sexta-feira, 13 de agosto de 2021

A Capital: Pokes & Dicas - 28 de Julho de 1989

Quando um jogo medíocre é o destaque da edição, sabemos que não podemos esperar grande coisa do suplemento. Mesmo assim há espaço para uns aperitivos quer seja na Secção Aventura, no mapa mal amanhado do Last Ninja 2 ou se quiserem concorrer ao concurso do Euro-PC Schneider.


Divirtam-se na nossa banca de jornais chamada: Dropbox

Forward to the Past


Nome: Forward to the Past
Editora: Sloanysoft
Autor: Dave Sloan, Nate Sloan
Ano de lançamento: 2021
Género: Acção
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Memória: 48 K
Número de jogadores: 1

Forward to the Past é a segunda incursão da família Sloan (pai e filho) no mundo do Spectrum, notando-se claramente a evolução relativamente ao primeiro jogo, Manic Mulholland, singela homenagem, quer a Manic Miner, quer a Mulholland Drive. Para primeira jogo, não estava nada mal, apenas pecando por ser um pouco curto e fácil demais. Forward to the Past corrige essas lacunas, apresentando agora a dupla programadora um jogo bastante mais composto, com um grau de dificuldade bastante maior (sem ser exasperante), e com muito mais salas para explorar, aumentando a sua longevidade. De resto, faz da simplicidade a sua principal arma, ideal para quem quer passar uns momentos divertidos sem ter que pensar em muito.

A história do jogo é muito realista, pois pega precisamente em Dave Sloan, que pretende voltar aos anos 80, uma época em que era mais criativo, imaginativo e tinha muito mais tempo livre para poder criar jogos para o Speccy (quantos de nós não têm esse desejo?). Porém, isso torna-se uma obsessão para Dave, que, com a ajuda de Nate, constrói uma máquina do tempo. Mas já Brian Greene o dizia, o tecido do tempo não é algo com que se deva brincar, e a coisa deu agora para o torto, pois pai e filho foram sugados pelo vórtice do tempo. Agora, só uma coisa os pode salvar, recolher os 42 cristais de Maguffinanium que permitem estabilizar o tecido cósmico.


Desta vez, e ao contrário do pimerio jogo, a principal fonte de inspiração do jogo não é o mineiro Willy. No entanto, vai beber muito a The Pyramid, um quase-clássico de 1983 da Fantasy Software, que deu origem a duas sequelas, Doomsday Castle e Backpackers Guide to the Universe, tudo num curto espaço de um ano.  De facto, mais do que um jogo de plataformas, estamos perante um puro e frenético jogo de arcada, com muito shoot'em'up à mistura. Os 42 cristais estão, como seria de esperar, muito bem guardados por uma panóplia imensa de inimigos, e se alguns podemos eliminar com o nosso laser, outros apenas podemos evitar.

As salas compõem um imenso labirinto, existindo inclusive algumas mais ou menos escondidas, que só explorando muito bem todos os recônditos e eliminando algumas paredes, se consegue aceder. Mas é necessário também cuidado, pois se temos o dedo demasiado leve no gatilho, além de eliminar alguns dos inimigos, vamos soltar outros, normalmente os imunes ao nosso laser (caso da caveira, por exemplo).

Nota-se assim um progresso relativamente ao primeiro jogo da dupla, com uma melhoria interessante ao nível gráfico, cenários bastante imaginativos (e por vezes psicadélicos), mas que convidam a levar a tarefa até ao fim. Assim, a continuar a evoluir dessa forma, em breve poderão alcançar uma obra-prima. Mas mesmo que não o façam, isso também não é importante, pois nota-se que fazem os jogos apenas por diversão. E divertidos eles são...

quinta-feira, 12 de agosto de 2021

G.C.E. "O" Level Maths (ZX81 MIA)


Hoje disponibilizamos, da nossa colecção pessoal, mais um importante lançamento para o ZX81 e que estava dado como perdido até agora. Na realidade são três programas, todos relacionados com a matemática, e destinavam-se a preparar os alunos para os exames da disciplina.

