sexta-feira, 9 de julho de 2021

Saiu Yopparai Sarariiman


A dupla IADVD & Molomazo, ou se preferirem a Furillo Productions, está imparável. Ainda muito recentemente nos tinha trazido um verdadeiro jogaço, a aventura gráfica The Doom of the Pond, e já nos presenteiam com nova obra: Yopparai Sarariiman.

Caso se estejam a questionar pelo estranho nome deste jogo, talvez o percebam se dissermos que é nipónico (IADVD vive actualmente no Japão), a história é passada em Tóquio na década de 80 do século passado, contém músicas Japonesas tradicionais, e, naturalmente, textos também em Japonês (hiragana).

Quanto ao jogo, foi desenvolvido como habitualmente nesta dupla com a ferramenta MK1, mas desta vez aproximando-se mais dos primeiros jogos de IADVD, nomeadamente da saga Rade Blunner. Contem assim com o tradicional platformer, mas com o bom gosto a que eles já nos acostumaram.

O jogo está disponível para descarga aqui. É gratuito, mas uma pequena gratificação vai ajudar a termos mais jogos deste calibre. Esperem por uma review em breve, mas também por grandes novidades da dupla ainda este ano.

quinta-feira, 8 de julho de 2021

Espectro n.º 6


Há uns anos fui convidado para participar do projecto da revista Espectro, logo após a saída do primeiro número, tendo aceitado sem pensar duas vezes. Escrever para uma revista dedicada exclusivamente ao Spectrum, era o realizar de um sonho de infância (desde os tempos em que lia a Your Spectrum, e mais tarde a Your Sinclair, de uma ponta a outra). Agora, no momento em que escrevo isso, tendo recebido há poucas horas o novo número da revista (número 6 - Setembro a Dezembro de 2020), gentilmente enviado pelo editor em Portugal (Filipe Veiga, também membro de Planeta Sinclair), sinto que foi a melhor opção que tomei. 

Naturalmente tenho vindo a acompanhar todos os números. E o que noto, e mesmo tendo em conta que estou emocionalmente ligado à revista, é que a qualidade tem vindo a subir de número para número. Os artigos são cada vez mais relevantes, a revista tem muito mais conteúdo, e graficamente está um espanto. Obra de todos aqueles que nela participam, claro. Mas também dos seus leitores, que além de virem a crescer em número, também vão crescendo na exigência. Somos assim obrigados a continuamente elevar a qualidade da revista, num processo em que todos saem a ganhar.

Relativamente ao novo número, que tirando os artigos com os quais contribuo directamente, faço questão de ler apenas quando recebo a edição física, não posso deixar de destacar os seguintes. Em primeiro lugar, fiquei agora a conhecer um pouco mais sobre o computador que tenho aqui por casa e há muito me intrigava (o misterioso computador da Timex). Para meu contentamento, o João Diogo Ramos desvenda o mistério,  (obviamente que não vos vou contar aqui).

Fiquei também a conhecer um pouco mais sobre os belíssimos trabalhos de João Paulo Neto da Cruz, que povoavam as páginas da Pokes & Dicas nos anos 80, e mais tarde as páginas da Micromania. Continuamos à procura dele, quem sabe não leia estas linhas e entre em contacto connosco.

Depois, mais um joguinho para experimentar em família: Corrida de Renas, obra do programador de serviço da Revista Espectro, Jogos 80, membro da Espectroteam e de Planeta Sinclair. Ele mesmo, Filipe Veiga...

E o que dizer do extenso e belíssimo artigo de Wudang, com um mapa e dicas que são uma delícia? Podem ver na foto abaixo, propositadamente desfocada.

Mas a revista tem mais, muito mais... 

Os leitores brasileiros podem adquirir a Espectro na parceira Clube MSX, que está a tratar do processo de compra e expedição, acessível AQUI. Para os leitores portugueses a loja da Espectro está acessível AQUI.

Business Programs (ZX81 MIA)


E disponibilizamos hoje uma cassete que inclui três programas que ainda não se encontravam preservados: Stock, o maior deles, Percent e Graph. Poderá ter tido o seu interesse há 40 anos, agora é apenas mera curiosidade.

Poderão aqui descarregar Business Programas.

RoboticCity


RoboticCity, desenvolvido por Tisha, Gemma e Emma, um trio de alunas da  Bearsden Primary P6A 2021, é um jogo de plataformas que se vai de forma muito descontraída e agradável até ao fim. A ideia é levar o robô de uma ponta da cidade até à outra, no entanto, é necessário cuidado com Soffie, pois tenta impedi-lo a todo o custo. Quem será Soffie? Esperemos que não seja uma colega com quem antipatizam...

