experimentar Alien Girl em todo o seu esplendor.

Quanto à "Skirmish Edition", mesmo sendo mais pequena que a primeira versão, continua a ser um grande jogo, exigindo grande destreza e persistência para se terminar, mas sendo tremendamente recompensador quando se chega ao fim, seja no nível mais fácil, seja no diabolicamente difícil. 

Perante isso, recomendamos plenamente a sua compra, não só porque estão a apoiar uma editora especializada em jogos para o Spectrum (a Bitmap Soft) e cujas receitas muitas vezes revertem para fins de caridade, como os próprios programadores, que fizeram um trabalho esplêndido (não esquecendo Laura Gonz, esposa de Javier Fopiani e musa inspiradora deste jogo). Poderão assim adquirir muito em breve a caixa via Bitmap Soft, a edição é muito limitada, portanto é apanhar antes que esgote.

RS232 n.º 8


Temos hoje o número 8 da RS232, de Setembro de 1988. Vieram todos da colecção particular do António Vila-Chã (a maioria), ou do Vasco Gonçalves.

A revista é excelente com montes de material para o Spectrum e Timex, incluindo pequenas reviews, mapas e type-ins. Imperdível...

Venham aqui buscar o mais recente número da RS232. Se tiverem o 27 ou números acima do 38 (se é que existem), por favor, entrem em contacto connosco.