Poderão aqui descarregar este lançamento.

Saiu Forg Want Love


Bee Bush tem andado um pouco desaparecido do Spectrum, e desde Higgy 2: The Wrath of McMania que não ouvíamos falar dele. Mas lançou agora um novo jogo de perícia, muito simples, mas que parece também muito divertido.

Temos estado de férias e com pouco tempo para ver os novos lançamentos, no entanto, contamos mais à frente vê-lo em pormenor. Até lá, poderão vir aqui descarregá-lo. Tem um custo de uma libra, ajudando a compensar o trabalho do programador.

quarta-feira, 11 de agosto de 2021

RS232 n.º 13


Temos hoje o número 13 da RS232, de Fevereiro de 1989. Vieram todos da colecção particular do António Vila-Chã (a maioria), ou do Vasco Gonçalves.

A revista é excelente com montes de material para o Spectrum e Timex, incluindo pequenas reviews, mapas e type-ins. Imperdível...

Venham aqui buscar o mais recente número da RS232. Se tiverem o 27 ou números acima do 38 (se é que existem), por favor, entrem em contacto connosco.

Compilador Basic (MIA)


Na semana passada tínhamos disponibilizado um manual de um compilador Basic. Este manual vinha num enorme lote que adquirimos recentemente, mas faltava a cassete com o programa. Encontrámo-lo agora, pois estava numa cassete da Landry, que tinha vindo (sem o manual), no lote que adquirimos à família do Eurico da Fonseca. Ficamos assim com este programa completo, embora não tenhamos a certeza que seja um original nacional.

Poderão agora aqui descarregar o Compilador Basic + manual. De notar que o compilador tem dois programas adicionais com o jogo que vem no manual.

terça-feira, 10 de agosto de 2021

Barao Strike (type-in)


O engenho português é lendário. Pena que nem sempre seja pelas boas razões. Assim, dois artistas, Fernando Aires e Vitor Manuel, pegaram no livro  "Novas Aventuras no seu ZX Spectrum" de Peter Shaw e James Mortleman (número 170 da colecção Tempos Livres, e um dos melhores da série), mais concretamente no programa A Casa Construída por James, deram-lhe uma roupagem nova, isto é, um jeito ao nível gráfico, e em 1985 mandaram o programa para publicação na revista Mini Micro's. Não sabemos se chegou a ser publicado, pois ainda nos faltam algumas revistas, mas os editores andavam atentos e por vezes apanhavam a marosca. Ainda por cima a listagem contém erros básicos. Para fazer uma coisa dessas, mais valia fazê-lo bem feito.

Independentemente disso, faz parte da história nacional do Spectrum e o jogo pode ser aqui descarregado.

A Casa Construída por James (type-in)

 

A Casa Construída por James (The House that James Built, no original)  aparece no livro "Novas Aventuras no seu ZX Spectrum" de Peter Shaw e James Mortleman (número 170 da colecção Tempos Livres, e um dos melhores da série). O livro ensina-nos a construir pequenas aventuras em Basic, e esta é um bom exemplo daquilo que se consegue fazer com um pouco de imaginação. Para aqueles que se querem iniciar nesta arte, poderão estudar o código, quem sabe não seja o início de algo grandioso...

Poderão aqui descarregar este type-in, tal e qual como aparece no livro. 

segunda-feira, 9 de agosto de 2021

Prefijos Mundiales (MIA)


Hoje temos um MIA espanhol, que aparentemente ainda não estava preservado. Não sabemos sequer se é original, até porque a capa parece bastante artesanal, impressa em papel de parede (ou algo semelhante). De qualquer forma, numa altura em que não existia a internet tal como é hoje, o programa poderá ter tido a sua utilidade.

