quinta-feira, 20 de agosto de 2020
Campo de Forças (type-in)
O António Vila Chã, não só nos fez chegar algumas Mini Micro's que partilhámos com a comunidade, mas também tem estado a digitar alguns dos type-ins da revista. Um deles, que disponibilizamos hoje, aparece na Mini Micro's número 8 e foi criado pelo ilustre João Carlos Azinhais.
Campo de Forças é simples, mas um interessante exercício de reflexos. Quem quiser experimentar, pode aqui descarregar o jogo. Dispensa instruções, mas as teclas são o "M" e o "I".
quarta-feira, 19 de agosto de 2020
MicroSe7e n.º 64
Estamos a aproximar-nos no final da vida útil do suplemento MicroSe7e, pelo menos que tenhamos conhecimento.
Neste número 64 de Julho de 1988, o destaque vai novamente para Sésamo. Por falar nisso, já alguém reparou neste programa no fanzine de Planeta Sinclair?
Também o concurso da CP tem presença, mostrando os trabalhos vencedores, todos de grande qualidade. Será que algum sobreviveu e anda por ai?
Temos ainda a continuação dos artigos da temática "Basic Apascalado", de José Oliveira, por diversas vezes referido aqui no blogue.
Para lerem este número terão que o descarregar aqui.
Four's Up (MIA)
Do lote do Joaquim Viegas, que em breve terá grandes novidades para nós (que bomba virá ai?), chega mais um uMIA. Este não aparece em lado algum, tendo sido criado por Jim Walsh em 1982. Four´s Up recria o popular "4 em Linha", sendo interessante para quem gosta de jogos do género (é o nosso caso).
Poderão aqui descarregar este jogo, agora definitivamente preservado.
terça-feira, 18 de agosto de 2020
H.E.R.O. Returns
Nome: H.E.R.O. Returns
Editora: NA
Autor: Dr. Gusman
Ano de lançamento: 2020
Género:Acção
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Não
Memória: 48 K
Número de jogadores: 1
H.E.R.O. Returns é um remake de H.E.R.O., jogo lançado pela Activision em 1984 e que nesse mesmo ano converteu-o para o Spectrum. Aliás, a própria Timex colocou-o no mercado nacional, devidamente traduzido, convertendo-o nesse mesmo ano também para o TC 2068, tendo sido um dos primeiros recuperados por Planeta Sinclair, já lá vão mais de três anos. A sua simplicidade tornou-o bastante popular, e é raro quem não o tenha jogado ou pelo menos não o conheça. Ainda hoje mantém bem viva a chama, tanto que até deu origem a esta nova versão.
Tal como o título do jogo o indica, somos o Herói. E como herói, fomos convidados a resgatar 16 mineiros que ficaram presos numa mina. Munidos apenas de quatro barras de dinamite, uma pistola eléctrica e um unicóptero (um aparelho semelhante a um helicóptero individual acoplado às costas - Em Os Herdeiros, nas aventuras de Spirou e Fantásio, existia um aparelho com as mesmas características), que nos permite sobrevoar as cavernas da mina evitando alguns dos obstáculos e inimigos, mas tudo o resto joga contra nós. Os perigos são imensos, morcegos, aranhas, baratas, caranguejos, cobras e crocodilos, qualquer toque nesses animais é fatal. Alguns ficam quietos no seu canto e se não os importunarmos, também não nos atacam. No entanto, outros vão patrulhando as cavernas, e no caso da cobra e do crocodilo, os mais complicados de evitar, estão normalmente posicionados de forma a deitarem-nos o dente.
Também o próprio cenário encerra os seus perigos. Quer a lava, quer a água, são abundantes, e como seria de esperar não são porto seguro para o nosso herói. É necessário algum treino para os evitar, uma vez que exige que se active o unicóptero, e este não é facilmente manobrável. Deixamos uma dica: se se for disparando a pistola eléctrica (tem bateria ilimitada) enquanto se voa no unicóptero, a velocidade diminui consideravelmente, consequentemente sendo mais fácil de o dirigir. Mas também não convém abusar, pois além de tudo o resto, existe um tempo limite para resgatar os mineiros, não havendo espaço para se ficar a apreciar a paisagem.
