terça-feira, 13 de agosto de 2019

Block Dude


Nome: Block Dude
Editora: NA
Autor: Dmitry Krapivin
Ano de lançamento: 2019
Género: Puzzle
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Não
Memória: 48 K / TR-DOS
Número de jogadores: 1

Dmitry Krapivin deve ser o programador mais profícuo do Spectrum. Anualmente lança mais de uma dúzia de programas, maioritariamente pequenos quebra-cabeças, mas de vez em quando algo com mais substância. É o caso de Block Dude, pequeno jogo convertido de antigas calculadoras, mas que consegue ser cativante.

O objectivo é muito simples: controlamos um personagem que tem conseguir chegar à porta de saída, normalmente localizada num ponto superior, tendo apenas possibilidade de subir um patamar de cada vez, pelo que tem que ir movimentando os blocos por forma a conseguir ultrapassar os obstáculos com que se vai deparando. Os blocos podem ser recolocados em qualquer ponto desde que a ele se tenha acesso, mas há que o fazer com muita ponderação, doutra forma corre-se o risco de ficar bloqueado em algum ponto, sem possibilidade de se sair dessa situação. Nesse caso não existe outra solução que não passe por se reiniciar o nível.


O conceito é extremamente simples, muito ao jeito de Krapivin, e tal como habitualmente nesse autor, está bem implementado. Sempre que se completa um nível, é dada uma password, permitindo assim recomeçar-se o desafio sempre que se queira, sem necessidade de ter que voltar a passar por todos os níveis.

O grau de dificuldade também está ajustado, sendo os primeiros níveis muito fáceis e imediatos, mas a partir do sétimo já é necessário usar a massa cinzenta. Isto porque é necessário fazer-se muita ginástica, movimentando os blocos para trás e para a frente até finalmente se conseguir ter acesso à porta de saída. E atenção, pois nem sempre compensa tentar chegar aos pontos onde se encontram alguns dos blocos, mas isso apenas com a experiência se irá descobrir.

Continuamos com a mesma ideia relativamente a Krapivin, tem potencial para fazer muito mais do que estes simples mini-jogos, e por vezes perde tempo com desafios que não valem a pena. O que não é o caso de Block Dude, diga-se, pois este tem interesse suficiente para se levar até ao fim.

Block Dude pode aqui ser descarregado.

Deer Creek convertido para o Spectrum


Já estava prometido há uns dias, tendo Gareth Pitchford finalmente lançado Deer Creek. É uma simples aventura de texto com cariz bastante educacional, ideal para crianças da escola primária, mas sem deixar de ser indicado para qualquer idade.

Será mais um jogo a analisar nos próximos dias (temos a review de outra aventura de texto em breve a sair no blogue), neste que é já um ano de ouro para o género.

Entretanto poderão vir aqui descarregar Deer Creek.

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

From Out of the Snow


Nome: From Out of the Snow
Editora: Zenobi Software
Autor:  John Wilson
Género: Aventura de texto
Ano de lançamento: 2019
Teclas: NA
Joystick:  NA
Memória: 48 K
Número de jogadores: 1

Assim de repente John Wilson lançou quatro mini-aventuras baseadas em "escape rooms". A mais recente, From Out of the Snow, é inspirada num filme épico de 1982 do mestre do terror, John Carpenter: The Thing. Quem não se lembra de ter suores frios com aquela coisa que veio do outro mundo e que aparecia numa história que tinha muitas semelhanças com Alien 8, inclusive ao nível dos efeitos especiais, tremendamente inovadores e realistas para a época?

Assumimos então a pele de Conroy, um sniper que se vê metido numa embrulhada do outro mundo, para fazer a analogia com o título do filme. O helicóptero onde seguia despenhou-se, tendo a tripulação toda perecido, excepto ele, claro. A única coisa que consegue ver são os destroços do aparelho, o piloto morto, e nem sinal da espingarda que trazia consigo. Além disso vê neve em todas as direcções, mas sente que algo não está bem, e ainda mais fica com essa certeza quando descobre uma caixa vazia que supostamente continha um ser vivo que estava no helicóptero. Será esse ser o causador dos ruídos que ouve nos destroços? Independentemente disso tem que conseguir ajuda o mais rápido possível, se quer sair vivo desta situação. Mas como o fazer?


