domingo, 19 de fevereiro de 2023

CM: Os Jogos no Computador - 105

Mais uma edição de "Os Jogos no Computador" do Correio da Manhã, com escasso conteúdo sobre o ZX Spectrum. Talvez o detalhe mais interessante seja o recado do Paulo Ferreira (responsável pelo espaço) nas vésperas da implementação da legislação anti-pirataria, aos distribuidores de jogos originais que praticam preços altos. Este exemplar de 21 de julho de 1991, digitalizado por Mário Moreira, pode ser obtido neste link.

The Curse of Rabenstein (versão Espanhola)


The Curse of Rabenstein foi uma pequena maravilha que Stefan Vogt lançou em 2020, na altura com forte impacto (esteve presente no GOTY desse ano, se bem se lembram).

Dois anos mais tarde, Stefan desenvolveu uma versão mais completa, com gráficos tremendamente melhorados, tornando o jogo ainda mais atractivo.

Agora, graças aos esforços de J. A. Rubio, oferece também a versão em Castelhano, para que todos aqueles que dominam a língua e tenham dificuldades em Inglês, possam usufruir ao máximo desta aventura.

Poderão aqui vir descarregar todas as versões de The Curse of Rabenstein (disponível para vários sistemas e plataformas). É gratuito, mas uma pequena contribuição será valor mais que justo para o enorme trabalho da equipa.

JND: Micromania - 035

Voltamos ao ponto de encontro dos "microjovens"! Assim era como o João Cruz se referia aos leitores que acompanhavam e participavam no espaço Micromania (JND)! E que rica edição, a de 12 de agosto de 1990, com análises a grandes jogos como Pipemania, 3D Tennis e Sly Spy (este último fez-me ir ao CC Dallas). A segunda página brinda-nos com um mapa do 2º nível de Rick Dangerous, com áreas bem reconheciveis para quem andou a gastar horas/dias a tentar escapar das armadilhas deste túmulo egípcio. Podem descarregar a digitalização do Miguel Brandão neste link.

sábado, 18 de fevereiro de 2023

Stock Market (MIA)


Este é um lançamento muito curioso. Stockmarket, da ASP Software, já estava na Spectrum Computing. No entanto, as versões que lá estão alojadas, parecem type-ins, embora depois o programa, no seu funcionamento, seja igual. Mas esta versão que Steven Brown agora nos enviou dá ares de ser a versão final comercializada. É assim possível ver-se o ecrã de carregamento, inexistente na versão que já estava preservada.

Podem vir aqui descarregar Stock Market.

Homenagem a PS em Mega Manic Mulholland


E quem diria que Dave e Nate Sloan tinha feito uma singela homenagem a Planeta Sinclair no seu mais recente jogo Mega Manic Mulholland? Pois era isto que se passava no nível 4, que tem o nome muito luso de "Boa Jogabilidade", algo que tínhamos referido relativamente a Manic Mulholland aquando da review do original em 2021, além do "PS" no topo do ecrã ser muito claro na sua simbologia. 

Infelizmente esta versão teve depois um bug e o som não ficou perfeito, tendo a dupla voltado para a versão original (que aqui deixámos). No entanto, seria uma pena não termos acesso a esta versão "unreleased", pelo que Dave partilhou-a agora connosco, podendo aqui ser descarregada.

Um enorme agradecimento de todo ao coração ao Nate e Dave da equipa de Planeta Sinclair. São estas pequenas coisas que nos dão também ânimo para continuar o nosso trabalho.

Mega Manic Mulholland


Mega Manic Mulholland é uma versão artilhada de Manic Mulholland, o jogo que marcou a estreia de Dave e Nate Sloan (pai e filho) no mundo da programação de jogos para o ZX Spectrum.

O original, e tal como o nome e ecrã de carregamento já o davam a entender, é uma homenagem não só a Sir Clive Sinclair e a Manic Miner, mas também ao brilhante filme de David Lynch de 2001, Mulholland Drive (quem não o conhece, vale a pena ver, nem que seja pela belíssima interpretação da igualmente belíssima Naomi Watts).

Agora, esta dupla de pai e filho, e que até já nos trouxeram novos jogos onde mostram uma evolução brutal relativamente ao jogo de estreia, pegaram em Manic Mulholland, fizeram imensas melhorias, nomeadamente tornando-o mais longo e colmatando uma das principais lacunas que tínhamos referido inicialmente: que era muito curto. 

Pois agora já não o é e quem não o viu na altura, tem agora uma boa desculpa para o experimentar. Para isso só têm que vir aqui descarregá-lo. É gratuito, mas uma pequena contribuição irá de certeza trazer algumas alegrias ao petiz Nate Sloan e ao seu pai...

