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quarta-feira, 30 de outubro de 2024

Cesare Trick or Treat


Este Halloween, a Team Moritz (que continua sempre a crescer) decidiu dar liberdade a cada um dos seus membros de desenvolver o seu próprio jogo tendo como base o tema desta temporada. Alguns membros colaboraram entre si, mas também houve quem se lançasse nesta empreitada a solo.

Para começar, temos uma excelente introdução ao som de "This is Halloween" (do filme Nightmare Before Christmas) criada por Jorge Gonzalez em que vemos Cesare (do jogo Cesare the Somnambule que noticiámos em Março deste ano) que como é costume nesta época do ano se decidiu a partir para a "Doçura ou Travessura". Mas em vez de doces, cada casa oferece-nos um jogo diferente.

Monster Mayhem conta-nos a história dos monstros que na noite do Halloween invadiram a vila de Kismet no Texas e o nosso herói Billie Joe Bin Bob é o único capaz de os enfrentar...

Desenvolvido por Mananuk e com a minha música, é um shooter arcade onde é preciso ser rápido no gatilho para conseguir sobreviver a todos os níveis. Cada nível conta com um novo cenário e música que vos convidamos a explorar. Não será, no entanto, fácil ultrapassar a contínua invasão de criaturas que ocuparam os prédios da vila. Um título algo difícil, mas divertido, mais indicado para os jogadores experientes que procuram um bom desafio.

De Sebastian Braunert e também com a minha música chega-nos The slASHer. Aqui controlamos Ash, personagem principal dos filmes Evil Dead que deve defrontar vários assassinos e criaturas protagonistas de conhecidos filmes de terror.

O Dr. Mordecair perdeu o seu corpo numa experiência científica e por isso pediu aos seus capangas para lhe arranjar um novo. Enquanto Frankie dormia, teve o seu corpo roubado e por isso agora tem de entrar no castelo, recuperar as partes do seu corpo uma a uma e enfrentar o Doutor Mordecair. Esta é a história que nos conta Isaias, que criou um jogo de plataformas com o AGD a que chamou Frankie Lost his Body.

Finalmente, temos Scary Things de Tufty (Rich Hollins). Um jogo criado com o SEUD, portanto um vertical scrolling shooter onde enfrentamos vários vilões de filmes clássicos de terror. Como extra temos o facto de haver música durante o jogo, algo que não era possível na versão original do SEUD, mas que Rich conseguiu alcançar através de alguns "hacks".

Da minha parte e da Team Moritz, esperamos que gostem desta seleção de títulos em que andámos a trabalhar nos últimos meses. Todos eles são experiências curtas de jogo, na maioria estilo arcade, mas para o ritmo de vida dos dias de hoje achamos que cada vez mais é necessário relevar a importância dos jogos curtos.

Poderão descarregar os jogos nos links em baixo. Cada jogo inclui também a introdução que viram no início do post:

sexta-feira, 29 de março de 2024

Cesare the Sonambule


A equipa do saudoso Moritz, a Moritz Team, está de volta. E que grande regresso, com um jogo completamente diferente daquilo a que estamos habituados da parte dessa equipa. Assim, ao invés de um shoot'em'up ou um platformer, temos uma aventura bastante mais adulta, à boa maneira de Nosy ou Nevermore. E vamos ser sinceros, agrada-nos mais este género, embora isto seja uma questão de gosto pessoal.

Cesare the Sonambule inspira-se no clássico Das Cabinet des Dr. Caligari. Numa nota aparte, quem nunca viu esta obra-prima, aconselhamo-lo a fazer, pois é realmente fabuloso e uma das melhores demonstrações daquilo que se fez de bom no cinema no início do século passado (a par de Dr. Mabuse ou Metropolis).

Assim, a feira chega à cidade e nós, no papel de Cesare The Somnambule, somos a grande grande atração. O ilustre Dr. Caligari controla a nossa vida, quer estejamos acordados, quer a dormir, e o nosso sonho é escapar desse pesadelo constante, quebrando a hipnose. Para isso temos que escapar do asilo onde o personagem maléfico nos encerrou. Mas não só temos que encontrar os objectos que permitem a fuga, como temos que nos manter acordado, doutra forma caímos na influência do Dr. Caligari.