É este o ponto de partida desta aventura, que requer muita exploração, mais uma vez sendo aconselhável examinar tudo ("X"), mas também procurar ("Search"). Encontrámos alguns dos defeitos que já havíamos assinalado em Bulbo and the Blue Dragon, como por exemplo quando encontramos um isqueiro no bolso do piloto falecido, não o conseguimos apanhar, e quando o tentamos encontrar novamente, é-nos dito que já não se encontra ali. Entretanto numa segunda versão do jogo este bug já foi corrigido, no entanto continuam a desaparecer objectos misteriosamente, outros que não são reconhecidos como objectos apesar de os termos em nosso poder (o isqueiro, por exemplo). No mínimo estranho, tendo faltado alguns testes de verificação mais profundos...

De qualquer forma, a temática é muito interessante e é sempre bom variar um pouco o tema e as personagens dos jogos de John Wilson, ultimamente sempre focados nas aventuras e desventuras de Balrog. Além disso podemos contar com uma história bem imaginada e contada, não sendo o jogo aconselhado a crianças ou pessoas facilmente impressionáveis, até porque além do cenário sinistro e macabro, pelo meio encontram-se algumas palavras menos próprias.

Assim, não sendo a melhor aventura de John Wilson, é suficientemente boa para manter o nosso interesse e tentar a levar a missão até ao fim. Mas com cuidado, pois eles vivem e andam por ai...

Bob the Blob


Bob the Blob (by Xavier) - interessante, criado por um miúdo com apelido português, foi até agora o jogo mais difícil de todos os que experimentámos vindos da escola primária de Bearsden. Além disso tem algumas características diferentes dos restantes.

Em primeiro lugar o nosso personagem muda de aspecto (tamanho) à medida que o vamos movimentando, fazendo jus ao seu cognome (Blob - partícula, em português). Este vai aumentando e diminuindo o seu tamanho, contribuindo para alguns efeitos que dificultam ainda mais a nossa tarefa. Além disso, alguns inimigos são verdadeiramente diabólicos, com especial destaque para as bolhas que vão andando aos saltos, geralmente encontrando-se com Bob pelo caminho. E está-se mesmo a ver quando uma bolha e uma partícula se encontram.

Por outro lado, como se não fosse já suficientemente complicado não termos tempo para respirar, com a bolha sempre no nosso encalço, assim que entramos em alguma salas temos imediatamente que colocar Bob em movimento, doutra forma é atingido pelos inimigos. Se a isso juntarmos caminhos escondidos e mais alguns chamarizes que apenas servem para isso mesmo, atrair-nos para uma cilada, já podem calcular o nível de dificuldade.

Por fim, e ainda antes de se conseguir chegar à ultima sala, temos que apanhar uma chave que abre a saída, só depois temos direito a ver a engraçada animação que Xavier criou como recompensa para quem for persistente.

Como os restantes jogos, Bob the Blob pode ser descarregado da página da Bearsden Primary School, bastando vir aqui.

domingo, 11 de agosto de 2019

Moon's Fandom Festival


Nome: Moon's Fandom Festival
Editora:NA
Autor: IADVD
Ano de lançamento: 2019
Género: Aventura gráfica
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
memória: 48 K
Número de jogadores: 1

IADVD tem vindo a dar cartas no panorama do Spectrum ultimamente, lançando jogos com grande frequência. Utiliza sempre o motor MK1, no entanto, a sua imaginação é bastante fértil, e em cada lançamento há sempre qualquer coisa inovadora e que antes não tinha sido pensada. E isto volta a acontecer com Moon's Fandom Festival, entrando num género que nem sequer parecia ser possível criar-se com o MK1, a aventura gráfica, socorrendo-se para tal do MGA ( Mini Graphic Adventure).

