segunda-feira, 27 de julho de 2020

Jet Pac versão espanhola e portuguesa


A semana passada tínhamos referido que DDT (versão italiana de Pssst) já se encontrava preservada. Não a podíamos disponibilizar, pois encontrava-se protegida por direitos de autor, mas se nos contactassem, podia ser que recebessem uma surpresa. O mesmo se passa com Jet Pac, clássico da Ultimate de 1983, e que a Microbyte colocou no mercado espanhol. Se de forma legal, isso é que já não sabemos. De qualquer forma faz parte da colecção particular do Luís Rato, que o colocou à nossa disposição.


Curiosamente, aproveitámos a oportunidade proporcionada por esta cassete do Luís para falar de uma edição gémea, desta feita lançada pela portuense Microbyte Software. Mais uma vez deverão ter feito tabula rasa dos direitos de autor e colocaram uma versão traduzida para a nossa língua do clássico da Ultimate. Mais uma vez, não poderá ser disponibilizada na nossa dropbox.

Já sabem, deixem-nos uma mensagem pelo email, pode ser que tenham um prenda...

domingo, 26 de julho de 2020

Demo e fontes


Na próxima disquete recuperada por Jose Manuel, de El Trastero del Spectrum e que pertencem ao espólio de  Rui Miguel Batista, está uma interessante demo, assim como uma colecção de fontes, demonstrando aquilo que se conseguia fazer em termos técnicos com o Timex.

Poderão aqui descarregar o conteúdo desta disquete.

sábado, 25 de julho de 2020

The Spectrum Show: episode 96


Como habitualmente próximo do final de cada mês, esta imprescindível série está no ar...

História de Portugal (MIA)


O Alex Santos mandou-nos um interessante programa lançado pela Avlisoft em 1984, que é como quem diz, J. M. Domingues Silva, de quem já tínhamos recuperado outros pequenos programas. A gravação já estava bastante deteriorada, pelo que foi recuperado na altura certa.

O programa, composto por duas partes (pelo menos), apresenta uma resenha histórica da história de Portugal do período de 1095 a 1519 (parte 1) e de 1520 a 1820 (parte 2). Entrando no menu inicial são apresentadas cinco acções, sendo que as três primeiras permitem listar todo o "livro", procurar por ano, ou procurar por tema. A quarta opção permite fazer um teste aos conhecimentos, podendo participar até quatro jogadores em simultâneo.

Mais um valioso programa foi assim recuperado, tendo possivelmente sido útil para os estudantes que viam a história de Portugal como algo chato.

Poderão descarregar História de Portugal aqui.

sexta-feira, 24 de julho de 2020

Mini Micro's número 1 (primeira série)


Hoje temos uma verdadeira bomba ao nível da literatura: o número 1 da primeira série da Mini Micro's, datada de Maio de 1983. Se leram a Mini Micro's número 1, segunda série (Junho de 1984), ter-se-ão apercebido que a revista é a continuação de uma outra existente. Aqui está ela...

Desconhecemos quantos números apareceram, mas sabendo que a nova sérieo surgiu em Junho de 1984, não terão sido mais de 12.

Assim, graças ao Luís Faria, poderão aqui descarregar este número, assim como os outros que já partilhámos da nova sérieo. Seguem-se mais nos próximos tempos.

Notem que actualizámos algumas ligações das revistas, não estranhem se não as encontrarem. No entanto, no separador "Revistas", terão sempre os links actualizados. Tínhamos esgotado a capacidade da dropbox e tivemos que criar uma nova.

Campanha Crash 101 lançada


Tal como prometido, Chris Wilkins lançou hoje a campanha para a nova Crash (número 101), e com alguns perks bem apetecíveis (um deles esgotou em menos de um minuto, tanto que quando tentámos fazer a compra, já não estava disponível - optámos por outro).

Mas destacam-se outros perks igualmente interessantes, desde logo os jogos Neadeintal, em desenvolvimento por Matt Birch, que já nos tinha trazido Oure: Dawn of Hope, assim como Moritz, the Striker, versão criada especificamente para esta Crash.

Assim, não temos qualquer dúvida que tal como as outras edições, a nova Crash vai ser um sucesso. Poderão adquiri-la aqui.

quinta-feira, 23 de julho de 2020

Jetpack Jock


Nome: Jetpack Jock
Editora: NA
Autor: Gaz Marshall
Ano de lançamento: 2020
Género: Plataformas
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Memória: 48 / 128 K
Número de jogadores: 1

O surgimento de novos programadores para o Spectrum tem sido impressionante. Quase parece que todas as semanas temos alguém novo na cena, demonstrando bem a dinâmica que esta máquina com quase 40 anos ainda tem. Isto tudo a propósito do novo jogo de Gaz Marshall, que não sendo o seu primeiro trabalho, só recentemente se lançou nestas lides. Há pouco mais de dois meses e meio tinha lançado Magenta Jim, e passado pouco tempo já arranjou tempo para oferecer um novo jogo.

