segunda-feira, 1 de julho de 2019

Rade Blunner, Episode 2: Cannibal Wheh's Little Shop


Nome: Rade Blunner, Episode 2: Cannibal Wheh's Little Shop
Editora:NA
Autor: IADVD
Ano de lançamento: 2019
Género: Plataformas
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
memória: 48 / 128 K
Número de jogadores: 1

Ainda antes de iniciarmos a nossa análise do novo episódio da anunciada trilogia Rade Blunner, queremos expressar o nosso agradecimento ao programador por nos ter incluído nos greetz do jogo, como poderão verificar no ecrã de carregamento. É para nós motivo de grande satisfação verificar que mesmo sendo o blogue em português, os nossos leitores não familiarizados com esta língua não dispensam a sua leitura.

Quanto à história, esta é substancialmente diferente do primeiro jogo da saga, que tanto gostámos, ainda mais sendo a estreia de IADVD nestas lides (a análise pode aqui ser lida). E essa não é descurada, fornecendo o programador ampla documentação sobre a mesma, pelo que apenas deixaremos uma pequena sinopse desta louquíssima história.

Assim, tudo começa com o interrogatório de um personagem, Cannibal Wheh, relatando a forma como os Lepricants, seres muito semelhantes a Replicants, chegaram à sua loja e o pressionaram a dizer o que sabe sobre três temas: a sua morfologia (morphology), a sua longevidade (longevity) e o começo da sua existência (incept day). Mas o nosso personagem não se deixou intimidar, tendo os Lepricants deixado-o em paz. Mas por pouco tempo.

Já Wheh se dedicava ao negócio dos narizes, quando os Lepricants voltaram à carga. Não aguentando mais a pressão, Wheh disse-lhes que lhes traria os documentos que os iriam esclarecer, assim como alguns kits de narizes, pois os Lepricants queriam fazer algum dinheiro vendendo-os ilegalmente. Infelizmente os documentos estavam armazenados em três diferentes pontos da loja, estando devidamente guardados por Clive, que teremos que derrotar. E a loja está fortemente defendida, com dezenas de inimigos, bolhas tóxicas, raios-z, portas accionadas com combinações, etc., tudo destinado a impedir o progresso de Wheh...


Está assim dado o mote para mais um jogo criado com o motor La Churrera (MK1). A mecânica de jogo é bastante semelhante ao primeiro episódio da saga, e de resto, com a maioria dos jogos criados com este motor. Mas IADVD quis inovar, e em boa hora o fez. Assim, em vez de termos mais um típico jogo de plataformas, iguais a tantos outros, o programador contemplou algumas novidades que trazem bastante "sal" a este jogo.

Em primeiro lugar o sistema de abertura de algumas portas. Estas encontram-se trancadas e apenas podem ser abertas após se colocar os interruptores na posição certa. O problema é que os interruptores não se encontram junto à porta, teremos que os procurar noutros pontos do cenário. São facilmente identificáveis, pois parecem-se com um cofre verde e pressionando a tecla para baixo consegue-se mudar a sua posição. Quanto à chave correcta, bem, esta encontra-se inscrita nas paredes, num outro ponto da loja (dica: espreitem o ecrã acima).

Mas além disso existem também portas de segurança que apenas são abertas depois de se encontrar um cartão de acesso. E claro que esse está sempre num ponto de difícil alcance...


Em segundo lugar as salas com os narizes e olhos. É nessas salas que estão escondidos os documentos sobre as origens dos Lepricants, mas, para se obter os documentos, teremos que derrotar os narizes e olhos que vagueiam pelo cenário (na realidade numa pequena parte do cenário, apenas). E como se consegue isso? Saltando por cima desses, tal e qual como fazíamos na primeira aventura com os robôs, e que também neste segundo episódio aparecem. Depois de acertarmos a primeira vez, esta tarefa torna-se relativamente simples. Mas até ai chegarmos, a porca torce o rabo...

Sempre que derrotamos os narizes, um dos pontos de interrogação (parte inferior do ecrã) desaparece, querendo dizer que obtivemos mais um documento. Só quando todos os pontos de interrogação tiverem desaparecido é que podemos ir para a porta de saída.

Existe também uma passagem secreta que leva a uma sala escondida e que no seu devido tempo será encontrada. Para isso basta tomar atenção às paredes, pois essa está devidamente identificada. Além disso, na parte inferior do ecrã vão sendo fornecidas dicas, algumas irrelevantes, mas outras fundamentais para se progredir na aventura.

E já que falamos de ajudas, o programador resolveu conceder algumas. Os tampões de ouvidos concedem mais um ponto de energia (iniciamos com 35, mas facilmente se esgotam), mas o nosso preferido é o mapa, que no canto inferior esquerdo vai sendo desvendado à medida que entramos em novas salas. Se tudo correr bem, quando derrotarmos todos os robôs e Clive, os Lepricants abrirão uma passagem e deixarão-nos ir para casa, ficando o mapa completo.


Como já devem ter percebido, gostámos ainda mais deste segundo episódio. E apesar de continuar a ter ecrãs muito coloridos, recheados de objectos, alguns fatais e nem sempre facilmente identificáveis, como é o caso dos resíduos tóxicos, que se confundem na montanha de cores dos cenários, rapidamente nos habituamos e refreamos a tendência para andar rapidamente e aos saltos por todo o lado.

De facto, dosear esta tendência para fazermos as coisas rápido é fundamental se queremos levar a missão a bom porto. Teremos que nos deslocarmos com todo o cuidado, ponderar muito bem os saltos e escolher o tempo e local exacto para dar o próximo passo. Apesar do sistema de colisão ser generoso (felizmente, doutra forma não sobrevivíamos ao lixo tóxico), se não temos cuidado as 35 vidas esgotam-se num ápice.

É então um prazer tentar chegar ao fim do segundo episódio desta saga, que começa definitivamente a fazer história. E se a progressão de IADVD continuar a este ritmo, quem sabe a próxima aventura não venha a ser considerada como Mega Jogo? A tirar as dúvidas em breve...

 

2 comentários:

  1. André, muito obrigado! thanks for the feedback. I will use these new technical tricks in my following games, specially the conversational engine. Cheers!

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