quarta-feira, 14 de março de 2018

Resultados finais do ZX-Dev Conversions


Acabaram de ser divulgados os resultados da competição ZX-Dev Conversions, cuja lista apresentamos:

Mighty Final Fight - 10578
Ninja Gaiden Shadow Warriors - 10243
Gimmick! Yumetaro Oddisey - 9520
Retroforce - 9362
Twinlight - 9320
Parachute - 9311
Baby Monkey Alba - 9097
Bobby Carrot - 9088
Gandalf - 9003
10º ZXombies - 8643
11º Saving Kong - 8496
12º Wunderwaffe - 8397
13º Roust - 8303
14º Dr. Who - 8029
15º Speccy Pong - 7832
16º Extruder - 7680
17º Left Behind The Martian - 7435
18º Vindius - 5925

Como esperávamos, e como também tinha sido a preferência dos nossos leitores, Mighty Final Fight foi o grande vencedor, ficando Ninja Gaiden em segundo.

Houve alguns resultados surpreendentes, nomeadamente Bobby Carrot, Gandalf e Speccy Pong não terem sido do agrado do júri.

terça-feira, 13 de março de 2018

Steel Jeeg


Nome: Steel Jeeg
Editora: NA
Autor: Francesco Forte
Ano de lançamento: 2018
Género: Acção
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Não
Memória: 48/128K
Número de jogadores: 1

Francesco Forte tinha lançado há cerca de três meses um estranho jogo, Gerry Anderson´s UFO, que não nos tinha caído no goto. Volta agora à carga com um jogo substancialmente diferente, mas que nem por isso nos cativou. Criado através do Arcade Games Designer, o que o seu autor aqui apresenta já foi feito por muitos outros, e de forma bastante mais proveitosa.

Consta assim que o robô que dá pelo nome de Jeeg invadiu o reino Yamatai para destruir os seus inimigos mortais: a Rainha Himika e o Dragonlord. Para poder ser bem sucedido terá que orientar-se no reino subterrâneo e ao longo das cavernas enfrentar os temíveis monstros Haniwa. Terá ainda que encontrar alguns objectos que permitem matar os seus inimigos, procurando ainda activar as alavancas que abrem novas passagens e dão acesso a outras salas.

Desde logo o jogo se torna demasiado confuso devido ao elevado número de armas que temos ao nosso dispor, em que cada uma delas apenas elimina um tipo de inimigo, um pouco à semelhança daquilo que Alessandro Grussu fez com muito melhores resultados em Sophia. É que a velocidade dos opositores é tanta, que não temos a mínima hipótese de andar a escolher a arma certa, tornando Steel Jeeg praticamente injogável. Este elemento, que pretendia ser inovador, na prática retirou ao jogo qualquer hipótese de ser funcional.

Por outro lado, tudo o resto em Steel Jeeg é apenas mediano ou mesmo abaixo disso. Os gráficos são básicos, fazendo lembrar os primórdios do Spectrum, e o som limitando-se ao barulho dos tiros. Os cenários também não são inspiradores e não incentivam a que continuemos por aqui por muito tempo para tentar ver o que vem a seguir.


Resumindo, este parece um budget vindo de editoras como a Power House, que lançava em catadupa uma série de jogos do género, na sua grande maioria com pouca qualidade.

Parece-nos também que o principal problema de Francesco Forte não estará na sua capacidade de programação ou de trabalhar no AGD (que parece ter), mas sim na sua concepção daquilo que poderá vir a ser um bom jogo, ou pelo menos funcional.

De qualquer forma Steel Jeeg é gratuito e pode aqui ser obtido.

Imagens históricas do Spectrum em Portugal

Como registo histórico, deixamo-vos algumas fotos retiradas de jornais dos anos 80, que mostram bem o impacto que o Spectrum teve em Portugal em todas as áreas, dando também um pouco de contexto para que se entenda o uso diversificado que teve na época.

Todas as imagens são propriedade do arquivo dos jornais mencionados e são aqui reproduzidas apenas para efeitos informativos.





Demonstração de uma Light Pen da Dk'Tronics, com um ZX Spectrum com teclado de plástico montado em Portugal pela Timex.

Foto publicada no Diário de Notícias em 1984.






Exposição de novidades informáticas em Lisboa. Na foto podemos ver vários Zx Spectrum 48 K e pelo menos um Grundy NewBrain, devidamente acompanhados por leitores de cassetes.