Sejamos sinceros, não tínhamos gostado de Magenta Jim, fundamentalmente pela elevada repetitividade que fazia com que se tornasse um exercício monótono passado pouco tempo. Mas Gaz teve, na nossa opinião, uma boa evolução, e Jetpack Jock já atinge outros vôos, não necessitando sequer do jetpack. Ainda se notam algumas lacunas, nomeadamente a elevada repetitividade dos níveis que o compõem (são 20), mas a evoluir a este ritmo, não temos dúvidas que em breve irá dar-nos algumas surpresas.


Fomos acompanhando também o desenvolvimento do seu jogo via Twitter, e inclusive chegámos a levar até ao fim a demo que tinha disponibilizado. Desde logo nos pareceu que Jetpack Jock seria bem mais divertido que Magenta Jim, mas confessamos que ficámos preocupados com um aspecto: o elevado grau de dificuldade. Felizmente que Gaz resolveu este potencial problema da melhor maneira, disponibilizando uma versão difícil, e uma versão fácil. Mas já lá iremos.

O nome do personagem principal deste jogo é Jock, e foi transportado para um futuro não muito distante, apenas para descobrir que a Terra foi dominada por seres alienígenas malignos (isto faz lembrar a história do Planeta dos Macacos). Cabe a nós ajudarmos Jock a recolher todos os cristais de energia por forma a conseguir regressar à sua época são e salvo. No entanto os invasores não se deixaram ficar, e fazem tudo para impedir que Jock cumpra com a missão. E são aos magotes e bastante rápidos e imprevisíveis.


Cada um dos níveis é constituído por diferentes plataformas, ligadas por paredes e pisos electrificados. Podemos tocar à vontade nas plataformas não electrificadas, no entanto, qualquer toque nas outras é fatal. A dificuldade é mais acrescida pelo efeito da gravidade. Assim, se Jock não estiver apoiado em alguma plataforma, ou cai, ou activa o jetpack e consegue voar. Conseguir controlar o seu movimento sem tocar nas partes mortal é o que temos que começar por dominar. Depois, os alienígenas vão patrulhando os cenários, e ao contrário de Magenta Jim, de forma aleatória, melhorando bastante a jogabilidade. Se estivermos no nível fácil, na parte inferior do ecrã surge uma barra de energia, e de cada vez que um invasor nos toca, perde-se um pouco dessa. No entanto, no nível mais difícil, qualquer toda com os invasores dá logo direito a perder-se uma vida e a recomeçar o nível, perdendo-se pelo meio todos os cristais que já tinham sido recolhidos (particularidade do AGD).

O que se nota em Jetpack Jock é que Gaz conseguiu melhorar bastante a jogabilidade relativamente ao seu primeiro trabalho. Os gráficos são também mais interessantes e a música é muito boa, sendo mesmo o aspecto que desde logo começa por cativar. Houvesse um pouco mais de diversidade, com mais tipos de inimigos, até porque os cenários são todos muito parecidos, e o jogo atingiria vôos mais altos, com ou sem jetpack. Parece-nos, no entanto, que Gaz está no bom caminho...

quarta-feira, 22 de julho de 2020

MicroSe7e n.º 61


Tetris e o projecto Minerva são as notícias que destacamos em mais um suplemento do MicroSe7e. Já estamos a esgotar o espólio que temos, portanto apelamos aos nossos leitores que se ainda tiverem os suplementos guardados por casa, nos emprestem.

Para lerem esta e outras notícias terão que descarregar aqui o suplemento, cortesia do Museu LOAD ZX Spectrum, Cantanhede, Portugal.

Electrónica (MIA)


Pouco se sabe deste lançamento da Microbyte. Programas semelhantes houve aos magotes, a começar pelo mais famoso de todos, o infame Make-a-Chip, cujos coleccionadores não querem nem dado. Mas este Electrónica  seguramente que fez as delícias de quem percebia da temática nos anos 80, e mesmo hoje poderá ser uma curiosidade para muitos. Mas se é produto original, ou se uma tradução de qualquer programa estrangeiro, desconhecemos...

Vinha num lote que o Luís Pereira nos emprestou e pode aqui ser descarregado.

terça-feira, 21 de julho de 2020

Last Night in the Office


Nome: Last Night in the Office
Editora: NA
Autor: Tim Jacobs
Ano de lançamento: 2020
Género: Aventura de Texto
Teclas: NA
Joystick: NA
Memória: 48 K
Número de jogadores: 1

Tim Jacobs, programador que até agora desconhecíamos, enviou a sua proposta para a competição The Next Adventure Jam, cujo votação decorre até à próxima semana. Sendo uma aventura de texto pura, desde logo podemos destacar a inclusão de gráficos, mesmo que básicos, e uma temática muito original. Comecemos por ai...

