segunda-feira, 19 de março de 2018

Jumping Jack


Nome: Jumping Jack
Editora: Imagine Software
Autor: Albert Ball, Stuart C. Ball
Ano de lançamento: 1983
Género: Ação
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Não
Memória: 16/48/128K
Número de jogadores: 1

É nosso dever deixar desde logo um aviso: Jumping Jack é dos jogos mais frustrantes que alguma vez foram criados. Imaginem o que é estar a um pequeno passo de terminarem um nível e numa fracção de segundo deitarem tudo, mas mesmo tudo, a perder. É isso mesmo que se pode aqui passar. Mas comecemos do início.

Reza a história que para que Jumping Jack tenha acesso a um verso limerique, poema monostrófico de cinco versos, com ritmo anapéstico ou anfíbraco (não nos perguntem o que isto é, limitámo-nos a ir ao Wikipedia ver do que se tratava), terá que escalar até ao topo de cada um dos vinte níveis que compõem o jogo. Para isso tem que ir saltando através das aberturas que se vão formando ao longo das linhas que se vão movendo no ecrã, umas para a esquerda, outras para a direita, e sob as quais nos apoiamos, passando assim para a plataforma seguinte. Mas se falhamos o salto batendo com a cabeça na linha superior, ficamos por momentos inconscientes correndo o risco de cair numa abertura que entretanto se tenha formado, e levando-nos a cair para a plataforma inferior, fazendo-nos voltar a ficar inconscientes (a assim por diante). E quando damos por isso estamos de volta ao piso térreo perdendo uma vida.


Como se não fosse tudo já bastante difícil, à medida que vamos avançando de nível vão aparecendo obstáculos que se movem ao longo das linhas (combóios, bruxas, e outras personagens), que se nos tocam têm o mesmo efeito de uma queda ou de uma batidela com a cabeça, isto é, deixar-nos inconscientes durante uns segundos. Com os efeitos já referidos no parágrafo anterior.

Apesar do conceito de Jumping Jack ser extremamente simples, é um jogo bastante original. Além disso está tão bem implementado, que mesmo com toda a frustração que necessariamente vão sofrer sempre que o carreguem, estamos sempre prontos para tentar passar mais um nível. Nem mesmo os gráficos, básicos mesmo para 1983, tiram-nos o prazer de ver Jack chegar ao topo. 

Em suma, quem não o conhece tem que experimentar. Mas vão por vossa conta e risco, pois é difícil largá-lo...

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