Foto publicada no Diário de Notícias em Janeiro de 1985.




Tentativa de emissão de TV Pirata - a TV PC - em Póvoa de Santo Adrião, com a utilização de um ZX Spectrum 48 K.

Foto publicada no Diário de Notícias em 1984.


Jovens usam um ZX Spectrum 48 K, junto da família e amigos em Março de 1984, numa foto tirada pela equipa do MicroSe7e para ilustrar uma entrevista aos mesmos acerca do uso que fazem dos computadores.

Foto publicada no suplemento MicroSe7e em 1984.
Esperando que tenham gostado desta pequena viagem no tempo, aproveitamos para pedir aos nossos leitores que caso tenham alguns dados a acrescentar às descrições aqui feitas ou até outras fotografias, que por favor nos indiquem nos comentários.

segunda-feira, 12 de março de 2018

Preview: Nixy the Glade Sprite


Vintage is the New Old é uma das páginas da nossa preferência e que não dispensamos diariamente de consultar. E a avaliar pelo número de vezes que Planeta Sinclair é referido nesse blogue, é com agrado que constatamos que o interesse é mutuo. Tudo graças ao Google Translator, que nos permite chegar a outros países que não apenas os de língua oficial portuguesa.

Decidimos agora "roubar" uma notícia desse blogue, esta relacionada com um programador que veneramos, Andy Johns. Na calha está o seu próximo jogo (ainda em desenvolvimento), mas que promete ser mais uma obra-prima. Ainda por cima conta com a participação de John Blythe, que brevemente lançará Rubicon (entrevistámos ambos para o número 2 da revista Espectro) e é responsável pelo belíssimo loading screen, e David Saphier na música.

Esperem assim para breve mais um platformer de grande nível.

domingo, 11 de março de 2018

Ikari Warriors


Nome: Ikari Warriors
Editora: Elite Systems
Autor: David Shea, Nick Jones
Ano de lançamento: 1988
Género: Shoot'em'up
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Memória: 48/128 K
Número de jogadores: 2

Commando foi um dos maiores sucessos do Spectrum. Não só porque aproveitou a boleia do filme com o mesmo nome, execrável, mas também pelo facto de ter o Scwarzenegger como personagem principal levou muitos candidatos a comando a irem ao cinema, e ainda porque de facto o jogo era engraçado e trouxe uma nova dimensão aos shooters. Este Ikari Warrios é a sequela e deveria ter saído no mesmo ano. Mas problemas com o programador inicial, entretanto substituído, levou a que aparecesse apenas dois anos depois. E o problema é que dois anos depois já não era novidade para ninguém este tipo de jogos.

Mas não se pense que Ikari Warriors é um mau jogo. Muito longe disso, embora também sofra de alguns problemas que lhe fazem diminuir um pouco a sua classificação. Mas antes vamos à sua história (como se esta interessasse, pois basicamente o que temos a fazer é disparar contra tudo o que se mexa).


O  General Alexander Bonn, das forças americanas que operam na América Central, foi capturado por um grupo de revolucionários e mantido em cativeiro. No entanto, ainda teve tempo de nos deixar um pedido de ajuda. Apanhamos uma avião para o local onde o nosso amigo está aprisionado, mas azar dos azares, despenhamo-nos no meio da selva ainda longe do quartel-general dos terroristas. E a selva está infestada de terroristas, pelo que já podem imaginar qual será a missão.

Os inimigos são mais que muitos, aparecem de todos os lados, uma vezes a pé, outras vezes de helicóptero, e por vezes estão escondidos nos edifícios prontos a fazerem-nos uma emboscada. Além das metralhadoras, alguns disparam morteiros ou atiram granadas, pelo que é proibido estarmos quietos. O segredo é movimentarmo-nos constantemente, de preferência disparando indiscriminadamente. Mas cuidado, pois as nossas munições não são ilimitadas.

Em certos locais podemos apanhar boleia de um tanque que tão simpaticamente os nossos inimigos deixaram à nossa disposição. Já não nos temos que preocupar com os tiros de metralhadora dos terroristas e é um delírio atropelá-los. Mas o tanque precisa de combustível para funcionar, pelo que se não o formos reabastecendo com regularidade (apanhando os power-ups que os nossos inimigos por vezes deixam quando são abatidos ou sempre que destruímos edifícios), depressa ficamos apeados. Além de que os tanques não foram feitos para andar dentro de água.


