sábado, 8 de agosto de 2020

Capa e instruções para Labirinto da Morte


Há mais de um ano, o Afonso Gageiro tinha partilhado connosco Labirinto da Morte, um lançamento da Timex de 1983. No entanto faltava a capa. O Pedro Pimenta, para colmatar essa lacuna, tinha feito uma capa para a cassete. Agora, graças ao Fernando Calheiros, conseguimos chegar ao lançamento completo, podendo assim ser disponibilizada o que estava em falta, e incluindo até instruções com melhor aspecto.

Poderão vir aqui buscar o material completo deste lançamento da Timex, incluindo até os labels.

Last Train to Tranz-Central


Nome: Last Train to Tranz-Central
Editora: NA
Autor: Quantum Sheep
Ano de lançamento: 2020
Género: Plataformas
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston
Memória: 48 / 128 K
Número de jogadores: 1

Não faz muito tempo que Quantum Sheep trouxe um agradável jogo composto por duas partes (ver Jumpin' Jupiter), mas com uma ambiência comum. Presume-se que tenha sido uma forma de conseguir ultrapassar as habituais limitações de memória de ferramentas como o Arcade Game Designer e o Multi-Platform Arcade Game Designer, que apesar de permitirem uma grande flexibilidade e facilidade ao nível da construção dos jogos, mesmo para quem não domine inteiramente a arte da programação, "rouba" depois recursos importantes, isto é, memória disponível. Agora, para o seu novo jogo, Last Train to Tranz-Central (qualquer semelhança com a popular música dos KLF é pura coincidência), o programador utilizou exactamente o mesmo esquema, isto é, dividindo o jogo em duas partes. E tal como em Jumpin' Jupiter, também a primeira parte é mais fácil que a segunda, sendo quase um aperitivo para a refeição maior que se encontra na última parte.

Parte I: All aboard the Space Train!

A história é muito louca. Assim, na fronteira do Oeste Selvagem do futuro, os comboios espaciais cruzam as estrelas, pilotados por uma poderosa Inteligência Artificial (IA) da próxima geração, com uns incríveis 48k de memória cada. Tecnologia tão avançada sempre dá errado, certo? Certo... Após uma ligação a periféricos incompatíveis numa estação espacial remota, os IA foram corrompidos e enviaram vários comboios espaciais num curso intensivo para planetas povoados. Cabe a Maurice, o Cowboy de Espaço, alcançar o trapaceiro IA na sala de máquinas de cada comboio, antes que os postos avançados se tornem numa cratera do tamanho de Nebraska...

Parte II: The return of the Space Cowboy

Tranz-Central está a salvo! Mas pequenos fragmentos de código infectaram mais quatro comboios, indo a toda a mecha na direcção a novos alvos. Novos e velhos inimigos estão a bordo para impedir Maurice de alcançar o seu objectivo. Mas o Cowboy de Espaço voltou em grande forma e com a seis tiro carregada, saltando de comboio em comboio, esforça-se para corrigir o que antes correu mal.


Last Train to Tranz-Central é então um frenético jogo de plataformas passado num comboio, ao bom estilo de Stop the Express, mesmo se não tendo a icónica mensagem "Congraturation! You Sucsess" para apimentar a coisa. Inclui também muitos elementos dos jogos de plataformas, o que de resto já acontecia com o seu primeiro jogo. Aliás, nota-se perfeitamente o estilo de Quantum Sheep, nomeadamente ao nível do grafismo e dos cenários criados, muito embora o terreno de jogo seja agora muito mais terreno. Como supostamente rodamos num trem a toda a velocidade, no canto inferior e superior vê-se os carris e as linhas passarem rapidamente, pormenor que parece apenas ser mais um elemento acessório, mas que consegue criar um efeito bastante bem conseguido, dando realmente a sensação de velocidade.

E apesar do tema ser mais terra a terra (ou será "pouca terra, pouca terra"), o elemento espacial não foi esquecido, pois como já referimos atrás, assumimos o papel de um cowboy espacial, que tem que derrotar uma série de vilões, e por fim a IA que se encontra na sala de máquinas. Existem 64 ecrãs, 32 por cada uma das partes de Last Train to Tranz-Central, ao longo de oito níveis. Cada comboio tem 8 ecrãs, existindo também oito "bosses" para derrotar. Estes são bastante mais difíceis de eliminar que os restantes vilões, pois além de necessitarem de muitos tiros até perecerem, depois de levarem com certa dose de chumbo também disparam contra nós. Além disso, normalmente não se encontram desprotegidos e têm os seus "seguranças" privados, que também não têm qualquer pejo em vir contra nós.

