segunda-feira, 22 de novembro de 2021

Machine Code Header Disassembler (MIA)


Hoje vamos partilhar dois MIA's estrangeiros, vindos da parte do João Diogo Ramos e Museu LOAD ZX Spectrum. O primeiro é um pequeno utilitário, igual a tantos outros que existiam na época (anos 80). Mais tarde iremos partilhar um pequeno jogo.

Poderão aqui descarregar Machine Code Header Disassembler.

domingo, 21 de novembro de 2021

Carga de Profundidade na nova Micro Sistemas

Mais novidades para quem adquirir a edição especial da revista Micro Sistemas! Os compradores irão receber, por e-mail, o inédito mini-jogo "Carga de Profundidade" criado especialmente para a revista.

O "Carga de Profundidade" é inspirado em dois clássicos das arcadas de finais dos 1970s: "Depth Charge" e "Destroyer", juntando a mecânica destes dois jogos. Controlamos um navio que patrulha o oceano e deve destruir submarinos largando cargas de profundidade. Para tal recorremos a uma mira que determina a que profundidade estas cargas devem explodir. Por sua vez, os submarinos não são inofensivos, espalhando minas flutuantes ou disparando torpedos para afundar o nosso barco.

Para quem não conhece a Micro Sistemas, esta revista foi o ícone das publicações brasileiras dedicadas à micro-informática. Comemora 40 anos, e regressou para uma edição especial de mais de 130 páginas, tal como já anunciamos aqui. Encontra-se em pré-venda no Brasil e em Portugal.

O jogo também estará na edição física (ultra-limitada) da cassete MS Save, juntando-se a outros dois mini-jogos: "Lunártico" para o TRS Color e o "Treinamento Ninja" para o MSX. A cassete por enquanto só está disponível no território brasileiro.

Além do jogo no formato digital, os leitores também receberão o código-fonte completo em Boriel ZX Basic. As instruções para compilar o programa e algumas explicações adicionais estarão na revista da Micro Sistemas. Quem for curioso ou tiver vontade de programar o seu joguinho terá aqui um manancial de informações!

Relembrando, as revistas podem ser adquiridas (ainda em período de pré-venda) no Brasil através do site da Bitnamic Software, ou em Portugal no site da irmã Teknamic Software (que também distribui para o continente europeu).

Shovel Adventure

Nome: Shovel Adventure
Editora: Pat Morita Team
Autor: Antonio J. Pérez
Ano de lançamento: 2021
Género: Labirinto
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston
Memória: 128 K
Número de jogadores: 1

Enquanto aguardamos ansiosamente que Toki Mal chegue, Antonio Pérez e a Pat Morita Team, incluindo ilustres convidados como Jarlaxe ou Igor Errazking, deram-nos um pequeno aperitivo para aguçar o apetite. E que aperitivo... Shovel Adventure é já um dos grandes jogos do ano e seguramente um dos candidatos ao GOTY.

Convém também que se diga que Shovel Adventure é uma conversão de um jogo desenvolvido para o Amstrad CPC e que recentemente venceu a competição CPC RetroDev 2021. Já se esperava assim algo especial, o que de facto aconteceu. 


Assumimos então o papel de Johnny Pallas, o lendário arqueólogo de Utrera. Depois de um apurado trabalho de pesquisa, finalmente estamos em condições de resolver um dos mistérios do antigo Egito: descobrimos a entrada secreta para a câmara das Flores do Faraom Lholha. Mas para conseguirmos chegar à entrada, temos que entrar na grande pirâmide e recolher todas as jóias, antes que o tempo se esgote. Somente após desenterrarmos todas as pedras preciosas, podemos apanhar Ankh e abrir a câmara misteriosa.

São 40, as câmaras que teremos que ultrapassar até se conseguir chegar ao fim da aventura. Pelo meio existem alguns níveis de bónus, sem inimigos, tendo apenas que se recolher as pedras preciosas num tempo limite. Estes níveis são bastante fáceis de terminar, excepto o último deles, no qual o tempo é contado ao segundo, e servem fundamentalmente para aumentarmos o score, importante pois a cada 5.000 pontos é-nos concedida uma vida extra. De referir ainda que, ao contrário daquilo que é habitual nos jogos espanhóis, Shove Adventure não tem um excessivo nível de dificuldade, o que se reflecte numa jogabilidade muito boa. Saúda-se desde já a equipa programadora que optou por criar um desafio que o comuns dos mortais tem possibilidade de terminar.


