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quarta-feira, 1 de abril de 2026

Encontrado o criador de Paradise Café e em breve sai a sequela


Temos uma notícia bombástica para dar. Assim, depois de muito procurarmos, finalmente identificámos o programador do mais famoso jogo Português de todos os tempos, o Paradise Café. Na realidade já o sabíamos há algum tempo, mas apenas agora pudemos dar a notícia, até porque haverá mais novidades

Neste momento temos estado em consulta com um advogado, pois embora tenha passado muito tempo desde que o jogo saiu originalmente, ainda poderá dar origem a alguns problemas legais. No entanto, estamos convictos que em breve o poderemos apresentar à comunidade. 

E já que estamos com a mão na massa, mesmo ainda não tendo o ok quanto à parte legal, o seu criador acedeu a fazer a sequela. Tem inclusive versão física, que vai ser vendida ao preço de 10 euros + portes. Estamos para já nos testes finais, mas fiquem atentos para mais novidades em breve...

Nota: a edição vai ser bastante limitada, mas quem estiver interessado em fazer a pré-reserva, basta dizer "eu quero" na caixa de mensagens.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Mined-Out Faster


Mined-Out é um dos programas mais conhecidos dos primeiros tempos do ZX Spectrum até porque tinha o selo da Quicksilva por trás. Pois agora, Theshich, responsável pelo fabuloso Tetris Championship Edition, mas também pelo remake de Paradise Café, criou uma versão livre de bugs, mais rápida e com melhorias gráficas. No entanto, não funciona na maior parte dos emuladores.

Já o experimentámos e recomendamos. Apenas lamentamos que as teclas não tenham sido redefinidas, pois as que existem por defeito, levam a constantes enganos. E qualquer engano neste jogo, tem como resposta uma explosão.

Poderão aqui descarregar este remake.

sábado, 4 de outubro de 2025

S1NCLA1R C1TY


Nome: S1NCLA1R C1TY
Editora: Javier Fopiani & Furillo Productions 
Autor: IADVD, Molomazo, Javier Fopiani
Ano de lançamento: 2025
Género: Aventura
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Número de jogadores: 1
Memória:  128 K
Link para descarga: Aqui

A equipa Furillo, isto é IADVD e Molomazo, e Javier Fopiani, uniram esforços durante cerca de ano e meio e lançaram S1NCLA1R C1TY. É isso mesmo, tudo em maiúsculas e números, pois representa os displays, também conhecidos como "split-flap", muito comuns nos aeroportos e nas grandes estações de autocarros. Para quem não sabe do que falamos, pensem naquelas sinaléticas estilo anos 70 e 80, nas quais estão escritos os destinos dos autocarros, e cujas letras vão saltando sempre que se pretende mudar o descritivo. É isso que basicamente representa, ou seja, a chegada do jogador a S1NCLA1R C1TY.

A temática é bastante futurista, trazendo à memória Blade Runner, Dark City e outras obras sci-fi do género. Aliás, o jogo está repleto de referências a obras cinematográficas, mas também a antigos jogos do ZX Spectrum, como a saga Wally, Frankie Goes to Hollywood ou Bruce Lee, não faltando sequer o revelador mamilo na figura feminina do ecrã de carregamento, algo que também era frequente nos jogos Espanhóis, e da própria autora do Boys (Summertime Love) ou Boys, Boys, Boys, como preferirem. Pois é, a memorável Sabrina faz parte deste jogo!

O menu inicial, apesar da sua forma simplista, está bastante composto, permitindo várias configurações de teclas, de joysticks, e até um sistema de passwords que permite avançar imediatamente para o nível pretendido. Notem, no entanto, que apesar de permitir evitar passar pelos níveis anteriores, não é transferido o dinheiro que entretanto tenhamos adquirido até aí, e esse é um grande ónus, pois apenas com dinheiro podemos fazer aumentar a nossa energia ("health"), constantemente delapidada pelas chuvas ácidas e fumos tóxicos, e pelos inimigos que nos emboscam quando menos esperamos (é bom não andarmos pelas ruas com a energia em baixo). Por outro lado, nem tudo é mau, pois começamos o nível com a energia no máximo.

Para quem quiser desde logo começar a jogar sem ler as instruções, isso também é possível, até porque apesar de uma aparente complexidade, o jogo é bastante simples e intuitivo. Além disso, entre cada fase aparece uma sinopse explicando o que se tem que fazer nesse nível, além de que ao conversarmos com as diversas personagens, vamos também apanhando o fio à meada e percebendo o que temos que recolher. Tudo muito limpinho e exemplarmente executado. De qualquer forma, aqui vão algumas dicas...

O jogo tem três níveis: os becos, o porto e o edifício da Corporação CPC. Após terminar-se o nível, existe uma fase intermédia, que faz a passagem entre as três regiões (uma breve corrida de C5, tendo que se evitar os inimigos, que rodam na nossa direcção). O objectivo é percorrer as ruas, numa sequência a fazer lembrar o já referido Blade Runner. Essas ruas são labirínticas, e mudam de jogo para jogo, mas felizmente que existe um muito útil mapa na parte inferior do ecrã, que vai revelando os locais por onde vamos passando, assim como os pontos de interesse. Esses incluem algumas lojas com personagens bem conhecidas e carismáticas do ZX Spectrum, e que necessitam de algo. Quando encontramos o item que necessitam, dão-nos então o objecto que têm na sua posse. Depois de aplacados todos os desejos dos diversos personagens, assim como daqueles que se encontram no local onde iniciamos a missão, é-nos dado a viatura C5 que permite passar ao nível seguinte, numa nova fase diferente de todas as outras. Mas ainda antes, temos que encontrar o traficante, que se encontra sempre nas junções das ruas, e que tem um passe C5-ID, fulcral para se poder avançar. Notem que os traficantes apenas aparecem quando não existe a malfadada chuva ácida ou fumos tóxicos.