A pistola eléctrica é uma boa ajuda, no entanto o seu alcance é curto. Para se conseguir atingir o inimigo, temos que quase que estar colados a ele. Nos animais rasteiros não existe grande dificuldade, mas nos voadores, que obrigam ao uso do unicóptero, a coisa torna-se bem mais complicada. Algumas cavernas estão também obstruídas e, para esses casos, só a dinamite resolve o problema. Mas cuidado, não vá a explosão atingir-nos.
Em algumas locais existem lanternas, que, se quebradas, escurecem o cenário. Basta tocar-lhes para se quebrarem, e se em alguns pontos, com mais ou menos jeito consegue evitar-se tocar-lhes, noutros pontos inevitavelmente não se consegue passar sem quebrar as lanternas. Nesses casos resta memorizar o cenário, pois vai ter que se fazer o caminho às escuras. Felizmente que os inimigos são brilhantes e, portanto, visíveis mesmo na maior escuridão.
Apesar de começarmos o resgate com quatro vidas e ser possível ganhar mais através da pontuação, existem 16 diferentes níveis, cada qual com várias salas para negociar (muitas, por questões de memória, são reaproveitadas). Assim, consciente do grau de dificuldade, o programador concedeu duas "batotas". A primeira permite que depois de se esgotar as vidas, se possa continuar o jogo com vidas renovadas (uma vez apenas). No entanto, quem quiser ver todos os ecrãs e não tiver paciência (ou habilidade), para o fazer por meios "legais", apenas tem que manter pressionado a tecla "B" quando se inicia o jogo e ganha então vidas, bomba e tempo infinito, mas abdicando da pontuação.
H.E.R.O. Returns é uma recriação muito fiel do jogo original. Não é um desafio para todos, e quem não gosta do primeiro, não vai agora enamorar-se por este. Os gráficos e o som são básicos e não têm o esplendor de muitos dos jogos modernos. No entanto, mantém intactas as características que fizeram de H.E.R.O. um dos jogos mais apreciados da época, apresentando um desafio que embora sendo bastante difícil, é motivador q.b. para se levar até final. O programador realizou então um trabalho despretensioso e competente, e que merece que se dê uma espreitadela (ou duas)...
Einstein (type-in)
O type-in de hoje foi digitado pela Paula Silva e foi criado originalmente pelo Carlos Barroqueiro. Para quem não sabe, o Carlos pertence ao "clube" de Portimão (Marco& Tito), e além de colaborar regularmente com a Softfile, de onde sacámos esta listagem, também colaborava com a Mini Micro's. Aliás, o Carlos foi um dos vencedores do concurso Keops, um dos jogos que ainda está como MIA e que procuramos com bastante afinco.
Quanto a este programa Einstein, utiliza a fórmula do célebre cientista para determinar quantos anos terrenos decorrem se nos deslocarmos numa nave. Nunca se sabe quando iremos necessitar destes cálculos.
Poderão aqui descarregar Einstein.
segunda-feira, 17 de agosto de 2020
The Dragonstar Trilogy (MIA)
O lote do Luís Rato continua a render. Desta vez partilha connosco The Dragonstar Trilogy, edição da Delta 4 Software. Esta compilação já estava preservada, mas não esta edição em particular, pelo que é um verdadeiro achado.
Fica então aqui preservado para a posteridade The Dragonstar Trilogy, incluindo a capa e os labels da curiosa cassete.
Fractais, 3D-FN e Hacker
A disquete seguinte recuperada por por Jose Manuel, de El Trastero del Spectrum, com conteúdo pertencente ao espólio de Rui Miguel Batista, contém dois programas que permitem desenhar, Fractais e 3D-FN, e o que parece ser um editor de RAM, Hacker. Será um programa a explorar assim que tivermos um pouco mais de tempo.
Poderão aqui descarregar o conteúdo desta disquete.
domingo, 16 de agosto de 2020
AtomiCat, novo jogo para Ariel Endaraues
Enquanto Javi Ortiz foi falando com Ariel Endaraues sobre o seu novo jogo (aqui), AtomiCat foi disponibilizado pela comunidade. É mais um respeitável concorrente a entrar no Concurso MK1 con Retromaniac, não muito tempo depois deste autor ter lançado Vampire Vengeance, um dos grandes jogos do ano.
