quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Crash Annual 2019 (issue 100)


E muito convenientemente chegou-nos na véspera de Natal a edição de 2019 da Crash. Depois do sucesso que foi a edição de 2018, também a edição de 2019 resultou de uma muito bem sucedida campanha de crowdfunding e a revista (mais o poster de Knight Lore, um calendário, e no nosso caso, por sermos early bird, a revista Fusion), aterrou em  nossa casa na altura perfeita. Permitiu-nos assim, ainda antes da consoada, dar uma espreitadela, antes de embarcarmos posteriormente numa leitura mais profunda.

Este lançamento de 2019 segue muito a linha do ano anterior, o que não é uma surpresa. Em projecto bem-sucedido não se deve mexer, diz a velha máxima. E não temos qualquer dúvida que quase todos os leitores irão adorar a revista (incluímo-nos nisso).

Parece-nos também que Chris Wilkins teve em conta o feedback dado pelos leitores relativamente à edição de 2018. Embora não tenha tantas reviews como no ano anterior, estas são agora maioritariamente do período de 2017 e 2018. Uma lacuna assinalamos, continua a não haver a review de The Sword of Ianna, e se no ano anterior ainda havia alguma desculpa, este ano já não.

Mas apesar dos jogos portugueses não terem lugar na revista, foi com muito agrado que vimos incluída uma página a falar da Topo Soft e de Borrocop (há uns meses tínhamos enviado umas "dicas" ao Chris Wilkins sobre os jogos deste nosso amigo espanhol).

Também nos parece que o sistema de pontuação dos jogos está agora mais coerente e afinado, depois de na edição do ano anterior termos notado algumas incoerências. O que lamentamos é que os jogos de estratégia não tenham lugar na revista, ao contrário da secção de aventura, que tem agora bastante mais conteúdo.

Gostámos também bastante de alguns artigos de fundo e entrevistas e destacamos aqueles sobre a Monument Microgames (com entrevista ao Gaz) e o making of de Oure, jogo a aparecer nos primeiros dias de 2019.

Por outro lado, parece-nos que o Next terá tido pouco destaque (aqui é uma questão de gosto pessoal, não tanto uma crítica), sendo que pelo menos poder-se-ia ter falado de alguns dos jogos que já apareceram para esta plataforma, nomeadamente Nextoid, que pelos vistos continua a ser esquecido pelas publicações do Spectrum.

De resto, contem com a qualidade habitual nos lançamentos do Chris, uma boa estrutura, muitas imagens, grafismo excelente, e imensos artigos interessantes sobre as novidades mais recentes (e não só) do nosso computador preferido. Portanto, imperdível para todos aqueles que seguem o ZX Spectrum (e são cada vez mais).

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