A chuva ácida (ou os fumos tóxicos, no último nível), caiem aleatoriamente, e quando entramos numa rua que por ela esteja a ser assolada, resta-nos avançar rapidamente para a rua seguinte (ou entrar nalguma loja). A chuva e os fumos vão delapidando a nossa energia a um ritmo demasiado rápido, daí que tenhamos que ir obtendo dinheiro ao longo do jogo, para o gastarmos em comida no bar Paradise, ou nos locais onde iniciamos a missão em cada um dos níveis, única forma de repor a saúde, mesmo que isso implique ingerir alimentos pouco saudáveis. Claro que é sempre possível comprar um pouco de energia aos traficantes, mas a um preço elevadíssimo, pelo que apenas se deve avançar para essa opção, se estivermos no limite das nossas forças.

Outra forma de se perder a energia, é ser-se apanhado nas emboscadas que surgem periodicamente ao longo dos nossos passeios pelas ruas. Entramos então numa sequência de puro tiro ao alvo, a fazer lembrar The Untouchables ou Prohibition. Esta fase sempre serve para desentorpecer os dedos, assim como dar algum dinheiro extra e um útil objecto, claro está, se a completarmos com sucesso (atenção para não andarmos na rua com pouca energia, podemos ter uma surpresa desagradável). Além disso, serve para quebrar a monotonia e concede mais motivos de interesse a este excelente jogo, nomeadamente aos adeptos dos jogos de acção e tiro ao alvo.

Os traficantes vendem ainda melhorias na forma de balas "bullets", que permite fazer um "upgrade" à arma que temos em nosso poder e que usamos nas emboscadas. Podemos comprar uma melhoria por nível, e é fundamental fazê-lo, pois é o que nos permite fazer maior dano aos nossos inimigos na fase da emboscada, em especial no terceiro e último nível, onde a nossa energia decresce a um ritmo alucinante. É assim uma prioridade adquirir-se esta melhoria logo no início de cada nível. Existem mais algumas pequenas nuances, mas estas estão todas explicadas na página do jogo.

Já devem ter percebido que gostámos, e muito, deste jogo. Em primeiro lugar, é enorme, totalmente absorvente, com maravilhosos gráficos e música esplendorosa, algo que já é imagem de marca na equipa Furillo e em Javier Fopiani. Para se conseguir colocar isto tudo na memória, o jogo foi desenvolvido quase por inteiro em Assembly. Foi um enorme passo dado por esta equipa e que explica também um pouco o ano e meio que levou a desenvolver S1NCLA1R C1TY.

Mas tudo está tão bem implementado, que é um delírio para os sentidos ir-se avançando nesta ilustrada e iluminada aventura, apesar dos seus tons negros e depressivos. A diversidade é tanta, que acaba por não haver momentos mortos durante o jogo, até porque temos que estar sempre a correr de um lado para o outro.

Haveria muito mais a dizer deste excelente jogo, mas convidamo-vos a verem o directo que o nosso amigo Javier Ortiz, el Spectrumero, está a fazer no momento do seu lançamento (ver aqui), e depois virem aqui descarregar S1NCLA1R C1TY, dando uma pequena e mais que justa contribuição aos seus autores por este belíssimo trabalho (o custo do jogo é de apenas 2,5 USD). E 12 macacos me mordam se este jogo não vai parar ao próximo GOTY...

segunda-feira, 15 de setembro de 2025

Tower of Mystery


Não só de Tetris ou Paradise Café vive Theshich. No tempo que medeia esses jogos maiores, também tem tempo para pegar em antigas aventuras que surgiram como type-ins em livros, neste caso Compute's Guide to Adventure Games in, de 1984, e passá-las para o ZX Spectrum, utilizando 100% BASIC. É o caso de Tower of Mystery, uma pequena aventura muito simples, perfeita para os iniciados nestas andanças.

Poderão aqui descarregar este jogo.

segunda-feira, 25 de agosto de 2025

Frostland


Jogo: Frostland
Programadores:  Skorik Roman
Género: Estratégia
Origem: Rússia 

Try to establish a settlement on an icy island and survive among snow and blizzards. Melt the ice, build houses, hire people, and fight cyclones. Turn a lifeless frozen wasteland into a paradise.

Um dos aspectos que mais nos agradou nesta edição da competição YRGB 2025, é o elevado número de jogos de estratégia. Quase um terço dos jogos insere-se nessa categoria, e tendo em conta que estamos  perante um nicho muito específico, ainda mais que o das aventuras de texto, é de facto notável. Bem sabemos que muito dificilmente um jogo com as características de Frostland irá vencer a competição, até porque a vertente gráfica e sonora é menos importante do que em jogos de arcada, e, portanto, menos valorizável, mas que é um trabalho excepcional, disso não temos dúvidas. Também daqui a meio ano irá haver o GOTY, e estamos certos que este jogo não irá lá faltar.