Assumimos aqui o papel de um pouco respeitado gestor IT nos escritórios da Ven-Tec Corporate Offices. Já o desconfiávamos, mas ao abrirmos o correio no computador que temos na nossa mesa de trabalho (iniciamos a missão no nosso gabinete), somos avisados por um email anónimo que na manhã seguinte teremos direito a despedimento e que a porta da rua é a serventia da casa. Há já bastante tempo que suspeitamos de práticas ilegais, incluindo fraude, por parte do nosso empregador, e temos agora uma noite para encontrar as evidências que o incriminem.

A tarefa é árdua, pois desde logo verificamos que o nosso certificado de acesso ao servidor foi revogado e que apesar de estarmos sozinhos no edifício, a maior parte das portas encontram-se fechadas ou bloqueadas. Felizmente que o segurança esqueceu-se de desligar o computador (terá mesmo sido esquecimento), e conseguimos assim ter acesso a mais alguma informação privilegiada. Se conseguirmos chegar ao seu computador, evidentemente.


Mas apesar de não parecer estarmos perante uma aventura muito grande, ficámos bloqueados a meio, e por mais volta que déssemos, não a conseguimos levar até ao fim. Nem sempre a linguagem utilizada é a mais amigável para quem não é nativo de língua inglesa, parecendo mesmo ser esta a principal dificuldade no jogo, e também se nota alguma lentidão nas acções, tanto que até aumentámos a velocidade de processamento do computador.

Por outro lado, o jogo está preparado para correr na máquina real (Sinclair +3), mas não tanto nos emuladores. Gravar o jogo não é feito de forma prática para quem está nos emuladores, pois quando se grava um snapshot e a ele se retorna, rapidamente verificamos que o ficheiro não está operacional. Tornou-se ingrato recomeçar o jogo vezes sem conta...

Assim, mesmo tendo uma temática interessante, não foi um jogo que nos cativasse tanto quanto o esperado. Parece que algures no processo, as boas ideias não terão sido colocadas em prática da forma mais aconselhada, pelo menos para rookies como nós em aventuras de texto.

SIFDIVEX recuperado


Desta vez apresentamos um pequeno programa criado pela Paula Silva, figura bem conhecida do panorama do Spectrum Nacional e que gere também o Consultório da Paula. SIFDIVEX foi criado em 1984 e a Paula recuperou agora este pequeno programa, que tal como o nome indica, simplifica as fracções, indicando também o número exacto, sem limitações em termos de casas decimais. É importante referir que as vulgares calculadoras de bolso apenas tinham a aproximação a 13 casas decimais e este programa permitia ir muito além.

Temos mais algumas curiosidades criadas pela Paula "back in the day", mas até lá aproveitem este pequeno programa (descarregar aqui), que quem sabe ainda possa vir a ser útil.

segunda-feira, 20 de julho de 2020

DDT (MIA)


Novo jogo vindo do lote do Luís Rato, tendo sido desta vez devidamente preservado DDT, que não é mais que o clássico de 1983 da Ultimate, Pssst, traduzido para italiano.

Como deverão saber, este jogo encontra-se ainda com direitos de autor activos, razão pelo qual, e ao contrário do que costumamos fazer, não iremos colocar na dropbox. No entanto, se nos derem um toque pelo canal informal (email), talvez tenham uma surpresa na caixa de correio...

Tasword, Tasword Two e The Last Word


Mais uma disquete recuperada por Jose Manuel, de El Trastero del Spectrum e que pertencem ao espólio de  Rui Miguel Batista. Esta contém o Tasword, Tasword Two, e The Last Word, além de um pequeno utilitário. O mais interessante é a versão do Tasword Two, traduzida para a nossa língua e lançada pela Infornova em 1985.

Poderão aqui descarregar o conteúdo desta disquete.

domingo, 19 de julho de 2020

Amazônia


Nome: Amazônia
Editora: Bitnamic Software
Autor: Renato Degiovani
Ano de lançamento: 1985 / 2020
Género: Aventura de Texto
Teclas: NA
Joystick: NA
Memória: 48 /128  K
Número de jogadores: 1

A história de Amazônia tem quase 40 anos e é muito acarinhada no Brasil, pátria do programador. Foi assim no distante ano de 1983, quando se calhar muitos dos nossos leitores ainda não eram nascidos ou davam apenas os seus primeiros passos, que Renato Degiovani imaginou uma pequena (grande) aventura de texto para o ZX81, chamada de Aventuras na Selva, tendo aparecido com um type-in na Micro Sistemas 23 . Dois anos mais tarde Degiovani converteu a aventura para o ZX Spectrum, tendo sido lançada sob o selo da Ciberne Software. E agora, 35 anos depois, surge uma versão retocada, incluindo a fabulosa música do Pedro Pimenta (em duas diferentes versões), e um novo e brilhante ecrã de carregamento, mas outra coisa não seria de esperar dado o nome do seu criador: Andy Green.