O nosso explorador não tem qualquer arma ao seu dispor. Nem sequer um simples chicote. Não vale a pena assim pensar que vamos ser o próximo Indiana Jones. No entanto, temos algo muito mais importante: uma pá!

Não se vai utilizar a pá para dar na tola dos inimigos, mas sim dar-lhe um uso bastante mais vulgar. Assim, temos a possibilidade de escavar (ou tapar) buracos na areia, provocando a queda de alguns dos inimigos (não todos, atenção, apenas as múmias e as carochas). Mas estes apenas ficam por breves segundos incapacitados, presos no buraco, voltando depois a perseguir-nos. No entanto, quando os adversários se encontram presos nos buracos, se voltarmos a usar a pá, tapamos o buraco e damos um funeral decente ao adversário. Mas por pouco tempo, pois outro surge no seu lugar passado uns segundo, não no local onde foi enterrado, mas na porta de entrada. Assim, faz parte da estratégia de jogo identificar correctamente qual o momento em que devemos incapacitar momentaneamente o adversário, enterrá-lo, ou simplesmente deixá-lo livremente seguir o seu curso. E cuidado, pois também nós podemos cair no buraco que fizemos (o que vai acontecer com demasiada frequência nas primeiras vezes que jogarem).

Nos níveis mais avançados, torna-se mais difícil conseguir fazer com que os adversários caiam nas armadilhas. Normalmente, quando detectam o buraco, mudam de direcção. Apenas quando estamos praticamente em cima do adversário e escavamos o buraco, se consegue atraí-lo para a armadilha. Com a experiência aprendemos a temporizar o momento em que o fazemos. Além disso, podemos ainda utilizar o buraco para, nesses níveis mais avançados, impedir que os adversários se dirijam para a ala em que nos encontramos.


Existem três tipos de inimigos, cada qual com as suas características próprias. As múmias normalmente perseguem-nos e podem cair nas armadilhas que fazemos. As carochas, ao contrário das múmias, não nos matam, no entanto, quando nos picam, ficamos desorientados durante alguns segundos, ficando assim sujeitos a sermos apanhados pelos outros adversários. Finalmente, o mais temível, a cobra. Esta move-se num movimento padronizado, com mudanças de velocidade, e ao contrário dos outros inimigos, não cai nas armadilhas.

Os próprios cenários encerram alguns perigos ou peculiaridades. Buracos armadilhados ou portais para outros locais fazem parte do terreno de jogo, e desde cedo que vamos ter que aprender a evitar ou utilizá-los (neste caso os portais).

Mas também foram concedidas algumas ajudas, escondidas nas pedras que encerram as jóias (temos que as destruir com a pá). O mais útil de todos é o elixir, que concede imunidade durante dez segundos, permitindo-nos inclusive passar incólumes pelas armadilhas.

Explicado o conceito do jogo, resta dizer que tudo o que se encontra em Shovel Adventure está apuradíssimo. Desde o maravilhos ecrã de carregamento, aos gráficos, cenário e músicas esplendorosos, até a uma jogabilidade muito acima da média, que consegue desde logo cativar o jogador. Este é daqueles jogos que enquanto não chegamos ao fim, não descansamos, um pouco como o que acontecia com Black & White. Tal como dizem nuestros hermanos: é um jogaço!

CM: Os Jogos no Computador - 042

Esta edição da secção "Os Jogos no Computador" saiu no Correio da Manhã a 6 de Maio de 1990. O foco da análise semanal foi para o "Space Harrier II", um jogo multi-carga com 12 níveis separados - uma maldição para o Paulo Ferreira, o autor da secção.

Na secção de leitores vemos o interesse destes pelo "Graphic Adventure Creator", o utilitário de criação de aventuras de texto que o Paulo abordou em diversos artigos.

Temos também uma referência ao "CD Games Pack", o compact-disc da Codemasters para o ZX Spectrum que saiu no ano anterior a esta edição. Os elogios ficam-se pela novidade tecnológica, porque os jogos da publisher são o ódio de estimação do Paulo!