Existem diversas tarefas a realizar, sendo a primeira conseguir escapar do asilo. Depois temos que encontrar o jornal e expor o Dr. Caligari às autoridades. Além disso, os cenários vão mudando, conforme as horas do dia (à noite tudo parece mais terrorífico, não é?). A única ajuda que temos está mesmo na nossa cabeça, pois os pensamentos vão surgindo na forma de diálogos, dando pistas muito importantes sobre as tarefas a realizar ou os objectos a procurar.

Para já ainda estamos apenas no começo, pois desconhecíamos por completo este lançamento, mas daquilo que para já vimos, parece-nos que estamos perante um vencedor e que será mesmo o melhor jogo desta equipa, que incluí Sebastian Braunert (aka MORITZ),Jorge Gonzalez (aka ZXjogv), Lobo, PiiiXL, Rich Hollins, Pedro Pimenta e Damien Guard. 

Os gráficos e cenários são divinais, o que não é de estranhar, pois Lobo é um artista muito conceituado. As músicas, bem conhecidas  do público que aprecia o género goth, também estão muito bem conseguidas, obra e graça do Rich e do Pedro. Vamos dar umas dicas: inclui versões dos The Cure (Lullaby), The Passions (do muito conhecido I'm in Love with a German Film Star) ou, imagine-se, dos grandiosos Bauhaus, apenas uma das melhores bandas de sempre (na nossa opinião) e que nos trouxeram clássicos como Bela Lugosi's Dead, The Passion of Lovers ou Mask.

No cômputo geral, e numa primeira abordagem, apreciámos bastante este trabalho, que iremos agora tentar acabar nos próximos dias (e apreciar devidamente todas as músicas). O jogo é gratuito, mas uma pequena contribuição é mais que justo para recompensar a equipa Moritz por este belíssimo trabalho. Para isso basta aqui virem.

quinta-feira, 27 de outubro de 2022

Jonathan: Trick or Treat


Estamos a chegar aquela altura na qual a frase que mais se ouve é o "gostosura ou travessura" ("trick or treat", no original). E também já sabemos que é uma altura muito propícia para surgirem novos jogos. Então a equipa do Team Moritz não nos quis desiludir e ofereceu-nos esta prenda: Jonathan - Trick or Treat. Ficámos muito satisfeitos por ver este novo trabalho, que sinceramente gostámos bastante, mas também por ver que a equipa voltou em força, pois este já é o seu segundo jogo em Outubro (no início do mês ofereceram-nos Mecki: Winter Hibernation).

Podem questionar quem é Jonathan. Bem, quem está familiarizado com o motor AGD, certamente já adivinhou. Este trabalho é uma homenagem a Jonathan Cauldwell, prolífico programador, que desde os anos 80 nos tem oferecido uma quantidade verdadeiramente impressionante de jogos, mas também diversos motores, como o AGD, MPAGD, SEUD ou PGD. Assim, nada melhor que agradecer-lhe, tornando-o personagem de um jogo desenvolvido num dos seus motores...

Este trabalho tem também algumas inovações ao nível técnico. Assim, utiliza um canal duplo "beeper music / sample" durante o jogo e é também o primeiro a usar o "Sprite Mgic AGD extension". Os resultados são muito satisfatórios, nomeadamente ao nível sonoro e gráfico, com sprites de dimensões avantajadas, muito bem conseguidos, como é habitual nesta equipa, mas agora com um refinamento ainda mais cuidado. 

E que dizer do ecrã de carregamento, uma pequena maravilha da autoria de Lobo? Certamente irá concorrer ao GOTY 2022 na respectiva categoria...

Por falar em sprites, não resistimos a mostrar estes aqui de cima. Conseguem adivinhar quem são as personagens? Uma é óbvia, pois é Jonathan. A outra também não é difícil de descobrir. Qual é programador que fez trabalhos maravilhosos nos anos 80 e que ainda hoje se encontra bastante activo? Aquele cabelo não engana...

Quanto ao jogo, ainda não chegámos ao seu final, pois apesar de termos uma reserva bastante generosa de energia (medida em "tricks"), os inimigos são imensos e não é fácil conseguirmos escapar pelos pingos da chuva. Além disso, temos muitos doces para apanhar, pois não só faz parte da tradição do Halloween, mas também porque só assim vamos conseguir libertar Egghead, que se encontra aprisionado, como tivemos oportunidade de ver logo no primeiro ecrã.