Mas além dos toques de "maquilhagem" dados ao jogo, a Bitnamic fez mais do que isso. Também avançou para o lançamento físico, e este contempla duas versões diferentes, à semelhança do que fez com Em Busca dos Tesouros. Num dos lados encontra-se a versão para ZX81, enquanto que no outro, a mais recente versão para Spectrum. E como se não fosse pouco, a Bitnamic vai inclusive lançar o jogo para MSX e PC. Incrível...

Amazônia, tal como o nome indica, passa-se nesta floresta, e que apesar de distinta, lembra muito uma outra que ficou famosamente conhecida em Portugal através da novela Pantanal. Quem não se lembra da lindíssima música sertaneja que aparecia em todos os episódios, das lindíssimas paisagens naturais, ou das não menos lindíssimas Juma Marruá e Guta e que povoavam as memórias dos adolescentes da altura? É assim um prazer voltar a estas paisagens, da qual qualquer dia apenas restam recordações...


Tudo começou quando sofremos um acidente de avião e despenhámo-nos numa zona inexplorada da selva. Tendo escapado incólumes ao acidente, teremos agora uma tarefa ainda mais difícil: sobreviver no meio da Amazónia, evitando cobras, onças, indígenas (que também podem dar uma grande ajuda), mas principalmente sobreviver à sede e encontrar um trilho que leve à saída. Para isso, e tal como é habitual neste tipo de jogos, teremos que resolver muitos quebra-cabeças pelo meio, encontrando a forma mais eficaz de utilizar os objectos que vamos encontrando pelo caminho. Fica já uma dita, convém fazer uma pesquisa exaustiva pelo avião, doutra forma não iremos longe.

Por vezes os objectos terão que ser utilizados de formas não tão convencionais. Por exemplo, o que fazer com um rádio? Servirá para ouvir música, tendo em conta que estamos num local onde não são captados quaisquer postos? Talvez o rádio tenha uma outra função bem mais importante. E por vezes teremos também que utilizar vários objectos em simultâneo para se conseguir um outro mais útil. Este tipo de problemas é o "pão nosso de cada dia" nesta aventura.

Devemos também já avisar que o mapa onde decorre a acção é muito vasto. Basta visualizar o mapa que deixamos em baixo, criado por Kelly Murta, para se perceber que não é uma aventura que se resolva numa hora. Nem numa semana, sequer, pois além de ser extremamente difícil, embora com puzzles bem engendrados e lógicos, em alguns locais teremos que contar com a sorte ou mesmo com a rapidez dos dedos a digitar os comandos. Sim, é uma das nuances desta aventura, o tempo conta e até existe um relógio que permite ver as horas. Além disso, um dos objectos que vai ser necessário apanhar se queremos chegar ao fim, varia de local, dificultando ainda mais a tarefa.


Também já referimos que matar a sede é importante. Podemos fazê-lo quando estamos juntos a um local com água, mas não será por muito tempo. Assim, o primeiro problema a resolver é encontrarmos um recipiente que permita guardar a água, doutra forma não vamos poder afastar-nos muito dos pontos onde essa se encontra.

O ponto menos favorável na aventura é o facto de nem sempre os comandos serem os mais intuitivos, levando até a alguma repetitividade, como por exemplo os relacionados com a mala e a forma como guardamos ou usamos os objectos que lá estão dentro. Infelizmente teve que se manter a estrutura do jogo tal e qual como o original, pelo que não foi possível melhorar esta parte, assim como a relacionada com o uso da pontuação (ortográfica), levando a que seja necessário decorar e usar teclas extras (numéricas). Mas isto é apenas um pormenor, pois assim que nos embrenhamos na selva, rapidamente nos habituamos às idiossincrasias do jogo, e apesar de até termos um relógio connosco, as horas passam muito rapidamente.

Amazônia é assim uma aventura bastante estimulante, mas que além disso é um marco na história dos videojogos brasileiros. Tivesse sido traduzida na altura e passada para o mercado britânico, e seguramente teria feito sucesso, quem sabe ao nível de um The Hobbit. Assim, permaneceu como uma jóia escondida, que pelo menos o público português, assim como aqueles que dominam a nossa língua, terão oportunidade de agora descobrir.

Quem quiser embrenhar-se na selva, poderá adquirir o jogo via Bitnamic Software (será lançado oficialmente hoje ao final do dia), que tem vindo a apresentar propostas altamente interessantes, sendo já uma garantia de qualidade. Além disso, as suas edições (na versão standard, ou deluxe), são um verdadeiro delírio para os nossos sentidos...