É dos nossos jogos preferidos, daqueles criados pelos alunos da escola primária, e, sem dúvida, merece que se dê uma espreitadela mais atenta.

quarta-feira, 7 de julho de 2021

Alien Girl (Skirmish Edition)


Alien Girl, de Javier Fopiani, foi um dos grandes jogos de 2020. Agora, aproveitando o lançamento da caixa contendo o jogo pela Bitmap Soft, Javier criou novos níveis e refez outros, tendo lançado a "Skirmish Edition", que é como quem diz, a versão "Escaramuça", fazendo parte também do pacote.

As novidades são bastante, e mesmo estando-se perante mini-níveis, temos uma sensação bastante refrescante quando se pega nesta nova versão. Obviamente que não a iremos avaliar, tal como fazemos com os jogos novos. Tem sido sempre essa a nossa política quando surgem as versões 128K. Não que não o merecessem, apenas porque o tempo não estica e não temos capacidade para fazer reviews completas ou muito detalhadas de todos os jogos que aparecem.


Mas vamos então às principais novidade:
  • A inclusão dos modos fácil e difícil. Ficamos orgulhosos quando vemos os programadores lerem as nossas reviews e fazerem mudanças contemplando sugestões nossas. Umas das "queixas" referidas relativamente a Alien Girl, estava relacionado com o elevado grau de dificuldade, que poderia desmotivar os jogadores menos habilidosos de continuar, perdendo a oportunidade de ver todos os níveis. Assim, no nível mais fácil, os inimigos são eliminados com apenas um disparo e há possibilidade de se perder cinco vezes, antes de ter que recomeçar do nível inicial. Com esta opção, consegue-se agradar a Gregos e Troianos. De notar que também a versão original contempla agora os dois níveis.
  • Esta nova versão, tal como a primeira, inclui quatro níveis. Os dois primeiros contemplam cenários substancialmente diferentes, e o último nível apresenta uma perspectiva nova relativamente ao original. Contudo, os níveis são mais pequenos, o que não é de estranhar, já que estamos perante um extra a acompanhar o lançamento da caixa com o original.
  • Os níveis têm outras novidades relevantes, nomeadamente as portas que necessitam de vários disparos para se conseguir abrir, menos vidas iniciais para Aliana, embora possa recarregar o stock ao longo do jogo, tempo limitado nos dois primeiros níveis (pode apanhar tempo extra ao longo do jogo), as Rainhas ("big bosses") têm mais vidas, entre outras pequenas coisas.

Tal como na versão de 2020, a jogabilidade é imensa. Aproveitámos para tirar o original da "prateleira", e verificamos que a nota que lhe demos o ano passado, um "10", que poderá ter espantado muita gente, continua  aplicar-se na íntegra. Talvez muitos não tenham chegado ao fim, mas agora, com estas novas versões com diferentes níveis de dificuldade, têm oportunidade de experimentar Alien Girl em todo o seu esplendor.

Quanto à "Skirmish Edition", mesmo sendo mais pequena que a primeira versão, continua a ser um grande jogo, exigindo grande destreza e persistência para se terminar, mas sendo tremendamente recompensador quando se chega ao fim, seja no nível mais fácil, seja no diabolicamente difícil. 

Perante isso, recomendamos plenamente a sua compra, não só porque estão a apoiar uma editora especializada em jogos para o Spectrum (a Bitmap Soft) e cujas receitas muitas vezes revertem para fins de caridade, como os próprios programadores, que fizeram um trabalho esplêndido (não esquecendo Laura Gonz, esposa de Javier Fopiani e musa inspiradora deste jogo). Poderão assim adquirir muito em breve a caixa via Bitmap Soft, a edição é muito limitada, portanto é apanhar antes que esgote.

RS232 n.º 8


Temos hoje o número 8 da RS232, de Setembro de 1988. Vieram todos da colecção particular do António Vila-Chã (a maioria), ou do Vasco Gonçalves.

A revista é excelente com montes de material para o Spectrum e Timex, incluindo pequenas reviews, mapas e type-ins. Imperdível...

Venham aqui buscar o mais recente número da RS232. Se tiverem o 27 ou números acima do 38 (se é que existem), por favor, entrem em contacto connosco.

Centi (MIA)

 

O Pedro Murtinho cedeu um lote de cassetes ao Museu LOAD ZX Spectrum. Estivemos a ver as cassetes e encontrámos vários programas criados pelo próprio (entre outras pérolas que iremos partilhar nos próximos tempos). 