E claro, pokes e dicas para dar e vender, e mais um mapa de uma fase de "Myth". A digitalização pode ser obtida aqui, graças ao esforço de preservação feito pelo Mário Moreira que digitalizou e processou 200 edições do seu acervo particular.

sábado, 20 de novembro de 2021

Lógica (versão prévia) (MIA)


Depois de ao início da tarde termos disponibilizado Lógica, o lançamento da LOG do programa do Professor Aurélio Fernandes, temos agora o programa tal e qual como foi originalmente desenvolvido. É este que está espelhado na página Nonius (ver aqui).

Foi o próprio Professor que nos fez chegar as cartridges onde tinha os seus programas. Infelizmente, mesmo fazendo-se o refelt, algumas não estavam em condições (a idade não foi nada amiga das microdrives). Conseguimos recuperar alguns dos programas, mas outros ficaram perdidos, como é o caso de Números Relativos ou Equações do Segundo Grau. E estes nem sequer sabemos se foram posteriormente lançados pela LOG, pelo que se corre o risco de estarem perdidos para sempre. A não ser que existe uma outra cópia algures...

Cópia algures é o que não há de Triângulo e Números Primos, dois programas que não chegaram a ser enviados para a LOG e que também não se conseguiu recuperar (Triângulo temos parte da listagem em Basic). Muito provavelmente já nunca irão ver a luz do dia. De qualquer forma nem tudo é mau, pois conseguimos recuperar quase duas dezenas de programas, incluindo um jogo utilizado numa das escolas onde o próprio Professor leccionava e que iremos partilhar nos próximos tempos.

Poderão aqui descarregar a versão original da Lógica, antes mesmo de ter ido para a LOG e sofrido pequenas modificações. Isto é história...

Lógica (MIA)


Temos hoje mais um programa do Professor Aurélio Fernandes, lançado pela LOG. Relembramos que temos estado em contacto com o Professor, que nos enviou as suas cartridges com todos os seus trabalhos, e que no momento em que escrevemos, ainda só estão parcialmente recuperados. Alguns destes trabalhos deram depois origem aos programas que foram lançados pela LOG, em versões diferentes ou mais completas (por vezes juntam também vários programas). Vamos ver se temos sorte, pois são dezenas de programas de matemática e até um jogo, este já recuperado.

Entretanto fiquem com Lógica, podendo aqui ser descarregado (também já recuperámos a versão prévia que deu origem a este lançamento pela LOG).

ZHL em versão física e em inglês


Já tem uns dias, mas tomámos agora conhecimento da conversão para inglês de uma aventura de texto que tinha sido lançada em 2019 (ver aqui).

Em ZHL, assumimos o papel de Tod Connor, um  moço de entregas espaciais do século XXIV, que tem que recolher um pacote misterioso de um das luas de Júpiter. A partir daqui tudo se complica.

O jogo está também disponível em versão física, pela módica quantia de 5,95 € + portes. Quem pretender adquirir a versão física ou descarregar a versão digital, pode aqui fazê-lo.

sexta-feira, 19 de novembro de 2021

The Classic Adventurer Issue 9


Já está disponível o número 9 da revista obrigatória The Classic Adventurer. Na realidade é o número 10, pois pelo meio saiu uma edição especial. GAC e Torreoscura são dois dos artigos que podem ser encontrados neste número.

A revista é gratuita, podendo aqui ser descarregada.

A Capital: Pokes & Dicas - 27 de Outubro de 1989

Em período de estreia, nos cinemas, do último filme do agente secreto mais conhecido do mundo, James Bond, A Capital brinda-nos com a crítica de um dos melhores e mais depreciados filmes de toda a saga 007. Licence to Kill é o filme que deu origem ao jogo que foi criticado em grande destaque, assim podemos dizer, uma vez que a sua análise ocupa uma página inteira. 


Para quem é apreciador do A.T.F. não perca a excelente Reprise ao jogo nesta edição.

Descarregue o suplemento diretamente da nossa Dropbox.

P.S. Não sabemos o que andaram a fumar os responsáveis pela elaboração do: TOP "A CAPITAL" Os Dez Mais, uma vez que conseguiram incluir jogos nunca lançados, pelo menos na época, para o ZX Spectrum.

quinta-feira, 18 de novembro de 2021

Progstore (ZX81 MIA)


Hoje é disponibilizado um dos primeiros programas a ser lançado comercialmente para o ZX81, e que ainda estava dado como perdido. Apesar de ter as instruções logo à entrada, não o experimentámos devidamente. De qualquer maneira, fica agora preservado para a posteridade.

Poderão aqui descarregar Progstore.