A aventura não nos parece muito grande, mas é bom não esquecer que isto é apenas (mais) um brinde que a equipa Moritz nos quis oferecer para alegrar a época. E o desafio é suficientemente atractivo para nos fazer ir até ao fim e libertarmos o personagem mais conhecido dos jogos de Jonathan (é o que vamos fazer logo após publicarmos esta notícia).

Assim, se querem passar uma noite de Halloween mais animada, basta aqui virem descarregar o jogo. Mas cuidado, pois os fantasmas andam por ai e o mais certo é acontecer-vos isto...

sexta-feira, 7 de outubro de 2022

Mecki: Winter Hibernation


Graças a Rich Hollins tivemos conhecimento do novo jogo da equipa Team Moritz. E é um belo jogo, diga-se de passagem, com gráficos de excelência e uma música a acompanhar o restante pacote. Comecemos assim pelos créditos.

Assim, como é habitual nos jogos desta equipa, Rich Hollins foi o responsável pela música da versão 48K, baseada no bem conhecido fime da Disney Up. A versão 128K é baseada no já vintage programa Mecki the Hedgehog e foi criada pelo suspeito do costume, o Pedro Pimenta. Vale a pena rodar entre ambas as versões para apreciar as melodias na sua plenitude.

Quanto aos gráficos, são da responsabilidade de Lobo. E no jogo, depois da múscia, é aquilo que nos chama desde logo a atenção. São muito variados, de uma dimensão avantajada, o que num jogo com as características deste o favorece, e nem o facto de serem monocromáticos (cada nível tem uma cor diferente) lhe retira algum brilho. Vale a pena ir até ao fim, nem que seja para ver tudo aquilo que Lobo conseguiu encaixar neste jogo.

Por fim, Sebastian Braunert, o mentor da equipa Moritz, que se bem se recordam era o nome do seu canito, foi o responsável por desenhar o jogo. Mais uma vez utilizou o motor SEUD, mas relativamente a trabalhos anteriores criados com essa ferramenta, conseguiu limar algumas arestas e aprimorar o jogo. Claro que os cenários tremendamente imaginativos ajudam, mas a diversidade que foi colocando, com alguns níveis de puro tiro'neles, outros onde apenas temos que nos desviar dos obstáculos, ajuda a criar a sensação de estarmos perante um jogo maior do que na realidade é. Já sabemos que o SEUD não dá para grandes coisas, dado que a memória disponível é pequena, no entanto, Sebastian conseguiu encaixar meia dúzia de pequenos níveis, de alguma forma ultrapassando algumas das limitações da ferramenta.

Mas vamos à história, pois todo o jogo deverá ter uma a condizer, ainda mais quando o nosso herói é um simpático ouriço-caixeiro, um animal em perigo de extinção e que convém preservar, motivando-nos ainda mais a conseguir que o mesmo não se fine, pelo menos neste jogo.

Assim, Mecki: Winter Hibernation é baseado no programa infantil alemão Mecki, que remonta à década de 1950, com personagens criados por Paul, Ferdinand e Hermann Diehl. Se quiserem ver uma fotografia do personagem real, ela está dentro do jogo. Mas terão que descobri-la (é um easter egg).

O nosso objectivo é ajudar Mecki a ultrapassar seis perigosas áreas, por forma a chegar à casa do Velho da Floresta e encontrar uma cama confortável para passar o inverno, hibernando. Para isso temos que pulverizar os inimigos com o seu suprimento interminável de pulgas. Nem sempre isso é possível, e porque o ouriço-caixeiro não é um animal particularmente corajoso, se conseguirmos que ele evite os adversários, também pode ser uma boa estratégia. No entanto, existe um no final de cada nível que faz questão de afiambrar o nosso herói. Ai não temos outra hipótese senão ir â luta e meter o exército de pulgas em acção...

Está então dado o mote para um jogo despretensioso, divertido, com um grau de dificuldade mediano (equilibrado, diremos nós), e que permite ao final de algumas tentativas chegar ao fim e perpetuar a raça dos ouriços. 