Deixamos aqui umas dicas, é recomendável que lhes prestem bastante atenção:
  • Não esquecer de beber água quando passamos por regiões húmidas.
  • Podemos usar a garrafa para carregar água.
  • Para nos orientarmos precisamos de uma bússola.
  • Não andar com a lanterna acesa na mata pois, além de descarregar as pilhas, poderá atrair animais.
  • Os índios adoram (alguns) presentes, eles sabem recompensar quem os ajuda.

Road Trippin'


Nome: Road Trippin'
Editora: Joesoft
Autor: John Davies
Ano de lançamento: 2020
Género: Acção
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
memória: 48 / 128 K
Número de jogadores: 1

Não é a primeira nem a última vez que o dizemos, mas por vezes, os jogos mais simples são os mais cativantes. E Road Trippin' vem provar isso mesmo. Natural herdeiro de Cruising on Broadway e Maze Death Rally, a simplicidade do novo jogo de John Davies remete-nos para os primórdios do ZX Spectrum, onde o mais importante não era apresentar gráficos ou som XPTO, mas sim uma boa jogabilidade. Com o tempo foi-se aprimorando a vertente gráfica, na inversa proporção da simplicidade e jogabilidade. Quando entraram em cena os famigerados multiloads, pelo menos para quem não tinha um 128K, o fascinio foi-se perdendo. Claro que hoje em dia com os emuladores ou os sistemas que carregam snapshots é tudo muito mais fácil, mas é refrescante de vez em quando aparecer um jogo que nos faz relembrar a primeira década dos anos 80. E Road Trippin' tem esse condão.

John também criou uma história conveniente para o jogo. Assim, assumimos o papel de um aventureiro que vai agora fazer a viagem da vida dele. Vamos passar por muitos locais exóticos dos cinco pontos do mundo e em cada um deles teremos que recolher as mais variadas lembranças. Conduzimos um bólide de Fórmula Um (na realidade é um buggy), o que não é relevante para o caso, mas o que não imaginámos é que esses locais têm uma verdadeira praga, que são os moradores, e que por mera coincidência também se deslocam em bólides de Fórmula Um, de forma perfeitamente aleatória, tendo uma tendência enervante para nos abalroarem e fazer-nos perder mais uma vida.


Os locais são também labirínticos, e em níveis mais avançados até apresentam algumas armadilhas, como sinais que fecham as estradas e dos quais teremos que nos desviarmos. Naturalmente que a viatura consome combustível, pelo que teremos também que ter em atenção o seu nível (começa no 99 e se ficamos com o depósito vazio, perde-se mais uma vida). No entanto, nem tudo é mau ou caótico, pois periodicamente aparecem power-ups que supostamente nos ajudam na missão, nomeadamente combustível extra, pontos, ou até parar momentaneamente os moradores da cidade, se bem que continuemos sem lhes poder tocar. Dizemos supostamente porque apenas está um ícone de cada vez no ecrã, e se estiver um destes power-ups, então teremos que o apanhar, antes de poder ficar disponível a lembrança. E só passamos ao nível seguinte quando apanhamos nove lembranças.

Como se pode ver, tudo parece muito simples. O problema é que a velocidade com que a acção decorre está ao nível da viatura que conduzimos, isto é muito rápido. E não é fácil estar de olho nos dois moradores que vagueiam erraticamente pela cidade, nas lembranças ou restantes ícones, e ainda estarmos preocupados com os sinais que barram a estrada ou o nível de combustível. Ufa, é uma verdadeira canseira, imaginem se nos deslocássemos a pé.


Os gráficos, apesar de pequenos, são bastante detalhados e cumprem eficazmente com a missão a que se destinam. Gráficos mais pormenorizados ou maiores, além de obviamente retirar velocidade ao jogo, iriam distrair-nos e dificultar ainda mais a missão.

Por outro lado, o som é minimalista. Haverá mais à frente uma versão com melodia do Pedro Pimenta, mas para já ainda não está disponível, pelo que apenas avaliamos o jogo por aquilo que existe.

Assim, Road Trippin' tem aquele toque de "vamos lá jogar mais uma vez", é cativante, viciante, apenas não sabemos se tem fim, ou se por outro lado vamos avançando nos níveis, repetindo-se depois os cenários, mas com nomes diferentes. Eventualmente será um exercício sem fim, sendo o objectivo o de fazer o máximo de pontuação (veremos isso quando tivermos mais tempo para lhe dedicar). Independentemente disso, é um jogo muito divertido, sem dúvida o melhor de John Davies até à data, que tem vindo a demonstrar um evolução fantástica. Ah, é é um prazer ver um jogo criado com o AGDx que foge ao figurino habitual dos jogos de plataformas.