Centi, um dos desenvolvidos pelo Pedro, ainda não o percebemos totalmente. Parece carregar as imagens e depois fazer uma cópia. O próprio Pedro já não se lembra da sua finalidade. Quem sabe algum dos nossos leitores descubra e nos diga.

Poderão aqui descarregar Centi.

terça-feira, 6 de julho de 2021

Tasword 3 para FDD


Já todos estamos mais que habituados a ver Tasword Two traduzido em versão para a FDD, ou não tivesse a Infornova lançado oficialmente o programa. O que já não estamos tão habituados a ver é Tasword 3. Mas foi isso que o Ricardo Reis conseguiu recuperar. A questão agora é saber se foi lançado oficialmente, ou se foi obra de piratas nacionais.

De qualquer forma, poderão vir aqui buscar o conteúdo desta disquete.

Saiu Beer Quest


Foi lançado Beer Quest, novo jogo da equipa Mowy Entertainment. Desenvolvido com o motor La Churrera, numa primeira abordagem parece sofrer dos problemas habituais dos jogos criados com este motor, nomeadamente ao nível dos saltos. Iremos ver numa análise mais aprofundada como o jogo se porta. Para já o objectivo é meritório: recolher cerveja.

Poderão vir aqui descarregar o jogo. Devido ao palavreado e temática, apenas para maiores de 18 anos...

Pandemia


Ainda recentemente Domingues da Silva nos tinha trazido O Tesouro dos Templários, e já teve tempo para nos brindar com novo desafio: Pandemia. O nome do jogo diz tudo, além de ser bastante educativo, é apropriado à época, deixando alguns conselhos úteis, que caso fossem seguidos com mais cuidado por todos, a situação estaria um pouco mais aliviada.

A ideia é simular o percurso do cidadão comum por alguns locais qua acarretam algum risco, como o supermercado ou o Centro de Saúde. Como não podemos evitar de ir a esses locais, teremos que o fazer com algum cuidado. O objectivo final é obter o certificado de vacinação, para isso tendo que se evitar os contágios, obter anti-corpos, e, quando necessário, efectuar os testes PCR. Se tudo correr bem, no final ser-nos-á dado o certificado e ficaremos a saber o Rt.

Poderão aqui descarregar Pandemia. Nota: uma vez que o jogo é um pouco lento, se aumentarem a velocidade de processamento do emulador, os resultados serão mais satisfatórios.

Recuperado Brick Game de 1994


O canal Modern ZX-Retro Gaming deu com mais um jogo que nunca tinha sido lançado (incrível como ainda hoje em dia se vão encontrando tantos jogos desaparecidos). Brick Game foi desenvolvido por Grigoryev Bros em 1994, mas só em 2021 viu a luz do dia. O objectivo é muito simples: no cimo do ecrã vão surgindo aleatoriamente linhas com blocos em falta. Em baixo temos um cursor que vai lançando blocos coloridos para o cimo. A ideia é ir preenchendo os blocos em falta. Sempre que uma linha fica totalmente preenchida, desaparece do ecrã.

"Z" e "X" para movimentar o cursor, "Space" para disparar o bloco, e sempre que estivermos aflitos, "B" retira uma série de linhas do ecrã. Quanto tempo conseguiremos aguentar?

Poderão descarregar aqui o jogo.

segunda-feira, 5 de julho de 2021

Vampiri (MIA)


Da arrecadação do Luís Rato chega mais uma curiosidade, um jogo de plataformas com vampiros. Não sabemos se é original ou alguma adaptação para Italiano, pois nunca o tínhamos antes visto. No entanto, o jogo tem interesse para quem gosta do género.

Poderão aqui descarregar Vampiri.  

Journey to the Unknown Final


Journey to the Unknown Final, criado por Ruairidh B e Daniel, é mais um dos jogos desenvolvidos pelos petizes da Bearsden Primary P6A 2021. E este tem uma história caricata, pois aterrámos no planeta hostil Ogeemon e o chefão alienígena desse mundo comeu toda a nossa tripulação. E ainda ameaça ir atacar a Terra. Cabe a nós neutralizar a ameaça e salvar o nosso planeta, para isso ultrapassando inúmeros obstáculos e inimigos ao longo de mais de uma dezena de ecrãs.