O jogo pode aqui ser descarregado, sendo que uma pequena contribuição para os seus autores irá ajudar a que os ouriços procriem e, quem sabe, voltem a aparecer nos nossos ecrãs noutro jogo. Se preferirem a versão física, esta vai aparecer na cassete número 2 da Crash, que foi precisamente hoje oficialmente lançada.

Toca a ir jogar e não deixem que o simpático ouriço tenha o destino deste no ecrã abaixo...

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Pi-Dentity e Moritz the Striker 128k já disponíveis

Após o lançamento de Pi-Dentity e Moritz the Striker para 48k, ambos por nós analisados no ano passado, a Team Moritz acabou de disponibilizar ao público em geral as versões 128k. Relembramos que ambas foram lançadas pela Fusion Retro Books em 2020 como perks exclusivos das campanhas de kickstarter Fusion Annual 2021 e Crash Annual 2021, respectivamente.

Seria importante relevar que estas versões são diferentes das já anteriormente lançadas, tendo a adição de vários extras, que passamos a listar.

No caso de Pi-Dentity:

Prólogo com a história do jogo; modo "história" que nos conta a mesma ao longo do decorrer da aventura; um nível extra; screen final e de game over da autoria de Lobo; música AY no menu, modo história, introdução dos níveis, game over e final; vida extra após a derrota do boss final e highscores disponíveis no menu, além de cheats secretos no menu principal.

Quanto ao Moritz the Striker:

Adição de 10 níveis exclusivos; nova música AY na introdução, menu, game over e final; ecrãs finais e de game over da autoria de Lobo.

Após o sucesso de ambas as campanhas e lançamento das respetivas edições físicas dos jogos, chega agora a altura de disponibilizá-los seguindo o modelo name your own price, sendo o público convidado a contribuir com um valor que ache justo, podendo sempre descarregar os jogos gratuitamente.

Estão ambos disponíveis no site Itch.io através da página da Team Moritz, podendo o Pi-Dentity ser encontrado aqui e o Moritz the Striker aqui.

sábado, 16 de maio de 2020

Pi-Dentity


Nome: Pi-Dentity
Editora: NA
Autor: Sebastian Braunert, Uwe Geiken, Andy Green, Lobo, Pedro Pimenta e Rich Hollins
Ano de lançamento: 2020
Género: Shoot'em'up
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Sinclair
Memória: 48 K
Número de jogadores: 1

Sebatian Braunert, o mentor de Team Moritz, colectivo que já conta com perto de uma dezena de membros, está sempre com novas ideias para jogos, não sendo de estranhar que esta equipa seja provavelmente aquela que mais jogos lança actualmente para o Spectrum (a par de Amore). Desta vez voltou a pegar no SEUD e trouxe um shoot'em'up com três níveis, muito semelhante ao que já tinha sido feito em Moritz to the Moon. O jogo faz também parte do novo número da revista Fusion (Chris Wilkins), sendo esta a primeira versão, para 48K, com música de Rich Hollins. Está previsto em breve sair a versão 128K, com música de Pedro Pimenta, e com mais alguns extra que ficaram de fora por agora.

Desta vez o herói não é o simpático Moritz, canito que contra todas as expectativas conseguiu chegar a uma idade muito respeitável. E Sebastian, demonstrando o carinho que tem por ele, homenageou-o da melhor forma, criando inúmeros jogos onde figura como principal personagem. Em Pi-Dentity o herói é o número que desde a antiguidade traz uma área de mistério à sua volta, e que resolveu explorar o mundo estranho e mágico da matemática. Mas tal como o mundo da música, que tem os seus heróis-vilões, também o mundo da matemática sofre do mesmo mal. Assim, não estranhem ver o próprio Einstein a aparecer através da célebre imagem com a língua de fora, que é como quem diz, toquem-me, para ver o que acontece.


