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terça-feira, 13 de agosto de 2024

Dizzy 3: Extended Edition


Em 2023 já tínhamos tido uma Extended Edition de Fantasy World Dizzy (ver aqui), para muitos o melhor episódio do popular personagem de forma oval. Agora, Dr Titus'23 e tiboh'24 trouxeram uma nova versão ainda com mais alguns extras, nomeadamente:

  • Ecrãs de carregamento alternativos
  • Música AY da intro da versão do Atari ST 
  • Correcção de bugs
  • Algumas modificações ao nível da dinâmica do jogo
  • Alterações gráficas
Quem é adepto destes MODs, poderá aqui vir descarregá-lo.

domingo, 26 de maio de 2024

Dizzy 2: Treasure Island Dizzy Extended Edition 23 (MOD)


Tiboh'23 voltou a pegar em mais um jogo famoso e fez-lhe as habituais modificações. Assim, desta vez a sorte calhou a Dizzy 2: Treasure Island Dizzy, mas na versão Extended Edition 23.

Podem contar neste MOD de um MOD, com:

  • Ecrã de carregamento alternativo
  • Música AY Music das versões Atari ST e Commodore 64 no menu inicial
  • Alguns bugs foram corrigidos
  • Pequenas modificações gráficas e na mecânica
  • Batota (Cheats)

Poderão aqui descarregar esta versão.

domingo, 28 de abril de 2024

Magicland Dizzy Classic Edition+ 2024


Graças a Pixel Perfect, tomámos conhecimento de mais uma versão melhorada de um dos episódios de Dizyy, autoria de Titus. Desta vez a sorte calhou a Magicland Dizzy, de 1990.

Podem contar nesta versão com as seguintes melhorias / correcções (entre outras):

  • Optimização de ecrãs e textos
  • A renderização dos ecrãs foi bastante acelerada
  • Adicionados dois níveis de brilho nos atributos 
  • Além disso, é possível ocultar superfícies sólidas e transparentes
  • Corrigida a folhagem nas árvores e muitas árvores foram redesenhadas com redução de mistura de atributos e outros artefactos, e em alguns lugares os gráficos foram ligeiramente melhorados
  • Melhorado o sprite do fogo
  • Não é possível colocar itens abaixo do nível inferior do ecrã
  • A tocha não queima no canto superior do ecrã
  • Também não se pode usar a tocha para saltar as paredes da torre central
  • Corrigido bug que fazia com que Dizzy colidisse com objectos perigosos na transição de ecrãs.
  • Corrigida bug da nuvem que corrompia personagens e objetos
  • Corrigida a aparência do génio e de Dora na nuvem
  • No início do jogo, as tochas já estão acesas quando surge Dizzy
  • Depois de usar a corda do poço, esta aparece no próprio poço.
  • Removida a possibilidade de abertura de inventário enquanto Dizzy está no ar
  • Corrigido bug no qual Dizzy ficava preso num buraco com espinhos 
  • Corrigida sincronização e uniformidade de fogos de artifício no final do jogo e podem ser interrompidos pressionando uma tecla
  • O diamante atrás do troll agora brilha
  • Corrigido bug no algoritmo de aparecimento de nuvens na tela com a Harpia, agora a nuvem aparece diretamente abaixo de Dizzy, como foi originalmente planeado pelos autores do jogo
  • O génio na tela com Dozy aparece num local estritamente definido para não se confundir com as árvores
  • Corrigido bug ao colocar um item no outro extremo do ecrã
  • Agora a harpia regressa ao ninho
  • Música AY otimizada e ajustada
  • Adicionada música alternativa AY (alternar as música com a tecla 'M')
  • Adicionado Easter Egg
Poderão descarregar o jogo no fórum ZX.PK.ru (aqui) e agradecer ao seu autor.

quarta-feira, 1 de novembro de 2023

Fantasy World Dizzy III (2023 Extended Edition)


Depois de em Maio passado o pessoal do The Dizzy Fansite, nomeadamente a equipa de Andrei Titov, nos ter trazido uma versão de Dizzy III com muitos extras (ver aqui), voltaram à carga trazendo-nos a versão estendida.

Relativamente à versão 2023 Classic Edition, tem os seguintes extras (e que extras):

  • Novos ecrãs (daí ser a versão estendida)
  • Novos itens 
  • Novos gráficos

Temos assim a oportunidade de revisitar este clássico dos Oliver Twins, sendo a diversão perfeita para a época em que nos encontramos.