A jogabilidade é interessante e vai-se até ao fim num tiro. Um dos melhores jogos do pacote que saiu da escola primária de Bearsden.

domingo, 4 de julho de 2021

Dune II: The Battle for Arrakis


Nome: Dune II: The Battle for Arrakis
Editora: Perestroika Creative Software
Autor: R. Stolyarov, S. Filippov, V. Kropachev 
Ano de lançamento: 1997, 2014, 2019
Género: Estratégia
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston Mouse
Memória: 128 K (TRD)
Número de jogadores: 1

Se no final de 1992, data original do lançamento de Dune II, nos tivessem dito que este jogo viria um dia a ser desenvolvido para o ZX Spectrum, mesmo que sendo para o 128K (com suporte TRD), diríamos que estavam doidos. Ou então pensaríamos que, quanto muito, seria uma demo muito básica, única forma de conseguir encaixá-lo na parca memória do computador. Afinal de contas já existia a experiência com jogos de estratégia em tempo real, Stonkers nos primeiros tempos do Spectrum, ou Nether Earth mais à frente, ambos de enorme qualidade, fazendo este último parte da lista que em tempos fizemos com os melhores jogos para o Spectrum. Agora, ter quase todas as funcionalidades do original, incluindo a voz sintetizada e o Verme da Areia ("Sandworm"), nunca na vida iríamos acreditar. Pois, a realidade é que foi desenvolvido, e é um senhor jogo...


Dune II tem também uma história um pouco atribulada. Assim, em 1997 foi criada uma primeira versão. Não estava completa, e durante muitos anos o jogo caiu no esquecimento. Até que em 2014, foi apresentado na competição Your Game 5, na altura com um primeiro nível jogável. Mas só em 2019 o jogo teve as correcções finais, tendo-lhe sido acrescentado os ficheiros em falta (Dune II tem agora oito níveis, podendo ser jogado com duas, das três Casas do original). Finalmente, em 2021, e para nosso contentamento, foi disponibilizado à comunidade a versão completa deste enorme jogo.

Ainda antes de começar a análise de Dune II, sem qualquer prurido digo: Joguei Dune II até à exaustão na versão para PC's. Terminei todas as missões, e voltei a jogar sempre que a oportunidade surgia. Incluindo algumas das várias sequelas, pois o jogo deu origem a uma das mais bem-sucedidas sagas no mundo dos videojogos. E também não é segredo para ninguém o gosto que tenho pelos wargames. Daí que tenha sido um prazer voltar a pegar-lhe, podendo fazer a comparação para a versão 16 bits.


Acreditamos também que já todos conheçam a história de Dune II, no entanto, de forma muito sintética, iremos fazer um pequeno enquadramento. O jogo inspira-se na obra cinematográfica de 1984 com o mesmo nome, realizada pelo magistral David Lynch, que por sua vez já se baseava na obra do escritor Frank Herbert. A acção é passada num futuro distante, estando o imperador Frederick IV, da Casa Corrino, desesperado pelo dinheiro da colheita da valiosa droga "melange" (também conhecida como "a especiaria"), única forma de pagar todo o esforço de guerra feito (qualquer semelhança com alguns regimes actuais, é pura coincidência). A droga encontra-se apenas no planeta Arrakis, e o imperador desafiou três Casas a procederem à colheita, sendo que aquela que conseguisse a maior, seria a Governadora do planeta. São três cães a um osso (dois na versão para o Spectrum, pois apenas podemos comandar os Atreides ou os Harkonnen, os Ordos ficam de fora) . 

Assumimos então o papel do Comandante de uma das Casas. Inicialmente podemos escolher aquela com a qual mais nos identificamos, mas teremos depois que ir até ao fim com a escolha. O jogo vai-se desenrolando por missões, as primeiras muito simples, e que vão constituindo uma aprendizagem para as missões seguintes. Um primeiro briefing indica os objectivos desse nível, que podem passar por colher um determinado valor de especiarias, construir algumas facilidades, eliminar o ou os inimigos, etc.. 

Assim que iniciamos o nível, a primeira tarefa é escolher o local para a base. Para isso movimentamos o MCV para um local estável e activamos a opção "deploy", criando a estrutura da base e dando acesso a um manancial de novas construções e facilidades.  Estas terão que seguir uma certa lógica, e só após algumas estarem concluídas, é que temos acesso a algumas das construções mais avançadas (fabricação de equipamentos pesados, por exemplo).


A primeira das construções a ser criada será necessariamente o gerador de energia. São estes que fornecem a energia necessária para manter as restantes facilidades em funcionamento. À medida que vamos construindo, mais energia vamos necessitando, consequentemente mais geradores necessitamos de ter em funcionamento. Estes podem ser destruídos pelas forças inimigas e também se vão desgastando ao longo do tempo (tal como as restantes facilidades), pelo que é aconselhável a estar com um olho no seu estado (basta levar o ponteiro até ao gerador, que além do estado de funcionamento, indica quanto se tem de energia fornecida pelo conjunto de geradores, assim como a necessária para ter todas as facilidades existentes em funcionamento). Normalmente, quando não existe energia suficiente para todas as construções, vão faseadamente sendo desactivadas, sendo a primeira o radar, com todas as consequências negativas que isso implica (deixamos de ter acesso ao mapa da região, assim como a disposição das nossas unidades e das unidades inimigas).