Saiu Hallowed Knight


À medida que nos aproximamos do final da competição ZX-DEV Media & Demakes, começam a surgir jogos em catadupa. O mais recente foi desenvolvido por EJVG, que tanto nos traz aventuras de texto, como jogos de plataformas. Hallowed Knight enquadra-se na segunda categoria e é jogo para testarmos em breve.

Poderão vir aqui descarregar o jogo e oferecer uma pequena contribuição ao seu autor.

Florin's Haul of ZX Spectrum Games


Depois de uma enorme (e onerosa) epopeia para conseguir desalfandegar um simples livro, expondo a política de total abuso por parte dos CTT, que se aproveitam indecentemente dos consumidores, sem outra alternativa que não seja pagar e calar, consegui receber em casa Florin's Haul of ZX Spectrum Games, o novo livro de Paul Davies, colaborador da Retro Gamer, Indie Retro News e da nova Crash. Aliás, o livro foi lançado pela Fusion Retro Books, responsável pela Crash, entre outras publicações. 

Do livro consta uma colecção de reviews bastante detalhadas de alguns dos jogos preferidos de Paul. Bem, não são só os preferidos, também juntou à colecção alguns que de alguma forma se destacaram por características muito próprias, como por exemplo o excessivo grau de dificuldade (não foi esquecido Abu Simbel Profanation, o jogo que vem logo à memória quando se fala em dificuldade).

Poderíamos pensar que iríamos estar perante mais uma publicação com análises superficiais e screenshots de encher o olho (e as páginas), como parece ser regra agora para se fazer uns trocos. Felizmente que os nossos receios não se concretizaram, pois o que temos aqui são artigos bastante completos, predominando o humor cáustico de Paul Davies, legítimo herdeiro dos jornalistas da Your Sinclair, muito mais do que da Crash ou da Sinclair User. 

A Your Sinclair era a nossa revista preferida na altura (por vezes comprávamos a Sinclair User, a Crash muito raramente, já que as reviews, por norma, eram chatas). Aquilo que mais gostávamos nos artigos da Your Sinclair era o humor nonsense, sempre presente por todo o lado (além de capas como Vixen, Barbarian ou Game Over e, claro, da Tzer, a mais célebre Ed). Se bem que isso afastava os leitores mais conservadores, o público mais juvenil (como era o nosso caso na altura), revia-se totalmente neste tipo de literatura. E isto foi totalmente transposto para a escrita de Paul Davies, que de forma muito pessoal, normalmente relatando as suas experiências com o jogo que está a analisar, consegue recriar na perfeição as memórias da altura. À semelhança de Paul, também era raro conseguirmos terminar os jogos. 

A maior parte dos artigos inicia-se com o relato das efemérides mais importantes desse ano, normalmente ao nível musical ou cinematográfico, ajudando a ambientarmo-nos e enquadramo-nos no jogo. Não podemos, no entanto, deixar de referir que o gosto musical de Paul, a avaliar pelas bandas que fala nos artigos, é mau (os elementos de Planeta Sinclair é que não percebem de música: Ed). Ok, vamos deixar este pormenor de parte, pois como diz o ditado: gostos não se discutem (e isso aplica-se aos jogos).

Brincadeiras à parte, gostámos muito de Florin's Haul of ZX Spectrum Games. São quase 200 páginas que são consumidas até à exaustão. Pelo facto do foco estar na escrita e não nas imagens, como seria o mais fácil, é garantia que temos leitura para muitas horas. Depois, a clareza na escrita e o humor de Paul, ajuda a tornar esta leitura como uma experiência inesquecível.

Altamente recomendável! 

quarta-feira, 17 de novembro de 2021

RS232 n.º 27

Temos hoje o número 27 da RS232, de Junho / Julho de 1990. Vieram quase todos da colecção particular do António Vila-Chã (a maioria), ou do Vasco Gonçalves, no entanto, esta em particular foi-nos enviada por um dos colaboradores da RS232, o Tiago Simões.

Venham aqui buscar o mais recente número da RS232.

Curfit (MIA)


No lote de cassetes que o Pedro Bandeira e Cunha nos emprestou, estavam imensos programas relacionados com a matemática e engenharia, o que não é de estranhar. E o que hoje disponibilizamos, é a adaptação por parte da FCT/UNL (ainda recentemente vimos uma adaptação do Art Studio feito por essa equipa), de um programa de 1982, desenvolvido por James D.. Não sabemos onde se encontra o original, mas apostaríamos em algum livro com listagens em Basic, não necessariamente para o ZX Spectrum.