Nesta aventura assumimos a pele de uma heroína feminina, Moon, a rainha dos jogos homebrew para o ZX Spectrum, e que foi convidada para o festival retro "Petunia Town Fandom Festival". Neste festival todos os stands estão relacionados com filmes e séries de TV das décadas de 80 e 90 dos século passado, está tudo pronto para o seu início e Moon vai mostrar o seu novo jogo, "Moon's Fandom Festival". Mas quando se preparar para ir buscar o jogo e o computador ao seu armário, surge um grande contratempo: não se lembra da senha digital que abre o cacifo. Tem agora que recorrer aos colegas dos stands vizinhos, pois cada um deles tem uma peça que vai ajudar a quebrar o código. O problema é que primeiro teremos que ganhar a confiança deles, só depois iremos ter abertura para entrar em conversações mais profundas e, quem sabe, termos direito ao prémio.

Esses colegas, e que são personagens-chave na aventura, têm características muito especiais e que remetem para produções e figuras bem conhecidas:
  • Bob (fã de Pwin Teaks): fala uma espécie de linguagem própria que ninguém entende e sabe tudo sobre o programa de TV dos anos 80, "Pwin Teaks".
  • Germione (fã de Parry Hotter): a pequena Germione é uma garota muito esperta que se quer tornar feiticeira. Vai a todos os lugares com o seu gato, o Wiskers. 
  • Koji Bakuto (fã de Zazinger-M): é um adolescente muito corajoso, mas por vezes rude. Adora os "mechas" (robôs de estilo japonês).
  • Dick Reckard (fã de Rade Blunner): Por alguma razão ele suspeita de todos, e só se tornará nosso amigo depois de lhe mostrarmos que somos humanos.
  • Zork (fã de X-Flies): pouco se sabe sobre esse homem verde, excepto que é verde e detesta plástico.
  • John Doe (fã de Nuck Chorris): muito tímido, conhece como ninguém tudo sobre Nuck Chorris, a lenda das artes marciais, com quem aliás é demasiado parecido.

O jogo decorre no recinto do festival. Este não é muito grande, cerca de meia dúzia de salas, incluindo o restaurante, onde arranjamos os hambúrgueres que vão aplacar a fome dos nossos colegas.  As portas da salas especiais necessitam também de um cartão de acesso, pelo que a sua obtenção será uma das nossas prioridades.

Conhecer em pormenor cada um dos personagens é também meio caminho andado para se conseguir avançar nesta aventura, pois teremos que perceber as expectativas de cada um, de forma a ir preenchendo as suas necessidades e caprichos. À medida que as vamos satisfazendo, seja as relações de amizade, seja as necessidades básicas (comida), os ícones vão sendo preenchidos com um hambúrguer ou com um coração, ou então com o objecto específico de cada um. Se ficarmos bem vistos, isto é, obtivermos todos os objectos e pedaços de informação,então iremos ter algo em troca, nomeadamente o objecto que está em exposição na banca.

A primeira tarefa será então explorar profundamente todo o recinto, procurar em todos os recantos por objectos ou pedaços de informação que nos poderão vir a ser úteis (atenção que apenas temos espaço para três objectos e três pedaços de informação de cada vez), mas acima de tudo começar a ganhar a confiança das restantes personagens-chave (os donos do stand). Para isso teremos que falar com eles, mas também com os restantes fãs que vão cirandando as bancadas, pois vão contribuindo com algum conhecimento (a tal informação) que depois servirá de moeda de troca, não esquecendo que as revistas e magazines também podem contribuir com alguma informação.

Curiosa a forma como vamos dialogando com as restantes personagens: depois de termos reunido a informação e os objectos, estes ficam disponível nos menus para serem utilizados. Nem sempre são úteis e devemos ter também atenção aquilo que vamos dizendo aos nossos interlocutores. Temos todo o interesse em evitar irritá-los, pois a única coisa que se consegue dessa forma é levar a aventura a um fim prematuro.