Saiu Road Trippin'


Depois de Rat-a-Tat, John Davies não demorou muito tempo até lançar novo jogo. Desta vez é Road Trippin', e pelo que vimos, é altamente viciante. A fazer lembrar Cruising on Broadway e Maze Death Rally (ou Maze Daeth Rally-X, se preferirem), controlamos um pequeno bólide que tem que ir recolhendo souvenirs por várias partes do mundo, fugindo aos muitos loucos no volante que invadem as estradas.

Enquanto não fazemos uma análise completa ao jogo, poderão aqui vir descarregá-lo.

sábado, 18 de julho de 2020

Agendas (MIA)


Do lote do Luís Pereira veio muita coisa que ainda se encontrava por preservar. Agendas é mais um dos lançamentos da Timex que ainda estava perdido, e que nos anos 80 terá sido bastante útil. Claro que agora vale apenas pela curiosidade, mas não deixa de ser interessante ver como funcionavam as coisas há 35 anos.

Poderão aqui descarregar mais este lançamento da Timex.

The Shining


Nome: The Shining
Editora: NA
Autor: Francesco Forte
Ano de lançamento: 2020
Género: Labirinto
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Não
Memória: 48 K
Número de jogadores: 1

Baseado na obra de Stephen King, The Shining deu origem a uma dos grandes filmes da Sétima Arte em 1980, do mestre Stanley Kubrick , tendo também imortalizado a expressão "Here's Johnny", quando Jack Torrance tenta entrar na casa de banho onde a sua mulher está refugiada, cena que aliás está presente na capa deste novo jogo de Francesco Forte, que em tempos já nos tinha deixado uma proposta bastante estranha, Gerry Anderson´s UFO.

Jack Torrance, ex-alcoólico e aspirante a escritor, foi contratado para zelador de do Overlook Hotel, podendo assim aproveitar para escrever a sua obra-prima. Ou pelo menos ele assim pensa. Refugiado uns meses num hotel isolado, apenas acompanhado da sua família (mulher e filho), o que é que pode dar errado? Tudo! Aos poucos vai enlouquecendo e quem paga é a família, claro, que tem agora que fugir de um louco homicida, no filme representado fabulosamente por Jack Nicholson.

Está então dado o mote para o jogo, que se desenrola em duas partes e que começa precisamente após a cena da casa de banho. A mulher de Jack, Wendy, após ameaçada com um machado, consegue fazer com que o seu filho escape por uma pequena janela, escondendo-se no jardim. Entretanto Wendy fica presa dentro do hotel e tem que encontrar uma forma de escapar, para ir então procurar por Danny, o seu filho. Só que o hotel é um enorme labirinto de quartos, a maior parte deles fechados, sendo a primeira tarefa encontrar as chaves que abrem as portas.


São quatro as chaves a procurar, a verde que abre as portas do primeiro andar, a vermelha as do segundo andar, a amarela as do terceiro andar e finalmente a branca que abre a porta de entrada do hotel. A primeira das chaves está disponível num local acessível, mas a partir dai Wendy tem que entrar nos quartos e casas de banho anexas para procurar nos armários pelas restantes chaves. Além dos fantasmas que assombram os corredores, não faltando as duas meninas, o próprio Jack vai rondando o hotel e de cada vez que se abre uma porta, ele aparece, sendo então necessário jogar ao gato e ao rato para lhe conseguir escapar. Se algum dos fantasmas ou Jack toca em Wendy, esta perde um pouco de energia. Depois de conseguir encontrar todas as chaves, Wendy deve procurar a porta de entrada e começa então a segunda parte do jogo.

Quem leu o livro ou viu o filme, sabe bem do que se trata. Wendy tem que encontrar Danny no jardim labiríntico, mas Jack anda atrás dela com um machado. Nesta fase, se Jack apanha Wendy, o jogo termina imediatamente. Esta parte contém ainda uma dificuldade extra, pois para entrar por alguns dos caminhos é necessário estar completamente alinhado com estes, tendo em conta que Jack está em nossa perseguição, por vezes, mesmo com reflexos muito rápidos, a tarefa é quase impossível.

Depois de encontrar Danny, Wendy tem que regressar ao ponto de partida, sempre com Jack atrás, onde então se encontra o cozinheiro pronto para a salvar (não falta sequer a ambulância).


Apesar de muito simples, gráficos básicos, e quase ausência de som, mas que ajudam a criar a atmosfera sinistra do hotel, The Shining tem algum interesse. Francesco conseguiu fazer uma evolução interessante relativamente ao seu jogo anterior, que confessamos, nos tinha deixado decepcionado. Claro que a vertente gráfica poderia ser melhor, criando um desafio mais atractivo, e algumas arestas poderiam ser melhor limadas, nomeadamente a questão da precisão exigida para entrar nos caminhos no labirinto. Mas o programador consegue criar aquela ansiedade em quem joga, tal como se estivéssemos a ver o filme, e esse será o ponto mais positivo deste jogo.