Logo após a construção de um gerador, é fundamental avançar-se para a construção da refinaria de especiarias. Estando essa criada, é gerado um "harvester", que permite ir fazendo a colheita e, quando regressa à refinaria, faz entrar importantes créditos, que por sua vez vão permitir construir novas facilidades e adquirir novas armas. Normalmente, assim que entram alguns créditos, optamos por construir alguma facilidade que permita adquirir armamento. É que ao contrário de nós, que começamos com meia dúzia de recursos, o inimigo já está fortemente implantado na região e não tem qualquer problema em mandar-nos abaixo com o seu exército. Se conseguirmos sobreviver incólumes à primeira vaga, quase sempre a mais difícil, dado que poucos meios temos por essa altura, as hipóteses de concluirmos a missão com sucesso aumenta exponencialmente.  

Enquanto vamos avançando nos níveis, as missões tornam-se logicamente mais difíceis. Objectivos mais duros de cumprir, mais inimigos, com mais armas à sua disposição, torna-se mais complicado encontrar o equilíbrio entre construir facilidades para se expandir o império, adquirir armas de defesa, ou até armas de ataque (não dizem no futebol que o ataque é a melhor defesa?).


À medida que vamos construindo mais armamento e unidades, é crucial alguma organização. Unidades soltas, a não ser que tenham como objectivo uma exploração inicial do terreno, pouca utilidade têm. Cada unidade tem uma função específica e o ideal é serem criadas de forma proporcional às necessidades. Se a ideia é defendermos a nossa base, existem unidades (e construções) mais adequadas que outras. Da mesma forma, se vamos passar ao ataque, então as viaturas têm um papel importante, nem que seja pela rapidez com que se movimentam no terreno. Apenas a experiência vai ditar a melhor estratégia para cada nível.

Uma das lacunas de Dune II é o facto de não se conseguir deslocar as unidades em bloco, como por exemplo se consegue fazer com outros jogos do género para os 16 bits (Age of Empires, por exemplo). Assim, por vezes torna-se um pouco fastidioso ter que estar constantemente a dar ordens às unidades, em especial quando o objectivo está fora do seu raio de acção (nesse caso assumem uma posição defensiva, apenas).

Por outro lado, a própria IA não é perfeita. Nem sempre as unidades se deslocam pelo caminho mais curto e é desesperante vê-las fazer grandes percursos para chegar a determinado ponto. Há que estar constantemente a corrigir o seu percurso, doutra forma podem-se perder pelo caminho ou até ter encontros pouco amigáveis.

Os programadores também não se esqueceram do Verme. Este não é esquisito, tanto ataca as nossas tropas, como as do inimigo. E não raras vezes ouve-se barulho de tiros, sem que as nossas tropas estejam a ser atacadas. Certamente será o Verme a fazer das suas junto das forças adversárias. Além de as ir dizimando, também é um excelente alerta para sabermos quando se estão a aproximar da nossa base.


A versão para ZX Spectrum de Dune II recria quase na perfeição a original, não obstante os cortes necessários, pois a memória não dava para tudo. Assim, cada Casa tem as suas unidades e os seus edifícios, bem como diferentes objectivos. No fundo, Dune II é dois em um, isto é, estamos perante dois jogos. Até se terminar todas as missões, vão ser necessárias longas horas da nossa parte, pelo menos nos níveis mais avançados. Não é assim de admirar que este lançamento seja constituído por dois discos. O segundo permite a opção de Kempston Mouse, que seguramente facilita a vida ao utilizador.

O cuidado da equipa programadora estende-se à vertente gráfica, com algumas animações bastante bem conseguidas e um som e uma melodia a condizerem com o resto. Mais uma vez estão de parabéns. 

Mas acima de tudo, e mesmo tendo em conta pequenas lacunas derivado das limitações do ZX Spectrum, Dune II, tal como já o era na versão de 16 bits, é um jogo absorvente, com uma capacidade viciante incomum, com tanto para explorar que vai fazer colar os jogadores ao ecrã até terminarem as missões. Tem a rara capacidade de ser do agrado de todos, mesmo daqueles que não estão virados para jogos de estratégia. No fundo, não é muito diferente daquilo que acontece com Laser Squad, habitualmente constando no top de preferências de todo e qualquer jogador. E por falar em Laser Squad, que tal a equipa russa fazer agora um remake desse jogo?