Podem então vir aqui descarregar Curfit, um programa que deverá ter sido bastante útil para os alunos universitários que tivessem disciplinas de matemática.

terça-feira, 16 de novembro de 2021

Montagem Espacial (type-in)

 

Na Mini Micro's número 18, curiosamente o último número que temos, e provavelmente o último que foi lançado, pois sabemos que a revista terminou em 1986, o vencedor da competição de jogos, neste caso uma dupla, veio novamente de Portimão. Não o Marco & Tito, mas dois amigos deles, Carlos Leote & Paulo Renato. Relembre-se que o Carlos Leote também esteve envolvido em Kraal, dos últimos jogos a saírem sob o selo da insuspeita Hewson Consultants. E foi precisamente com Montagem Espacial que se iniciou na grande aventura dos jogos.

A listagem que aparecia na revista, composta por três partes, uma delas em Código-Máquina, não estava correcta, e foi necessário fazer pequenas alterações. Além disso, foi graças à Paula Silva que conseguimos montar o conjunto todo, pois faltava precisamente uma instrução, que permitia carregar o primeiro bloco sem que o Randomize USR o fizesse estoirar. Mas tudo acabou em bem e temos agora a possibilidade de oferecer à comunidade um divertido jogo, composto por 15 níveis. Avisa-se já: não é fácil, até porque o tempo é muito curto. Claro que podíamos fazer batota e dar-vos uma versão com muito mais tempo. Mas que interesse teria isso?

Poderão aqui descarregar Montagem Espacial. É dos mais divertidos type-ins que tivemos oportunidade de digitar! E já agora, algum dos autores sabe o que aconteceu ao ecrã de carregamento que se vê na revista e que não fazia parte da listagem?

Princess Rescue

 

Nome: Princess Rescue
Editora: NA
Autor: Nextric
Ano de lançamento: 2021
Género: Plataformas
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Não
Memória: 128 K
Número de jogadores: 1

Princess Rescue é o primeiro trabalho desenvolvido por Nextric em Basic, tendo-lhe ajudado a aprender a trabalhar com o compilador Boriel. É também o sexto concorrente a entrar no Concurso BASIC 2020, competição, que na nossa opinião, tem já um jogo que se destaca dos demais (é fácil de descobrir a qual nos referimos, basta ver as reviews que fizemos aos programas participantes).

Mesmo nos estilo dos jogos de plataformas, é possível fazer autênticos milagres em Basic. Veja-se por exemplo Wudang e Pataslocas, ou mais recentemente a trilogia Red Raid, jogos que pareciam inimagináveis noutros tempos. Não é o caso de Princess Rescue, que está uns bons furos abaixo dos mencionados. Mas foi assim que Ariel Ruiz começou, senão veja-se a trilogia Max Pickes e a brutal evolução que entretanto este programador fez.


O objetivo em Princess Rescue, tal como o título o dá a entender, é resgatar a princesa, que se encontra encerrada numa das salas do castelo. Para se poder abrir a porta da sala, é necessário recolher as diferentes chaves. No início apenas uma, mas nos níveis mais avançados, são três as chaves que têm que ser recolhidas. Mas a tarefa não é fácil, pois os guardas vão patrulhando os corredores e se apanham o nosso herói, este perde uma vida e tem que recomeçar o nível (as chaves entretanto recolhidas, não se perdem).

O truque é então tentar escapar aos guardas, escolhendo o momento certo para saltar sobre eles ou sobre as plataformas. Talvez o mais complicado seja encontrar o ponto exacto para saltar, pois se o fizermos no local errado, arriscamo-nos a que o salto fique curto ou, pior, ultrapasse o ponto onde queríamos aterrar, normalmente com resultados desastrosos.

O jogo é muito simples, com apenas nove níveis, correspondendo a nove diferentes salas, com um grau crescente de dificuldade. O grafismo e a música são bastante básicos, mas isso já era expectável. De qualquer forma, não sendo uma obra-prima, concede alguns momentos de diversão e é convidativo a levar-se até ao fim.

segunda-feira, 15 de novembro de 2021

WP32 (TS 2068 MIA)


Do lote que o João  Encarnado doou ao Museu LOAD ZX Spectrum, chega mais uma pérola: o processador de texto WP32, destinado ao TS 2068, mas que também é lido pelo ZX Spectrum. Este programa estava dado como perdido, apenas se encontrando na net uma versão muito reduzida. Mas conseguimos agora não só preservar ambos os lados da cassete, assim como o próprio manual.