Tudo aqui já antes foi explorado por outros jogos (ver Jackal lançado um ano antes, por exemplo), pelo que no capítulo da inovação Ikari Warriors não ganha pontos. No entanto há uma funcionalidade que torna o jogo mais atractivo. Permite dois jogadores em simultâneo, facilitando um pouco a nossa tarefa.

Os gráficos são apenas medianos, tendo em conta que em 1988 já se exigia bastante mais, e o som (em modo 128 K) é agradável. No entanto, e apesar de estarmos perante um jogo com um grau de dificuldade elevado, por apenas existir um nível, voltando depois ao início quando o terminamos, retira-lhe longevidade.


Este é então um jogo que está a meio caminho entre o mediano e o bom. Se jogado a dois, torna-se mais divertido. De resto, quem já tem ou conhece Commando, não irá ficar impressionado com esta sequela.

sábado, 10 de março de 2018

Roust (ZX81 Birthday Edition)

Outra novidade que apareceu nestes últimos dias foi a de uma nova versão de Roust, agora com a aparência de um jogo para o ZX 81. A preto e branco, pois claro, e sem som. Foi esta a forma que Allan Turvey (aka Highrise) usou para comemorar o trigésimo sétimo aniversário do ZX 81.

Quem adquiriu a versão standard de Roust, poderá agora descarregar esta versão. Quem não o fez e estiver interessado, poderá fazê-lo aqui.

Preview: Project ZX2


Lembram-se de Project ZX, o shoot'em'up para PC, mas que no entanto estava recheado de referência ao Spectrum? Pois é, a sequela já está a ser preparada e deverá estar pronta no próximo mês. Vão ser dez níveis, com um novo herói e referência a mais de cem jogos para o Spectrum, facilmente reconhecíveis. E com algumas novidades, como por exemplo um scroll vertical num shooter horizontal (imagens de Light Force). Será também um pouco mais fácil que o primeiro.

Podem aqui ficar a par das novidades.

sexta-feira, 9 de março de 2018

Multijogos (MIA)


Multijogos é uma curiosa compilação, criada por um português que permanece desconhecido, e que junta nove pequenos jogos em Basic que saíram num livro de Peter Shaw, lançado pela Edições Don Quixote em 1986 (o original, Games for Your ZX Spectrum, é de 1983).

Embora os jogos originais estejam devidamente preservados no World of Spectrum, esta versão portuguesa é novidade, constituindo uma engraçada novidade.

Poderão descarregar Multijogos aqui.

quinta-feira, 8 de março de 2018

Go Race!


Nome: Go Race!
Editora: NA
Autor: Simon Pitter
Ano de lançamento: 2018
Género: Acção
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Não
Memória: 48/128 K
Número de jogadores: 1

Quem não se lembra das famosas Game & Watch da Nintendo, que fizeram o contentamento da garotada nos primeiros anos da década de 80? É isso que Simon Pitter pretende recrear com Go Race!, o novo jogo a concurso no Crap Games Competition 2018. E não é que o jogo de lixo nada tem, sendo até bastante divertido, apesar da sua extrema simplicidade?

Em Go Race! controlamos um bólide de Fórmula Um que tem que se ir desviando dos restantes carros. Para isso temos apenas duas teclas, "Z" para a esquerda e "X" para a direita ("S" inicia o jogo). E o truque está em conseguirmos no timing certo desviarmo-nos para a secção da pista que esteja livre na altura (existem 3 secções).


À medida que vão avançando, a velocidade do nosso carro aumenta, o que na prática faz com que os oponentes se aproximem mais rapidamente de nós, dificultando a tarefa, pois exige de nós uma maior capacidade de reacção. Mas também deveremos estar com um olho no indicador de combustível. Existem assim reabastecimentos a serem feitos e sempre que aparece a bomba de combustível (no lado direito do visor), é conveniente chegarmo-nos à direita para encher o depósito.

E mais não é preciso para que Go Race! nos cative. Tal como acontecia nas Game & Watch, o objectivo maior é fazer o máximo de pontuação possível, pelo que se conseguirmos companhia para nos acompanhar na jogatana, o prazer duplicará.