Poderão vir aqui descarregar esta nova versão.

terça-feira, 13 de junho de 2023

DJ Puff Remastered


Depois de termos tido em Abril uma nova versão de DJ Puff (DJ Puff MOD), temos agora uma nova versão que limpa alguma das arestas que constavam na versão original de 1992, fazendo ainda alguns melhoramentos à versão mais recente de Ralf.

Os seus autores são os bem conhecidos Tiboh e Slider, que tantas versões "remixadas" e melhoradas nos têm trazido dos clássicos do ZX Spectrum. Ainda não tivemos oportunidade de experimentar esta versão em toda a sua plenitude, mas os principais melhoramentos são:

  • Bugs corrigidos
  • Segunda "AY-Music" durante o jogo
  • Adicional "AY-Music" do Commodore durante o jogo
  • Adicionado joystick Kempston e Sinclair
  • Nova configuração pré-definida de teclas: QAOP+Space, H - Pausa, E (durante modo pausa) - Sair
  • Além disso, o jogo contém o "cheat mode" do autor: carregar "F" no menu inicial, depois "H" durante o jogo e, no modo pausa, carregar "E" para passar ao nível seguinte.
Digam lá que com todos estes melhoramentos, esta nova versão não é um luxo...

Poderão aqui descarregar a nova versão, os nosso agradecimentos a Slider e a Tiboh por todo o trabalho que tiveram.

sábado, 13 de maio de 2023

Fantasy World Dizzy III (2023 Classic Edition)


O pessoal do The Dizzy Fansite volta a atacar, presenteando-nos com mais uma versão melhorada de Dizzy, desta feita com Fantasy World Dizzy III (2023 Classic Edition). E quase que a deixávamos escapar, não fosse por um utilizador dos fóruns da Spectrum Computing (TMD2003).

Como é habitual nestes lançamentos, as melhorias e extras são imensos. Senão vejamos:

Melhorias:

  • Screens and texts are now packed.
  • Added two levels of attribute brightness, like in the previous games. In addition, the game now allows for hidden solid surfaces, and hidden transparent ones.
  • Fixed the graphic for the small clump of leaves, and redrawn many trees, with reduced colour clash and other artefacts.
  • Improved colouring of the forest.
  • The fire sprite is now taken from Dizzy 6 and looks nicer.
  • Daggers have been replaced with thorns and redrawn, also the thick rug has been redrawn (partially taken from Dizzy-6).
  • Music can be toggled on/off by pressing ‘M‘.
  • Now, when the 30th coin is collected, a different, previously unused melody plays.
  • The scene with spinning hearts can now be skipped by pressing a key.
  • Added the sound of pouring water in the fireplace and the sound of the hawk swooping.
  • Restored lost tunes for 48K mode with improved player.
  • Added sound effects for the beeper.
  • Russian translation made.
  • Added Easter eggs.

Outras melhorias:

  • After the pickaxe and door knocker events, they are removed and cannot be used again.
  • The apple can no longer be given to the empty spot that the troll has escaped from.
  • The rat now reacts specifically to the presence of the bread in its path, and not to the trace of the previously dropped bread.
  • Now the dragon egg cannot be taken from the nest until another egg has been given. If you pick it up, then after Dizzy dies, the egg returns to the nest.
  • The broken bridge can no longer be crossed by throwing only two stones.
  • Four of the lift roofs can no longer be exploited to go through screens or walls.
  • The torch in “Denzil’s Pad” has been moved lower to patch a sequence break.
  • The sound of the dragon’s fire and hawk swooping is no longer interrupted by Dizzy’s footsteps and other effects.
  • You cannot grow the bean without first planting it in the ground.
  • Daisy’s lift switch no longer flickers.
  • Fixed getting stuck in the lift in “Daisy’s Prison”.
  • Now the game music does not restart after collecting a coin or losing a life.
  • Voice player no longer uses the I-register (previously this could lead to a ‘snow’ effect or other glitches on some models).
  • Corrected some typos in English texts.
  • The dragon fire flame does not disappear when exiting/entering the screen or opening inventory.
  • The hawk can now fly up and cannot be tricked with the inventory menu.
  • Fixed the life counter (previously showed one less life).
Com tanta coisa nova, só há uma hipótese: vir aqui descarregar esta nova versão.