Com tanta coisa a aparecer nos últimos dias, temos mais um jogo para analisar detalhadamente nos próximos dias. Veremos como Ariel se porta nesta sua primeira experiência com o MK1. Observando Javi a jogar, pareceu-nos mais fácil que os seus últimos jogos, perfeito para quem agora se inicia nestas lides.
Enquanto não fazemos uma análise detalhada, podem descarregar aqui AtomiCat. O jogo é gratuito, mas podem fazer uma pequena contribuição para compensar o trabalho do Ariel. É a garantia que mais jogos teremos no futuro.
Retro Gamer 208 (Junho 2020)
Como é nosso apanágio gostamos de cobrir, o máximo possível, tudo o que vai saindo sobre o nosso amado microcomputador. Uma das áreas que estamos em falta são algumas temáticas sobre o ZX Spectrum que vão sendo publicadas em algumas edições da melhor e mais importante revista sobre os sistemas clássicos de videojogos a Retro Gamer.
Não vale a pena fazer uma dissertação sobre a mesma, uma vez que é sobejamente conhecida. Iremos apenas focar sobre cada um dos números que possuímos, e daremos a conhecer se os mesmos têm, ou não, assuntos relevantes sobre o Spectrum, de uma forma sintetizada, ou se as mesmas valem a pena serem adquiridas, ou mesmo lidas, pelos fãs da máquina.
Comecemos pela edição número 208 de Junho de 2020, pelo motivo de abordar um excelente artigo sobre o desenvolvimento do que foi votado como sendo o jogo número um dos leitores do Planeta Sinclair, o Formula One.
Não vale a pena fazer uma dissertação sobre a mesma, uma vez que é sobejamente conhecida. Iremos apenas focar sobre cada um dos números que possuímos, e daremos a conhecer se os mesmos têm, ou não, assuntos relevantes sobre o Spectrum, de uma forma sintetizada, ou se as mesmas valem a pena serem adquiridas, ou mesmo lidas, pelos fãs da máquina.
Comecemos pela edição número 208 de Junho de 2020, pelo motivo de abordar um excelente artigo sobre o desenvolvimento do que foi votado como sendo o jogo número um dos leitores do Planeta Sinclair, o Formula One.
Para além artigo referido, temos o Back to the 80’S, mais generalizado, como nome indica, sobre os anos 80 no que respeita a sistemas, personagens, revistas, entre outras temáticas que contêm algumas referências à nossa máquina.
Vale a pena comprar a Retro Gamer 208?
Sim! É uma revista imprescindível para todos os fãs do Formula One, bem como para quem viveu a mítica época dos anos 80. Para todos os outros que não são tão susceptíveis a estes dois temas, mas que gostam de Spectrum, é de leitura obrigatória.
One Last Thing
Nome: One Last Thing
Editora: NA
Autor: Dee Cooke
Ano de lançamento: 2020
Género: Aventura de texto
Teclas: NA
Joystick: NA
Memória: 128 K (Sinclair +3) e Spectrum Next
Número de jogadores: 1
A competição The Next Adventure Jam trouxe-nos duas aventuras de texto para o Spectrum, e entre sete concorrentes, One Last Thing foi considerada a melhor. Não tivémos oportunidade de ver todas, até porque a maior parte está fora do âmbito do blogue, mas das que vimos, efectivamente foi a que gostámos mais.
Estávamos assim bem descansadinhos em casa no dia 26 de Agosto de 1980, reconfortados por termos a conta bancária cheia, embora não quiséssemos questionar a proveniência do dinheiro, e a pensar que já estávamos livres dos trabalhos sujos que fazíamos para certa companhia, quando toca o telefone. Do outro lado da linha está o chefão, Lo Kingdom, alguém que pensávamos que não teríamos que voltar a ver e ouvir, mas que nos impõe um último trabalho (é o que dá não ler as letras miudinhas). Felizmente que o trabalho até era bastante simples, apenas ir recolher um agente a um certo local. O problema é que nos esquecemos do cartão que abre a garagem na sala do chefão e agora não temos meio de sair das instalações da sede e cumprir a missão.
