terça-feira, 22 de outubro de 2019

Astro Blaster


Nome: Astro Blaster
Editora: NA
Autor: Matt Jackson
Ano de lançamento: 2019
Género: Shoot'em'up
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston
Memória: 48 K
Número de jogadores: 1

Há quanto tempo não aparecia um shoot'em'up old school para o Spectrum? O último que nos recordamos, Sardonic, até foi feito por um português, José Mário Machado, praticamente nosso vizinho e que apresentou um trabalho meritório. E eis que agora, praticamente sem ser anunciado, surge Astro Blaster, um remake de um jogo lançado pela Sega em 1981 (estava-se em plena euforia da série Battlestar Galactica, que também chegou a Portugal, embora alguns anos depois), e que foi convertido para o Spectrum em 1983, conversão essa que não deixou muitas saudades.

Quem não conhece o original, a melhor forma de ser apresentado é como uma mistura de Galaxians com Arcadia, dois shoot'em'ups que apareceram nos primeiros tempos do Spectrum. Eram jogos extremamente simples, mas tais como muitos que apareceram nesse período 1982/1983, cativantes e possuíam uma grande jogabilidade, fazendo com que ainda hoje sejam recordados saudosamente. E felizmente Matt Jackson, que com certeza se inspirou também nesses dois jogos (mais do que na conversão de Astro Blaster para o Spectrum, atrevemo-nos nós a dizer), conseguiu colocar todas essas características neste remake.

E as coisas nem começaram da melhor maneira, pois o menu inicial é simples, demasiado até, não obstante permitir seleccionar as teclas ou o número de naves (três ou cinco). Escolhas feitas, inicia-se o exercício de tiro ao alvo, ou quase, pois entramos primeiro no modo de demonstração, tendo-se então finalmente a hipótese de se carregar na tecla para começar o jogo, ou, em alternativa, voltar-se ao menu inicial. Estranho, pensámos nós desconfiados do que iríamos encontrar por aqui...

Bem, escolha feita e vamos então iniciar o jogo, dizemos nós todos contentes... Ainda não, aparece agora mais uma opção, neste caso para se seleccionar o número de jogadores (um ou dois). Ufa, será que ainda vão haver mais sub-menus? estamos mortinhos por começar a dar cabo das naves inimigas...

                                     Chovem guarda-chuvas? Melhor dar cabo deles rápido...

E eis que finalmente começa o jogo. Fundo preto simulando o céu estelar, e aparecem as vagas inimigas. São muitas e variadas ao longo de todo o jogo, algumas relativamente fáceis de serem despachadas, em especial nos primeiros níveis, mas outras muito complicadas, pois ou movem-se demasiado rápido, ou o próprio formato e dimensão levam a que seja necessário grande pontaria. Algumas das vagas surgem horizontalmente, e outras, até diagonalmente, sendo necessário muita perícia e sorte para se conseguir passar incólume. E como se não fosse pouco, a certa altura surge o habitual campo de asteróides para se conseguir então chegar à nave-mãe e proceder-se ao reabastecimento.

Existem então dois factores a ter em conta, o primeiro deles o reabastecimento. Quando passamos o campo de asteróides aparecem pequenos pontos vermelhos que representam reservas de combustível. Teremos que disparar sobre eles, doutra forma corremos o risco de ficar a meio do caminho na viagem, e ao contrário do que acontece quando somos atingidos por um inimigo, em que apenas se perde uma nave, se o combustível acaba é mesmo Game Over. O combustível é consumido à medida que vamos "voando" com a nossa nave, querendo isso dizer que se demoramos muito tempo a dar cabo de uma vaga inimiga, e a vaga seguinte apenas começa quando abatemos todos os inimigos da anterior, estamos a delapidar recursos que poderão vir a fazer falta mais à frente.

O segundo deles tem a ver com a frequência com que disparamos. Se temos dedo leve no gatilho e disparamos a torto e direito, dá-se um sobreaquecimento da arma e durante alguns segundos fica inoperacional até arrefecer. Ou seja, a táctica de tiro constante é aqui pouco aconselhável, sendo preferível tentarmos ser o mais precisos possível e confiar menos na sorte. A tentação para disparo contínuo é forte, mas não iremos longe se formos por esse caminho.

                                     Nada como um encontro familiar para meter a conversa em dia

Mas nem tudo é mau, pois o programador também nos concedeu uma ajuda, embora apenas possa ser usada uma vez por fase (ou por nave, se essa for destruída). Assim, sempre que activamos o modo warp, durante alguns segundos, os inimigos, incluindo os seus disparos e até o scroll, entram em slow motion, aumentando as nossas hipóteses de os eliminar. É imperativo usarmos esta funcionalidade, e usarmos bem, normalmente quando começamos a ficar sem combustível. Sem dominar esta vertente, também não iremos longe.

Apesar do conceito extremamente simples de Astro Blaster, de gráficos arcaicos e um som pré-histórico, o jogo é viciante. Daqueles que nos fazem passar uma noite em claro a tentar passar mais uma vaga inimiga e bater o recorde de pontos. Ainda por cima é difícil, e mesmo os mais treinados na arte do tiro neles, vão ter que suar bastante se querem ir longe. Encontrar o equilíbrio entre o combustível que se gasta, o dedo leve no gatilho e o uso do modo warp não é tarefa para cadetes...

O jogo pode ser aqui descarregado, vai ser do agrado de todos os shooters.

6 comentários:

  1. Gran juego, me encanta, un abrazo André !!!.

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  2. This is a great game. I never would have realize the ZX could have pulled this off so well. Almost arcade perfect. I have been playing it like crazy. I don't have a ZX. But, My Atari 800xl has a ZX emulator. It plays great!

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