Poderão aqui descarregar este lançamento completo.

Black Sea: Treasure Hunters


Nome: Black Sea: Treasure Hunters
Editora: NA
Autor: Mananuk
Ano de lançamento: 2021
Género: Labirinto
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Memória: 48 / 128 K
Número de jogadores: 1

Black Sea: Treasure Hunters é o novo trabalho de Mananuk, concorrente à competição ZX-DEV Media & Demakes, que como já é habitual neste concurso, costuma trazer jogos bastante interessantes (a fasquia está sempre colocada bastante alta, apenas sendo superado em termos de qualidade pelo Yandex Games Battles). E o jogo, estando na linha dos anteriores trabalhos deste programador, consegue trazer alguns elementos novos, tornando-o o mais interessante de todos os que já apresentou.

Desenvolvido com o MPAGD, Black Sea afasta-se um pouco das 1.001 propostas do género, apresentando gráficos bastante atractivos, que recriam na perfeição os fundos marinhos, e um forte elemento exploratório, levando que as primeiras vezes que carregamos o jogo sejam fundamentalmente dedicadas apenas a mapear os ecrãs e, em especial, assinalar os locais onde se encontram as tão necessárias garrafas de oxigénio. Uma vez que assumimos o papel de um mergulhador que se encontra dentro de um submersível, que anda à cata de tesouros submarinos, o oxigénio é bastante limitado (apenas três minutos), pelo que regularmente tem que atracar nos poucos portos existentes e que permitem fazer a recarga de H2O. Isto confere ao jogo um forte elemento estratégico, pois é necessário delinear muito bem o caminho a percorrer, não vá o tempo esgotar-se e morremos na praia (neste caso no mar).


Mas se o oxigénio é o maior dos problemas que vamos enfrentar, existem outros. Assim, os fundos marinhos estão repletos de seres que não gostam de ser perturbados. Alguns andam num vaivém padronizado, o que até seria relativamente simples de ultrapassar, não fosse a urgência de fazermos as coisas bastante rápido devido à escassez do oxigénio, levando a que sejam cometidos erros. Mas outros têm movimentos aleatórios ou perseguem-nos, dificultando ainda mais a tarefa. E depois existem ainda os piratas que também buscam as riquezas das profundezas. Estes, além de também nos perseguirem, deixaram minas em alguns pontos estratégicos, prontamente activadas pela nossa presença (se passarmos por baixo, têm a tendência para caírem em cima de nós, fazendo-nos perder uma vida). No total são oito inimigos / adversários diferentes, pelo que variedade é coisa que não falta a Black Sea.

Alguns locais encontram-se fechados a cadeado, sendo necessário encontrar as chaves que permitem desbloquear as portas. E vamos ainda encontrar outros seres que nos pedem o especial favor de encontrar determinados objectos. Apenas após se recolher todos os objectos e tesouros, é possível dar como concluído este desafio.

Black Sea é então uma aventura agradável, sem grandes brilhantismos, mas também sem grandes lacunas. Talvez o sistema de colisão pudesse estar um pouco mais afinado e a música ser menos repetitiva. No entanto, no geral confere divertimento garantido para algumas horas. Pode até não vir a ser o vencedor da competição, no entanto, de forma alguma deslustra o seu programador.

domingo, 14 de novembro de 2021

Saiu Vlas P. T. vs. The Spiders


Já tínhamos avisado, vai ser um final de ano em grande recheado de jogos, como tem sido habitual ultimamente. Isto tudo para dizer que apareceu novo concorrente na competição ZX-DEV Media & Demakes, de forma um tanto ou quanto inesperada.

Vlas P. T. vs. The Spiders é então um novo jogo desenvolvido com o motor MK1. A fazer-nos lembrar um certo personagem do Spectrum (Mr. Palo T). Será que finalmente o mistério foi resolvido?

Poderão aqui descarregar Vlas P. T. vs. The Spiders e dar uma pequena contribuição ao seu autor, que bem merece.

Saiu Mechwars: Arena


Saiu um dos jogos mais aguardados dos próximos tempos: Mechwars: Arena. Os seus autores, responsáveis pela trilogia Red Raid, têm regularmente mostrado à comunidade o desenvolvimento desse jogo, assim como da sua sequela, Mechwars: Centipede, um dos concorrentes à competição ZX-DEV Media & Demakes.