Vale assim a pena espreitar o jogo, que ainda por cima é gratuito, servindo também de desculpa para se voltar a ver The Shining. Poderão aqui descarregá-lo, e agora, que as temperaturas ultrapassam os 40 graus em Portugal, parece o mais adequado para refrescar as ideias. Afinal de contas, o que é que pode dar errado?

sexta-feira, 17 de julho de 2020

Mini Micro's número 1


Para compensar os nossos leitores por ainda não estarmos aptos a retomar o serviço público das Sextas, isto é, disponibilizar a Pokes & Dicas, vamos partilhando algumas revistas que temos connosco.

A primeira deles foi o António Vila Chã que nos arranjou e é, nem mais, nem menos, o primeiro número da Mini Micro's. Recorde-se que ainda recentemente tínhamos disponibilizado o número 13, o único que temos em nosso poder. A revista é de facto muito interessante e até contém entrevistas com algumas pessoas bem conhecidas do panorama nacional da informática, como é o caso do Eng.º Carlos Nogueira.

Já agora aproveitamos para apelar aos nossos leitores: se alguém tiver o jogo Poker de 1984, criado pelo António Vila Chã (AVC), por favor, faça-nos chegar uma cópia.

Poderão aqui descarregar a revista.

quinta-feira, 16 de julho de 2020

Patrick Paddle


Nome: Patrick Paddle
Editora: Prosm Software
Autor: John Connolly
Ano de lançamento: 2020
Género: Acção
Teclas: Não redefíniveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Memória: 48 K
Número de jogadores: 1

Foi muito recentemente submetida a primeira proposta para mais uma das muitas competições para jogos do Spectrum que estão abertas, a Cassette 16 Summer Jam. Assim, Patrick Paddle, programado por John Connolly, é um simples mas cativante jogo, fazendo lembrar as antigas Game & Watch, que não tarda muito voltarão a ficar na moda, se é que não estão já.

Patrick Paddle é um famoso especialista em demolições e remoção de entulho, cuja principal virtude é a rapidez com que executa a tarefa. Foi então contratado pela multinacional Products-R-Us, que após os desvarios do filho do fundador, está insolvente e tem que vender todos os seus bens e stocks.  A tarefa é monumental, pois desde rádios, pneus de kart, ursinhos de pelúcia, câmaras, de tudo um pouco havia armazém para escoar. Ainda por cima, o piso é instável, são atirados explosivos e até tubos de ácido, que têm o efeito que imaginam.


O objectivo é conseguir apanhar os objectos com a rede que Paddle tem na cabeça, para isso movimentando-se para a esquerda e direita. No entanto, se saltar enquanto apanha os objectos, o impulso dado a estes é maior, mais facilmente ultrapassando o canto direito do ecrã. Se por outro lado, deixar cair algum dos objectos nocivos, como os explosivos, perde uma vida.

Pelo meio existem níveis de bónus, tendo que se apanhar um número determinado de explosivos, sendo importante fazer-se pontos para se ir ganhando vidas, até porque em níveis mais avançados a dificuldade aumenta substancialmente. Aliás, a partir do momento em que o piso se torna instável, além de termos que estar com atenção aos objectos, temos também que ter atenção ao local que pisamos ou saltamos. Diabólico...

Patrick Paddle é básico, mas nesta simplicidade toda reside um jogo viciante, indicado para todos aqueles que lutam pelo recorde de pontos e ideal para jogar com a família. Se não acreditam ou não ficaram impressionados com o ecrã que deixamos, venham aqui descarregar o jogo e vejam com os vossos próprios olhos.

Saiu Scout's Honour (Ernie Spludge 0)


Este novo jogo de Gareth Pitchford tem uma história original. Assim, a base é a de um jogo que nunca saiu para o Spectrum e que foi ressuscitado em 2018 utilizando o sistema Adventuron. Gareth converteu-o agora para a nossa máquina preferida (e única), utilizando o DAAD, assim como outras ferramentas. É também a prequela de Ernie Spludge, jogo saído na primeira metade da década de 90.

As expectativas são altas, pois sempre gostámos bastante dos jogos deste especialista em aventuras de texto. Não sabemos ainda quando é que arranjaremos tempo para o experimentar, provavelmente apenas quando tivermos de férias, mas de qualquer forma, até lá poderão vir aqui descarregar o jogo.

quarta-feira, 15 de julho de 2020

MicroSe7e n.º 60


O presente número do MicroSe7e apresenta uma apelo do Rui Tito, que anda à procura de programadores para entrar em projectos com ele. Terá tido resultados? Só o próprio poderá responder...

Muito interessante também a entrevista com Carlos Chai. Para quem não o está a associar à cena Spectrum, basta pensar na Chai Informática.