Qualquer toque com os inimigos é fatal, e nem todos podem ser eliminados à lei da bala, havendo ainda outros que teimam em reaparecer, implicando o recomeço desse ecrã e perdendo-se todos os objectos recolhidos. É que ainda há mais essa, para podermos desbloquear a porta de saída (não esquecer de dar um tiro para rebentar a fechadura), é necessário que todos os objectos sejam recolhidos. Tal como seria de esperar, alguns encontram-se nos locais mais inconvenientes, implicando ter que tornear os inimigos, e por vezes até disparar contra mísseis. Vida dura, a deste cowboy espacial. Atrevemo-nos a dizer que a vida no Velho Oeste era bem mais calma e pacífica.


Sejamos sinceros, o jogo não tem nada de particularmente inovador que não tenha sido já antes feito, no entanto consegue manter o interesse até final. O programador consegue proporcionar um equilíbrio muito interessante ao nível do grau de dificuldade, que vai aumentando à medida que vamos ultrapassando os níveis, e até da primeira para a segunda parte. Existe assim uma curva crescente de dificuldade, que se conjuga com a própria experiência que vamos tendo à medida que vamos jogando, o que nos permite avançar sempre mais um pouco em cada nova tentativa. E já agora, para aqueles que não têm paciência para dar cabo dos "bosses", podem à mesma ir até ao final do jogo (existe a possibilidade de se alcançar a porta de saída sem os eliminar). Mas a missão fica incompleta e não será inteiramente bem sucedida, seguramente não tendo a mensagem do "congraturation"..."

Uma palavra final para a música de Yerzmyey, que como é habitual neste músico, é uma pequena maravilha sonora...

A primeira parte de Last Train to Tranz-Central é gratuita, mas quem quiser experimentar a segunda, terá que desembolsar £1.99. Será assim um importante estímulo para termos mais jogos e programadores interessados em contribuírem para a cena Spectrum. Para isso basta virem aqui à sua página.

All aboard! The Space Train...

sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Mini Micro's número 7


Na Mini Micro's número 7 ficamos a conhecer a data de abertura da Triudus no Centro Comercial Fonte Nova, um dos locais mais importantes de Lisboa relacionados com o Spectrum (e não só).

São disponibilizados mais alguns type-ins (convidamos os nossos leitores a digitarem-nos e enviarem-nos), desta vez obra de João Carlos Azinhais, como é costume, mas também Arlindo Correia, velho conhecido de algumas listagens em suplementos do MicroSe7e e Pokes & Dicas. Tem ainda os premiados José Alberto Malheiro, Carlos Barroqueiro (um dos criadores de Keops e com quem estamos em contacto), e Miguel Gomes.

E por fim, a história da criação do mais famoso clube de informática de Portugal, o 7K Spectrum Clube de Portimão. É preciso dizer quem eram os seus membros? Julgamos que nesta fase já todos devem saber de quem se trata...

Poderão aqui descarregar a revista, enviada pelo António Vila Chã.

One Last Thing venceu competição de aventuras


Terminou a competição The Next Adventure Jam que teve como vencedor incontestável One Last Thing. Estamos aqui perante uma curiosa aventura passada em 1980 e na qual temos uma última tarefa a resolver antes de ficarmos definitivamente livres da empresa para a qual trabalhamos. A temática não é assim tão diferente de Last Night in the Office, outro dos concorrentes na competição, no entanto esta caiu mais no goto do júri.

Ficamos satisfeitos que numa competição multi-sistemas, o vencedor tenha sido um jogo que corre no Spectrum, neste caso no Sinclair +3, mas também existindo uma versão para o Spectrum Next. Infelizmente andamos numa fase de muitos projectos, alguns relacionados com o Spectrum, além do trabalho do dia-a-dia, pelo que não será tão cedo que iremos ter oportunidade de pegar neste jogo. Assim, os nossos leitores que nos desculpem, mas estaremos um pouco mais limitados na elaboração de reviews completas dos jogos.

Poderão aqui descarregar One Last Thing, de Dee Cooke.

Círculos em perspectiva e CircDiv


Ainda muito recentemente tínhamos disponibilizado o portfolio completo de Domingues Silva (ver aqui), e entretanto encontrou uma pequena rotina que tinha escrito há mais de 35 anos, tendo-nos enviado. Poderão aqui descarregar esta pequena curiosidade.

E com uma temática semelhante, também a Paula Silva encontrou um pequena programa que escreveu há muitas Luas. Este programa permite dividir o círculos em partes iguais (à nossa escolha). Poderão aqui descarregar CircDiv.