sábado, 4 de março de 2023

Treasure Island Dizzy (Classic Edition 2023)


Quem não ficou satisfeito com Treasure Island Dizzy (Extended Edition 2023), poderá preferir Treasure Island Dizzy (Classic Edition 2023). Claro que esta versão não tem todos os extras da primeira, mas relativamente ao original acrescenta o seguinte:

  • Mais cor e reflexo reduzido
  • Adicionadas vidas
  • Adicionado pontos de restauração
  • A velocidade do output gráfico foi acelerada várias vezes, estando o jogo sincronizado com a varredura de quadros, tendo tudo ficado mais suave, mais rápido e mais uniforme
  • Redesenhado alguns itens
  • Sons adicionais
  • Melhoria na música
  • Traduzido para Russo
  • Possibilidade de desligar a música na tecla 'M'.
  • Possibilidade de pausar jogo pressionando 'P'.
  • Adicionado um easter egg que permite pontos extra
  • Corrigidos bugs
  • Máximo de pontos no jogo: 138.100

Quem gosta do original, não deve perder esta versão, podendo aqui ser descarregada.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2023

Treasure Island Dizzy (Extended Edition 2023)


Nome: Treasure Island Dizzy (Extended Edition 2023)
Editora: Code Masters (versão 1989)
Autor: The Oliver Twins, Neil Adamson, David Whittaker, Andrei Titov (Dr. Titus)
Ano de lançamento: 1989 / 2023
Género: Aventura
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston
Memória: 48 / 128 K
Número de jogadores: 1
Link para descarga: Aqui

O mesmo autor da versão estendida de Dizzy (Extended Edition 2021), Dr. Titus, pegou no segundo episódio da série e deu-lhe a mesma roupagem. Para muitos o melhor episódio da série (não é a nossa opinião, pois nada bate  Wonderful Dizzy), mas fez tantas melhorias que quase parece estarmos perante um novo jogo. Não vamos referir todas as modificações, até porque já falámos delas aqui, mas corrigiram algumas que tornam este jogo um produto muito melhor. 

Foram adicionadas vidas, e se bem que este não era um jogo que exigisse muita destreza nos dedos, existiam alguns inimigos que pelo seu posicionamento (e fora da nossa vista no ecrã), por vezes faziam-nos perder a vida de forma injusta. Lembramo-nos de um certo tubarão e de um cardume de peixes que, por vezes, se atravessavam no caminho sem que pudéssemos fazer alguma coisa. Tendo mais vidas ao nosso dispor, este problema fica minorado.

Alguns objectos, incluindo moedas, também mudaram de local, sendo o mais crítico o da câmara de vídeo, pois é aquele que nos permite ligar a ignição do barco. Ainda por cima, encontra-se num dos novos ecrãs (o jogo tem agora quase o dobro do tamanho) e é precisamente o último item a ser obtido, sendo zelosamente guardado por uma medusa (em inglês jellyfish - atentem no nome).

Tendo o jogo quase 20 novos ecrãs e quase uma dezena de novos objectos, resolve mais uma das lacunas de Treasure Island Dizzy. Assim, muitos fãs da série queixavam-se que o jogo era pequeno. De facto, em menos de 20 minutos conseguia-se terminar. Agora, sabendo de antemão como se resolvem os puzzles, necessitam pelo menos de uma hora para chegar ao fim. 

Por fim, e isto parece um pormenor, mas resolve mais uma pequena irritação. Agora, assim que apanhamos os óculos de mergulho, nunca os deixamos de ter. Podemos então andar na água sem correr o risco de morrermos porque nos esquecemos que já não estávamos na sua posse deste objecto. 

Mas vamos então à história de Dizzy 2, tal como foi narrada há quase 35 anos... 

Dizzy estava ansioso por fazer um cruzeiro à volta do mundo. Quando contou aos outros Yolk sobre a viagem que ia fazer, eles logo desconfiaram que vinham ai problemas, pois bem o conhecem. E Dizzy até gostou do cruzeiro no início, embora houvesse muitos piratas no navio. Ia-se bebendo grogue a rodos e até o capitão, Long John Silver, apesar do seu ar de pirata mau tal como estamos habituados a ver nos filmes, ao qual não faltava a perna-de-pau e o papagaio no obro, era um velho adorável. A certa altura, num momento de acalmia nos mares, Dizzy organizou uma partida de críquete no convés. Mas de forma inadvertida e impensável, usou a coleção de pernas sobressalentes de Long John para servir de taco e, quando estes se perderam no mar, Dizzy foi naturalmente parar à prancha. Bem sabemos o que isto quer dizer, não é? Foi assim que foi parar a uma ilha aparentemente deserta, da qual tem que encontrar agora a saída.