Destacamos ainda o artigo sobre algumas das impressoras matriciais disponíveis do mercado. Os preços a que eram vendidas eram realmente de outra época...

Para lerem esta e outras notícias terão que descarregar aqui o suplemento, cortesia do Museu LOAD ZX Spectrum, Cantanhede, Portugal.

Destruidor (MIA)


Do lote que o Joaquim Viegas nos emprestou vieram vários pequenos programas em Basic. Um dos mais interessantes é este destruidor, que apesar de muito simples, é cativante.

O programa encontra-se agora devidamente preservado, podendo aqui ser descarregado.

terça-feira, 14 de julho de 2020

Demo de Aggression traduzido para inglês


Oleg Origin colabora com a Zosya Entertainment e tem-nos trazido jogos brutais. Ainda recentemente delirámos com Bonnie and Clyde, e já deve ter mais uns tantos em carteira prestes a estoirar nos nossos computadores. Prevê-se um Novembro recheado de coisas boas...

Mas não começou de forma tão brilhante, e um dos seus primeiros jogos, Aggression, apesar dos gráficos estrondosos, deixava muito a desejar no departamento da jogabilidade, incluindo uma escolha de teclas atroz. Além disso apenas existia a versão TRD em russo, pelo que para a maior parte da comunidade no Ocidente o jogo passou completamente despercebido.

A Zosya, enquanto não traz mais novidades, resolveu presentear-nos com a intro e o primeiro nível de Aggression traduzidos para inglês, permitindo-nos assim pelo menos perceber do que se trata o jogo. Será que mais à frente está a pensar lançar o jogo para o 128K?

Poderão aqui experimentar a demo, não se esqueçam é de seleccionar os clones russos (não funciona no modo Spectrum).

Nova versão de Formula One para browser


Certamente devem estar lembrados da votação que fizemos e que colocou o Formula One como o preferido dos leitores de Planeta Sinclair e do fórum ZX Spectrum Directo da Arrecadação (ver aqui). E muitos fãs do Formula One da CRL (1985) do ZX Spectrum gostariam de ver o jogo original actualizado com uma nova versão. Pois temos boas notícias, já há mesmo uma nova versão provisória e há uma iniciativa em curso para a completar!

Em 2013 começou a ser desenvolvida uma nova versão em ambiente web, pelo co-autor do jogo original, Peter Wheelhouse. Esta versão, que está em modo Beta (provisória), foi construída utilizando PHP, Javascript e MySQL e requer apenas o uso de um simples browser. Na nova versão web o Peter Wheelhouse introduziu novas funcionalidades interessantes, de que se destacam: definir épocas diferentes com pistas e números de voltas, definir paragens para mudar de pneus e reabastecer, utilizar tácticas (atacar ou abrandar), modificar os nomes dos pilotos, skills dos pilotos e novos pontos de configuração dos carros (reacção, travões, etc). Contudo, esta nova edição do jogo ainda necessita de diversas melhorias, sendo uma das principais a possibilidade de se jogar com vários jogadores (multi-jogador) pois actualmente só permite a modalidade de jogo para um único jogador. Outras funcionalidades do jogo original Formula One não foram incluídas até ao momento, como a possibilidade de fazer apostas em dinheiro nas corridas ou, ainda mais importante, o ritual icónico da mudança de pneus nas boxes.

Durante vários anos o autor manteve a nova aplicação web num site próprio, contudo desactivou a página no início de 2020. Quando soube da existência dessa nova versão web “perdida” , o Jorge Pois, mentor desta iniciativa, falou com o Peter Wheelhouse e ele simpaticamente cedeu uma cópia da aplicação, para que pudesse ser novamente disponibilizada online.

Também lançou um desafio para que pudesse ser colocada em marcha uma iniciativa de desenvolvimento de uma versão multi-jogador, com várias melhorias, contando com a consultoria do próprio Peter. Assim, podemos adiantar que foi criada uma equipa de vários interessados para se completar uma nova versão do Formula One!

Certamente muitos de nós, fãs de longos anos, gostaríamos de conhecer e experimentar a nova versão web do jogo desenvolvida pelo Peter Wheelhouse. Para satisfação de todos, a nova versão web do Formula One está novamente disponível na Internet e pode ser acedida aqui.

Para jogar basta criar um login com “Email” + “Password” e a partir daí podem voltar a ser os Team Managers de uma equipa de Fórmula 1, em versão actualizada, mas ainda com o espírito do jogo original!

Tendo em conta uma futura versão web completa do jogo, contamos com a vossa opinião sobre o actual Formula One Web e também com as vossas ideias para melhorias. Enviem as vossas sugestões nos comentários, vamos contribuir para fazer um Formula One 2021 definitivo e que nos possa dar uma grande satisfação por mais 35 anos!!!!