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Coloco


Nome: Coloco
Editora: Tuxedo Games
Autor: Manu Segura
Ano de lançamento: 2020
Género: Acção
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
memória: 48 K
Número de jogadores: 1

Concurso MK1 con Retromaniac promete muito e bons jogos no próximo mês. Para já a fasquia está altíssima, com Federation Z a abrir as hostilidades com uma aventura espacial de grande nível, e agora com Manu Segura a trazer um jogo de cariz completamente diferente, mas também com uma apresentação fantástica. Não terá a mesma profundidade do primeiro, mas por outro lado todos aqueles que estão mais virados para os jogos de arcada, não irão ficar indiferentes a este lançamento. Por vezes fez-nos lembrar o velhinho Thrust (Firebird, 1986), mas com gráficos infinitamente superiores. E se em relação ao original da Firebird nunca lhe achámos grande piada, apenas um exercício frustrante, o mesmo não se passa com Coloco, que tem uma curva de aprendizagem muito interessante e que assim que apanhamos o jeito à condução da nave, começamos a voar graciosamente.

Também é sabido que uma boa apresentação é meio caminho andado para o jogo cativar as pessoas. E Manu não fez por menos, além de um belíssimo poster que acompanha este lançamento, também elaborou uma história a condizer. Além disso, o personagem principal é uma heroína, o que num mundo tão sexista como hoje em dia temos, é no mínimo refrescante. O seu trabalho é regatar astronautas domingueiros, que com os seus foguetes em segunda mão, congestionam a galáxia, perdendo-se depois em planetas hostis. O trabalho não é propriamente fácil, mas é bem remunerado, e de certa forma divertido, ou "It's Crap! (in a funky skillo sort of a way)", como diria a Your Sinclair.


Bem, mas já aceitámos o trabalho e agora não podemos voltar atrás, pelo que temos que deitar mãos à obra e resgatar os descuidados astronautas. Em cada um dos 30 níveis que compõem este jogo (a única lacuna, poderiam ser muito mais que não nos importaríamos), temos que dirigir a nossa nave até ao ponto onde vamos resgatar o incauto piloto, facilmente identificável, pois o seu foguetão encontra-se ao seu lado. Depois de o alcançarmos, termos que regressar em segurança à nossa nave, para avançarmos então para o nível seguinte, normalmente com um nível acrescido de dificuldade.

Quais são então as dificuldades com que nos vamos deparar? A primeira e mais urgente é o controlo da nave. O efeito da inércia é fortíssimo, apenas temos a possibilidade de a manobrar para a esquerda ou direita e um motor vertical, que, quando pressionado, lentamente permite dirigir a nave. Não existindo propulsores horizontais, não é nada fácil levar a nave para os pontos que queremos, e com a rara excepção de pequenas plataformas onde podemos poisar em segurança, tudo o resto que se encontra no cenário é hostil. Assim, o primeiro passo é adaptarmo-nos ao modo de condução da nave, tendo em conta a física muito realista envolvida. 

Depois de percebermos como as coisas funcionam, podemos então começar a explorar os cenários. Os primeiros níveis são muito simples, apenas um ou dois ecrãs nos quais temos que chegar até ao astronauta perdido, sem grandes perigos, a não ser as paredes das cavernas. Por vezes temos a possibilidade de apanhar vidas extra ou galões de combustível. Sim, a nave tem uma capacidade limitada de combustível, mas generosa, sendo que normalmente, se não nos metermos em grandes desvarios, o combustível inicial é suficiente para se proceder ao resgate em segurança.


A partir de certa altura começam a aparecer os inimigos e aqui a coisa complica bastante. Estes movem-se em padrões regulares (felizmente), pelo que temos que temporizar a nave por forma a conseguir ultrapassar os obstáculos. Além disso, por vezes o caminho encontra-se bloqueado com um cadeado e temos que encontrar uma chave que permite então chegar ao local do resgate. Nestes casos, o tal galão extra de combustível pode ser bastante útil, até porque nem sempre se consegue identificar imediatamente a saída a tomar em primeiro lugar, podendo levar a consumos (e perigos) desnecessários. Há que estar com atenção ao medidor de combustível, mas de preferência poisado em local seguro, doutra forma o mais certo é esborracharmo-nos contra uma parede ou um inimigo. Apenas uma nota à parte: encontrámos pelo menos um nível no qual chegávamos ao local de resgate sem ter que obrigatoriamente passar pela parte bloqueada, ou seja, sem necessidade de apanhar a chave. Se propositado ou não, desconhecemos.

São-nos concedidas 15 vidas iniciais, e mais podemos apanhar pelo caminho. Aparentemente poderíamos pensar que seria o suficiente para completarmos a missão de olhos vendados. Nada mais errado. Não é de estranhar perdermos meia dúzia de vidas apenas num nível, apenas porque quando passamos de ecrã (não funciona com scroll), não nos conseguimos orientar de imediato, e se a nave for a uma velocidade maior do que o aconselhável, muito dificilmente evitamos os obstáculos. Além disso não é fácil, quando entramos num novo ecrã, identificar imediatamente o caminho a fazer, ainda mais quando temos uma nave que nunca pára, seja pela força da gravidade, seja pela inércia envolvida. Assim, poisar em todas as plataformas de segurança, não só é aconselhável, como é obrigatório para se conseguir depois planear o caminho mais seguro a fazer (felizmente não existe tempo para se completar os níveis).