Em primeiro lugar, a ilha está longe de estar deserta. Não só tem inúmeros inimigos e armadilhas, mas também uma loja e o responsável pela mesma. Este é peça fulcral para escaparmos, pois troca-nos alguns objectos pelo barco que nos vai fazer escapar. Assim, a primeira tarefa é ir recolhendo os objectos dispersos pela ilha, perceber de que forma nos poderão ser úteis (quase sempre desbloqueiam a passagem para novos locais), e colocá-los no local correcto. Alguns locais são imediatamente identificados, mas outros vamos ter que usar muito pensamento lateral.

A segunda tarefa é explorar tudo muito bem, pois existem 30 moedas para serem recolhidas e só após as apanharmos todas, poderemos terminar o jogo. Sim, para conseguirmos ultrapassar o barqueiro, um personagem irmão gémeo do lojista, mas ainda mais avaro, necessitamos de juntar todas as moedas para pagamento da "portagem". E algumas das moedas estão diabolicamente bem escondidas, por  vezes atrás da vegetação, outras atrás de caveiras, e algumas até parecem estar em pontos inacessíveis.

De resto, toda a mecânica do primeiro Dizzy (e de todos os outros) encontra-se neste jogo. Quer isto dizer que quem é fã da série, vai adorar, quem não o é, poderá não lhe achar tanta piada. Mas a esses, dizemos: vale a pena espreitar esta versão estendida de Dizzy 2, poderão vir a ter uma bela surpresa...

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2023

Treasure Island Dizzy (Extended Edition 2023)


Os fãs Russos do ovo mais famosos dos 8 bits (e também dos 16) bits, voltam a surpreender-nos. Desta vez pegaram no clássico Treasure Island Dizzy de 1989, deram-lhe nova roupagem e criaram a Extended Edition 2023.

E o que tem esta versão de novo? Muita coisa, senão vejamos:

  • O jogo é mais colorido, sendo o reflexo mais reduzido
  • Foram adicionadas algumas vidas (uma das principais "queixas" deste jogo)
  • Adicionado pontos de recuperação / restauro de Dizzy
  • A velocidade gráfica foi acelerada, ficando o jogo mais suave e mais rápido
  • Adicionado 18 novos ecrãs
  • Adicionado 7 itens e novos gráficos.
  • Melhorias em alguns sprites e gráficos
  • Enredo do jogo expandido
  • Adicionados sons 
  • Tradução para Russo
  • Corrigidos alguns scrolls
  • Corrigidas as pontuações
  • Possibilidade de desligar a música na tecla 'M'.

Foram ainda feitas as seguintes correções a bem conhecidos bugs:

  • Corrigido um grande número de sobreposições gráficas
  • Corrigido um grande número de erros internos, incluindo aqueles que levavam a um reset ou reinício do jogo.

Como podem ver, estamos aqui quase perante um jogo novo. Desde já agradecemos a Solaris104 por nos ter alertado para este lançamento.

Poderão aqui descarregar esta aventura de Dizzy.

terça-feira, 9 de março de 2021

Dizzy (Extended Edition 2021)

 

Nome: Dizzy (Extended Edition 2021)
Editora: Code Masters (versão 1987)
Autor: Andrei Titov (Dr. Titus), The Oliver Twins
Ano de lançamento: 2021
Género: Aventura
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: kempston
Memória: 48 K
Número de jogadores: 1

se há personagem do mundo do Spectrum que é mundialmente conhecida, essa é Dizzy, o famoso ovo, que salta de maneira estranha, que não sabe nadar, e que tem uma tendência inata para se meter em sarilhos e resolver os dos outros. Deu origem a quase uma dezena oficial de versões, e mais umas tantas dezenas não oficiais, além de ter inspirado muitas aventuras para todo o tipo de plataformas. É também bastante popular no Leste da Europa, não sendo assim por acaso que foi uma equipa que veio maioritariamente da Rússia a responsabilizar-se pelo remake Crystal Kingdom Dizzy e,  mais recentemente, pelo magnífico Wonderful Dizzy, o grande vencedor da gala GOTY 2020 de Planeta Sinclair.