Começa aqui a nossa aventura, e nos escritórios da companhia para a qual trabalhamos temos que revolver tudo, por forma a conseguir obter aquilo que é nosso. Mas não é fácil, pois como seria de esperar, a sala do chefe de uma não muito respeitosa companhia não está propriamente aberto ao público. Vamos ter assim que resolver inúmeros quebra-cabeças, falar com inúmeras pessoas (insistindo, pois nem sempre se mostram muito cooperativas ao início e há que lhes adoçar a boca), e só depois conseguimos levar a água ao nosso moinho.
Os diálogos são interessantes e são apresentados alguns desenhos básicos para a meia dúzia de locais onde a aventura decorre, pelo menos no +3, pois no Spectrum Next naturalmente que os gráficos são melhores. Os puzzles também são relativamente lógicos, se bem que não demore muito tempo até os conseguirmos resolver.
De qualquer forma, One Last Thing cumpre eficazmente com aquilo a que se propõe. Não se esqueçam é que depois de terminarem o jogo, ainda têm mais uma coisinha para fazer...
Androide (MIA)
Androide é uma adaptação do clássico de 1983 Androids, da Sunshine Books, editora especializada em livros, e que também trouxe o muito recomendável Cruising on Bronadway. Jogo típico dos primórdios do Spectrum, mas bastante interessante, e que a Timex achou por bem relançar para o TC 2068, embora também funcione no Spectrum.
Veio directamente da colecção do Luís Pereira, que nos emprestou uma colecção impressionante de cassetes, podendo aqui ser descarregado.
sábado, 15 de agosto de 2020
Jetpac RX
Nome: Jetpac RX
Editora: NA
Autor: Allan Turvey
Ano de lançamento: 1983 / 2020
Género: Shoot'em'up
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston
Memória: 48 / 128 K
Número de jogadores: 1
Sempre demonstrámos a admiração que tínhamos por Jetpac, clássico de 1983 da Ultimate Play the Game, que inclusive votámos como o oitavo melhor jogo de sempre para o Spectrum (ver aqui). Apesar de ser um shoot'em'up muito simples (e a correr em 16K), tem uma jogabilidade excepcional e é cativante como poucos. É daqueles jogos que voltamos constantemente a carregar, e por coincidência, ou talvez não, ainda no dia anterior a esta review ser escrita, fizemos campeonato de Jetpac aqui por casa, utilizando para tal o Spectrum Next. Há coisas que ficam para sempre...
Não vamos estar a descrever em pormenor Jetpac. O jogo é bem conhecido de todos, pelo que apenas deixamos os conceitos básicos. O astronauta que controlamos é deixado à deriva num planeta hostil e tem que recolher os pedaços de nave e posteriormente o combustível, que permite fazer com que a nave levante vôo e nos leve para o nível seguinte. Para o evitar, dezenas de inimigos de oito diferentes tipos vão deambulando pelo planeta, alguns em padrões regulares, e por isso mais fáceis de serem evitados, outros com padrões aleatórios, aumentando a imprevisibilidade, outros ainda que nos perseguem. Existem quatro naves diferentes (U1 a U4), ao longo de 16 níveis, voltando-se então ao primeiro. O jogo original não é particularmente difícil, pelo que após algum treino consegue-se completar todos os níveis, entrando-se então na luta pelo recorde de pontos.
Allan Turvey resolveu então recriar Jetpack. Não estamos perante um remake puro e duro, até porque por razões legais não seria possível. Antes um patch que é colocado na ROM original do jogo, transformando-o radicalmente, mas com isso torneando quais problemas legais que pudessem existir. É bom que esta questão fique bem clarificada, não vá alguém pensar que o autor está a violar direitos de autor. Vamos então focar-nos nas principais diferenças de Jetpac RX relativamente ao original de 1983.
A primeira é visível assim que se inicia o carregamento do jogo. O ecrã de carregamento, da autoria de Craig Howard, tem agora um aspecto mais polido e moderno, com um novo logo. Ao fundo, em vez das montanhas, vê-se o espaço sideral e alguns planetas, num efeito magnífico. O feixe laser e os resíduos do jetpac estão agora mais realistas. Ao lado o ecrã de carregamento original, contrastando com o da versão RX em cima.Mas algumas novas funcionalidades foram adicionadas, sendo uma das mais relevantes a da inclusão de um tempo limite para se terminar cada nível. Na realidade não é um tempo limite, mas sim um depósito de oxigénio que vai sendo gasto à medida que o tempo vai passando. A principal consequência é que evita que alguém fique infinitamente num determinado nível, impulsionando a pontuação. Aliás, no original existem pontos onde se pode estacionar o astronauta, e disparando continuamente, nunca é atingido pelos inimigos. Isto não se passa aqui, pois é necessário rapidamente irmos apanhando as células de combustível, expondo-nos ao risco. Alguns dos inimigos também estão mais rápidos e perigosos, (felizmente) aumentando o nível de dificuldade e por consequência o nível de interesse do jogo.