Como se pode ver pelos ecrãs que aqui deixamos, os gráficos e os cenários são esplendorosos, fazendo-nos de alguma forma lembrar Space Monsters Meet the Hardy. Cativam-nos de imediato e são talvez a maior fonte de motivação para se ir ultrapassando os níveis. Além disso, e apesar destes serem apenas 30, estão repartidos em três mundos distintos, aumentando ainda mais a atractividade deste jogo. Por outro lado, o som é o habitual no motor MK1 (que não é do nosso agrado, como por várias vezes já referimos), no entanto, a inclusão de uma interessante melodia inicial, é mais um detalhe que revela bem o cuidado do programador.

Assim, Coloco é uma bela surpresa, um desafio que não sendo para todos os gostos, aqueles que apreciam um bom jogo de arcada e consigam ultrapassar a dificuldade inicial da condução da nave, rapidamente se vão deixar envolver. A única lacuna é mesmo a sua longevidade. Suspeitamos que os 30 níveis vão ser corridos rapidamente, e apetecia ter pelo menos o dobro. É a única razão, e por uma unha negra, que não lhe damos o estatuto de Mega Jogo. Fica para uma futura sequela, pois este é daqueles que efectivamente merece continuação.

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

MicroSe7e n.º 62


No número 62 do MicroSe7e destacamos mais um programa nacional: English 4, a continuação de English 1, 2, 3, que continua por preservar. Será que algum dos nossos leitores o tem ai por casa?

É também neste número que aparece o último dos type-ins do José Oliveira, embora nos números seguinte apareçam ainda alguns artigos deste programador, que com o o jogo que partilhámos hoje ao início da tarde, encontra já o seu portfolio mais importante totalmente preservado.

Para lerem este número terão que o descarregar aqui.

Spaceship disponibilizado à comunidade


Já por várias vezes falámos de José Oliveira (ou Zé Oliveira, como é conhecido no meio). Programador multi-facetado, cujos interesses extravasam em muito o âmbito do Spectrum, como aliás se pode ver na sua página.

Também já havíamos preservado o .tzx de JIM (Jogo do Galo), e dos seus jogos mais importantes, apenas o Spaceship não estava devidamente preservado nas páginas internacionais. Contactamos assim o Zé Oliveira, que gentilmente nos mandou o jogo.

Entretanto a Paula Silva já nos está a ajudar a tentar criar um .tzx deste .z80. Iremos dando conta dos desenvolvimentos efectuados. Mas até lá poderão aqui descarregar Spaceship. São incluídas duas versões, existindo diferenças no teclado ao nível da versão do Spectrum utilizada. O nosso agradecimento especial ao José Oliveira por nos "aturar" nos inúmeros emails que fomos trocando...

terça-feira, 4 de agosto de 2020

Lelu/Lu's ‎– Africa / Blipverts (MIA)


Muita coisa temos preservado (ou têm-nos enviado) nos últimos tempos, quer nacional, quer internacional. Tanto que temos aumentado a frequência com que vamos colocando os MIA's. E neste caso até era um uMIA, pois desconhecia-se este disco. Sim, um vinil de 12 polegadas de Lelu/Lu's, de 1986, que no lado A tem a música Africa, no lado B Fragile Things e depois de uma voz a comunicar as faixas de dados, dois pequenos programas para o Spectrum, podendo-se mesmo sincronizar as demos com as músicas.

Conhecem-se vários discos com faixas, mas não era o caso deste, que permanecia desconhecido. Poderão agora vir aqui descarregá-lo. O nosso agradecimento ao Michael Law por nos ter permitido preservar mais este MIA. Deu luta, pois a gravação estava originalmente em estéreo, dificultando a captação dos dados. Incluímos na pasta o lado B completo, poderão assim apreciar a música e experimentar a sincronizar o programa (ou esperar para ver a brincadeira que o Michael vai fazer e colocar no You Tube).

64 Colunas Basic (type-in)


Continuando a temática onde disponibilizamos os type-ins que apareceram nas revistas dos anos 80, nomeadamente a Softfile (o nosso agradecimento à Paula Silva por ter tido a paciência para digitar as várias listagens, instruções, CM, etc), desta vez temos um interessante utilitário criado pelo Jorge Ferreira em 1986. 64 Colunas Basic, tal como o nome indica, permite a impressão de 64 caracteres por linha, ultrapassando a limitação do Spectrum em Basic de 32 caracteres.