Go Race! é naturalmente gratuito e pode aqui ser descarregado.

quarta-feira, 7 de março de 2018

Preview: Warhawk


O desenvolvimento dos novos jogos para o Spectrum Next continua a todo o vapor. Depois de Nextoid!, que nos deixou maravilhado, também Warhawk já está na fase final de implementação. O jogo irá ter 20 níveis, mas foi já disponibilizada uma demo com os dois primeiros. E pela amostra, estaremos perante um excelente shooter, com capacidade para agradar a todos os apreciadores do género.

Frenético e com uma excelente melodia, vale a pena darem uma espreitadela. Quem já descarregou o pacote Next SD card V. 0.8 B, na pasta dos jogos encontra também esta demo. Caso não tenham adquirido a board do Next, poderão abrir o ficheiro no Specnext, seguindo as mesmas dicas que deixámos para Nextoid!

terça-feira, 6 de março de 2018

In Nihilum Reverteri


Nome: In Nihilum Reverteri
Editora: NA
Autor:  Yerzmyey e Hellboj
Ano de lançamento: 2018
Género: Aventura de Texto
Teclas: Não redefenível
Joystick: NA
Memória: 128 K
Número de jogadores: 1

Tal como anunciámos em janeiro, In Nihilum Reverteri foi traduzido para inglês, ficando assim acessível a uma maior franja de público. Devemos também avisar que o que aqui temos não é uma mera aventura de texto, nem sequer uma "choose your own adventure". É bastante mais do que isso, tendo inclusive sido financiado pelo Ministério da Ciência e da Educação Polaco. Aliás, nas parcas instruções que acompanham este lançamento, é até referido como uma demo.

Deixamos também uma segunda nota. Para correrem o jogo, e se não estiverem a usar um computador real, terão que colocar o emulador no modo USR 0 e em modo 128 K (pelo menos), única forma de fazerem correr os longos textos e pinturas que constam de In Nihilum Reverteri. Quase apetece dizer que estamos aqui perante um livro.


Estes longos textos são mesmo o ponto forte do jogo, mas também o seu ponto fraco. É que são muito poucos aqueles que terão paciência para ler páginas e páginas de texto, por mais interessantes que sejam. Se olharmos numa óptica de se enquadrar o jogador / utilizador, então leva nota máxima. Olhando num óptica de quem quer passar alguns bons momentos com uma aventura de texto, sem se preocupar com longas narrativas, então rapidamente irá abandonar In Nihilum Reverteri.

Isto tudo para dizer que nos foi extremamente difícil classificar este jogo e dai termos optado pro uma nota intermédia, correndo obviamente o risco de sermos injustos, pois sem dúvida que o trabalho que os programadores e o tradutor tiveram com este lançamento terá sido monstruoso, e desde já se louva terem-se dado a este trabalho, sabendo-se de antemão que era dirigido apenas a um pequeno nicho de mercado.


De resto, estamos perante uma típica "choose your own adventure", tão em voga actualmente, mas que tem todas as limitações próprias deste género de jogo, isto é, depois de vos ser apresentada uma situação, existem duas opções disponíveis que vão influenciando o rumo da aventura. Mas apenas uma delas é a resposta certa, o que quase faz com que seja um exercício de sorte até chegarem à solução final. Eventualmente irão lá parar, mas isso limita fortemente a longevidade deste tipo de jogos.

Por outro lado, e para não saturar o jogador com páginas e páginas de texto, são apresentados alguns gráficos após as acções, que efectivamente são interessantes, se bem que maioritariamente a preto e branco. A música também é bastante boa, ou não fosse da autoria do músico Yerzmyey, que também é responsável pelo grafismo.

Não sendo um jogo para todos, julgamos que deverão dar uma espreitadela e avaliar por vós. Alguns irão adorar, outros odiar. No meio termo é que não deverá haver muitos.

Podem assim aqui vir descarregar In Nihilum Reverteri.

Cinquenta mil visualizações

E foi num pulinho que chegámos às cinquenta mil visualizações. O salto tem sido tremendo, como os dados o comprovam:
  • O blogue nasceu em Janeiro de 2016, tendo no primeiro alcançado as 5.672 visualizações.
  • Em Outubro de 2017, ou seja, quase dois anos depois do seu nascimento, atingiu a marca das vinte mil visualizações.
  • Durante o ano de 2017 teve 26.602 visualizações
  • E menos de cinco meses depois de ter atingido as vinte mil visualizações, chega às cinquenta mil
  • Fevereiro de 2018 foi o mês com mais visualizações, 8.983, e o mês de Março, tudo o indica, irá bater esse número
Ou seja, um crescimento constante e exponencial que nos deixa muito orgulhosos.