Agora, novamente vindo do Leste (Dr. Titus), com o aval dos Oliver Twins, os criadores originais de Dizzy, chega um remake do primeiro episódio da saga. Aliás, é muito mais que um remake, pois as mudanças e os acrescentos são tantos, que praticamente parece estarmos perante um jogo novo. Apenas referindo as mais relevantes:
  • 16 novos ecrãs
  • 11 novos itens
  • O código foi otimizado e os gráficos são agora duas a três vezes mais rápidos, o que faz com que o próprio jogo se torne mais rápido e suave
  • Objetos redesenhados
  • Foram limpos alguns bugs
  • Adicionados novos sons
  • Adicionado um pequeno enredo
  • Dizzy agora é exibido como "máscara"


Os dois primeiros pontos, os novos ecrãs e objectos, transfiguram completamente Dizzy, que não só tem uma nova maneira de se terminar (os novos objectos a isso obrigam), mas também duplica o tempo de jogo. Mas isto também tem uma consequência imediata, inerente à única lacuna que encontramos no original: apenas se pode carregar um objecto de cada vez. Assim, o vaivém que já tínhamos que fazer na versão de 1987, é agora ainda maior, não obstante existirem portais secretos em alguns pontos, permitindo encurtar distâncias. De qualquer forma, quem não gosta do género, poderá sentir algum tédio ao final de algum tempo.

Já agora não poderemos deixar de referir um bug estranho que encontrámos, embora não beliscando minimamente a apreciação que fazemos de Dizzy. A partir de certo ponto, não podemos precisar qual, o nome dos objectos e das salas deixou de estra em inglês, passando a aparecer uma série de caracteres que não fazem sentido? Será russo? Não sabemos, mas algo correu mal a certa altura. Felizmente que os restantes melhoramentos feitos pelo programador, nomeadamente o redesenho dos objectos, tornou-os mais facilmente identificáveis e não foi impeditivo de avançarmos na aventura. Caso para dizer: foram limpos alguns bugs, apareceram outros.   

Outro dos melhoramentos que se revelou muito eficaz foi o do próprio sprite de Dizzy ser tratado como uma máscara. Quer isso dizer que agora, quando passa à frente de alguns objectos ou elementos dos cenários, deixa de ter aquela mescla indefinida de cores, que embora não provocando problemas ao nível da jogabilidade, retirava alguma atractividade à aventura.


De resto, esta versão estendida joga-se exactamente da mesma forma que a original. Dizzy tem que explorar a floresta e arredores, incluindo os subterrâneos, criar a poção que vai destruir a terrível doença do pé-de-atleta, assim como derrotar o terrível feiticeiro Zaks. O nível de dificuldade aumentou um pouco, não só porque continua a ser exigido muito pensamento lateral para descobrir onde os objectos devem ser utilizados (alguns são mesmo pouco lógicos), mas também porque os novos ecrãs vêm acompanhados de novos inimigos e obstáculos, alguns dos quais exigem grande destreza para serem ultrapassados.  Verdade seja dita, depois de os ultrapassarmos a primeira vez, rapidamente descobrimos como anular o perigo. Contem também com mais um quebra-cabeças semelhante ao que havia na versão original, na qual tínhamos que descobrir a forma de tirar as grades do caminho. E contem também com novas personagens. E... E... Há tanta coisa nova que não conseguimos referir tudo numa simples review. 

Outra coisa muito bem conseguida com esta nova versão é que apesar de ter muitos cenários novos, quase que parecem fazer parte da versão original. Surgem de forma natural, perfeitamente enquadrados nos cenários já existentes. Quase que parece uma versão 128K de Dizzy lançada em 1987. Mas o mais espantoso é que tudo isto foi conseguido em apenas 48K. Aliás, ainda sobrou 10K de memória para se fazer mais algumas brincadeiras, caso seja necessário.

