terça-feira, 28 de julho de 2020

Federation Z


Nome: Federation Z
Editora: Furillo Productions
Autor: IADVD & Molomazo
Ano de lançamento: 2020
Género: Aventura
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
memória: 48 K
Número de jogadores: 1

IADVD já tinha prometido, estava a trabalhar num projecto com um amigo, que mesmo utilizando o motor MK1, seria bastante ambicioso e completamente diferente dos seus restantes jogos. E não só cumpriu com o prometido, como ainda trouxe uma aventura diferente de tudo o que tem sido feito nos últimos anos e a anos-luz dos vulgares jogos de plataformas que normalmente são criados com a ferramenta criada pelos Mojon Twins. Talvez tenha alguns toques de Moon's Fandom Festival, jogo ao qual aliás vai buscar o personagem principal (Koji Bakuto), nas no global é muito mais abrangente e interessante, constituindo um exercício que vai dar água pela barba às pessoas, em especial no nível mais difícil, sendo necessárias longas horas para que seja terminado.

Desta vez IADVD encontrou também um parceiro para ajudar na concepção e desenvolvimento do jogo, sendo o primeiro a lançar o seu trabalho na competição patrocinada pelos Mojon Twins, o Concurso MK1 con Retromaniac, que tem já pelo menos mais dois concorrentes de peso: AtomiCat e Bat Boy.

Koji Bakuto, o personagem que controlamos, ou melhor, a nave onde ele se desloca, é um designer de robôs mecha terráqueos. Depois de participar do Moon's Fandom Festival, um colega convidou-o para ingressar na Federação Zork (ou Federação Z, como preferirem). Precisavam de um piloto de naves espaciais experiente para continuar a expansão através do sector Omega. Koji aceitou o convite e iniciou sua carreira como comandante de uma nave estelar. Agora, aos comandos da nave A9K-2, tem que ao longo de seis missões, com grau crescente de dificuldade, cumprir as ordens do general Zork. Se falhar, estará condenado a vaguear pelo espaço sideral para todo o sempre. Se for bem-sucedido, será o início de uma gloriosa carreira (fica a dica a IADVD para avançar com uma sequela).


O relatórios informam que existem duas raças nativas a viver no sector Omega. Uma delas é pacífica, e neutra, pelos menos até a convencermos a juntar-se à Federação Zork. Mas a outra é extremamente agressiva, e logo por azar controla o sector e alguns planetas, querendo isso dizer a todo o momento arriscamo-nos a encontros imediatos de terceiro grau, e que alguns mundos irão levar mais tempo até serem conquistados (isso se conseguirmos chegar a essa fase). Além disso, existem planetas que se encontram presentemente abandonados, mas que poderão vir a ser colonizados.

Outros perigos incluem asteróides, com uma tendência enervante para atingirem a nossa nave, roubando-lhe energia (atenção que no nível mais difícil iniciamos a missão com muito pouca reserva de energia), e os defensores do sector, que vão disparando cadenciadamente em todas as direcções. Além disso, existem as naves inimigas que nos "convidam" para um duelo, no qual se sairmos vitoriosos ganhamos alguns créditos que servirão para equipar a nave com módulos essenciais para cumprir as missões, mas que se nos destruírem, delapidam mais um pouco da nossa energia.

Até aqui temos o elemento exploratório e aventureiro, mas também o de um exercício de acção e shoot'em'up, sempre que damos de caras com as naves inimigas. No entanto, a estratégia e gestão de recursos também faz parte deste jogo. Assim, ganhar créditos é essencial para se poder ir às lojas Uformart fazer as compras necessárias. Atenção a uma coisa, nem todas as lojas possuem os módulos ou elementos que necessitamos, por isso o primeiro passo é fazer o mapa do sector, anotando as coordenadas de todos os pontos de interesse e que vão aparecendo no mapa de bordo. Vamos dar uma ajuda e mostrar quais os pontos, mas até lá chegar e a localização exacta, cabe a vós descobrirem.


Mas não se pense que o espaço sideral é vazio. Pelo menos este sector Omega não o é, e além das duas raças e vários planetas, encontram-se ainda os cometas, recheados com quatro diferentes tipos de minério prontos a serem garimpados. Ou quase, pois antes teremos que adquirir os módulos que permitem recolher esses recursos. Aliás, uma das missões passa mesmo por recolher um pouco de cada minério, pelo que não é opção não adquirir os módulos. Além disso, o minério que for recolhido, pode depois ser vendido, captando créditos para adquirir outros bens.

Temos vindo a falar nas missões. Estas, à medida que as vamos completando, levam a novas, pois o general Zork vai propondo novas tarefas. Assim, a primeira é muito simples, apenas encontrar o porto seguro (coordenadas 520-580), que além de permitir adquirir o módulo de comunicações, e que tal como o nome indica permite o diálogo com as duas outras raças, restaura a nossa energia e munições, permitindo ainda comprar os módulos que identificam no mapa os planetas, cometas e os Ufomart. Reforça-se, sem sabermos a exacta localização das coisas, não iremos longe. Ou melhor, longe poderemos ir, vagueamos é sem qualquer sentido à procura de uma agulha no palheiro.

A segunda missão também é relativamente simples, apenas recolher os quatro tipos de minérios, depois de encontrar os cometas, como é óbvio. O problema é que estes encontram-se distantes e até chegarmos a eles, teremos que entrar em muitos duelos com os inimigos.

A terceira e quarta missão estão interligadas, pois teremos que encontrar um determinado planeta, que por sua vez nos pede para recolher 10 astronautas que se encontram perdidos. Mas atenção, pois alguns são armadilhas que roubam uma quantidade enorme de energia se lhes tocamos. Como descobrir quais os verdadeiros e quais os falsos? Terão que descobrir por vós, mais uma vez.

A quinta missão implica colonizarmos quatro mundos e finalmente, se conseguirmos cumprir com todas as tarefas, teremos que conquistar os planetas inimigos. Para isso teremos mais uma vez que entrar em duelo e ao jogo do "empurra".


Apesar de ter uma grande complexidade e do mapa ser enorme (mais uma dica, a opção do hiperespaço é fundamental para se poupar tempo e recursos, aprendam-na a utilizar), facilmente se entra no esquema. Gostámos particularmente de ver tão grande diversidade. Nunca imaginámos que o motor MK1 permitisse tamanha flexibilidade, mas aquilo que IADVD conseguiu fazer com esta ferramenta, e que já tinha de alguma forma demonstrado nas aventuras de Moon, é simplesmente espantoso.

O cuidado que dedicou ao jogo é extraordinário. Uma jogabilidade imensa (aconselha-se, depois de se dominar a mecânica de Federation Z, a duplicar a velocidade de processamento, diminuindo os tempos nas deslocações), uma componente gráfica muito atractiva, e convidando a explorar todo o Universo, e até os sons extraídos do MK1, por norma irritantes, parecem aqui ganhar nova cor.

Como desafio é absorvente. É um jogo que vai levar muitas horas até se conseguir terminar, explorando todos os mais recônditos espaços do sector Omega, mas que se torna muito recompensador quando se consegue cumprir com a sexta e última missão.

Estamos sem dúvida perante o melhor jogo de IADVD, aqui com a preciosa ajuda de Molomazo, e um forte concorrente a vencer a competição dos Mojon Twins. Ficamos também ansiosos pela vinda de uma sequela, mas até lá poderão vir aqui descarregar Federation Z. Façam-no já, vão ver que não se arrependem...

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