Naturalmente que Portugal continua a ser o país mais representativo, mas Espanha, Reino Unido e a Rússia deram um salto muito grande, a que não é alheio a parceria com a Topo Siglo XXI, no caso de Espanha, e o facto de Planeta Sinclair estar a ser referenciado com grande regularidade em páginas e fóruns prestigiados dos outros dois países. 

O Brasil é que caiu um pouco em termos de representatividade, mostrando que temos que nos esforçar um pouco mais para conseguir cativar mais leitores desse país.


Por fim, também não é grande surpresa que as mensagens mais vistas sejam as relacionadas com os dois jogos que Planeta Sinclair traduziu para a língua portuguesa, Em Busca do Mortadela e Topo Mix Game. Demonstra que foi uma aposta bem sucedida, e que virá a dar mais frutos no futuro (desde já um grande agradecimento a Borrocop). De realçar que falamos aqui em hits, isso é, o clicar na própria mensagem (muitos leitores visualizam o blogue sem clicar nas mensagens).

Seguem-se depois as notícias relacionadas com a competição ZX-Dev Conversions, que foi um sucesso tremendo e que tão bons jogos deu a conhecer. Daí que dois desses jogos, Ninja Gaiden e Bobby Carrot também estejam representados no top.

Jaime Grilo, conhecido programador português também tem lugar de destaque, com uma das aventuras de Jane Jelly, e outro jogo em destaque é o de um dos colaboradores de Planeta Sinclair, Invasores Aquáticos 2.0, da autoria de Filipe Veiga (remake de um jogo de Marco & Tito). Isto mostra que devemos continuar a apostar no produto nacional.

Finalmente, um tema que pode geral alguma controvérsia é o do Spectrum Next. Mas a primeira review que fizemos para um jogo deste novo computador teve logo mais de 550 visualizações em apenas dois dias (Nextoid!). E continua a subir o número de hits a grande velocidade, podendo nos próximos dias entrar no top 3. A par da revista Espectro, que também tem lugar no top, mostra que os leitores querem definitivamente que o Next seja uma temática abordada por Planeta Sinclair.

Aguardemos agora pelas cem mil visualizações, que a manter-se esta velocidade será atingida lá para o Verão.  

segunda-feira, 5 de março de 2018

Catálogo "The Oliver Twins" no Spectrum Computing



E no passado fim-de-semana, de forma quase despercebida, os famosos Oliver Twins deram permissão ao site Spectrum Computing, para alojar o seu catálogo de jogos de ZX Spectrum, de entre os quais se destacam os da série Dizzy (o ovo mais famoso do Speccy)! A novidade foi dada aqui e o catálogo pode ser consultado aqui.

Embora seja relativamente fácil “achar” estes jogos, que se saiba é a primeira vez que este catálogo é disponibilizado “on-line" de forma legal e autorizada. Dessa forma os leitores já poderão descarregar estes jogos sem sentir qualquer ponta de remorso!

Os jogos em causa são: Ghost Hunters, Grand Prix Simulator, Dizzy, Pro Ski Simulator, 3D StarFighter, Jet Bike Simulator, Race Against Time, Pro BMX Simumlator, Incredible Shrinking Sphere, Advanced Pinball Simulator, Treasure Island Dizzy, Grand Prix Simulator 2, Fast Food, BMX Simulator 2, Ghostbusters 2, Championship Jet Ski Simulator, Operation Gunship, Fantasy World Dizzy, Panic! Dizzy.

domingo, 4 de março de 2018

Elena - Nova linguagem de programação para o ZX Spectrum Next

A cena em torno do ZX Spectrum Next continua animada. Além de uma mão cheia de jogos em diferentes estados de desenvolvimento, vemos agitação também em outros campos de interesse, como por exemplo, nas ferramentas e ambientes de programação para esta plataforma. 