Dr. Titus e restante equipa estão de parabéns. Conseguiram trazer vida nova a uma série que está muito longe de estar estafada. O filão continua a render e não nos admiraríamos que as aventuras que foram lançadas depois, seguissem o mesmo caminho. Quem não se apaixonou antes por Dizzy, tem agora oportunidade de se derreter perante delicioso ovo.

terça-feira, 20 de junho de 2017

Slightly Magic


Nome: Slightly Magic
Editora: Code Masters
Autor: Astonishing Animations
Ano de lançamento: 1991
Género: Aventura
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston
Número de jogadores: 1

Slightly Magic é uma maravilhosa aventura, bem ao jeito da saga Dizzy, e que nos remete para o mundo da magia e também para o universo de Lewis Carroll e da Alice. E o espanto ainda é maior quando se verifica que saiu quando o Spectrum já estava a definhar e os jogos já perdiam qualidade a uma velocidade galopante, mesmo aqueles lançados pelas grandes editoras, que preferiam já não investir nos 8 bits. E tudo por menos de 3 libras, pois estamos perante um jogo da categoria budget.

Assumimos aqui a pele do sobrinho de um mágico que teve que abandonar o castelo à pressa, deixando-o no caos, e a quem cabe agora a tarefa de salvar a princesa Croak. Para isso temos que começar por descobrir a varinha mágica e o livro de mágica, para podermos activar os feitiços. Doutra forma pouco conseguiremos avançar no jogo.


Sendo um típico jogo de aventura, a destreza nos dedos pouco conta, embora existam alguns pontos que exigem alguma precisão e timing correto de salto. Mas acima de tudo o que é necessário é muito pensamento lateral e perspicácia, pois se alguns dos objectos são bastante óbvios quanto ao local onde devem ser utilizados, para outros só lá vamos através de muita tentativa e erro.

Apesar de Slightly Magic ter o equivalente a cinco diferentes níveis, o laboratório do mágico, as catacumbas, o lago, a floresta e a masmorra do dragão, aos quais apenas podemos ir acedendo depois de cumpridas todas as tarefas em cada um deles, não existem muitos ecrãs, facilitando-nos um pouco a tarefa sobre qual o local onde poderemos utilizar cada objecto.


Por outro lado, alguns dos feitiços permitem aceder a outros pontos do cenário. Assim, podemos transformar-nos num peixe, única forma de podermos andar no lago, podemos voar para alcançar lugares aparentemente intangíveis e podemos também tornar-nos invisíveis (mais uma vez a remeter para o universo de Lewis Carroll), de modo a obter alguns objectos fundamentais para podermos cumprir com a nossa missão.

Os gráficos, estilo cartoon, hiper coloridos, embora não evitando um pouco de colour clash, são do melhor que já se viu na Code Masters, e a música tem o selo de qualidade de Allister Brimble, responsável por The Spectrum Works (cd que acompanhava o livro A Visual Compendium). Além disso, o jogo está muito bem implementado, contribuindo para uma experiência bastante satisfatória e viciante.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

ATV Simulator


Nome: ATV Simulator
Editora: Code Masters
Autor: Tim Miller, James Wilson, David Whittaker
Ano de lançamento: 1987
Género: Simulador
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Número de jogadores: 2 (alternados)

A Code Masters, pertença dos irmãos Darling, era conhecida por lançarem jogos na gama budget, tendo sempre no nome a palavra simulator e sendo anunciados como jogos brilhantes, o que nem sempre correspondia à realidade. Aliás, as revistas na altura (Your Sinclair, Crash, Sinclair User) até costumavam parodiar com isso.

Não sendo brilhante, estamos aqui perante um jogo bastante decente, ainda mais se tivermos em conta que na altura foi lançado a preço de saldo. Também por isso não é de modo algum original ou sequer extenso. O objectivo simplesmente chegar ao fim de 6 níveis dentro do tempo limite estipulado. E se os primeiros quatro são relativamente simples (dunas, prado, icebergues e pirâmides), nos dois últimos níveis (selva e pântano) já a história é outra e implica termos uma boa dose de perícia.


O jogo tem pormenores interessantes, como aquele em que caímos do quad e temos que voltar para o veículo, ou as focas a brincarem com a bola. Os gráficos, embora básicos, são agradáveis, e o som tem a qualidade habitual do David Whittaker. O único senão é mesmo o número diminuto de níveis, o que para os mais habilidosos implica terminar o jogo ao final de uma hora. Mas enquanto isso não acontece, pode-se ter a certeza que vamos passar umas horas bem divertidas.