Em Frostland, o objectivo é apenas um: tornar uma ilha gelada habitável. Para isso temos que em primeiro lugar derreter o gelo, depois construir casas e torná-las habitáveis. Para construir casas é necessário pessoas e madeira, as pessoas necessitam de ser alimentadas, para isso tendo que caçar nas florestas, cultivar os campos ou fazer o pastoreio, ou ainda pescar. Se isto vos trouxe à memória Colonization ou Civilization, estão inteiramente correctos, pois é de gestão de recursos que estamos a falar.

Até aqui tudo estaria bem, pois bastava um pouco de matemática para se fazer uma gestão adequada dos recursos e expandir a civilização. Mas surgem então os eventos e o factor "calor", responsável por tornar os campos gelados e matar as pessoas. E relativamente aos eventos, mais uma vez é necessário ter em conta os efeitos climáticos, pois um ciclone vai surgindo no horizonte, destruindo e tornando árido tudo por onde passa e se chega à nossa base, o jogo termina. Para combater o ciclone, temos que construir um localizador e, preferencialmente, uma torre meteorológica de longo alcance (a de curto alcance não necessita de localizador, será usada para colocar apenas em locais mais afastados da base). E tudo isso consome recursos, pois claro, dificultando a sua gestão.

Frostland desenrola-se com bastante ritmo e é possível terminar um jogo (com sucesso) em cerca de uma hora. Mas até lá chegarmos, é necessário muito treino, uma boa estratégia, e alguma sorte à mistura nos terrenos que nos vão surgindo, pois mesmo no nível mais fácil (tem dois), a tarefa é bastante complicada. Quem não está habituado ao género, por esse motivo, poderá desistir, e é uma pena.

Pontos positivos: bastante original, género de jogo menos frequente de aparecer, bom ritmo no desenrolar da acção e dos eventos.

Pontos menos positivos: grau de dificuldade muito elevado, podendo desencorajar muitos jogadores, alguns (pequenos) bugs.

quarta-feira, 30 de abril de 2025

Pixel Hunters XXIII: entrevista a Filipe Veiga


O Bruno Fonseca tem como convidado para este episódio Filipe Veiga da Teknamic para falar do jogo Alentejo: Tinto's Law e outros assuntos retro.

Uma entrevista fantástica, de duas pessoas que conhecem a fundo o panorama do ZX Spectrum. Muitas referências ao Museu LOAD ZX, ao Planeta Sinclair, ao nosso trabalho de preservação, a Saboteur, a Paradise Café, e muito mais.

Venham aqui ouvir este podcast, vale mesmo a pena...

segunda-feira, 21 de abril de 2025

Paradise Café Deluxe (versão Espanhola)


De facto Paradise Café é um verdadeiro fenómeno mundial, extravasando em muito a cena Portuguesa. Já tínhamos a versão Portuguesa de 1985, a versão comemorativa dos 40 anos, a versão Inglesa com melhoramentos, todas já disponibilizadas em Planeta Sinclair. Pois agora temos a versão Espanhola com melhoramentos (Deluxe version), mais uma vez desenvolvida mais uma vez por theshich, com tradução de Isaias. Os nossos vizinhos já podem agora apreciar o jogo em toda a sua glória...

Poderão aqui descarregar esta nova versão.

sábado, 22 de março de 2025

Paradise Café (2025 remake)


Paradise Café está mesmo em "alta" e continua a ter um interesse incrível por parte da comunidade. Depois de ter feito a bonita idade de 40 anos, do lançamento físico, e de uma versão traduzida (e melhorada) para Inglês (ver aqui), surge agora a versão melhorada, mas em Português.

As melhorias são imensas, logo a começar com a fluidez da acção e a música. No fundo, aquilo que Theshish já tinha feito na versão Inglesa. Mas há mais...

Poderão vir aqui descarregar esta nova versão, o nosso agradecimento ao fiel leitor "anõnimo", por nos ter alertado para este lançamento.

quinta-feira, 13 de março de 2025

Bastidores da produção de Paradise Café 40 Anos e Retro Parla


Ontem marcou a estreia da Larvae Records na produção da sua primeira edição para o ZX Spectrum, num cenário já bem conhecido para a Teknamic. Estivemos na Edisco para acompanhar de perto o processo de fabrico desta edição muito especial para os portugueses.

Entre o barulho da impressão e algumas conversas sobre o panorama português da cena retro, foram impressas 150 cassetes, que seguiram depois para duplicação.

Entretanto, tivemos acesso privilegiado ao primeiro teste de sempre desta nova edição.

E as surpresas não ficam por aqui! A Larvae Records cedeu generosamente 15 unidades para serem adquiridas no espaço da Teknamic no Retro Parla, que acontece já no próximo fim de semana (15 e 16 de março) em Madrid. Embora o Paradise Café não faça parte do catálogo da Teknamic, esta faz questão de apoiar e dar visibilidade a produções lusas no estrangeiro, independentemente da editora ou do título.

Os nossos vizinhos espanhóis terão assim o privilégio de ver, em primeira mão, os primeiros exemplares desta belíssima cassete – e apostamos que vão desaparecer num instante!

domingo, 2 de março de 2025

Paradise Café (edição comemorativa do 40º aniversário)

Por esta é que não esperavam, não é? 