A Paula Silva incorporou já a rotina de código máquina no programa, pelo que para o utilizar apenas têm que correr a demonstração, chegando à listagem Basic. Ai introduzam o seguinte e vejam o efeito:

Let A$=CHR$ (número da linha) + CHR$ (número da coluna) + CHR$ (valor do ATTR da cor) + "(texto que se deseja imprimir - não esquecer aspas": RANDOMISE USR 64360

O valor do ATTR é calculado da forma explicada na imagem acima, mas nada como fazer umas experiências.

Poderão aqui descarregar 64 Colunas Basic.

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Reichswald (MIA)


Continuando a partilhar o raríssimo espólio do Luís Rato, desta vez disponibilizamos Reichswald, um jogo de 1984 que recria uma das batalhas da II Grande Guerra. Os adeptos de War Strategy estarão aqui nas suas sete quintas, e este é um que não dispensamos de experimentar com mais afinco, assim que o tempo nos permita.

Poderão aqui descarregar este lançamento completo, incluindo a capa, lombada e instruções, parte encontrava-se ainda por preservar.

Egipto


Mais uma disquete recuperada por Jose Manuel, de El Trastero del Spectrum, com conteúdo pertencente ao espólio de  Rui Miguel Batista. Esta inclui um esboço bastante bem conseguido da máscara de Tutankhamon. Vale também a pena ver como o seu autor conseguiu chegar ao resultado final...

Poderão aqui descarregar o conteúdo desta disquete.

domingo, 2 de agosto de 2020

MultiColour, de Paula Silva


Multicolour é um pequeno programa criado pela Paula Silva. Ao contrário do que é habitual, desta vez não vamos dar a "papinha" feita, isto é, o ficheiro. Convidamo-vos assim a digitarem a listagem acima e ver o que acontece. O nome do programa dá uma dica e, se olharem o ecrã com atenção, encontram outra. Boa sorte!

Nota adicional: os caracteres gráficos nas linhas 10, 11, 12 e 13 são os UDG's "A", "B", "C" e "D" (não esquecer de colocar em modo gráfico).

sábado, 1 de agosto de 2020

Saiu novo jogo: Coloco


Saiu um novo jogo criado por Manu Segura para a competição Concurso MK1 con Retromaniac. Depois do excelente Federation Z, que foi mesmo o Jogo do Mês para Planeta Sinclair, surge um novo jogo criado com o La Churrera (MK1), prometendo levar ao desespero todos aqueles que achavam Thrust uma brincadeira de crianças.

Enquanto não fazemos uma review detalhada, poderão aqui descarregar o jogo.

Road Trippin' V2 com música AY



Se bem se lembram, foi lançado no dia 19 do mês passado Road Trippin', mais um jogo da autoria de John Davies, autor também de Percy Penguin in The Present Palaver, Mage Rage e Rat-a-Tat. Desta vez, em vez de contarmos com o habitual ecrã de carregamento inicial de Andy Green, outro autor bem conhecido da comunidade lançou-se a este desafio, e foi nada mais, nada menos, que o célebre Clive Townsend, autor de Saboteur.

Infelizmente, por conflitos de agenda, este vosso escriba não conseguiu ter as músicas prontas a tempo do lançamento, mas não desistiu. Sendo assim, após algumas afinações, está finalmente disponível a versão definitiva do jogo com música AY. Nele podem encontrar duas versões de músicas de uma banda bastante conhecida, que será facilmente reconhecível para os nostálgicos de entre vós.

Sigam este link e abram o ficheiro "roadtripv2.tap" para testar esta nova versão.

Building Price (MIA)


Dan Laine, além de ser um vendedor muito respeitado na comunidade do Spectrum, tem uma colecção de peso, com variados MIA's incluídos. E não tem qualquer problema em partilhá-los com a comunidade, o que fez agora com este Building Prices, tendo disponibilizado o ficheiro de som de ambos os lados da cassete, o que nos permitiu rapidamente criar um .tzx.

Quem quiser descarregar o programa, pode agora aqui fazê-lo. Menos um na lista de MIA's...

Restantes programas de Domingues Silva (MIA)

Certamente estão recordados de na semana passada termos disponibilizado História de Portugal, jogo lançado pela Avlisoft, isto é, Domingues Silva (já antes havíamos recuperado Biorritmo deste programador). Entretanto temos estado em contacto com o próprio, que confiando em nós, nos fez chegar duas cassetes com mais programas criados por si.

Os primeiros programas agora preservados datam de 1983 e estavam relacionados com a contabilidade, nomeadamente “Análise / Balanço”, “Diário de Operações Diversas” e “Conta Corrente”, sendo que este ultimo teve uma segunda versão lançada um ano depois.

Ainda em 1983, Domingues Silva lançou mais dois programas. O primeiro deles, “Ficheiro 100”, é uma base de dados que, tal como o nome indica, permite a inclusão de até 100 entradas. Os computadores não estavam massificados como hoje em dia, e a maioria das pessoas utilizavam uma vulgar agenda para manter os seus registos actualizados, nomeadamente moradas, números de telefone, e outra informação relevante. 