Para se conseguir chegar ao fim da aventura é também necessário seguir-se uma ordem pré-definida. Em primeiro lugar necessitamos de concluir as pequenas tarefas, isto é, satisfazer as expectativas dos nossos interlocutores, para só depois podermos recuperar os objectos principais que vamos dar a cada um, e finalmente ir ao armário apanhar o Spectrum e o jogo, que deverá ser depositado na nossa banca. Além disso o jogo tem dois finais diferentes, correspondente aos dois modos de jogo que são possíveis de ser seleccionados no menu inicial: Niilista e Recorrente.

Moon's Fandom Festival é uma aventura que apresenta uma muito maior complexidade daquela que se poderia esperar inicialmente. Certamente que aqueles que pretendem um jogo imediato e que não obrigue a utilizar as células cinzentas, não vão estar aqui na sua praia. Para se poder avançar na aventura, terá que haver em primeiro lugar uma fase exploratória, e só depois poderemos começar a pensar na forma de resolver os quebra-cabeças. Quer isso dizer que para se chegar ao fim iremos necessitar de algumas horas (necessitámos de três a quatro horas para a terminar), e isso poderá afastar alguns. No entanto, o jogo é bastante funcional, com gráficos atractivos e diálogos sempre num tom muito bem humorado, pelo que mesmo aqueles que não estão habituados a este género de jogos, rapidamente se deixarão seduzir por ele.

Recomenda-se assim perseverança, pois vamos necessitar dela. Parece-nos que será devidamente recompensada, pois assim que as peças do puzzle começarem a encaixar, rapidamente ganhamos motivação para ajudar a heroína dos jogos do Spectrum a encontrar o seu computador e o jogo que tão afincadamente preparou. Como ponto menos positivo apenas a aleatoriedade na recolha da informação e dos objectos, levando a que por vezes seja necessário repetir os processos durante muito tempo.

Nota máxima para a história e para a ideia, estando ainda Moon's Fandom Festival bem implementado, convidando todo o tipo de jogadores a experimentarem o jogo, mesmo aqueles que apenas gostam de jogos de arcada.

sábado, 10 de agosto de 2019

Matemática II (MIA)


Matemática II é mais uma cassete para o 2068 lançada pela Timex. Contém três programas educativos destinados aos estudantes, Equações Lineares 1, Equações Lineares 2 e Equações Simultâneas, com uma série de testes e a respectiva resolução.

A cassete faz parte do material que o Rafael Lanita nos emprestou, estando agora aqui disponível para a comunidade. Não esquecer que é necessário um emulador que corra o TC 2068.

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

A Capital: POKES & DICAS - 27 Agosto e 04 Setembro de 1987


Desta vez disponibilizamos o último suplemento de Agosto de 1987 e o primeiro de Setembro do mesmo ano. Altura de férias, não havia assim tantas novidades disponíveis, mas mesmo assim ainda se destacaram Firelord e The Shadows of Mordor.


Aliás, as aventuras continuam a ter um amplo destaque nas dicas enviadas pelos leitores, mas continuam a ser os mapas e desenhos caseiros aqueles que mais se destacam, como o caso dos enviados pelo João Cruz, como podem ver nos ecrãs abaixo.

Poderão vir aqui descarregar os novos suplementos.


Guarded by Trolls


Nome: Guarded by Trolls
Editora: Zenobi Software
Autor:  John Wilson
Género: Aventura de texto
Ano de lançamento: 2019
Teclas: NA
Joystick:  NA
Memória: 48 K
Número de jogadores: 1

John Wilson está imparável, pois a quantidade de conversões de aventuras que tem feito para o Spectrum (e para outros formatos) é absolutamente surpreendente. Mesmo que sejam apenas mini-aventuras , como é aqui o caso, não deixa de ser de louvar.