Outra funcionalidade muito interessante: "hover". Carregando na tecla respectiva, o astronauta paira no ar. Confessamos que não a utilizámos assim tanto, talvez porque estivéssemos formatados para a mecânica do jogo original, mas sem dúvida que abre a porta para a utilização de novas estratégias durante o jogo. No original esta opção existia, mas não era praticamente utilizada, pois as teclas que a activavam, eram tudo menos funcionais.
Também existem add-ons adicionais. Assim, se recolhermos as letras E-X-T-R-A, é-nos concedida uma vida adicional. Mas outros bónus podemos conseguir, bastando para isso apanhar o laser, a bomba ou a cruz. Gostamos particularmente da bomba, que faz explodir todos os inimigos em simultâneo, mas o escudo também é bastante útil para quem aprecia uma boa matança sem grandes preocupações de ser atingido. Por outromlado, se o tanque de oxigénio estiver já num nível muito baixo, é possível enchê-lo através de add-ons. E já agora, é conveniente eliminar o máximo de inimigos possíveis, pois isso aumenta a frequência do aparecimento destes bónus.
Ao nível dos cenários, e além da óbvia melhoria gráfica, com sprites com maior definição, as plataformas e a própria posição inicial da nave são agora colocadas de forma aleatória. Quer isso dizer que a melhor estratégia para cada nível é agora diferenciada, estando dependente da disposição dos elementos, além do inimigo com que nos deparamos, obviamente. É assim adicionado mais um elemento de imprevisibilidade ao jogo.
Por fim, outro dos elementos que o programador incluiu: teclas redefiníveis. A Ultimate tinha o irritante hábito de colocar teclas completamente desadequadas e sem possibilidade de serem alteradas. Isso não se passava com Jetpac, cujas teclas até conseguiam agradar a Gregos e Troianos, mas em jogos posteriores, muito ficaram arruinados devido a uma péssima escolha de teclas. De qualquer forma, existe agora a possibilidade de se escolher as teclas, funcionalidade sempre fundamental em qualquer jogo.
Assim, as modificações em Jetpac RX foram tantas, que quase se pode dizer que estamos perante um novo jogo. A fluidez do original foi totalmente mantida, mas a nova roupagem trouxe-lhe novos motivos de interesse. Em breve irá também sair a versão 128K de Jetpac RX, incluindo diferentes melodias e outras novidades. Vão-se então mantendo actualizados acerca dos trabalhos de Allan Turvey, podendo aqui ser consultada a sua página, e podem aqui descarregar o jogo.
sexta-feira, 14 de agosto de 2020
Mini Micro's número 8
Na presente Mini Micro's ficamos a conhecer a data de lançamento de dois periféricos da Neval (que é como quem diz, Astor Software): o Powerpack e o Multiport. Mas também do Micro Command, lançado pela recém-criada (à época), Infornova.
Temos ainda mais type-ins dos suspeitos do costume: Carlos Azinhais e Arlindo Correia, mas também novos programadores, que entraram na competição patrocinada pela Landry.
Poderão aqui descarregar a revista, enviada pelo António Vila Chã.
Catálogos de vendas Neval e Melo Informática
Muito antes da internet estar activa, as lojas que vendiam lojas socorriam-se de catálogos que entregavam directamente aos seus clientes. Muitas vezes eram meras listas do software, com a indicação do preço, elemento precioso para agora sabermos quanto custavam os jogos piratas e originais, mas outras vezes incluíam mesmo a descrição dos programas.