Poderão aqui descarregar Prefijos Mundiales, gentilmente cedido pelo Museu LOAD ZX Spectrum.

domingo, 8 de agosto de 2021

CM: Os Jogos no Computador - 027

Hoje é dia de Correio da Manhã com mais uma edição preservada da secção "Os Jogos no Computador", publicada no dia 21 de Janeiro de 1990.

Paulo Ferreira, o responsável pela secção abre a ordem de trabalhos com a análise semanal que calhou ao jogo de corridas "Stunt Car Racer". Em seguida, Paulo encerra a breve abordagem à ferramenta "Graphic Adventure Creator" explicando os conceitos de verbos, nomes e objectos. Os pokes e dicas não poderiam deixar de marcar presença com uma variação fora do comum: seis pokes técnicos para alterar alguns detalhes no ambiente de programação do ZX Spectrum.

Mas o destaque da semana é reservado para a primeira de várias contribuições de software e jogos portugueses enviados para o Paulo, depois de tantos apelos que fez incentivando a produção nacional. A primeira contribuição foi "Gravidade Zero" de Ruy Mendes e António Ricardo, um simulador (bem simples) de combate aéreo, programado em Sinclair BASIC com algumas rotinas em código-máquina à mistura.

O Planeta Sinclair tem uma lista de MIAs (software que se encontra desaparecido) e só soubemos da existência de alguns deles a partir deste tipo de publicações de jornais. Foram vários os jogos lusos que o Paulo teve acesso mas infelizmente não sabemos nem do paradeiro dele nem dos tais jogos que foi recebendo dos leitores. Caso alguém tenha uma pista ou informação que nos possa levar até ele, não hesite em contactar-nos!

A digitalização está acessível neste link graças ao esforço do Mário Moreira a quem não nos cansamos de agradecer!

sábado, 7 de agosto de 2021

Ficheiro de Contas Correntes (MIA)


Ficheiro de Contas Correntes, versão ZX Spectrum, é a conversão do programa com o mesmo nome que tinha sido desenvolvido para o ZX81 (ver aqui). Foi em 1983 que a LOG lançou mais este programa, sendo definitivamente a editora dos utilitários. Do seu catálogo fazem parte mais de 35 programas e alguns jogos, apenas superada pela Timex e pela Astor Software.

Podem aqui vir descarregar este programa.

sexta-feira, 6 de agosto de 2021

Saiu Forward to the Past


Depois de Manic Mulholland, a estreia de Dave Sloan e Nate Sloan em jogos para o Spectrum, já têm novo trabalho pronto. Forward to the Past não destoa muito do jogo de estreia, pelo que se pode esperar um entretenimento para aqueles momentos mortos em que não nos apetece fazer grandes esforços ao nível das células cinzentas. Nos próximos dias iremos testá-lo e fazer a análise completa.

Quem quiser experimentar, poderá vir aqui descarregar, e já agora oferecer, um café aos seus criadores, recompensando-os pelo seu trabalho.

A Capital: Pokes & Dicas - 21 de Julho de 1989

O clone meio desconhecido de Gaunlet, baseado em Ninjas, da Code Masters, dá o mote de arranque à secção de videojogos, desta semana, do Jornal A Capital.  

Infelizmente o suplemento do dia 14 não nos chegou às mãos, mas façam o download da edição do dia 21, no sítio do costume. 

Manual Compilador Basic

 

Por volta de 1983, a Landry tinha um compilador Basic à venda. Não era produto nacional, mas apenas um dos muitos compiladores que surgiram nos primeiros tempos do Spectrum no mercado britânico, nomeadamente o da Softek. Como era um programa complexo, juntamente com a cassete, estava incluído um extenso manual em português, que até agora estava dado como perdido. Pois finalmente foi preservado, será de certeza útil para os nossos programadores, incluindo o Filipe Veiga...

