domingo, 20 de setembro de 2020

FlappyClive


Nome: FlappyClive
Editora: Furillo Productions
Autor: IADVD & Molomazo
Ano de lançamento: 2020
Género: Aventura
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
memória: 48 K
Número de jogadores: 1

E depois do muito aclamado Federation Z, a equipa IADVD & Molomazo volta a fazer das suas, desta feita homenageando o mentor do ZX Spectrum, Sir Clive Sinclair, com Flappy Bird. São assim dois jogos que colocaram no Concurso MK1 con Retromaniac, qualquer um deles lutando pela vitória, o que é o mesmo que dizer que nenhum é obra menor.

Tal como o nome indica, inspira-se em Flappy Bird, um dos jogos mais famosos de todos os tempos. O objectivo deste é apenas um, dirigir um pássaro ao longo de um percurso recheado de obstáculos (canos), tentando aguentar o máximo possível sem bater nos obstáculos. Jogo mais simples não existe (e chato também, acrescentamos nós). Felizmente que FlappyClive é muito mais do que uma mera conversão de Flappy Bird, doutra forma nem meia dúzia de linhas lhe dedicávamos.

Quanto a esta versão para Spectrum, a história é obviamente diferente. Temos assim que ajudar o génio dos computadores pessoais a alcançar os seus sonhos. Para isso temos que desbloquear 40 troféus, correspondendo cada um deles a uma diferente missão. Estas vão sendo cumpridas à medida que vamos fazendo Sir Clive avançar (voando) no percurso, evitando (ou nem por isso) bater nos obstáculos, na forma de computadores empilhados e que têm o mesmo efeito dos canos em Flappy Bird.


Nem todos os troféus são imediatos, muito menos estão todos visíveis inicialmente. Entrando no menu dos troféus conseguimos ver aqueles que já alcançámos, isto é, cujas missões realizámos com sucesso, bem como aqueles que ainda estão por obter. Os que têm um ponto de exclamação, indicam a missão que deve ser cumprida e que pode passar por fazer uma determinada distância, apanhar um número definido de objectos (por exemplo, exactamente 80 bolos de aniversário), completar uma certa frase, ou até evitar alguns dos itens que surgem aleatoriamente ao longo do percurso (os mais difíceis). São imensas as variantes existentes, repartidas em dois modos de jogo diferentes e que vão acontecendo sequencialmente, o primeiro no qual aparece ao longo do ecrã os bolos de aniversário, corações, moedas e computadores, o segundo onde aparecem apenas as letras. Existe assim garantia de grande longevidade até se conseguir finalizar o jogo.

Por outro lado, aqueles que têm um ponto de interrogação, não indicam (ainda) a missão que deve ser cumprida. Para que a mesma fique visível, teremos que realizar determinadas acções quer no menu inicial, quer na sala de troféus. Contem assim com alguns easter eggs pelo meio. E é sempre engraçado fazer um longo percurso e ver alguns dos troféus a serem alcançados sem que sequer tenhamos lutado por eles (no fim de cada jogo são identificados os que foram alcançados).

No menu inicial é ainda possível escolher-se dois níveis de dificuldade, sendo que no mais difícil, a abertura por onde Sir Clive tem que passar é mais pequena, sujeitando-se assim a mais tropeções e cabeçadas.


A introdução da sala de troféus e das missões foi, conforme se disse, uma aposta muito feliz. Sendo que a mecânica de flappy é bastante monótona (apenas temos que carregar na tecla de "space" para fazer o personagem subir, doutra forma desce sob o efeito da gravidade), existirem tarefas para se completar, dá uma pitada de sal ao jogo. E se até é fácil conseguir evitar-se os obstáculos, já que a velocidade do scroll é bastante lenta (colocámos a velocidade do emulador em 14 Mhz, tornando o desafio mais aliciante), conseguirmos cumprir com algumas das missões não é nada fácil e depende muito da sorte. Imaginem, por exemplo, ter que apanhar 10 corações e nenhuma moeda e, quando vamos para o último dos corações, está uma moeda exactamente no local da abertura por onde temos que passar. Frustrante, não é? A aleatoriedade tem disto, para o bem e para o mal.

Outro dos factores que muito apreciámos em FlappyClive foi a vertente gráfica. Os sprites estão extraordinariamente bem desenhados (vejam Sir Clive a passear no seu Sinclair C5) e até o pormenor dos patinhos a nadarem no lago contribui para tornar visualmente o conjunto mais atractivo. E já que falamos no Sinclair C5, é sempre bom apanhá-lo, pois além de aumentar a velocidade com que nos deslocamos, permite também momentaneamente ultrapassar os obstáculos sem neles tropeçar. Mas cuidado, a gula é um pecado mortal...

FlappyClive é então uma abordagem inovadora a um conceito que parecia já não ter nada para nos oferecer, e que vicia, ó se vicia... Experimentem começar a desbloquear troféus e vão ver que só descansam quando chegarem ao fim.

4 comentários:

  1. Dear André, thank you for the review! Did you got the 40 trophees? :) I did not know the trick of accelerating the emulator to get more speed! That is very pro! Regarding the graphics I would like to mention that the imaginery of the game is inspired in the Sinclair QL tv ad from 1984, same park and setup. Ah just sorry to bother you again haha the "Nome" of the game is FlappyClive, not Federation Z :) but good to recall Federation Z, because the MojonConcurso contest is pretty close! Two weeks to go. Cheers and enjoy your Sunday. :)

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  2. ups, sorry once again. I'm on holidays right now. Couldn´t complete the game yet. ìm near, but meanwhile I left for a few days off. I saved my positino and will continue next week ;)

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  3. Enjoy your holidays! In Japan today and tomorrow are national holidays. :) Cheers!

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