Recentemente foi anunciada Elena, uma nova linguagem de programação por Kevin Watkins, cuja designação foi buscar ao nome de sua esposa. Kevin aceitou o desafio pessoal de tentar trazer o universo da linguagens modernas, como C# e Java, para uma arquitectura de 8-bits. O Spectrum Next foi escolhido, como referência simbólica ao primeiro computador com que Kevin se iniciou na programação - algo que acreditamos que muitos programadores de uma "determinada" geração se identificarão certamente!

A sintaxe da linguagem Elena não soará estranha aos desenvolvedores de C# ou Java, mas por restrições óbvias relativas a uma arquitectura de 8-bits, não terá muitas das funcionalidades modernas e mais complexas destas duas linguagens. Não obstante, através da informação disponibilizada pelo autor no seu blog, a linguagem será orientada a objectos, com classes e tipos.

O compilador irá funcionar em 2 passos, primeiramente convertendo o programa Elena para a linguagem C, e posteriormente, usando o cross-compiler da poderosa ferramenta de desenvolvimento z88dk (que produz binários para máquinas Z80). O que a nosso ver trata-se de uma abordagem inteligente pois permite ao autor focar nas funcionalidades da linguagem Elena, sem se preocupar com os detalhes da compilação para Assembly Z80, pelo menos para já.

O compilador ainda está numa fase inicial de desenvolvimento, capaz de compilar programas em Elena, para o Spectrum Next, sendo que o autor está a trabalhar no sentido de melhorar o compilador e disponibilizá-lo para a comunidade, em open-source.


Por enquanto o autor publicou um vídeo de uma demo criada em Elena. O código-fonte da demonstração também foi disponibilizado pelo autor no seu blog. 

O Planeta Sinclair irá acompanhar atentamente esta e outras novidades, visto que a criação de novas ferramentas só enriquece a cena e abre portas a mais amantes da programação para poderem expressar a sua criatividade!

sábado, 3 de março de 2018

Nextoid!


Nome: Nextoid!
Editora: NA
Autor: Lampros Potamianos
Ano de lançamento: 2018
Género: Acção
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Sim
Memória: Spectrum Next
Número de jogadores: 1

E foi aberta a Caixa de Pandora: os jogos para o Spectrum Next começaram a sair (devemos entender Nextipede, que já tem largos meses, apenas como uma brincadeira). E o primeiro que tivemos o privilégio de experimentar trouxe-nos inúmeras boas memórias da infância. É que Nextoid!, tal como o nome indica, não é mais nem menos que um clone de um dos grandes jogos que surgiram para o Spectrum, Arkanoid. De referir que o jogo ainda está em fase de testes e que poderá sofrer algumas correcções, ou, quem sabe, a adição de mais alguns níveis e funcionalidades.


Mas vamos primeiro à história. Nextoid é um nanorobô, injectado no corpo dos humanos doentes, estando armado com projécteis que fazem regredir a esclerose. Ao longo de vinte um níveis teremos que dirigir o robô pelas artérias para eliminar todos as plaquetas e conseguirmos tornar o humano novamente saudável.

Está dado o mote par um jogo que tem tanto de difícil, como de viciante. Se já conhecem Arkanoid, sabem do que aqui se trata: um tiro à parede muito sofisticado, onde assumem o controlo de um bastão que evita que a bola atinja a parte inferior do ecrã (se tiverem habilidade para isso), ao longo de vinte e um níveis de fino recorte (para já), e com a adição de dezenas de add-ons, nem todos sendo uma ajuda. Alguns são maquiavélicos, mesmo, nomeadamente aquele que nos troca os controlos. Depois temos os habituais nos jogos do género, alguns que aumentam ou diminuem o bastão, ou que diminuem ou aceleram a velocidade da bola, outros que nos permitem disparar contra os blocos, um particularmente interessante (killer) que leva tudo à frente, destruindo todos os blocos que atravessa de uma assentada, alguns que concedem vidas extra ou permitem logo passar de nível, enfim, uma grande panóplia deles, havendo muitos símbolos para serem decorados.


Por vezes aparecem também add-ons com pontos de interrogação. Estes poderão dar origem a qualquer um dos outros, havendo portanto o factor sorte com que contar. Aliás, este jogo, tal como Arkanoid já o fazia, traz à tona o dilema do macaco que apanha a banana por um buraco, mas que não consegue depois soltar a mão do buraco sem antes largar a banana. É que são inúmeras as vidas que perdemos para tentar apanhar um add-on, em detrimento da bola.