Poderão aqui descarregar o manual.

quinta-feira, 5 de agosto de 2021

Financial Pack I (ZX81 MIA)

Hoje disponibilizamos mais uma cassete preservada para o ZX81. A cassete contém três programas, e embora a custo, conseguimos criar um ficheiro digital de todos. Hoje em dia a utilidade será muito relativa, mas fica devidamente guardada mais uma lembrança com 40 anos.

Poderão aqui descarregar o conteúdo da cassete.

Adventures Continue


Nome: Adventures Continue
Editora: PCnono Games
Autor: Antonio Román
Ano de lançamento: 2021
Género: Acção
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Memória: 48 / 128 K
Número de jogadores: 1

Depois da PCNono Games ter dado um passo atrás (no nosso entender) com Stop Virus, recompôs-se agora com Adventures Continue, um jogo que apesar de ter algumas lacunas e ser um pouco curto, no global é um desafio bem divertido e convidativo para se levar até ao fim. E embora mantendo a mesma mecânica ao longo das duas partes do jogo, elas são diametralmente opostas, tudo porque na parte dois os inimigos são móveis, exigindo alguma destreza nos dedos, ao contrário da primeira, na qual os inimigos ficam imóveis, implicando essencialmente capacidade de raciocínio e alguma estratégia para se completar os níveis.

O objectivo é salvar a princesa. Para isso temos que em cada nível recolher todos os corações. Quando isso acontece, a arca abre-se, revelando a chave da porta que leva ao nível seguinte. Como dissemos, na primeira parte os obstáculos e inimigos estão imóveis, não obstantes alguns poderem disparar contra nós se entrarmos no seu raio de acção (disparam na direcção para qual estão voltados). Isto só acontece quando recolhemos todos os corações, pois antes disso os inimigos são perfeitamente inofensivos. Para podermos escapar aos disparos dos inimigos (os seres cor-de-rosa), teremos que colocar à sua frente um caixote (de cor verde), por forma a podermos passar em segurança. 

Nesta primeira parte também vamos encontrar outro tipo de obstáculos, nomeadamente os caracóis. Embora estes sejam inócuos, bloqueiam o caminho. Para resolvermos a situação, temos que disparar contra eles, pois nessa altura transformam-se numa bola, e durante alguns segundos podemos movê-los para onde mais nos interessar. Atenção aos disparos, pois não são ilimitados. Cada coração que apanhamos dá direito a um disparo, portanto é fundamental termos em conta esta situação. Esta primeira parte do jogo, contendo 10 níveis, é pausada e cerebral. O mais importante é delinear a estratégia a seguir, decorrente do cenário com que nos deparamos.

Completada a primeira parte (este lançamento tem dois ficheiros), é dada uma palavra-passe para se aceder ao décimo primeiro nível. Aliás, sempre que se completa um nível, é dada uma palavra-passe, permitindo em qualquer momento começar no ponto pretendido, sem necessidade de ter que se percorrer todos os níveis anteriores. Sistema sempre útil e eficaz, seja qual for o jogo...

Na segunda parte o objectivo é igual, a diferença é que os inimigos são agora móveis. Alguns são mortais, outros ficam a empecilhar o caminho, implicando que se tenha que recomeçar o nível, e, no último nível, temos que enfrentar um "big boss". O principal problema é que o movimento é um pouco lento e não totalmente fluído. Se na primeira parte, na qual não é exigida destreza nos dedos, esta lacuna não se nota por ai além, na segunda parte, além de termos que definir bem a estratégia a seguir, também temos que conseguir fugir rapidamente dos inimigos, e nem sempre isso é possível devido a à falta de fluidez (por vezes parece que o jogo foi programado em Basic compilado). Tal como nem sempre se consegue rapidamente disparar para a direcção que pretendemos, notando-se essencialmente isso no último nível (o décimo quinto). 