A Larvae Records, uma editora e promotora de eventos Portuense especializada em música alternativa, que tanto organiza um concerto de Samantha Fox, como de Holocausto Canibal ou Pestilence, e que também tem muita experiência no lançamento de cassetes (de música), aventurou-se a pegar em Paradise Café, o infame, mas tremendamente popular (e não só em Portugal) jogo de 1985, que ainda recentemente até teve uma versão melhorada e traduzida para Inglês (ver aqui). 

Foi assim feita uma versão física comemorativa dos 40 anos do jogo, que irá ter o simbólico número de catálogo 100, e que estava guardado para uma efeméride como esta. A cassete tem uma edição muito limitada (apenas 100 exemplares), pelo que estamos convencidos que rapidamente irá desaparecer, tornando-se depois objecto de coleccionadores. Por isso, quem quiser deitar as mãos a uma (cassete), terá que se despachar.

Conhecemos bem a Larvae Records e até temos algumas cassetes desta editora. A qualidade é sempre excelente, pelo que seguramente este produto vai ter uma qualidade muito acima da média, apenas equiparado aos lançamentos da Teknamic Software, de Filipe Veiga.

Com o que podem então contar?

PARADISE CAFÉ - QUADRAGÉSIMO ANIVERSÁRIO | 1985-2025

Unanimemente considerado o jogo português mais mediático (e mais polémico), agora com a merecida homenagem no ano da celebração do seu quadragésimo aniversário, numa edição verdadeiramente especial!

  • Tiragem ultra limitada e numerada.
  • Edição com capa J-Card de cinco painéis duplos + full print-tape.
  • Sinopses descritivas das diferentes personagens, teclas de controlo e missão a desempenhar.
  • Inclui cupão de download do jogo + tutorial de instalação (sendo possível carregar o jogo tradicionalmente através da cassete incluída ou a partir do ficheiro igualmente disponibilizado).

“Se há um jogo que simboliza a transgressão no ZX Spectrum, esse jogo é Paradise Café. Lançado em 1985, num Portugal ainda a descobrir a liberdade, tornou-se um mito urbano, uma peça de culto tão infame quanto inesquecível." - Filipe Veiga [Teknamic]

Créditos:

  • Programação - Damatta
  • Ilustrações - Miguel Jorge
  • Layout - Phobos Anomaly Design
  • Textos - Pedro Daniel

Este artigo encontra-se em pré-venda e começará a ser expedido ainda durante Março (2025).

Assim, quem quiser saber mais sobre este lançamento, apenas terá que aqui vir.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2025

Os números de Planeta Sinclair


Para quem gosta de estatísticas e números, o gráfico acima mostra o crescimento que Planeta Sinclair foi tendo ao longo dos últimos anos. Começou de forma muito modesta em 2016 e 2017, mas a partir do momento em que começámos a partilhar MIAs, o número de visualizações deu um salto espectacular.

Esse número cresceu todos os anos, com excepção de 2022 (não é alheio a isso o fim do confinamento), sendo que em 2024 o número passou as 400 mil visualizações. Para um blogue em Português, destinado a um nicho, é obra...

Ficam os números até ao momento:

  • Número de visualizações:  1 806 311
  • Número de posts: 7 086
  • Post mais visto de sempre: Paradise Café (cerca de 12.300 visualizações)
  • Outros posts mais vistos (por ordem decrescente de visualizações): Nosy 128K, Topo Mix Game, Formula One (2020 MOD), Vencedores GOTY 2020, Space 1999: the Invasion, Em Busca do Mortadela, City Connection 128K, PDFs da Fusion Retro Books, Casanova / Pizza e Pasta, Saboteur Deep Cover, Planeta Sinclair Awards: GOTY 2020, Doom, Sir Clive Sinclair (1940-2021), Serpahima (versão final), Vencedores GOTY 2022, Viagem ao Centro da Terra (versão estendida), Tiki Taka
  • Países com mais visualizações (por ordem decrescente): Portugal, EUA, Espanha, Reino Unido, Alemanha, Brasil, Países Baixos, Rússia, França, Itália

quinta-feira, 28 de novembro de 2024

Paradise Café (2024 remake)


Paradise Café continua, quase 40 anos depois do seu lançamento, a ser motivo de conversa de jogadores e da comunidade, e não só no nosso pais. O Mário Viegas falou sobre este jogo em 2018 (ver aqui), e este post está regularmente em primeiro lugar do top semanal de Planeta Sinclair. Aliás, tem quase 10 vezes mais visitas que o post que se encontra em segundo lugar, o que diz bem do interesse que o jogo revela tanto tempo depois.

Vamos abster-nos de fazer grandes comentários do jogo, pois o Mário já o dissecou e também é público aquilo que, em termos pessoais, acho deste jogo. Também não vale a pena perguntarem-nos quem é o seu criador. No dia em que ele queira que se revele o nome, teremos todo o gosto em anunciá-lo por aqui. Mas até lá, fiquemo-nos apenas pelo nome pelo qual se tornou conhecido: Damatta.