O primeiro catálogo data de inícios de 1985 e é da Neval, que é como quem diz, Astor Software. Pode-se ver na listagem muitos jogos lançados pela própria, incluindo algumas curiosidades que iremos falar no devido tempo, mas também lançamentos da Timex. Foi-nos enviado por Domingues Silva, de quem muito recentemente disponibilizámos o portfolio completo de jogos.
O segundo catálogo é bastante maior, pois inclui a descrição dos programas. É de uma bem conhecida loja de informática, a Melo Informática, e o catálogo completo de 25 de Janeiro de 1988 foi-nos enviado pelo Vasco Gonçalves.
Poderão aqui obter os catálogos.
quinta-feira, 13 de agosto de 2020
E agora é a vez de Bat Boy
Já estava prometido há algum tempo, inclusive Javi Ortiz já tinha mostrado o gameplay do jogo, agora foi lançado Bat Boy, versão 48K e versão 128K. Criado por Antonio J. Pérez e pelo artista Igor Errazking, o jogo promete dar muitas alegrias.
A cadência de jogos nestes últimos dias tem sido impressionante. São jogos atrás de jogos, quase todos de grande qualidade. Faremos assim a sua análise assim que tivermos um tempo disponível. Entretanto podem vir aqui descarregar Bat Boy.
Alien Girl
Nome: Alien Girl
Editora: NA
Autor: Javier Fopiani
Ano de lançamento: 2020
Género:Acção
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Memória: 128 K
Número de jogadores: 1
As novas competições para o Spectrum não cessam de nos fazer abrir a boca de espanto. Quer sejam espanholas, quer sejam russas, a qualidade dos trabalhos presentes é assombroso. Assim, quem pensava que o motor MK1 apenas permitia criar os vulgares jogos de plataformas, bem pode meter a viola no saco (nós já o fizemos). Primeiro foi Federation Z, com um conceito totalmente inovador, criando uma aventura espacial brilhante. Depois Coloco, com um conceito mais estandardizado, mas com um bom gosto e capacidades aditivas muito acima da média. Agora chega Alien Girl, que promete rebentar com tudo, e não é só no jogo. Além disso, e não é a primeira vez que o referimos, apraz-nos ver um jogo não sexista, num mundo do Spectrum quase inteiramente dominado pelos homens.
A nossa heroína é Aliana, a primeira híbrida e xenoforme (raça alienígena de "Aliens") humana vinda do planeta Atlas, que navegando sozinha na sua nave, apenas com a ajuda do sistema de navegação aLMa , inicia uma luta para se tornar a única rainha e alcançar o equilíbrio das raças. Para isso tem que realizar três purgas. E é mesmo de purgas que se trata, pois qualquer ser que se movimente além da nossa heroína, tem que ser imediatamente exterminado, sob pena de nos infectar.A primeira das purgas é passada no centro de investigação, local onde todos os humanos pereceram. O complexo é um autêntico labirinto de corredores e salas, com um ambiente futurista, como se esperava. No entanto, a Rainha Alien tomou conta da facilidade, e além de ocupar uma única sala, onde depositou todos os seus ovos, ainda deixou o seu exército a patrulhar o terreno. São muito poucos os locais seguros, não só porque uma boa parte dos elementos do cenário estão contaminados, e se lhes tocamos perde-se uma das 30 vidas com que se inicia cada nível, mas também porque os inimigos surgem a toda hora de geradores colocados no chão, num efeito muito "Gauntlesco".
Este surgimento constante de inimigos é o único ponto fraco que encontrámos em todo o jogo. Assim que eliminamos um alien, logo outro surge no seu local, demasiado rápido para tornar o desafio confortável para quem o esperaria acabar com uma perna às costas. É certo que a maior parte das pessoas actualmente utiliza emuladores, salvando periodicamente a sua posição, mas em Alien Girl isso de pouco serve. Rapidamente as 30 vidas começam a desaparecer, entre a urgência de fugirmos aos inimigos constantes, e a ponderação necessária para evitar tocar os elementos infectados do cenário. Talvez fosse aconselhável no menu inicial, em vez de ter uma versão em língua inglesa e outra em castelhano (poderia haver dois ficheiros autónomos), ter dois níveis de dificuldade, um para o Rambo, outro para as pessoas normais (99% da comunidade). Justiça seja feita, depois de passarmos esta primeira fase na qual não conseguíamos chegar a lado algum, começámos a entender o conceito do jogo, a memorizar as salas, e assim a conseguir escapar a uma boa parte dos inimigos sem gastar uma única bala.