Guarded by Trolls, também conhecido como The Cave of Magic, não é mais do que a versão estendida de uma demo criada para o formato Adventuron. A aventura apenas tem quatro locais, sendo que um deles está guardado (e bem guardado) por um troll. Há assim que aplacar o seu voraz apetite, sendo que apenas depois conseguiremos ter acesso ao último dos locais, aí tendo que decifrar a última charada. Se o fizermos, teremos então acesso à gamela mais apetecida.


Os textos apresentam o habitual bom humor do programador, remetendo-nos para o mundo mágico de Tolkien e dos trolls (criaturas do folclore escandinavo, para quem não sabe o que isso é). Essa é talvez a maior mais-valia desta aventura, pois a história convida-nos sempre a tentar ir um pouco mais além. Por vezes não é assim tão intuitiva, e esta aventura em particular até tem um pequeno bug que faz com que alguns textos passem tão rápido que não se consiga ler. Mas a John Wilson tudo se perdoa, e seguramente, quem experimentar esta mini-aventura, terá diversão para uma ou duas horas. Também não muito mais que isso, pelo menos a quem já esteja habituado ao léxico do programador, pois sabe as manhas que o esperam e rapidamente termina o jogo.

Assim, não sendo a melhor ou a mais longa aventura deste autor, muito pelo contrário, é suficientemente interessante para se levar até ao fim. E pode até constituir o desafio perfeito para quem agora se meter nestas andanças deste vício que são as aventuras de texto (pelo menos para alguns)...

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Rockys Roads and Divots


Rockys Roads and Divots tem uma particularidade que o distingue dos restantes jogos criados pelos alunos da escola primária de Bearsden: o caminho não é sempre para a frente. De facto, quando iniciamos a nossa jornada por estas estradas tortuosas, cheias de carros e outros objectos prontos para nos passarem a ferro, temos a possibilidade de escolhermos ir pela direita ou pela esquerda. O caminho correcto é o da esquerda, pois teremos que apanhar uma chave no último ecrã desse lado, só depois podemos então dar uso aos sapatos (neste caso à rodas, pois o nosso personagem é uma viatura) e seguirmos a rota que parecia à partida mais acertada (a da direita).

Pelo meio há caminhos que não levam a lado algum, blocos escondidos, e outros obstáculos que visam dificultar a nossa tarefa. Nem tudo rola sobre rodas,pelo que é necessário algum estudo prévio dos cenários para se perceber por se pode ir. A tarefa não é muito difícil, e com um pouco de persistência (e algumas vidas perdidas pelo meio), chegamos a bom porto, naquele que é mais um típico jogo criado com o Arcade Game Designer.

Rockys Roads and Divots pode ser obtido no local do costume (aqui), isto é na página da Bearsden Primary School, que generosamente nos permite descarregar todos os jogos criados pelos miúdos...

quarta-feira, 7 de agosto de 2019

Contabilidade (MIA)


Hoje em dia é obrigatório usar-se software para o tratamento e lançamento contabilístico, mas em 1984 isso não era assim tão comum. No entanto a JCF (que é feito dela?) lançou no mercado um programa de contabilidade bastante completo, com uma grande panóplia de opções, incluindo o encerramento de contas.

Agora, graças ao Carlos Guerreiro que nos emprestou a cassete, conseguimos preservar mais um importante utilitário feito por portugueses, podendo aqui ser descarregado.

Nota adicional: para entrarem no programa necessitam da password, visível no ecrã acima ("micro").

Capa da YS Digitape #19 preservada


A Your Spectrum Digitape issue 19 já se encontrava preservada nos principais repositórios online, no entanto faltava a capa. Adquirimos a cassete e pudemos agora completar mais este lançamento da famosa revista britânica. Alguns números ainda aparecem como MIA, mas teremos ainda algumas surpresas para mais tarde apresentar...

Poderão vir aqui buscar a capa e ficheiro .tzx.