O que aqui nos traz hoje é um remake do original de 1985. Não terá grandes mudanças estruturais ao nível da sua mecânica, mas foram corrigidos bugs (alguns críticos) e a velocidade e fluidez aumentou substancialmente, naquilo que era uma das maiores lacunas do original. Assim até dá mais prazer (sem qualquer duplo sentido) andar por esta rua interminável, repleta de portas que se abrem directamente para a tentação (por vezes apenas para dissabores, em especial se não temos documentos ou a arma).

O programa incluí agora um novo Random Number Generator e, por isso mesmo, foram desbloqueados alguns diálogos. Torna-se assim um pouco mais imprevisível e menos limitado, melhorando a sua jogabilidade. 

Graficamente também teve algumas melhorias, e aquele flicker irritante desapareceu, mantendo-se o colour clash, mas isto já é uma imagem de marca do ZX Spectrum, não sendo portanto problema.

Já ao nível de som, foi introduzida uma melodia AY, o que quer dizer que Paradise Café corre agora no 48K ou no 128K. Caso prefiram o silêncio tal como foi concebido em 1985, basta corrê-lo no modo 48K. Mas para uma nova experiência sensorial (mais uma vez, sem duplo sentido), experimentem-no jogar em todo o seu esplendor na versão com mais memória.

E quem foi o responsável por isto? Nada mais, nada menos, que TheShich. Talvez se lembrem dele, pois foi o responsável por esta obra-prima, Tetris Championship Edition, onde demonstra toda a sua mestria ao nível da programação. E fez um excelente trabalho, permitindo a todos os que não dominam a língua Portuguesa a apreciarem este jogo, por muito errado ou imoral que seja o seu conceito. 

Poderão vir aqui descarregar a nova versão de Paradise Café. Façam-na por vossa conta e risco...

sexta-feira, 7 de junho de 2024

Manic Miner: Deeper and Down


Depois de Manic Miner: the Lost Levels, The Red Byron já tratou da devida sequela. Assim, Manic Miner: Deeper and Down pega na versão do Sam Coupé, convertendo os 20 níveis para o ZX Spectrum, juntando-lhe mais 20 de bônus (na realidade são mais 21).

Temos assim os seguintes níveis em The Deeper Caverns:

  1. The Hollow Chamber
  2. The Office
  3. Cheese-Plant
  4. The Dodgy Mine Shaft
  5. The Big Drop
  6. Order Processing Department
  7. The Rocky Outcrop
  8. The Twilight Zone, Part I
  9. Son of Kong Beast
  10. Trainspotters' Paradise
  11. Battle of the Bits
  12. A Night on the Tiles
  13. The Twilight Zone II
  14. Dante's Inferno
  15. The Freezer
  16. Blue Stick-Waggling Bananas
  17. Round The Bend
  18. Teddy Bears' Picnic
  19. The Clock Tower
  20. The Final Frontier

E para Down, Down, Deeper and Down, ligados através de The Final Frontier, temos os restantes 20 níveis, acrescidos de um nível final jogável:

  1. In Xanadu, did Kubla Khan ?
  2. Bleugh
  3. Wibble Flowerpot
  4. Wibbly Wobbly
  5. Caveman Willy
  6. No Way Back ?
  7. Bouncy-Bouncy
  8. Son of Bride of Kong’s Revenge 2
  9. The Haunted House
  10. The Mouse Trap
  11. The Bonus Round
  12. Still No Way Back ?
  13. The Pink People Eaters
  14. April Showers
  15. Bottom of the mine shaft
  16. The Building Society
  17. The Control Room
  18. The Assembly Plant
  19. The Computer Room
  20. The end of Willy as we know it ?
  21. Up Up and Away !
Numa altura em que já estamos saturados de tanto jogo standard desenvolvido com o AGD ou o MK1, é refrescante termos jogos criados através de outros motores, ainda por cima tão bem implementados como este. Além disso, o pacote, além de gratuito, inclui muitos extras, que só por si fazem valer a pena descarregar o jogo.

Podem vir aqui descarregá-lo.

sábado, 29 de julho de 2023

Brum Brum

Nome: Brum Brum
Editora: Astor Software
Autor: Pedro Bandeira e Cunha
Ano de lançamento: 1984
Género: Gestão desportiva
Teclas: NA
Joystick: NA
Memória: 48 K
Número de jogadores: Até 6 em simultâneo
Descarga: aqui

Brum Brum é um dos jogos portugueses mais conhecidos de sempre. Atrevemo-nos mesmo a dizer que apenas é suplantado por Alien Evolution ou por Paradise Café, mas neste caso por razões óbvias e que nada têm a ver com a qualidade intrínseca do próprio programa. 

De realçar que a popularidade da F1 estava no auge na primeira metade dos anos 80. A rivalidade entre pilotos como Prost, Lauda, Piquet, Arnoux, ou os malogrados Didier Pironi (tinha abandonado o Grande Circo em 1982) e Tambay, proporcionavam empolgantes espectáculos, apenas comparável à rivalidade entre Prost e Senna, uns anos mais tarde. O merchandising existente era abundante (caricas, cromos, calendários, etc.), pelo que não era de espantar que jogos que se baseassem nas corridas automobilistas fossem sucesso imediato. Pedro Bandeira e Cunha aproveitou assim a onda favorável e em boa altura levou à Astor Software o seu jogo, que imediatamente o colocou no mercado.