Poderão aqui descarregar a versão corrigida, permitindo jogar todos os níveis com ambas as casas.

Saiu Pillars

 

A cadência com que Under4MHZ cria jogos é impressionante, por vezes lançando vários por mês. E ainda poucos dias se passaram desde Mahjong Solitaire, que por sinal foi bastante do nosso agrado, e já aqui temos Pillars.

É do género Match-3, nestes caso sendo necessário fazer sequências de três cores, e no passado já vimos jogos bastante semelhantes. Fazendo lembrar o Tetris, quem gosta do género, tem aqui motivos para passar uns bons momentos divertidos.

Poderão aqui descarregar a versão 128K do jogo.

CM: Os Jogos no Computador - 022

E eis que trazemos mais uma digitalização da secção "Os Jogos no Computador" do CM, comandada pelo Paulo Ferreira. Esta edição foi publicada em 17 de Dezembro de 1989.

A secção entra a matar com uma crítica arrasadora ao jogo da semana! Definitivamente o Paulo não estaria com meias medidas em relação ao "Captain Fizz", pois mimou-o com os seguintes termos: "infeliz proposta", "perdido no tempo", "coitadito", "ultrapassado em todos os aspectos", e por aí vai!

O rol de críticas é extenso e apenas a música do jogo se salvou, não tivesse sido criada por David Whittaker.  Até a funcionalidade de escolha da língua no jogo foi arrasada, por se ter omitido o português! Se bem que naquela época, o mercado luso não era levado a sério por quem criava os jogos.

A pirataria grassava pelo nosso país e até os críticos de jogos não estavam isentos de culpas (veja-se a ilustração da capa do jogo que não passa de uma cópia)! Mas eram outros tempos e muitos na sua inocência compravam jogos piratas, muitos dos quais tentavam passar por originais...

Os pokes e dicas não foram esquecidos. Destacamos os códigos de acesso aos níveis de "Gemini Wing"! Temos também uma boa explicação de alguns elementos de "Duet". Mas a parte mais sumarenta desta edição é, sem dúvida, a estreia prometida da "sub-secção" dedicada aos utilitários de criação de jogos.

Paulo começa com uma descrição a alguns módulos da ferramenta "3D Game Maker", com um nível de detalhe que teria, com certeza, despertado a curiosidade dos leitores. Será que algum se atreveu a experimentar esta ferramenta e até criar algo interessante?

Para terminar esta secção temos os pedidos dos leitores a desesperarem por soluções para uma mão cheia de jogos, e com o top semanal do CM no qual "Red Heat" continua a dominar, com "Batman" e "Robocop" logo atrás.

A digitalização (fruto do trabalho laborioso de Mário Moreira) pode ser descarregada neste link.

sábado, 3 de julho de 2021

Ainda as pontuações...

Pois é, as pontuações continuam a dar polémica... Embora a maioria dos programadores concordem com as notas que damos, ou pelo menos com a análise que é feita (muito mais importante do que a nota), por vezes ainda existem alguns que não só não concordam, como empurram as culpas do seu trabalho não ter o reconhecimento devido, para cima de nós (ou da Crash).

Não iremos voltar a referir os critérios que moldam a classificação que damos aos jogos. Já falámos sobre isto anteriormente (ver aqui). No passado, as revistas dedicadas à análise dos jogos do Spectrum passaram por esta situação. Quem não se lembra das polémicas com a Crash, Your Sinclair, Sinclair User, já para não falar da MicroHobby? Até a nova Crash passou por isso recentemente, tanto que agora até tem uma pessoa (David Saphier) dedicada a analisar a coerência das notas dadas.

De qualquer forma, fomos comparar as notas que demos, com as dos dois últimos números da Crash (números 3 e 4, coincidindo com a entrada de David Saphier). E parece-nos que as conclusões são óbvias, pois as notas, em caso algum, estão desfasadas mais que um décimo entre Planeta Sinclair e a Crash. Mesmo no caso mais visível, Cosmic Payback, que foi Mega Game para Planeta Sinclair, mas não atingiu o galardão de Crash Smash, a diferença é mínima, pois o nosso "10", equivale a uma percentagem de 95 a 100%. E neste caso sentimo-nos perfeitamente confortáveis com a nota dada a este jogo, merecidamente considerado o terceiro melhor de 2020 na gala GOTY.