Novo jogo para IADVD: Moon's Fandom Festival


IADVD, programador que ainda recentemente lançou os dois episódios de Rade Blunner e Birdy Cantabile, acabou de anunciar o seu novo jogo, Moon's Fandom Festival. E desta vez optou por um género completamente diferente dos seus restantes jogos. Assim, ao invés de um vulgar jogo de plataformas, avançou para uma aventura gráfica. Louve-se desde já a coragem para sair da sua zona de conforto e escolher um género completamente diferente daquilo a que estava habituado.

Na criação de Moon's Fandom Festival foi utilizada o mais recente motor dos Mojon Twins, o MGA+MK1 (Mini Graphic Adventure engine over MK1) e como sempre, IADVD forneceu também instruções muito detalhadas do jogo, incluindo a sua história, bastante engraçada, por sinal.

Enquanto não apresentamos a review completa, poderão descarregar aqui Moon's Fandom Festival.

terça-feira, 6 de agosto de 2019

34. Terramex

Entrevista a Alberto J. González


Javi Ortiz está hoje a entrevistar Alberto González, que para quem não conhece começou a fazer música para o Spectrum aos 16 anos, tendo trabalhado para a empresa New Frontier musicando os jogos Hostages, North & South, Light Corridor, Mystical e mais recentemente Sword of Ianna.

Para além disto, também trabalhou em gráficos e música para outros sistemas como o MSX, Game Boy, Mega Drive, etc.

Recomendamos que assistam, caso tenham essa possibilidade.

Deixamo-vos aqui o link.

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Entrevista a João Diogo Ramos


O nosso colega João Diogo Ramos (revista Espectro), e desafiado pela Camões TV, foi entrevistado, tendo sido feita uma reportagem exaustiva sobre a exposição Load “” e transmitida no passado fim-de-semana para todo o Canadá. Para a história fica agora um material de comunicação interessante que retrata de uma forma profissional todo o esforço e mérito colocado neste projecto.

Mantenham-se também atentos, pois haverá mais novidades em breve...

The Quest to Become King


The Quest to Become King é um jogo um pouco diferente dos demais criados pelos alunos da escola primária de Bearsden. Sprites e cores diferentes, sem fundo preto como é habitual nos jogos criados através do Arcade Games Designer, faz parecer que o jogo tenha sido criado de forma diferente dos restantes. Atente-se no primeiro ecrã (em cima), por exemplo. Nem sequer falta a piranha no lago a fazer lembrar Sir Fred, de 1986 (Mikro-Gen).

Por outro lado, alguns dos ecrãs têm uma profusão de cores tal que fazem inveja a Karnov (1988, Electric Dreams). E um pormenor engraçado, alguns ecrãs têm bandeiras dos países. Mas, mas... Onde é que anda a bandeira portuguesa?????? Brincadeiras à parte, um pormenor engraçado a dar mais colorido aos ecrãs.

Em termos de mecânica de jogo, ai as semelhanças com os restantes jogos já são maiores, tratando-se de um puro platformer onde temos que ultrapassar cerca de uma dezena de ecrãs para chegar ao fim e podermos ser finalmente coroados Rei do império.

O jogo pode ser descarregado, juntamente com os restantes criados por estes incríveis alunos de 10/11 anos, na pasta do projecto, aqui.

Nova conversão de John Wilson pronta


John Wilson não pára, desta vez converteu para o Spectrum (e outras plataformas) a mini-aventura The Cave of Magic, também conhecida como Guarded by Trolls. Temos assim mais uma para analisar nos próximos tempos. Por este ritmo teremos que contratar alguém especialista neste género de jogos, pois não conseguimos dar conta de todas as "encomendas".

Poderão aqui descarregar esta nova aventura, contem com mais novidades em breve...

domingo, 4 de agosto de 2019

Escape to Murky Woods


Nome: Escape to Murky Woods
Editora: Zenobi Software
Autor:  John Wilson
Género: Aventura de texto
Ano de lançamento: 2019
Teclas: NA
Joystick:  NA
Memória: 48 K
Número de jogadores: 1

Estão bem acordados? É que é necessários estarem bem acordados se quiserem ir assistir ao festival de música que acontece esta noite nas redondezas...