Neste jogo assumimos então o papel do patrão de uma escuderia de Fórmula Um, que ao longo de 10 Grandes Prémios, tem que levar o seu piloto a vencer o campeonato. Na altura do lançamento deste jogo, já tinham aparecido vários jogos a simular o Grande Circo, mas sempre no papel do piloto, ou seja, colocando-nos ao volante do bólide. Mas Pedro Bandeira e Cunha deu-lhe uma nova abordagem, pois o que aqui interessa não é a destreza nos dedos para manter o carro em pista, mas sim dominarmos fatores-chave que influenciam a performance da própria viatura durante a corrida. Puro jogo de estratégia, portanto.  

Em primeiro lugar temos que escolher o nosso carro, havendo seis diferentes à escolha (os mais prestigiados em 1984 – Ferrari, Renault, Brabham, McLaren, Williams e Lotus). Escolha feita, preparamo-nos para a primeira corrida da época, selecionando o nível de performance entre 60, 80 ou 100%. O primeiro dá-nos maiores garantias de terminar as corridas, mas também muito menos hipóteses de as ganharmos. Já na terceira hipótese assumimos uma condução de maior risco, com maior probabilidade de vitória, mas também de ter um acidente. Uma boa parte da estratégia passa por este opção, que deve ser conjugada com o nível de eficiência do carro que temos em mãos.

Entra então em cena o segundo fator estratégico. São apresentados os vários componentes do carro e o respetivo estado de conservação, visualizado através de um gráfico de barras. Tendo dinheiro para gastar (só obtemos dinheiro terminando as provas – quanto mais bem posicionado ficamos na corrida, mais dinheiro recebemos), teremos que decidir se compramos ou arranjamos os diversos componentes, que se vão desgastando ao longo das provas. Se tivermos os componentes de carro no máximo de performance, as hipóteses de ficarmos bem classificados aumenta. Por outro lado, se tivermos o carro preso por arames, dificilmente conseguimos terminar as corridas. Não as terminando, não obtemos o tão necessário dinheiro para os arranjos, não nos sendo permitido entrar na corrida seguinte, entrando-se então num ciclo vicioso negativo difícil de sair, residindo aqui um dos poucos aspetos negativos deste jogo. Claro que existe sempre a possibilidade de se pedir dinheiro à banca, mas esta cobra juros elevados e se entrarmos em insolvência, no final somos desclassificados. Por outro lado, podemos tentar a sorte, apostando no carro que julgamos que vai vencer a prova. Se o nosso palpite for certeiro, duplicamos o valor apostado, se o carros em que apostamos ficar em segundo, não ganhamos, mas também não perdemos o valor investido, em todas as outras posições, perde-se a totalidade da aposta. 

Depois de termos o carro pronto para a corrida, surge a grelha de partida. Os carros arrancam e depois vemos um a um a terminarem a prova (ou não, o que é mau sinal). É então apresentada a classificação da corrida, a classificação no campeonato e o dinheiro disponível. Todo este processo é bastante rápido, levando a que consigamos acabar um campeonato, mesmo com seis jogadores humanos em simultâneo, em pouco mais de uma hora. 

A possibilidade de ter até seis jogadores em simultâneo é mesmo um dos seus grandes pontos fortes, pois é divertimento garantido ter um grupo de amigos ou familiares para fazer uns campeonatos (só comparável aos campeonatos de Formula One e Match Day). Muitos dos pontos fortes de Brum Brum foram posteriormente aproveitados por Formula One, que permanece ainda hoje como o supra sumo deste tipo de jogos, pese embora as injustas críticas destrutivas que teve na altura feitas pelas revistas britânicas, que não avaliaram bem o potencial desse jogo.

Ao nível gráfico, Brum Brum é básico e mais não precisa. Mas som não existe e talvez aqui houvesse espaço para introduzir uns beeps que tornassem o jogo ainda mais atractivo. Em jogos de Formula Um, espera-se sempre ouvir o barulho do roncar dos motores, nem que seja na grelha de partida. Mas isto é apenas um pormenor, num jogo que sendo português e tendo aparecido nos primeiros tempos do Spectrum, continua a ser diversão garantida e a dar cartas (ainda há algum tempo foi falado num programa da SIC Radical).

quarta-feira, 21 de setembro de 2022

1.000.000 visitas


O impensável aconteceu: atingimos o inimaginável número de 1.000.000 de visitas. Leram bem, um milhão!!! Este facto torna-se ainda mais incrível se pensarmos que estamos perante um blogue escrito em português, dedicado a um nicho muito específico (ZX Spectrum), livre de anúncios, sem qualquer tipo de promoção nos motores de busca (é essa a razão para estarmos muito atrás de outras páginas no Google), mas que pelos vistos caiu nas graças dos leitores.

Não vamos estar com falsas modéstias. Esforçamo-nos sempre por apresentar conteúdos inéditos e exclusivos, bem trabalhados e que sejam relevantes para a comunidade. Sempre que possível, orientados para o leitor português, que representa 25% do total de visitas. Pensamos assim que este reconhecimento é inteiramente justo.

Damos primazia à procura de programas que ainda não estejam preservados (os chamados MIAs), no fundo aquilo que nos dá mais gozo apresentar à comunidade. Mas não descuramos os novos jogos e programas, bem como as novidades mais importantes do mundo do ZX Spectrum. Mas somos poucos, temos pouco tempo disponível e é essa a razão pela qual não damos a devida cobertura ao Spectrum Next ou, mais recentemente, deixámos de fazer as análises mais profundas de jogos (as reviews, que tanta polémica dão com as notas que atribuímos). Fôssemos mais, mais conteúdos apresentaríamos...