Não sabemos se vamos conseguir fazer as análises desses jogos, no entanto, poderão vir aqui descarregar Mechwars: Arena. Tem um custo de 3,99 euros. 

Zankle Soft publica Doom Pit


Alessandro Grussu continua a publicar os seus antigos jogos via Zankle Soft, a sua editora. O mais recente é Doom Pit, um remake de um jogo de Clive Townsend, bastante interessante, por sinal (poderão aqui ver a análise que fizemos na altura do seu lançamento).

Como é habitual, o jogo tem pequenas novidades, logo a começar pelo ecrã de carregamento, como se pode observar em cima.

Poderão vir aqui descarregar esta nova versão, não esquecendo que tem versão em português.

CM: Os Jogos no Computador - 041

A 29 de Abril de 1990 saía nas bancas mais uma edição do jornal Correio da Manhã com a secção "Os Jogos no Computador" assinada por Paulo Ferreira, e dedicada ao mundos dos videojogos.

Como habitualmente, tivemos a análise semanal a um jogo da escolha do Paulo, tendo calhado a vez ao "Coloris", uma variação do conhecido "Columns". Para além da crítica, ficamos a saber que "Coloris" fez bastante sucesso nas arcadas portuguesas.

Um outro dado curioso nesta crítica é a dúvida do Paulo em relação à procedência dos autores de "Coloris", cujos nomes nórdicos aparentavam ter origem na Noruega ou na Finlândia. Tal seria improvável, segundo o Paulo, pois nestes países só se pirateavam ou copiavam jogos. Uma crítica duplamente injusta, mas quiçá justificável numa época em que não se podia consultar a internet para se esclarecer estes detalhes.

O facto é que "Coloris" é um jogo finlandês, e a Finlândia também teve a sua própia produção na década de 80, talvez não tão prolífica como a de outros países, mas que lançou alguns clássicos como "Zamzara" (C64) e "Netherworld" (C64 e Spectrum) - jogos do (já falecido) Jukka Tapanimäki.

Mas à data deste artigo estávamos ainda em 1990, quando a demoscene começava a despontar nos países nórdicos. Estes acabariam por tornar-se referência não só nesta área, também como na própria indústria de videojogos. Um tema para outros blogues...

Foi nesta edição que se estreou um novo e pequeno espaço para anunciar as novidades e lançamentos da semana. O espaço dedicado aos pokes e dicas também teve as habituais contribuições dos leitores, incluindo um interessante mapa do jogo "Mot".

Finalmente na secção de leitores podemos ler o dilema de um leitor que não conseguia encontrar software para o seu Sinclair QL, e a apresentação de "Laranjeiro Software", mais um clube de jovens dedicado à troca e venda de software para diversas plataformas.

A digitalização desta edição pode ser obtida neste link, graças ao trabalho de preservação de Mário Moreira.

Saiu Shovel Adventure


A Pat Morita Team é uma equipa de créditos firmados. Cada lançamento é aguardado com grande expectativa e normalmente o resultado está de acordo com as expectativas criadas. Veja-se Black & White, por exemplo, um dos grandes jogos de 2020.

Entretanto já têm o seu novo jogo pronto, Shovel Adventure, e embora ainda não o tenhamos experimentado (saiu apenas esta madrugada), está com um belíssimo aspecto. Mais tarde iremos adquirir o jogo e trazer-vos uma análise completa.

O jogo teve também honras de apresentação exclusiva ontem à noite, no excelente canal de Javi Ortiz, numa emissão que não tivemos ainda oportunidade de ver, mas que fazemos questão de hoje colocar em dia. Poderão também ver aqui a emissão.

E poderão então vir aqui descarregar Shovel Adventure pela módica quantia de 1,99 euros. É mais um dos participantes na competição ZX-DEV Media & Demakes.

sábado, 13 de novembro de 2021

Mixtape Cassetternet

 

O Daniel Ramos avisou-nos que um programa de rádio tinha uma emissão muito recente, no qual tinha emitido programas do ZX Spectrum, à boa maneira dos anos 80 (podem aqui escutar a emissão). Fomos então ouvir o programa, gravámos a emissão e tratámos de converter os programas. 

Os programas são dois e podem aqui ser descarregados.