Assim começa esta mirabolante aventura de John Wilson que tem como personagens principais três castiços coelhos, Bramble, Blackberry e Clover. Cada um deles tem diferentes capacidades, e bem vamos precisar delas se queremos escapar do jardim de Balrog, que ainda por cima não simpatiza particularmente com leporidaes. Mas também não admira, aquele vício de escavar buracos por todo o lado esgota a paciência de qualquer um...

Supostamente Escape to Murky Woods seria mesmo a última conversão de John Wilson de um jogo da Adventuron para o Spectrum. E se a sua anterior aventura (Bulbo and the Blue Dragon) nos tinha deixado com um gosto agridoce na boca, esta já suavizou um pouco a coisa. A linha de actuação até é semelhante ao mencionado título, mas a interacção com as várias personagens é bastante mais forte neste jogo, independentemente do resultado ou das consequências que possam ter para o próprio desenrolar da aventura.


Mais uma vez é necessário estar dentro das aventuras habitualmente lançadas por John Wilson. Ou melhor, se já tivermos alguma experiência com os seus jogos, mais facilmente conseguimos chegar à solução final. Há alguns comando que são comuns em todos os seus jogos, e é fundamental perceber a diferença entre "look", "examine" ou "x" e "search". Aparentemente poderiam dar resultados equivalentes, mas na realidade originam acções distintas, e sem aplicarmos o comando correcto em determinada situação, não iremos conseguir avançar.

Mesmo sendo mais uma mini-aventura de John Wilson, o humor presente nos diálogos convida-nos a persistir. É quase como se lêssemos um pequeno conto de um grande livro de aventuras, em que cada um dos seus jogos é um capítulo. As personagens são as mesmas, a forma como reagem às situações são coerentes de jogo para jogo, no fundo John Wilson criou há mais de 30 anos um mundo de fantasia, no qual vive agora de forma intensa.

Se esta fosse a última conversão de John Wilson, então encerrava-se este capítulo de forma bastante satisfatória. A aventura, mesmo sendo pequena, cria uma envolvente que nos deixa com um sabor doce na boca. Mas também com vontade de que não fosse o último capítulo deste livro...

sábado, 3 de agosto de 2019

Escape from Dinosaur Island DX prestes a sair


Está prestes a sair a versão para Spectrum de Escape from Dinosaur Island DX. Segundo os seus autores, será este fim-de-semana, no entanto, quem quiser já pode experimentar esta aventura de texto na página da Adventuron (aqui).

A primeira experiência foi bastante boa e a conversão para o Spectrum deverá manter a mesma qualidade. Será então mais uma aventura a analisar nos próximos dias, assim que o tempo nos permita.

Sintetizador de Som (MIA)


Em primeiro lugar deixamos um alerta. Quiçá devido à maior exposição que a Timex e a Astor têm tido nos últimos tempos, da qual somos também responsáveis, têm aparecido vendedores pouco escrupulosos no OLX vendendo jogos destas duas editoras. Este Sintetizador de Som esteve durante algum tempo à venda e curiosamente, quando o tentámos adquirir e pedimos entrega em mão, o vendedor convenientemente desaparecia. Tal como fez com outras pessoas que o tentavam adquirir. Assim, todo o cuidado é pouco...

Entretanto o Carlos Guerreiro, que recentemente (re)entrou no mundo do Spectrum, encontrou uma cópia desse programa em sua casa e em boa hora nos emprestou, pois a custo, e tal como é habitual nas cassetes da Astor, conseguimos recuperá-lo, que agora disponibilizamos aqui. Indicado para todos aqueles que gostam de extrair sons do seu Spectrum.