O segundo programa tem um cariz diferente. Assim, “Geografia” apresenta um mapa com os 18 distritos de Portugal Continental. Carregando-se na tecla respectiva indicada no ecrã somos direccionados para um outro, contemplando informação mais específica sobre cada distrito. Poderá ter sido uma ferramenta preciosa para os estudantes da época.


A partir daí, Domingues da Silva deixou de colocar a data nos seus programas, pelo que se torna difícil de identificar a ordem com que foram lançados. Muito provavelmente foram todos criados em 1984, apresentando temáticas variadas, mas tentando sempre conjugar o lúdico com o educativo.

Em “Bolsa” é simulado o movimento da Bolsa de Valores ao longo de 12 sessões. Iniciamos o jogo com 200 contos e nenhum título em carteira, e podemos comprar e vender títulos ao longo das sessões, sendo fornecida informação relevante sobre os mesmos. O objectivo é conseguirmos no final ter a melhor rentabilidade possível, tendo em conta o capital inicial que nos foi concedido.

Do seu portfolio consta ainda “Planisfério”. O programa é meramente educativo, tendo semelhanças com “Geografia”, mas ao invés de fornecer informação sobre o nosso país, abrange todo Mundo, contemplando os dados referentes à Capital, número de habitantes e superfície de cada um dos países dos cinco continentes.

Domingues Silva disse-nos ainda que tem uma vaga memória de ter ainda criado um outro programa de geografia, indicando os principais rios e serras de Portugal. Aliás, a cassete com “Geografia” estava gravada dos dois lados, embora um deles, infelizmente, não estivesse legível. Seria a segunda parte de “Geografia”? Talvez um dia venhamos a saber, no entanto, se alguém tiver informação adicional, por favor entre em contacto connosco.

Poderão descarregar aqui todos os programas de Domingues Silva. Na próxima semana já retomamos as actividades normais do Sábado, isto é, a preservação de programas da Astor Software e Timex.

sexta-feira, 31 de julho de 2020

Jogo do Mês: Federation Z

Mini Micro's número 6


Desta vez disponibilizamos o número 6 da Mini Micro's (já nos está prometido um lote que vai colmatar alguns dos números em falta desta revista).

Na capa aparece logo o nosso amigo Eng. Carlos Nogueira (Landry), que nos tem ajudado, assim como ao Museu Load ZX Spectrum. O âmbito foi a entrega do primeiro ZX Spectrum 48K (não 58K, como por lapso está na capa).

Encontra-se também um artigo sobre xadrez, e qual a referência que dão? David Levy, personagem obscura, um dos responsáveis pelo barrete que foi o Vega +. Nessa altura ainda estava com a credibilidade intacta.

Destacam-se ainda os type-ins oriundos de personalidades bem conhecidas do nosso meio, como é o caso do Paulo Carrasco e Rui Rito ou do Carlos Fiolhais.

Poderão aqui descarregar a revista.

The Spectrum Show Issue 30


Paul Jenkinson acabou de lançar novo número do The Spectrum Show, versão pdf. E o grande destaque é, como não podia deixar de ser, The Sword of Ianna, melhor jogo de 2017.

Podem descarregar aqui o número 30, assim como os restantes magazines.

Saiu novo Sokoban


Pixel Perfeito anda sempre a par do que acontece do outro lado da Europa, e descobriu agora o lançamento de um novo jogo baseado no popular Sokoban. O jogo foi criado por Jupiter 77, pseudónimo de Oleg, e é muito simples, mas tem uma jogabilidade engraçada.

Apesar de ter sido programado em 1996, por variadas razões só agora foi lançado, no entanto a tempo de participar numa maluca competição Siberiana, segundo as palavras do seu autor.

Poderão aqui vir descarregar o jogo.

quinta-feira, 30 de julho de 2020

Motor (type-in)


Fizemos um repto à comunidade: ajudarem-nos a digitar todos os type-ins que apareceram nas revistas portuguesas da época dourada do Spectrum. Estamos a falar da Mini Micro's, A Capital, MicroSe7e, Softfile (como é aqui o caso), e outras. O primeiro a responder foi o Vítor Silva, que digitou um pequeno, mas muito interessante programa. Aliás, a imagem na revista não faz jus ao que se vê, pelo que nem vamos aqui colocar screenshots, antes convidamo-vos a virem aqui descarregar Motor e verem o que ele faz.

quarta-feira, 29 de julho de 2020

MicroSe7e n.º 44


Voltamos hoje atrás, mas por uma boa causa. O nosso repto surtiu efeito e o Rui Vicente, além de ceder a sua colecção de MicroSe7es ao Museu Load ZX Spectrum, ainda nos permitiu preservar o único que estava em falta dos mais antigos, o número 44, que agora disponibilizamos. O nosso enorme agradecimento, Rui!