Julgamos assim que estamos no caminho correcto (tal como a Crash). Podemos errar na análise que fazemos (e em dois ou três casos até já o admitimos e corrigimos a situação), mas de forma alguma seremos permeáveis para dar notas a pedido. 

O Globo da Luz (MIA)


Conhecem-se três aventuras de texo de João Paulo Fragoso. O Segredo dos Templários já foi em tempos preservado e até foi alvo de um muito completo artigo, incluindo um lindíssimo mapa, na revista Espectro.

Jogo de Aventura ainda continua por ser encontrado (algum dos nossos leitores o terá consigo?). Será possivelmente mais uma aventura de texto, tão ao jeito das que o João Fragoso foi criando.

Mas conseguimos agora chegar a O Globo da Luz, e tudo graças a Pedro Bandeira e Cunha, o autor de Brum Brum, que nos emprestou a sua cassete. 

Em O Globo da Luz estamos perante uma aventura de texto com muito bom aspecto (mesmo não tendo gráficos). Os textos são deliciosos e abrem o apetite para os desafios que vamos encontrar neste jogo. Certamente merecedor de um mapa, com a qualidade superior daquele que foi oferecido com a Espectro (fica a dica para a equipa da revista).

Ficamos assim a aguardar pelos contributos dos nossos leitores, e, já agora, se alguém tiver o jogo completo, por favor, digitalize a capa e envie-nos.

Poderão aqui descarregar O Globo da Luz.

Cousin Horace via Zankle Soft


Alessandro Grussu continua a disponibilizar os seus jogos via a sua editora, a Zankle Soft. Em alguns casos, com pequenas modificações, apurando ainda mais os jogos, novo ecrã de carregamento, etc.. E desta vez foi Cousin Horace, um jogo que por falta de tempo nunca fizemos uma análise mais cuidada, mas que estamos em condições de garantir que é fabuloso.

O jogo é composto por várias partes, também está à venda via Bitmap Soft (somos os felizes possuidores da cassete), e pode aqui ser descarregado. É gratuito, embora possam oferecer um café a Alessandro, pequena compensação para todo o trabalho que teve, oferecendo à comunidade um excelente jogo.

sexta-feira, 2 de julho de 2021

A Capital: Pokes & Dicas - 16 de Junho de 1989

Retomamos hoje o curso normal da Pokes & Dicas, disponibilizando o dia 16 de Junho de 1989. Praticamente período de férias, os grandes jogos começam a escassear, mesmo assim ainda temos uma pérola da Topo Sofy: Tuareg


Os leitores portugueses mandaram também mais uma série de mapas e os jogos de estratégia não foram esquecidos.

Poderão vir aqui descarregar o presente suplemento.

Jogos para o Seu Microcomputador #12


Através do Museu LOAD ZX Spectrum, tivemos acesso a mais algumas revistas "Jogos para o Seu Microcomputador", que era parte integrante do semanário Expresso. Vamos assim regularmente partilhando, esperando que digitem alguns dos type-ins e nos enviem.

Poderão aqui descarregar o número mais recente (a numeração é pela ordem a que nos foram chegando, já que não sabemos a data real dos mesmos).

StoneWalk

 

Nome: Stonewalk
Editora: NA
Autor: Jari Komppa
Ano de lançamento: 2021
Género: Labirinto
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston
Memória: 48 K
Número de jogadores: 1

De Jari Komppa já estamos habituados a ter pequenos jogos, mas abrangendo uma grande variedade de géneros. Desde quebra-cabeças, até aventuras de texto, já fez um pouco de tudo. Nem sempre do nosso agrado, é verdade, mas talento não lhe falta. E agora chegou a vez de um clone de Boulder Dash, embora pelo nome não fôssemos imediatamente lá.

São 14 níveis, mas nem todos tipicamente à Boulder Dash. Em alguns apenas temos que rapidamente ir até à porta de saída, outros encontrá-la no meio das vagas de água, etc.. Curiosamente, estes são os níveis mais fracos, apenas exigindo destreza nos dedos, e nenhum pensamento lateral. De qualquer forma, no inicio de cada um são-nos dados os objectivos desse nível. Ficamos assim a saber quantos diamantes são necessários para se terminar o nível, já que nem sempre é necessário recolher todos (na realidade quase nunca), facilitando a missão.


Os gráficos são medianos, assim como o som, não tendo nada que o distinga dos 1.001 jogos do género já desenvolvidos (e alguns até muito recentemente). Além disso, o nível de dificuldade é bastante baixo e rapidamente se consegue terminar o jogo, havendo depois pouco incentivo para a ele voltar. De qualquer forma, quem gosta do género, tem aqui bons motivos para se perder durante uma hora. Não mais que isso, pois não acreditamos que alguém demore mais tempo a terminá-lo. 