Mas não deixar a bola ultrapassar a parte inferior do ecrã não é a nossa única preocupação. A partir do segundo nível entram em cena os vírus e os seus incómodos excrementos, que deveremos evitar a todo o custo. Convém assim também tentar levar a bola a eliminá-los, doutra forma corremos o risco de morrer ingloriamente com um excremento em cima.


Nextoid! consegue também demonstrar todas as potencialidades do Spectrum Next. Gráficos e música de grande qualidade, e uma jogabilidade fabulosa, com uma graciosidade de movimentos apenas visto nas máquinas de 16 bits.

Para já, e para quem ainda não tem a versão completa do Spectrum Next, como é o nosso caso, terá que o jogar através de emuladores. E para isso são necessários alguns truques:
  1. Obter e instalar um emulador compatível com o Spectrum Next, nomeadamente o Specnext
  2. Ir ao site oficial do Spectrum Next e descarregar para o PC o pacote Next SD card V. 0.8 B
  3. Copiar os ficheiros CSpect.exe e ay.dll para o directório do Nextoid, que vem incluído no pacote referido no ponto anterior
  4. Criar no "Bloco de Notas", numa única linha: CSpect.exe -s14 -zxnext
  5. Gravar o ficheiro do ponto anterior como: Cspect.bat
  6. Fazer duplo clique no ficheiro que gravaram no "Bloco de Notas", carregando então o Specnext
  7. Finalmente carregar em "F2" ou "F2+Fn", dependendo dos computadores, e abrir o Nextoid!
Não é ainda um sistema simples, mas o que podemos dizer é que compensa largamente o prazer que terão com Nextoid!

Tiro aos Pratos (MIA)


Mais um curioso jogo recuperado por Planeta Sinclair, tendo sido uma adaptação de  1985 de Tiro al Plato de P.F.P. Chaves, tendo saído na revista VideoSpectrum número 13.

O programa, além de Basic tem rotinas em código máquina, continuando no entanto a ser um pouco lento. De qualquer forma aqui fica o jogo, para quem quiser dar uns tiros aos pratos.

sexta-feira, 2 de março de 2018

Espectro #3 em breve nas bancas


Neste momento está a ser finalizado o número 3 da revista Espectro. E estamos em condições de afirmar que será ainda melhor que as anteriores.

Podem contar com entrevistas exclusivas, as habituais reviews a jogos, artigos sobre programação, etc.. Mas podem contar ainda com um grande surpresa, que entretanto será desvendada, e que apenas por isso compensará ficarem com um exemplar desta revista...

The Games Helmet


A Your Sinclair, que esteve nas bancas entre Janeiro de 1986 e Setembro de 1993, deixou saudades a muito boa gente (Planeta Sinclair incluído). Vai dai e um fã da revista resolveu criar uma página onde vai fazendo as suas reviews, ao bom estilo da YS, e, de facto, o estilo de escrita e grafismo parece tirado dessa. Até incluiu o termómetro com a pontuação e tudo. 

Ficámos naturalmente fãs desta página, a The Games Helmet, e que merece sem dúvida uma espreitadela...

quinta-feira, 1 de março de 2018

Principais novidades de Março de 1983

Há 35 anos atrás as principais novidades foram:
  • Surgem rumores de que o TS 2000 da Timex, equiparado ao Spectrum, vai ser lançado no mercado americano com preços substancialmente inferiores ao preço do Spectrum nas ilhas britânicas. No entanto o TS 2000 será incompatível com o sistema de TV europeu.
  • A Kempston Micro Electronics, que se tornou amplamente conhecida através dos seus joysticks, lança no mercado o Competition Pro Joysticks ao preço de £ 25.
  • É lançada a Light Pen da DK'Tronics que permite desenhar directamente no ecrã. No entanto este interface é muito pouco fiável e de difícil configuração, razão pela qual nunca obteve sucesso.
  • A Timex anuncia o lançamento da impressora TS 2040, que traz importantes melhorias relativamente à ZX Printer, nomeadamente ao nível da velocidade e qualidade de impressão.
  • Lançamentos importantes: 3D Tunnel (New Generation Software), Conflict (Martech Games), Tasword (Tasman Software), Transylvanian Tower (Richard Shepherd Software), Superball (Axis Software), Labyrinth (Axis Software), Mined-Out (Quicksilva), Spawn of Evil (DK'Tronics), Muncher (Silversoft).