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Edição comemorativa da Jogos 80


Já está disponível a versão digital da mais recente Jogos 80, desta feita celebrando os 15 anos da revista. Quem quiser a versão física, ainda a pode adquirir. Vale muito a pena, não só porque é literatura fundamental para todos aqueles que gostam do retro, mas também pelos muitos extra que a acompanha.

Tem também textos dos colaboradores de Planeta Sinclair, portanto não há desculpa para pelo menos não lhe darem uma espreitadela.

Quem quiser a versão digital, basta aqui vir descarregar.

A Capital: POKES & DICAS - 14 e 21 Agosto de 1987


Continuamos na senda de jogos pouco memoráveis para o ZX Spectrum, mesmo assim salientamos alguns títulos mais aprazíveis como a conversão do jogo da SEGA, Wonderboy, que infelizmente tem um scroll sofrível para um jogo monocromático. Adorado por alguns jogadores, temos também um peculiar pseudo Shoot'em'ep 3D de estratégia, o Koronis Rift, uma espécie de evolução do jogo Rescue On Fractalus!, mas na nossa opinião falta ambientação sonora para dar a atmosfera necessária a um jogo deste género.


Para finalizar, salientamos o Super Robin Hood, um jogo interessante que mistura o género de aventura e plataformas, tendo o cunho da Code Masters, mas que infelizmente não envelheceu muito bem.


Mapas, dicas, espaço aventura e muito mais disponível nos suplementos desta semana na nossa Dropbox.

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Tiki Temple


E ao décimo primeiro jogo criado pelos alunos da escola primária de Bearsden, encontramos um que constituí um desafio para todos os utilizadores "old school" do Spectrum. Não pelo excessivo grau de dificuldade, mas sim porque utiliza as teclas "WSD" para movimentar o nosso personagem. Passado um primeiro período de adaptação no qual esgotámos umas 30 vidas antes de conseguir passar o primeiro ecrã, lá conseguimos finalmente pôr a coisa a rolar...

A história é muito simples: entrámos nos calabouços da desgraça com um único propósito, resgatar o nosso amigo Phoenix. Para isso teremos que derrotar os guardas que o mantém prisioneiro, ao mesmo tempo tentando apanhar o maior saque possível. Mas atenção à ganância, não vá acontecer focarmos presos em algum local por causa do dinheiro (já devem suspeitar que foi o que nos aconteceu). Como diz o ditado, quem tudo quer, tudo perde, e neste caso aplica-se na perfeição.

Está assim dado o mote para mais um jogo criado com recurso ao Arcade Game Designer, com gráficos bem conseguidos, um sistema de colisão que por vezes é favorável, outras vezes nem por isso, e que se joga com todo o agrado. Afinal de contas é por uma boa causa: salvar o nosso amigo. E no fim ainda é prometida uma surpresa, mas para isso terão que lá chegar...

Quem quiser descarregar o jogo, poderá aqui fazê-lo.

Principais novidades de Agosto de 1984

Há 35 anos as principais novidades foram:
  • Surge um novo teclado no mercado, o Lo Profile, da Advanced Memory Systems, e a DK'Troniks também lançou uma nova versão do seu popular Keyboard

  • Depois da Imagine, surge a queda de mais uma software house de créditos firmados dos primeiros tempos do Spectrum, a Carnell Software
  • Várias software houses ameaçam boicotar os magazines se estes continuarem a aceitar anúncios de copiadores de software (tape and disc copiers)
  • A Adventure International assegurou os direitos para o lançamento de uma série de aventuras baseadas nos comics da Marvel
  • Apesar de todos os atrasos e problemas nos lançamentos da Sinclair Research, esta continua a dominar o mercado dos microcomputadores, com uma quota de 43 por cento.
  • Lançamentos importantes: Full Throttle (Micromega), Atomania (Mikro-Gen), T.L.L. (Vortex), Kosmic Kanga (Micromania), World Cup Football (Artic Computing), 3D Tank Duel (Realtime Games), Cavelon (Ocean), Ugh! (Softek International) e War of the Worlds (CRL Group PLC)