Graficamente é simples, mas eficaz, com sprites quase infantis, sem dúvida ao gosto da criançada. Mas o mais importante são os cenários criados, e estes estão bem imaginados, com bastante diversidade, contribuindo para a atractividade do conjunto. Além disso, o jogo é um demake de Adventures of Lolo, da NES, pretendendo manter-se o mais fiel possível ao original.

Assim, se tivéssemos que pontuar cada uma das parte do jogo, daríamos 8 à primeira e 6 à segunda. No meio encontra-se a virtude, pelo que fica um 7 como nota final, demonstrando que estamos perante um bom jogo, divertido, mas que contém algumas lacunas que, caso fossem ultrapassadas, tornaria o jogo ainda melhor.

quarta-feira, 4 de agosto de 2021

RS232 n.º 12


Temos hoje o número 12 da RS232, de Janeiro de 1989, numa edição comemorativa do primeiro aniversário. Vieram todos da colecção particular do António Vila-Chã (a maioria), ou do Vasco Gonçalves.

A revista é excelente com montes de material para o Spectrum e Timex, incluindo pequenas reviews, mapas e type-ins. Imperdível...

Venham aqui buscar o mais recente número da RS232. Se tiverem o 27 ou números acima do 38 (se é que existem), por favor, entrem em contacto connosco.

Loto (MIA)


Do Joaquim Viegas chegou mais um utilitário que simula a extração do totoloto. Neste caso nem tivemos que perder tempo na preservação, pois o Joaquim entregou o produto "chave na mão", tratando de toda a preservação. Loto é mais um exemplo do que os programadores portugueses faziam em Basic.

Poderão aqui descarregar o programa.

terça-feira, 3 de agosto de 2021

O Eléctrico da Carreira 28


Domingues da Silva, o mentor da Avlisoft, que tantos programas nos trouxe nos anos 80, desde que retomou a programação, não mais parou. Este ano já é o quarto jogo que nos oferece, sempre juntando a vertente educativa à lúdica.

O  Eléctrico da Carreira 28 é baseado no mítico eléctrico 28 da Carris da cidade de Lisboa, internacionalmente famoso, dando a conhecer alguns trechos e ruas da capital. Assim, ao longo das 34 paragens, passando por vários bairros lisboetas tais como a Mouraria, Graça, Alfama, Castelo, Sé, Chiado, Bica, São Bento e Estrela, são fornecidas 34 perguntas alusivas a cada um dos locais. Existem três respostas possíveis para cada questão, sendo apenas uma a certa. A cada resposta correcta, o eléctrico avança uma paragem, até chegar à última da carreira. Se a resposta for errada, o eléctrico não avança, sendo a questão repetida. Se ao longo do percurso existir mais do que cinco respostas erradas, o jogo termina, reiniciando-se da primeira paragem. Seremos capazes de chegar ao fim da carreira?

Desde já agradecemos a enorme disponibilidade de Domingues da Silva, e por nos ter trazido mais um curioso e divertido jogo, podendo aqui ser descarregado. Continue a fazer história, caro amigo...

Notícias do Museu: Ep 9


E hoje à noite vamos ter o episódio número 9 de Notícias do Museu. Fica uma síntese daquilo que não vamos poder perder, nas palavras do João Diogo Ramos, nosso grande amigo, colega e curador do Museu LOAD ZX Spectrum:

Dizes-te interessado na TIMEX e no Spectrum em Portugal? Este não vais mesmo poder perder... Aliás, toda esta série de vídeos, a bem dizer.

Depois dos "Engineering Samples" vindos de parte de espólio da Alfamicro, depois de dar a conhecer mais interfaces produzidas em Portugal pela M.R.E., depois de abordarmos o papel da S.G.O. no Spectrum no Norte do País, depois de mostrarmos um disco SSD em que Sir Clive esteve envolvido... Depois de tudo isto, ainda conseguimos trazer muita novidade agora novamente com enfoque na TIMEX Portugal. Protótipos (sim!), interfaces de testes e tanto mais. 