Mas vamos então ver quem nos visita. Em primeiro lugar, tal como seria de esperar, os Portugueses. Temos depois, muito perto um do outro, os EUA e Espanha. Aliás, Espanha tem vindo a recuperar muito terreno relativamente aos primeiros e em breve passará para segundo lugar no ranking dos visitantes.

Depois, já a alguma distância, o Reino Unido e o Brasil, que perderam algum terreno nos últimos tempos (podem aqui comparar o seu peso aquando das 500 mil visitas).

Temos depois muito perto um do outro, dois países vizinhos: Alemanha e Países Baixos. Este último também tem vindo a ganhar bastante terreno e em breve ultrapassará a Alemanha no número de visualizações, a continuar com esta dinâmica.

Segue-se a Rússia, em pleno desaceleramento (não admira, dado a conjuntura política actual), França, e por fim, em 10º lugar (embora não estando na lista acima), Itália, com valores muito próximos de França. 

Temos ainda visualizações em número relevante da Moldávia, Suécia, Ucrânia, Japão, Polónia, Chéquia, Roménia e Dinamarca, no fundo os países que já sabíamos que seriam os principais mercados do ZX Spectrum. Pela negativa, esperávamos mais dos países da América do Sul.

Quanto às mensagens mais populares, como se esperaria, Paradise Café está bem lá em cima e sem qualquer perspectiva de ser desalojado do primeiro lugar (tem quatro vezes mais visualizações que a mensagem que se encontra em segundo lugar.

É precisamente essa que constitui a maior surpresa. Quando fizemos a análise de Nosy, já tinha tido uma recepção espectacular, sendo mesmo a review que mais visualizações tem referente a um jogo novo, sem apresentar a ligação para descarga. Mas quando saiu a versão 128K de Nosy, estoirou com tudo o que era esperado, entrando directamente para segundo lugar e ultrapassando os jogos do Borrocop, o GOTY 2020 e Formula One.

Destaque ainda para Saboteur Deep Cover, que mesmo não sendo um jogo directamente relacionado com Portugal ou Espanha, consegue um honroso 9º lugar.

Venha agora mais um milhão...

quarta-feira, 7 de setembro de 2022

Versão alternativa de Paradise Café


Hoje disponibilizamos uma curiosidade, a versão alternativa de Paradise Café que encontrámos numa das cassetes que Octávio Neves nos emprestou. Além de um ecrã de carregamento diferente, tem também a inclusão das instruções, uma das pechas do original.

Assim, se ainda não estão fartos deste jogo, poderão aqui vir experimentar esta versão...

sexta-feira, 1 de abril de 2022

A Capital: Pokes & Dicas - 02 de Fevereiro de 1990

Uma panóplia de jogos são analisados, neste suplemento, pelo Joaquim Andrade, com as mais distintas opiniões. Os seus gostos são peculiares interligados num sentido critico que pode "ferir" alguns leitores.



Para além das análises deparamos com uma pequena publicação, insuspeita, de um leitor que nos fez esbarrar com um dos criadores do Paradise Café. Este elemento, de uma equipa de dois, facultou-nos, para além de uma entrevista, bastante material inédito, entre os quais a versão beta estendida e todos os esboços da sequela, nunca programada, que se iria chamar: Hell Bordel. Tudo será revelado no 40º aniversário do ZX Spectrum.


Suplemento disponível na nossa Dropbox.

domingo, 16 de janeiro de 2022

Peepy (MIA)


E para terminar em beleza, um jogo para voyeurs. Peepy é alemão (pensavam que eram apenas os portugueses que tinham Paradise Café, Sex Crime e quejandos?), e traz uma versão de Hangman onde a ideia é ir subindo a árvore, para espreitar aquilo que está a acontecer de forma bastante sugestiva numa das janelas. Mas se errarmos três letras, vem a polícia e mete-nos na pildra.

Poderão vir aqui descarregar Peepy, um jogo apenas para adultos, preservado por Steven Brown.

sexta-feira, 30 de julho de 2021

Guia dos Jogos Portugueses para o Spectrum


Já o tínhamos anunciado há cerca de três semanas: o Guia dos Jogos Portugueses para o ZX Spectrum estaria para breve. Ao longo dos últimos anos temos vindo a trabalhar na preservação de muitos MIA's, uma boa parte deles portugueses. O conhecimento que passámos a ter daquilo que se fez em Portugal desde 1982 para os computadores Sinclair, cresceu de forma desmesurada. Basta dizer que das poucas dezenas de programas que se conhecia há 10 anos, neste momento temos uma base de dados com perto de 700 programas. E ainda muitas estão por serem descobertos. Além disso, não estamos a contar com as centenas de type-ins ou pequenos programas de origem duvidosa, isto é, que não estamos seguros que não sejam plágio.

Esta foi uma das razões que nos levou a desenvolver um pequeno guia, com perto de 100 páginas, contemplando alguns dos jogos mais emblemáticos que foram criados no nosso país, indicando ainda aqueles que mais procuramos, ou porque ainda não estão preservados, ou porque estando, não existe o ficheiro .tzx, ou ainda, no caso de City Connection, porque falta a versão 128K. 

