sábado, 3 de outubro de 2026

AMOK Time


Ainda nos recordamos dos primeiros jogos de Simon Allan, aventuras de texto muito interessantes. E é curioso ver como um autor passa das aventuras de texto para outros géneros, mais ligados ao arcade, mostrando que o mais importante é mesmo essa paixão que nos move a todos pelo ZX Spectrum. 

Foi também esta paixão que levou Simon a criar mais um jogo inspirado num dos seus jogos preferidos de infância: Atic Atac. Assim, depois de Radioactive Ralph, que trazia à memória Manic Miner, desta feita temos um dos primeiros sucessos da Ultimate a servir de inspiração a AMOK Time. Aliás, quase que podemos dizer que é Atic Atac no espaço, pois as semelhanças são bastantes, logo a começar no menu inicial, a fazer lembrar os gloriosos tempos de 1983.

Mas claro que os tempos são outros, existem novas ferramentas, e AMOK Time aproveita isso mesmo, utilizando ao máximo as capacidades do motor AGD, mas depois juntando-lhe muitos extras, como por exemplo a voz sintetizada que dá início à missão, obra do já amplamente conhecido Rich ' Tufty' Hollins, que é também o responsável pela música na introdução (beeper). Além disso, a versão 128K tem música durante o jogo da responsabilidade de Kuvo. E "last, but not least", o ecrã de carregamento é obra do Mestre Jarrod Bentley, que mostra-se não só um programador brilhante, mas também um artista de excelência.

Olhando para os ecrãs que deixamos, é também fácil de ver as parecenças com Atic Atac, mas também com muitos dos jogos que saíram pouco depois desse clássico, aproveitando naturalmente a embalagem. Em AMOK Time encontramo-nos então numa nave labiríntica, com portas um pouco disfuncionais, que ora abrem, ora fecham (tal como acontecia no jogo da Ultimate), com inimigos que se materializam a todo o momento, e uma arma sónica disruptiva, que reflecte por todo o lado, matando os alienígenas. Uma novidade é que as portas, além de servirem para acedermos a novas salas, também servem para restaurar a energia. Mas não todas, como irão perceber.

A missão é também relativamente simples. O nosso robô tem que encontrar as três partes de um dispositivo Omega, que se encontram em certas partes da nave. Estas estão em salas especiais, que se consegue chegar através de um tele-transportador. Mas é preciso ter em atenção que essas salas não permitem disparos, pelo que tem que se rapidamente recolher as partes do dispositivo, antes que os inimigos se materializem.

Além disso, existe um tempo limite para se completar a missão, com um relógio em contagem decrescente a fazer tic tac demasiado rápido. As primeiras missões estão condenadas ao insucesso, não só porque não estamos ainda familiarizados com o mapa da nave, mas porque além disso temos que descobrir como abrir algumas das portas que dão acesso a novas zonas. Não vamos dizer como o fazer, isso terão que descobrir por vós...

O jogo é bastante rápido e fluído, utilizando aquilo que de melhor o AGD oferece. Quando se trabalha bem com as ferramentas à disposição e as ideias são boas, está então meio caminho andado para se conseguir fazer um jogo divertido, que é o caso de AMOK Time. 

A versão física já foi lançada e pode aqui ser obtida no grupo do Facebook da Northern Games. A versão digital irá sair daqui a duas semanas, e podem aqui acompanhar o seu desenvolvimento. 

Sem comentários:

Enviar um comentário