Destacamos neste número o artigo de capa, em especial a passagem sobre o lançamento que se esperava para breve do TC 3256, desvendando um pouco mais o véu.

Para lerem este número terão que o descarregar aqui.

Missão Espacial (MIA)


Ainda se recordam do Especial Marco & Tito que fizemos no último Natal? Na cassete que o Marco Paulo Carrasco no emprestou, e apesar de estar na listagem, um jogo estava incompleto (Missão Espacial), e outro nem sequer existia (Solitário).

Sabíamos que mais tarde ou mais cedo iríamos dar com eles, pois seriam provavelmente jogos que apareceram como type-ins nas revistas da época, nomeadamente na Mini Micro's. Pois bem, um deles foi recuperado e o mais engraçado é que até já o tínhamos cá por casa, mas que não tinha ainda o programador identificado. Assim, Missão Espacial encontra-se agora devidamente preservado, não obstante podermos vir a encontrá-lo numa das muitas Mini Micro's que teremos para disponibilizar nos próximos tempos.

Ficam agora quatro jogos do Marco & Tito por encontrar, sendo que os três primeiros foram lançados pela Wizard Software em 1984:
  1. Mr. Gulp
  2. Moon Defenders
  3. Megatron
  4. Solitário
Existem mais alguns jogos e programas que ainda não estão preservados e que não se encontravam na listagem dessa cassete, possivelmente porque foram criados depois, como é o caso de Ovnis Invasores, Medidor de Som e O Órgão. Mas como apareceram na Mini Micro's como type-ins, iremos dar com eles mais cedo ou mais tarde, nem que para isso tenhamos que os digitar.

Podem vir aqui descarregar Missão Espacial, pequeno jogo muito engraçado, bem ao estilo dos que o Marco & Tito fizeram no período pré Alien Evolution (1985/1986).

terça-feira, 28 de julho de 2020

Federation Z


Nome: Federation Z
Editora: Furillo Productions
Autor: IADVD & Molomazo
Ano de lançamento: 2020
Género: Aventura
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
memória: 48 K
Número de jogadores: 1

IADVD já tinha prometido, estava a trabalhar num projecto com um amigo, que mesmo utilizando o motor MK1, seria bastante ambicioso e completamente diferente dos seus restantes jogos. E não só cumpriu com o prometido, como ainda trouxe uma aventura diferente de tudo o que tem sido feito nos últimos anos e a anos-luz dos vulgares jogos de plataformas que normalmente são criados com a ferramenta criada pelos Mojon Twins. Talvez tenha alguns toques de Moon's Fandom Festival, jogo ao qual aliás vai buscar o personagem principal (Koji Bakuto), nas no global é muito mais abrangente e interessante, constituindo um exercício que vai dar água pela barba às pessoas, em especial no nível mais difícil, sendo necessárias longas horas para que seja terminado.

Desta vez IADVD encontrou também um parceiro para ajudar na concepção e desenvolvimento do jogo, sendo o primeiro a lançar o seu trabalho na competição patrocinada pelos Mojon Twins, o Concurso MK1 con Retromaniac, que tem já pelo menos mais dois concorrentes de peso: AtomiCat e Bat Boy.

Koji Bakuto, o personagem que controlamos, ou melhor, a nave onde ele se desloca, é um designer de robôs mecha terráqueos. Depois de participar do Moon's Fandom Festival, um colega convidou-o para ingressar na Federação Zork (ou Federação Z, como preferirem). Precisavam de um piloto de naves espaciais experiente para continuar a expansão através do sector Omega. Koji aceitou o convite e iniciou sua carreira como comandante de uma nave estelar. Agora, aos comandos da nave A9K-2, tem que ao longo de seis missões, com grau crescente de dificuldade, cumprir as ordens do general Zork. Se falhar, estará condenado a vaguear pelo espaço sideral para todo o sempre. Se for bem-sucedido, será o início de uma gloriosa carreira (fica a dica a IADVD para avançar com uma sequela).


O relatórios informam que existem duas raças nativas a viver no sector Omega. Uma delas é pacífica, e neutra, pelos menos até a convencermos a juntar-se à Federação Zork. Mas a outra é extremamente agressiva, e logo por azar controla o sector e alguns planetas, querendo isso dizer a todo o momento arriscamo-nos a encontros imediatos de terceiro grau, e que alguns mundos irão levar mais tempo até serem conquistados (isso se conseguirmos chegar a essa fase). Além disso, existem planetas que se encontram presentemente abandonados, mas que poderão vir a ser colonizados.