Aliana está devidamente equipada com uma Miss Fortune KR-43, uma carabina de alta precisão, que apesar de grande potência, necessita de dois tiros certeiros para eliminar os inimigos. Vá lá que a cadência de tiro é alta, e com um pequeno toque na tecla de disparo, uma salva de balas sai da nossa arma. Por vezes até mais do que desejável, pois as munições são limitadas, embora, ao contrário das vidas, existam pontos de reabastecimento. Assim, aqueles que se armem em qualquer Arnold e desatem desenfreadamente aos tiros, vão ter vida muito curta, não só porque deixam de poder eliminar os inimigos, mas também porque em níveis mais avançados, alguns elementos do cenário necessitam de uma boa dose de balas para se tornarem inofensivos.
Mas o jogo também tem um forte elemento exploratório, e convém estar com muita, mas mesmo muita atenção a todos os elementos do cenário. Quer no primeiro nível, quer no segundo, passado na colónia Alien (Archeron), existem portas que para serem desbloqueadas, terão que ter as respectivas chaves. Além disso, mesmo encontrando todas as chaves e alcançando a sala da rainha, se não formos devidamente munidos de cinco granadas, a missão não terá o fim desejável. Aconteceu-nos por diversas vezes chegar à sala da rainha, mas escapar-nos uma das granadas, e termos que fazer o caminho de volta à procura da que faltava, o que havendo munições limitadas, é tudo menos conveniente. Se, no entanto, encontrarmos as cinco granadas e conseguirmos desbloquear todas as portas, então apenas temos que as deixar na sala da Rainha para que essa faça um festim explosivo e regressar o mais rápido possível ao ponto de partida. Aqui o tempo conta e, se não tivermos o mapa na memória, acabamos por morrer na praia.
Algumas salas têm ainda um factor extra de dificuldade. Entra-se em modo de sobrevivência, e durante algum tempo as portas fecham-se e temos apenas que conseguir sobreviver, com o mínimo de dano possível, às investidas dos inimigos. Uma atenção especial ainda para o segundo nível, cujos inimigos por vezes encontram-se escondidos nas paredes.
Passado os dois primeiros níveis, cuja essência é semelhante, pese embora um grafismo substancialmente diferente, chegamos à nave Decoud. Esta era uma nave espacial humana para transporte de alienígenas. Mas alguma coisa deu para o torto, pois os soldados ficaram infectados e agora tentam matar-nos. O ecrã acima e a respectiva descrição é bem exemplificativo daquilo que temos que fazer neste nível. Não há lugar a misericórdia, tudo o que se mexa é para matar.A nave, além dos soldados infectados, tem muitos obstáculos para serem ultrapassados. Inicia-se a missão com um pequeno desafio intelectual: existem vários blocos que têm que ser devidamente alinhados, doutra forma obstruem o caminho. Estes blocos também apareceram em níveis anteriores, mas nesse caso, mais do que um inconveniente, serviam como barreira para os inimigos, constituindo uma preciosa ajuda em algumas salas. Além disso, como os saldados disparam contra nós, quer isso dizer que o método para os eliminar é completamente diferente dos dois primeiros níveis. Não os podemos defrontar em campo aberto, a nossa acção tem que ser mais na base da emboscada. Dois tiros certeiros são mais uma vez o suficiente para matar o inimigo, mas teremos que disparar com muito cuidado e escondermo-nos logo de seguida. Munições limitadas é mais uma vez um dos factores a ter em conta, assim como aceder-se a alguns computadores que desbloqueiam portas (não há chaves para recolher).
Terminada a terceira purga com sucesso, chegamos ao quarto e último nível. Este é completamente diferente dos anteriores, logo a começar porque não temos munições. Enquanto que nos outros níveis ponderação é necessário para se dar conta das salas, neste é correr pela vida. Correr o mais rápido possível, tentando não nos perdermos nos labirintos de corredores e, se possível, evitando o máximo de inimigos. Tempo limite muito curto e cinco vidas é aquilo que temos para dar conta deste último desafio. Se conseguirmos atingir o Haxgar, Aliana é então coroada Rainha e o balanço entre raças fica equilibrado.