Ficamos também assim a ver que no nosso país se fez muito mais que o Paradise Café. É ingrato os estrangeiros olharem para nós como os parolos que apenas souberam fazer um jogo medíocre, com violações e venda de droga à mistura. Talvez agora possamos limpar um pouco esta imagem e mostrar aos estrangeiros que também se fez (e continua a fazer), muita coisa boa por cá.

Vão reparar que cerca de 10 jogos não se encontram ainda disponibilizados pela comunidade. Alguns sê-lo-ão em breve, outros mais à frente (depois de limarmos algumas arestas), mas outros não temos autorização, e logicamente não iremos colocar em Planeta Sinclair. Além disso, contamos já no próximo mês conseguir preservar um ou dois da lista de MIA's que procuramos.

Por outro lado, optámos por não identificar o autor de alguns jogos. Isso porque os seus autores preferem preservar a sua privacidade, permanecendo anónimos. Vamos também obviamente respeitar a sua vontade.

Mas sem mais demoras, poderão vir aqui descarregar o Guia dos Jogos Portugueses para o Spectrum. Contamos em breve anunciar uma outra novidade "bombástica".

quarta-feira, 7 de abril de 2021

Sex on First Date (versão 2021)


O imparável Sebastian volta à carga com mais uma colaboração, já que os seus projetos (e da Team Moritz) estão temporariamente parados por razões pessoais. Como o "bichinho" do Spectrum não o larga, ele não resistiu em dar uma nova vida a um jogo do Gabriele Amore de 2015. Nesta nova versão, temos a adição de três músicas deste vosso escriba, todas elas temas antigos que ou nunca foram usados ou tiveram pouca exposição, tendo sido retrabalhados especificamente para este jogo.

Com este mini-jogo, concorrente do comp.sys.sinclair Crap Games Competition, Gabriele venceu a competição levando para casa o prémio de melhor jogo, o que seria bom sinal, não fosse nesta competição o objetivo tentar criar o pior jogo possível.

Aqui controlamos Stickman, que seduzido por Helen Blond, se deixa levar pelos seus encantos até que ambos se envolvem. Como indica o screen inicial, este é um "Sex Education Game", ou seja, aqui o objetivo é gerirmos a resistência do nosso herói ao passar por três níveis / posições - Missionary, Girl on Top e Shower Sex - sem acabarmos antes da nossa parceira. O ideal será que ambos consigam alcançar o orgasmo em sincronia, mas não será tarefa fácil...


Caso nos movamos muito lentamente, não chegamos a lado nenhum e a situação "não aquece nem arrefece" e se formos demasiado rápidos, aí será a nossa companheira a ficar insatisfeita... 

Infelizmente é demasiado fácil descuidarmo-nos e "sermos egoístas", como nos diz o jogo, porque se não mantivermos a velocidade necessária ao chegar ao ponto certo (quando testarem o jogo vão compreender melhor), é Game Over na certa.

Como disse o Lee Spons na sua análise ao jogo em 2015, por isso este deveria antes chamar-se Simulador Avançado de "Desculpa, mas isto não me costuma acontecer"...

A cada nova posição, mais excitado fica o nosso herói e mais difícil é conseguir o equilíbrio entre manter a nossa parceira no ponto sem lá chegarmos demasiado cedo, tornando-se o jogo cada vez mais frustrante ao avançarmos de nível em nível. Não será um desafio fácil, requerendo numerosas tentativas para chegar ao final, mas os autores esperam que com as novas adições já compense mais o esforço.


Destacamos o tema pouco comum em jogos de Spectrum e a abordagem mais correta ao mesmo (longe já vai - felizmente - a era dos Paradise Cafés e Sex Crimes), a história e os gráficos divertidos programados em código de máquina, para além do original tipo de letra.

Não será um jogo para todos já que, se não forem muito pacientes, a frustração poderá facilmente levar a teclados partidos (lembram-se do Decathlon?, é algo do género mas usando o teclado) e mesmo a normal atividade do jogo poderá ser perigosa para os vossos Speccys, aconselhando o Planeta Sinclair à utilização de alternativas mais seguras.

Como ser o "Rei do Sexo" (objetivo final desta nossa "aventura") não é tarefa para todos e, pelo que vimos online, poucos foram os que chegaram ao final do jogo, o especialista residente deste blogue decidiu entrar em ação. Este vosso escriba decidiu então fazer um vídeo (que podem ver logo no início do post) para que todos os jogadores menos capazes nesta arte do amor possam ver o que vos espera no final.

Em conclusão, se o Paradise Café já não tem para vós nada de novo, cometer um Sex Crime não é coisa que vos passe pela cabeça e visitar a Paprika House é coisa que ficou lá atrás nos vossos tempos de juventude, agora têm uma alternativa sex positive em que o objetivo (educativo!) é aprender a agradar a vossa parceira.

Nesta análise não daremos qualquer nota: primeiro por haver aqui um claro conflito de interesses, em segundo lugar por este não ser um novo lançamento e em terceiro lugar porque a simplicidade e rapidez com que se completa esta nova produção de Amore não dão para que esta seja comparável a outras produções que temos analisado por aqui nos últimos tempos.

Podem experimentar este novo (ou antes renovado) lançamento através deste link.