Outros perigos incluem asteróides, com uma tendência enervante para atingirem a nossa nave, roubando-lhe energia (atenção que no nível mais difícil iniciamos a missão com muito pouca reserva de energia), e os defensores do sector, que vão disparando cadenciadamente em todas as direcções. Além disso, existem as naves inimigas que nos "convidam" para um duelo, no qual se sairmos vitoriosos ganhamos alguns créditos que servirão para equipar a nave com módulos essenciais para cumprir as missões, mas que se nos destruírem, delapidam mais um pouco da nossa energia.

Até aqui temos o elemento exploratório e aventureiro, mas também o de um exercício de acção e shoot'em'up, sempre que damos de caras com as naves inimigas. No entanto, a estratégia e gestão de recursos também faz parte deste jogo. Assim, ganhar créditos é essencial para se poder ir às lojas Uformart fazer as compras necessárias. Atenção a uma coisa, nem todas as lojas possuem os módulos ou elementos que necessitamos, por isso o primeiro passo é fazer o mapa do sector, anotando as coordenadas de todos os pontos de interesse e que vão aparecendo no mapa de bordo. Vamos dar uma ajuda e mostrar quais os pontos, mas até lá chegar e a localização exacta, cabe a vós descobrirem.


Mas não se pense que o espaço sideral é vazio. Pelo menos este sector Omega não o é, e além das duas raças e vários planetas, encontram-se ainda os cometas, recheados com quatro diferentes tipos de minério prontos a serem garimpados. Ou quase, pois antes teremos que adquirir os módulos que permitem recolher esses recursos. Aliás, uma das missões passa mesmo por recolher um pouco de cada minério, pelo que não é opção não adquirir os módulos. Além disso, o minério que for recolhido, pode depois ser vendido, captando créditos para adquirir outros bens.

Temos vindo a falar nas missões. Estas, à medida que as vamos completando, levam a novas, pois o general Zork vai propondo novas tarefas. Assim, a primeira é muito simples, apenas encontrar o porto seguro (coordenadas 520-580), que além de permitir adquirir o módulo de comunicações, e que tal como o nome indica permite o diálogo com as duas outras raças, restaura a nossa energia e munições, permitindo ainda comprar os módulos que identificam no mapa os planetas, cometas e os Ufomart. Reforça-se, sem sabermos a exacta localização das coisas, não iremos longe. Ou melhor, longe poderemos ir, vagueamos é sem qualquer sentido à procura de uma agulha no palheiro.

A segunda missão também é relativamente simples, apenas recolher os quatro tipos de minérios, depois de encontrar os cometas, como é óbvio. O problema é que estes encontram-se distantes e até chegarmos a eles, teremos que entrar em muitos duelos com os inimigos.

A terceira e quarta missão estão interligadas, pois teremos que encontrar um determinado planeta, que por sua vez nos pede para recolher 10 astronautas que se encontram perdidos. Mas atenção, pois alguns são armadilhas que roubam uma quantidade enorme de energia se lhes tocamos. Como descobrir quais os verdadeiros e quais os falsos? Terão que descobrir por vós, mais uma vez.

A quinta missão implica colonizarmos quatro mundos e finalmente, se conseguirmos cumprir com todas as tarefas, teremos que conquistar os planetas inimigos. Para isso teremos mais uma vez que entrar em duelo e ao jogo do "empurra".


Apesar de ter uma grande complexidade e do mapa ser enorme (mais uma dica, a opção do hiperespaço é fundamental para se poupar tempo e recursos, aprendam-na a utilizar), facilmente se entra no esquema. Gostámos particularmente de ver tão grande diversidade. Nunca imaginámos que o motor MK1 permitisse tamanha flexibilidade, mas aquilo que IADVD conseguiu fazer com esta ferramenta, e que já tinha de alguma forma demonstrado nas aventuras de Moon, é simplesmente espantoso.

O cuidado que dedicou ao jogo é extraordinário. Uma jogabilidade imensa (aconselha-se, depois de se dominar a mecânica de Federation Z, a duplicar a velocidade de processamento, diminuindo os tempos nas deslocações), uma componente gráfica muito atractiva, e convidando a explorar todo o Universo, e até os sons extraídos do MK1, por norma irritantes, parecem aqui ganhar nova cor.

Como desafio é absorvente. É um jogo que vai levar muitas horas até se conseguir terminar, explorando todos os mais recônditos espaços do sector Omega, mas que se torna muito recompensador quando se consegue cumprir com a sexta e última missão.

Estamos sem dúvida perante o melhor jogo de IADVD, aqui com a preciosa ajuda de Molomazo, e um forte concorrente a vencer a competição dos Mojon Twins. Ficamos também ansiosos pela vinda de uma sequela, mas até lá poderão vir aqui descarregar Federation Z. Façam-no já, vão ver que não se arrependem...