Mais estranho ainda as munições que Pi dispara. De cada vez que se toca no gatilho, sai da arma não uma bala, mas sim o número 3.14. Isso mesmo, os primeiros dígitos de pi, que são a cura para todos os restantes dígitos e inimigos que em padrões regulares, vão subindo o ecrã e que se nos tocam, roubam uma das nove vidas com que iniciamos o desafio. Aliás, tudo é muito estranho neste mundo da matemática, e coincidências não existem nesta ciência exacta. Basta olhar para a figura do nosso herói, que apesar do formato de pi, revela semelhanças com outro célebre herói do Spectrum cuja letra começa por "H", que por sua vez também se parece com o próprio símbolo do número mágico. Quase tão incrível como a própria constante cosmológica de Einstein...

As munições são limitadas, pelo que não é muito aconselhável desatar a disparar continuamente, se bem que a tentação seja grande. Felizmente que existem recargas em abundância. Estas têm a forma de uma torta ("pie"), mais uma vez revelando o sentido de humor da equipa programadora. E ainda foi concedida uma outra ajuda: assim, quando se vê o símbolo do infinito, é correr até ele, pois concede imunidade, não por tempo infinito, mas por alguns segundos. E esta imunidade é bem necessária, pois este novo jogo da equipa Moritz é um pouco mais difícil que os restantes "tiro neles" que criaram, se bem que não seja impossível. Mas confessamos que levou um pouco mais de tempo até derrotarmos o monstro final, que revela algumas semelhanças com certo figurão. Certamente mais uma das muitas coincidências do mundo mágico da matemática...


Aquilo que mais gostámos no jogo foi a relativa loucura dos sprites. Ora nos aparece uma figura bem conhecida, ora sequências maldosas de números, e até coelhos supostamente fofinhos contribuem para dar um aspecto nonsense a todo este conjunto, à boa maneira dos Monty Python. Nos painéis laterais, uma das características do motor com que o jogo foi criado, aparece uma imagem aparentada com o Homem Vitruviano, que de resto também já aparece no ecrã de carregamento, fazendo a devida homenagem a outro famoso cientista.

Pi-Dentity, tal como os restantes jogos criados com o SEUD, e pelas próprias limitações de memória do motor, apenas tem três níveis, e que nem são muito longos. Um shooter experimentado irá achar pouco, pois certamente terminará rapidamente o desafio. Obviamente que o jogo concorre numa liga diferente de Xecutor's, Slap Fight's, Terra Cresta's, e quejandos, só para referirmos alguns dos shoot'em'ups verticais mais famosos. Também não era o pretendido, tão somente apresentar um mini-jogo que divertisse durante umas horas. E isso consegue, não obtendo nota mais elevada, porque falta-lhe alguma originalidade em termos conceptuais, isto é, tudo o que aqui é apresentado, já a equipa tinha feito anteriormente.

Vamos agora aguardar pela versão 128K para ver as novidades que traz e ouvir a melodia AY criada pelo Pedro Pimenta.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

Cheesy Chase: Moritz and the Mildewed Moon


Nome: Cheesy Chase: Moritz and the Mildewed Moon
Editora: NA
Autor: Team Moritz
Ano de lançamento: 2019
Género: Plataformas
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Não
Memória: 48 K
Número de jogadores: 1

Outro dos (mini) jogos a aparecer na edição mais recente da Woot! tem Moritz como personagem principal. E é incrível como este canito, que já faz parte da família do Spectrum, e que em tempos foi entrevistado por Planeta Sinclair (podem ver aqui a entrevista), consegue sempre meter-se nas maiores embrulhadas. Cabe a nós resolvê-las, coisa que fazemos sempre com muito gosto. Mas vamos à história desta personagem (real) celebrizada por Sebastian Braunert...

As aventuras de Moritz não têm fim?! Aparentemente não, pois estava ainda a comemorar o sucesso da sua última missão à Lua, ultrapassando o limite de velocidade permitido no espaço, quando foi apanhado pelo radar. E não apenas uma, foram duas as vezes que quebrou a barreira do som, tendo provocado claros aborrecimentos aos habitantes do nosso satélite com as ondas de choque e ruído daí resultantes. A patrulha da Lua é que não esteve com meias medidas e levou-o a tribunal, tendo Moritz, como punição, perdido três pontos na sua carteira de motorista espacial e condenado a fazer trabalho comunitário, recolhendo todo o queijo bolorento da superfície da lua. É um trabalho duro e uma lição de vida, conseguirá Moritz sobreviver à punição?