Hoje, terça-feira, dia 03 de Agosto, pelas 21h00 de Portugal, apareçam que estaremos online a comentar.

segunda-feira, 2 de agosto de 2021

Linear Programming (MIA)


A University Software lançou inúmeros utilitários e programas educacionais. Uma boa parte deles ainda se encontra por preservar, pelo menos parcialmente. Era o caso deste Linear Programming, que nos chegou num dos lotes que fomos adquirindo ao longo destes últimos anos.

O programa foi lançado em 1983 e faz parte de uma colecção dedicada à matemática e estatística. poderão agora vir aqui descarregar Linear Programming, composto por duas partes.

Oh Mummy


Nome: Oh Mummy
Editora: Fitosoft
Autor: Fito, Siyei
Ano de lançamento: 2021
Género: Labirinto
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Não
memória: 48 K
Número de jogadores: 1

A dupla Fito e Siyei tem-se especializado no desenvolvimento de remakes de jogos que foram muito populares para o Spectrum na primeira metade dos anos 80. Desta vez, a sorte calhou a Oh Mummy, jogo lançado pela Gem Software em 1984. O jogo apareceu originalmente no Amstrad CPC e consta, por quem experimentou as duas versões, que a versão para o Amstrad é melhor. Foi precisamente nessa que Fito e Siyei pegaram, acentuando as diferenças entre o remake, e a versão original para o Spectrum, nomeadamente ao nível gráfico.

A história deverá ser bem conhecida de quase todos, no entanto fica aqui uma pequena síntese. Assim, a acção é passada numa pirâmide faraónica. Apesar de estar repleta de tesouros, também estão devidamente guardados por sentinelas. É aqui que nós entramos. Fomos enviados ao Egipto pelo Museu Britânico para explorar umas pirâmides recentemente descobertas. O nosso grupo é composto por cinco membros e temos como objectivo, entrar nos cinco níveis de cada pirâmide, recuperar as cinco múmias reais e todos os tesouros que pudermos. Só após se encontrar o sarcófago e a chave, a saída é desbloqueada e podemos passar para o nível seguinte.

A mecânica não é muito diferente de Pac-Man, no entanto, ao invés de comermos os pontos, vamos deixando pegadas por onde vamos passando, sempre tentando não sermos apanhados pelas sentinelas. Quando rodeamos completamente uma câmara, esta fica visível, revelando o seu interior, que pode estar vazio, ter um tesouro, um sarcófago, uma chave, um pergaminho, ou um inimigo. 

Quando terminamos um nível e passamos para o seguinte, as sentinelas activas no nível anterior passam para este novo nível. Além disso, em cada novo nível, é acrescentada uma sentinela, tornando a tarefa mais difícil. No entanto, se encontrarmos o pergaminho, temos possibilidade de eliminar uma das sentinelas (é sempre conveniente fazê-lo, por forma a diminuir o número de sentinelas que nos acompanham no nível seguinte). O pior é que numa das câmaras ocultas também se encontra um inimigo, e se o acordamos, temos mais uma sentinela a ter em conta.

Comparativamente à versão de 1984 do Spectrum, este remake é muito melhor. Graficamente é mais atractivo, o nível de dificuldade está bastante equilibrado, conferindo uma excelente jogabilidade. O único defeito que encontramos é a velocidade ir diminuindo à medida que vão sendo surgindo mais sentinelas. Mas isso não é de admirar, uma vez que o jogo foi programado em Boriel Basic. De resto, é diversão garantida para muitas e muitas horas em família, numa competição pelos pontos, já que o desafio não tem fim...

domingo, 1 de agosto de 2021

Notícias do Museu: Ep 8


E logo à noite vamos ter mais um episódio imperdível de "Notícias do Museu". O João Diogo Ramos prometeu grades novidades. Será que vai ser ainda mais memorável que o episódio anterior? Só há uma maneira de saber...