O jogo está disponível via página da Spectrum Computing, podendo aqui ser descarregado.

quinta-feira, 1 de julho de 2021

Automobile Analyzer (TS 1000 MIA)

 

Mais um programa técnico para o Timex Sinclair 1000 que conseguimos recuperar. Desta vez foi Automobile Analyzer, de 1982, que apesar de ser bem conhecido pela comunidade, ainda não tinham conseguido recuperar o programa ou as instruções. Ficamos assim com mais um lançamento completo, tudo graças a um enorme lote que adquirimos e que tinha muitas preciosidades da Timex...

Poderão aqui descarregar este lançamento completo.

Jet Pac John


Jet Pac Jonh, desenvolvido por Matthew G, Struan e Connor, é mais um típico jogo de plataformas criado com recurso ao Arcade Game Designer, ferramenta que tem sido utilizada pelos alunos da Bearsden Primary P6A 2021, na disciplina de tecnologia. Lembramos que estamos a falar de alunos com 10 anos. Mas o que temos visto é que o resultado é espantoso, por vezes criando pequenos jogos superiores a alguns que temos visto por ai.

Apesar de ter no nome Jet Pac, é preciso cuidado onde fazemos aterrar John, pois se cair de grandes alturas fora das plataformas específicas para o efeito, é morte certa. E esse é o segredo para se conseguir chegar ao fim e ver a surpresa que foi reservada a John...

Revista Espectro #6 à venda!

Caros leitores da Espectro, é com prazer que damos início à venda da Revista Espectro #6!

Como alguns já saberão, continuamos a recuperar o atraso que a Revista sofreu por conta de diversos problemas agravados pela situação pandémica. O nosso esforço continua e dois objectivos já foram alcançados! Fechamos o ano de 2020 e agora estamos com o calendário de publicações sincronizado em Portugal e no Brasil!

Apesar do atraso de alguns meses, esta edição continua muito relevante! Fizemos uma sentida homenagem aos pioneiros da Timex portuguesa que partiram no ano de 2020. Ainda sobre a Timex revelamos vários detalhes sobre um protótipo misterioso. Temos também as habituais reviews a jogos lusos como "Welcome to Hollywood" e "ZXS Spyctrum". E nas páginas centrais, brindamos os leitores com um lindo mapa de "Wudang".

Visto que a edição é referente ao final do ano de 2020, colectamos testemunhos de leitores brasileiros sobre as suas memórias de Natal com os respectivos microcomputadores com que foram presenteados quando eram crianças ou jovens. Também fizemos uma seleção de 10 jogos da época natalícia! E ainda publicamos a habitual listagem em Sinclair BASIC com o "Corrida de Renas". Como se costuma dizer, o Natal é quando um homem quiser...

Para os primeiros compradores temos a oferecer um brinde, a edição física de "Mike, The Guitar", o terceiro jogo que o autor Sebastian Braunert ofereceu aos leitores da Espectro. Trata-se de uma tiragem única e muito limitada (só para a revista impressa em Portugal), acompanhada de um card e uma palheta de guitarra personalizada.

É importante relembrar os seguintes detalhes de venda para os compradores portugueses/europeus:

- os meios de pagamentos disponíveis são transferência bancária e Paypal;

- os envios são por correio registado, para o espaço da União Europeia, UK e resto da europa, e também para o Canadá;

- não esquecemos os números esgotados do #1 ao #3, pedimos paciência, a seu tempo ninguém ficará com a coleção incompleta; mas não deixem de comprar os números da nova fase pois a tiragem destes também é limitada!

Finalmente, informamos que ainda temos algumas unidades do bundle da Espectro #4 + Espectrotape #2 (covertape), bem como unidades da Espectro #5, então não perca a oportunidade de as adquirir antes que esgotem!

Os leitores brasileiros podem adquirir a sua Espectro na nossa parceira Clube MSX que está a tratar do processo de compra e expedição, acessível AQUI!

Para os leitores portugueses a loja da Espectro está acessível AQUI!

Estamos a terminar a Espectro #7, uma edição muito relevante sobre o que se foi descobrindo recentemente, fruto da parceria Planeta Sinclair e Museu LOAD ZX! A próxima edição será muito especial e marcante para a nossa comunidade de aquém e além-mar!

Qualquer dúvida ou problema não hesitem em contactar a Espectro!

Filipe Veiga (editor de Portugal da Revista Espectro)