Cheesy Chase tem vários pontos de contacto com Sprouty: é que tal como nesse jogo, apenas existem duas teclas (esquerda e direita), além de que o nosso personagem também está sempre aos saltos. No entanto, mesmo sendo um típico jogo de plataformas, a concepção é substancialmente diferente. Assim, ao invés de andarmos a activar interruptores para chegar à desejada prenda, Moritz tem que conseguir recolher todo o queijo que se encontra nos diversos cenários, muitas vezes nos pontos mais recônditos. Só apenas após saciar a sua gulodice (presumimos que quando recolhe o queijo bolorento, não resiste a comê-lo), e nos pouco mais de 15 ecrãs que compões este mini-jogo, é que consegue livra-se de uma longa e inglória estadia na prisão.

A mecânica desta nova aventura de Moritz não é substancialmente diferente do primeiro jogo, lançado já no distante 2017. No entanto nota-se claramente a evolução de Sebastian Braunert, agora acompanhado de uma verdadeira equipa, a Team Moritz, pois além desse, tem como membros permanentes Uwe Geiken, Lobo, Andy Green e Pedro Pimenta. Como consequência, além da própria afinação do grau de dificuldade dos seus jogos, aumentando a jogabilidade (e aqui o mérito vai por inteiro para Sebastian), os sprites, cenários, ecrãs de carregamento e a própria música têm agora um ar muito mais profissional. Não nos enganámos quando dissemos que a estreia de Moritz abria boas expectativas para os jogos seguintes do seu autor.

Cada um dos cenários apresenta várias plataformas e inimigos que têm que ser negociados. Como Moritz está sempre a pular, a grande dificuldade é conseguir temporizar e escolher o local de salto, por forma a conseguir-se ultrapassar os inimigos, que se deslocam em padrões regulares. Quem já experimentou Sprouty, vai perceber imediatamente o que queremos dizer, pois a mecânica é a mesma. E aliás, a experiência que adquirimos no outro jogo será importante para este e vice-versa.


Mais uma vez Sebastian muniu-se de uma ferramenta para o ajudar na concepção do seu jogo, neste caso o Platform Game Designer (no ecrã acima podem ver a referência ao motor). Apesar de não permitir criar desafios muito longos, até pela memória disponível, apresenta uma flexibilidade muito interessante, incentivando mesmo a quem não perceba por ai além de programação, que possa desenvolver as suas ideias de forma rápida e intuitiva.

Os gráficos são também interessantes, apresentando Moritz, desta vez, um fato espacial, permitindo-lhe respirar na superfície da lua, que por coincidência apresenta o formato e coloração de um enorme queijo Emmental (yum yum). A música, da responsabilidade de Pedro Pimenta (que muito nos orgulhamos de ter como colaborador neste blogue), é bastante atractiva, contribuindo para uma experiência agradável.

Cheesy Chase termina-se rápido, é verdade, mas também apenas se pretendia criar um mini-jogo, sendo o ideal para acompanhar a noite de consoada, tenham, ou não, queijo na ementa. Estão assim convidados a descarregá-lo (aqui) e a ajudar Moritz (mais uma vez) a livrar-se de sarilhos...

sábado, 30 de novembro de 2019

Trailer de Moritz on the Autobahn


Será já em Janeiro que poderemos assistir ao lançamento de um dos jogos mais aguardados da Team Moritz: Moritz on the Autobahn. Este novo trailer da autoria de Mike van der Lee promete dar-nos mais alguns detalhes acerca do jogo e apresentar a saga Moritz a quem ainda a não conhece.

Relembramos que se trata de um jogo onde Moritz parte numa viagem pela Europa para se reencontrar com o seu primo português Mortiz. Nessa viagem passará pela Alemanha, Bélgica, França, Espanha e, claro, Portugal enfrentando uma série de inimigos relacionados com a cultura e história desses países. Está a ser desenvolvido pela Team Moritz, composta por Andy Green, Lobo, Pedro Pimenta, Sebastian Braunert e Uwe Geiken. Será um lançamento exclusivo que virá em formato digital com a revista Blast Annual 2020, mas também soubemos que irá em breve haver uma edição física muito especial para coleccionadores. Já não falta muito para podermos começar a grande viagem...