Já deu para perceber que gostámos de Alien Girl. Aliás, adorámos o jogo. Depois de uma primeira impressão não muito favorável devido ao elevado nível de dificuldade, o jogo foi crescendo em nós, tanto que o terminámos e quisemos logo recomeçar. Os cenários são brilhantes, os gráficos parecem vir de outro mundo (e vieram mesmo), e tudo em Alien Girl convida a passar longas horas até se conseguir resolver as missões. Obviamente que é ingrato chegarmos ao último nível e deitarmos tudo a perder só porque nos enganámos no caminho a fazer, mas isso é parte da experiência magnífica que vamos aqui encontrar. É já um dos melhores jogos do ano e seguramente candidato a GOTY de Planeta Sinclair.
quarta-feira, 12 de agosto de 2020
MicroSe7e n.º 63
No número 63 do suplemento do MicroSe7e, o José Oliveira apresenta mais um capítulo de "Basic Apascalado".
Destaque ainda para um programa que estava a ser desenvolvido por quatro professores da Escola Secundária da Baixa da Banheira. Desconhecemos por completo se este programa chegou a ser terminado, se tiverem mais informações sobre ele, somos todos ouvidos...
Para lerem este número terão que o descarregar aqui.
Poke for ZX em exclusivo para a Spectrum Computing
+3Code, como é conhecido nos fóruns do Spectrum Computing, trouxe em exclusivo para essa página uma pequena aventura em Basic. Poke for ZX, segundo o seu autor, é apenas uma pequena brincadeira, mas a nós parece-nos uma aventura bastante interessante e que contamos experimentar nos próximos dias.
Até lá, poderão aqui descarregá-la.
Allan Turvey lança Jetpac RX
Depois de Bruce Lee RX, Allan Turvey aplica a mesma receita a outro clássico do Spectrum: Jetpac, lançado pela Ultimate Play the Game em 1983, que desde logo imortalizou esta software house.
Os melhoramentos são muitos, e desde logo adiantamos que esta versão é perfeitamente legal, pois necessita da versão original do jogo para correr. Esta versão utiliza um patch adicionado à versão original, processo semelhante ao que Allan já tinha feito com uma versão de Horace. Assim, quem o quiser jogar, terá que possuir o ROM original...
Os melhoramentos são, entre outros:
- Melhorias ao nível dos sprites, agora mais detalhados
- Efeito de rasto de partículas acrescentado (e que bem que fica)
- Acrescentada a "font" de Lunar Jetman
- Novo ecrã de carregamento
- Ícone de vidas substituído por um capacete
- Possibilidade de redefinição de teclas
- Botão 2 de kempston para Spectrum Next
- Novas melodias
- Inimigos mias rápidos
- Power-ups variados
- Ar limitado
Poderão obter Jetpac RX e dar um pequeno contributo ao seu autor, incentivando-o a criar novas experiências, tornabdo-se eventualmente patrocinadores dos seus trabalhos, bastando vir aqui.
Copiadores (MIA)
Hoje é dia de disponibilizarmos mais três copiadores nacionais que continuavam por preservar.
O primeiro deles é o Supercopy 2 e veio da arrecadação do Joaquim Viegas. Pode ser aqui descarregado.
Já do Fernando Calheiros, veio o Copy 7.2 de Eduardo Neto (em tempos já tínhamos partilhado a versão 5.0), podendo aqui ser descarregado, e e ZAP, de António Gouveia, podendo aqui ser descarregado.
terça-feira, 11 de agosto de 2020
Saiu Puta Mili / Fucking Mili
O MK1 está na moda, ainda mais com o Concurso MK1 con Retromaniac a todo o vapor, pelo que não é de admirar que continuem a sair jogos criados com este motor. Fucking Mili, ou no original espanhol, Puta Mili, tem um nome e uma temática politicamente incorrecta, pois o objectivo é encontrar drogas que um inimigo escondeu.
Iremos experimentá-lo assim que o tempo nos permita, pois já são jogos a mais em tão curto espaço de tempo, e mais dois estão prometidos para muito, muito em breve. Até fazermos uma análise detalhada, poderão aqui descarregar o jogo e dar uma pequena contribuição ao seu autor (Edujv), que bem o merece.
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