Tardigrade


 Nome: Tardigrade
Editora: Stonechat Productions
Autor: Dave Hughes
Ano de lançamento: 2021
Género: Acção
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston
Memória: 16 K
Número de jogadores: 1

Ainda a procissão vai no adro, isto é, ainda há pouco abriu a competição para programas de 16K (Cassette 16 Summer Jam Vol2), e já temos um jogo (a primeira entrada foi apenas uma rotina de efeitos). Tardigrade, o novo trabalho de Dave Hughes, abriu assim as hostilidades e colocou desde logo a fasquia alta. Não é demais recordar, jogos de 16K muito dificilmente irão constituir longos desafios, mas mesmo assim, Dave conseguiu aqui encaixar 20 níveis. Além disso são extremamente difíceis (demasiado, na nossa opinião), pelo que irá demorar algum tempo até se conseguir terminar.

Tudo começa com uma simples pergunta: já se questionaram sobre o que acontece aos caramelos deixados nas caixas da Quality Street? Eventualmente acabam nos limites exteriores da cintura de asteróides, e é aí que entramos nós, um vulgar extremófilo que vagueia pelo cosmos em busca da sua comida favorita. Caramelos...

O objectivo em cada um dos 20 níveis é recolher todos os caramelos antes que o ar se esgote. Mas os cenários estão repletos de inimigos e armadilhas, e em alguns temos que activar alavancas que desbloqueiam as paredes que permitem o acesso a novas salas. Só após recolhermos todos os caramelos, o portal de saída fica operacional e podemos passar ao nível seguinte. 

As dificuldades são muitas, e aqui reside o principal ponto fraco do jogo, pois por vezes chega a tornar-se frustrante. Se fosse um pouco mais benevolente, teria tudo a ganhar. Em primeiro lugar, qualquer toque nos inimigos ou nas armadilhas implicam o recomeço do nível. Podemos ir contra as paredes, no entanto, de cada vez que lhes tocamos, a direcção em que caminhamos / voamos, inverte-se (a direcção é assinalada por um pequeno bico no objecto esférico branco, que nos representa). Assim, dominar o sistema de controlo do nosso personagem é o primeiro passo.

Mas também o tempo para se recolher todos os caramelos e ir para o portal de saída é muito curto, ainda mais quando muitas vezes andamos aos trambolhões pelas paredes e, por vezes, temos também que aguardar que os inimigos desimpeçam o caminho. Isto implica estarmos em movimente constante, tentando perder o menos tempo possível, doutra forma ficamos a meio da tarefa. Uma nuance que deverá ser referida: é sempre bom deixarmos o caramelo mais perto do portal de saída para o final, pois assim que recolhemos o último, o tempo esgota-se com uma rapidez ainda mais impressionante.

Mas não se pense que é só dificuldades. Tardigrade é muito original, por vezes fazendo lembrar Thrust, ou até Lunar Lander. Se tivermos em conta que os gráficos são agradáveis, tem 20 níveis, e corre em 16K, então não se podia pedir muito mais. Veremos os próximos jogos da competição, mas para já o arranque foi dado em grande estilo.

CM: Os Jogos no Computador - 026

No dia 14 de Janeiro de 1990 foi publicada mais uma edição de "Os Jogos no Computador", secção dedicada aos videojogos e escrita por Paulo Ferreira, para o jornal Correio da Manhã.

O destaque da semana coube a "Operation Thunderbolt" da Ocean, a sequela do famoso shooter das arcadas "Operation Wolf" em mais uma análise elogiosa de Paulo Ferreira.

Na segunda página temos um pequeno texto sobre como inserir 'pokes' nos jogos, inclusive, com alguns truques para contornar a proteção ao comando Merge. Talvez seja uma das melhores explicações que podiam ser lidas em jornais da época. E no espaço dos leitores temos as dicas e pokes habituais. 

O PDF pode ser encontrado neste link, sendo fruto do trabalho de digitalização e processamento do Mário Moreira a quem nunca nos cansamos de agradecer.