segunda-feira, 13 de maio de 2019

Oure: Dawn of Hope


Nome: Oure: Dawn of Hope
Editora: Heavy Spectrum Limited
Autor:  Matt Birch
Ano de lançamento: 2018
Género: Acção
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston
Memória: 48 K
Número de jogadores: 1

Finalmente chegou-nos às mãos Oure: Dawn of Hope, jogo que saiu juntamente com a Crash 100, edição de 2019. Mas o jogo tinha um custo, 10 libras, o que influencia definitivamente a sua atractividade. De facto, temos sempre em conta o rácio custo / benefício na classificação final, e uma vez que estamos perante um jogo que se termina em 15 minutos ou menos, essa sai naturalmente penalizado. Obviamente que os coleccionadores não se importam com isso, até porque muitas vezes nem sequer experimentam os jogos, mas a esses também não lhes interessa saber se o jogo é bom ou mau.

Em Oure assumimos a tarefa de um dragão que tem que salvar o planeta das nuvens e tempestades atmosféricas que sugam a energia vital da terra e impedem que a luz chegue às povoações. Em tempos antigos, os dragões construíram uma torre que dispersava as nuvens, e essa torre converge com oito dimensões que a mantém a funcionar. Mas para que isso aconteça, é necessário captar energia suficiente para as suas condutas. Só quando todas as oito dimensões tiverem energia suficiente, irá convergir com a torre e assegurar o seu funcionamento pleno e o bem-estar das espécies do planeta.


Iniciamos a missão em cima de uma das oito plataformas, ainda na forma humana. Mas assim que saltamos da mesma, o nosso personagem transforma-se num dragão e temos então que procurar e apanhar as pequenas esferas de energia que vamos colocar nas condutas. De cada vez que uma das condutas obtém carga máxima, o seu símbolo aparece na parte de baixo do ecrã e obtemos a respectiva compensação, sendo sempre algo que facilita a tarefa ao longo do jogo (por exemplo, a tempestade não roubar a nossa energia).

A tempestade que vai roubando a energia, quer nossa, quer das condutas é o principal problema, muito embora se possa fazer com que a mesma seja dissipada. para isso, sempre que o símbolo da tempestade aparece no mapa, na parte de baixo do ecrã, convém levar imediatamente o dragão até ela, para que não roube energia das condutas (nesse caso a nossa compensação também acaba). Fazendo o dragão andar para trás e para a frente ao longo dos raios, consegue-se dissipar a tempestade.


Além das tempestades, também as criaturas semelhantes a peixes voadores roubam a nossa energia. Mas essas são relativamente fáceis de se evitar, não sendo um problema por ai além. Assim, no global o grau de dificuldade é bastante baixo, sendo uma inevitabilidade cumprir-se com a missão mais tarde ou mais cedo (fizemo-lo na primeira vez em menos de 15 minutos). No final, tendo em conta o tempo que levamos a terminar a missão, ser-nos-à indicada a respectiva performance.

Visualmente Oure é muito bonito, com cores fortes e apelativas, mas o seu baixo grau de dificuldade, implicando longevidade muito pequena, além do elevado custo da cassete, faz com que este seja um lançamento apenas indicado para os coleccionadores. E nem mesmo o facto de na cassete vir um mini-jogo extra, Bunty on the Run, faz com que a nossa percepção do seu valor seja diferente.


O mini-jogo extra é um mero exercício de programação. A nossa missão é apanhar as groselhas num tempo limite curto, ao mesmo tempo evitando as avelãs, pois somos alérgicos a elas. Quando as apanhamos todas, passamos de nível, aumentando o número de avelãs (de cor rosa) a evitar, sendo a nossa tarefa naturalmente mais dificultada. E é tudo...

Para já Oure ainda não foi libertado de forma gratuita, ao contrário do que já aconteceu com Egghead Goes to Town, que também podia ser adquirido juntamente com a Crash de 2018. Não sabemos se o será no futuro, nesse caso a nossa classificação iria obviamente subir. Mas até lá, 10 libras acrescidos de portes, é francamente demasiado para o benefício que se obtém.

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