Turbo The Tortoise 30th Anniversary Edition


Nome: Turbo The Tortoise 30th Anniversary Edition
Editora: Hi-Tec Software (versão 1992)
Autor: Dave Thompson, Jarrod Bentley, Dennis Mulliner, GoodBoy (MOD) e Tiiboh (MOD)
Ano de lançamento: 1992 / 2023
Género: Plataformas
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Memória: 128 K
Número de jogadores: 1
Link para descarga: Aqui

Turbo the Tortoise saiu em 1992, numa altura em que o ZX Spectrum já definhava e apenas editoras como a Hi-Tec Software ou a Code Masters continuavam a lançar jogos com alguma regularidade para esse computador. E mesmo esta última já tinha dado o canto do cisne com Crystal Kingdom Dizzy, ficando a Hi-Tec como das poucas resistentes, mas também não por muito mais tempo. No entanto, ainda foi a tempo de lançar um dos seus melhores jogos, Turbo the Tortoise, e caso tivesse surgido uns anos antes, poderia ter criado uma nova saga, quem sabe tão famosa como Dizzy.

Estamos aqui perante um platformer puro, entrando directamente no campeonato de Mario Bros., muito embora o personagem principal seja neste jogo uma tartaruga. Esta, ao longo de seis níveis, que nem são assim tão longos, tem que ir ultrapassando os diversos obstáculos e inimigos que vão aparecendo pelo caminho para, no final de cada nível, defrontar um big boss. O sucesso parecia estar garantido, até porque em 1992, o ZX Spectrum era quase exclusivo de um público muito juvenil que herdou os computadores dos seus irmãos, e além da temática infantil e cartoonesca, o grau de dificuldade era muito pouco elevado, sendo o ideal para a pequenada.


Aliado a um grafismo interessante, Turbo the Tortoise valia-se também pela imensa jogabilidade e capacidade viciante. De facto, era um delírio colocar a tartaruga aos saltos, em especial sobre a cabeça dos inimigos, pois era forma muito prática de os eliminar, evitando gastar as munições, que não abundavam, apesar de haver recargas em todos os níveis.

Os níveis são seis, conforme já referimos, e esta versão de 2023 mantém-se tal e qual como no original. Passamos assim pela zona da pré-história, idade do gelo, Egípcia, medieval, século 20 e futuro. A novidade é que agora, sempre que iniciamos cada nível, Jarrod Bentley presenteou-nos com um atractivo ecrã de introdução (assim como quando se termina o jogo, naquilo que era uma das pechas do original e que não condizia nada com o restante grafismo).


Outra das novidades a nível gráfico, além do ecrã de carregamento, tem a ver com o painel com a pontuação, vidas e energia disponível. Originalmente estava localizado no topo do ecrã, passando agora para a parte de baixo. Para nós é um pouco indiferente, no entanto, presumimos que possa ser do gosto dos jogadores. De qualquer forma, quem não goste desta mudança, tem sempre a possibilidade de jogar a versão de 2022, ainda com o painel na parte de cima.

Turbo the Tortoise 30th Anniversary Edition é então um jogo muito simples, despretensioso, que mais não pretende do que permitir-nos passar alguns momentos de lazer, sem termos que pensar muito. Como está muito bem implementado e as capacidades adictivas permanecem intactas, é agora uma boa oportunidade para se voltar a este jogo. Caso não o conheçam, não é cedo nem é tarde, é o momento ideal para o experimentarem. Temos a certeza que não se irão arrepender.

Spectrum Cricket (MIA)


Aos poucos começam a aparecer os lançamentos da editora Escocesa Wizard Software. Infelizmente, para já ainda não conseguimos arranjar Mr Gulp, Moon Defenders ou Megatron, os jogos perdidos de Marco & Tito. Mas, quem sabe, a sorte mude e consigamos chegar até eles. Talvez os nossos amigos ingleses tenham estes programas em sua casa e ainda não tenham reparado. Neste caso, sabem o que têm que fazer: preservá-los e enviar-nos o ficheiro.

Spectrum Cricket é um excelente simulador de cricket e seguramente deveria ter tido mais sucesso na altura em que saiu. Passou praticamente despercebido, apesar de o vermos em algumas revistas da época. Agora, graças ao Luís Rato, Conseguimos ter acesso a este raríssimo lançamento.

Poderão aqui descarregar Spectrum Cricket.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2023

Square Dance (MIA)


Por vezes ainda vão surgindo surpresas de editoras mais conhecidas, como é o caso de Square Dance, da C.C.S. (Cases Computer Simulations ). O jogo traz-nos à memória os puzzles Jigsaw, tendo muitas opções para criarmos os nossos desafios. Saiu em 1984 e nesta altura esta editora já era bem conhecida, portanto é uma surpresa como aparentemente o jogo passou despercebido à comunidade.

Poderão aqui descarregar Square Dance, vem de Steven Brown.

A Capital: Pokes & Dicas - 29 de Maio de 1987

 Para concluirmos a disponibilização dos suplementos d'A Capital de 1987, e parece-nos que ficamos com esse ano completo, deixamos a edição de 29 de Maio de 1987 que nos foi enviada pelo Nuno Cardoso. Relembramos que o Nuno enviou-nos digitalizações com maior qualidade e mais completos, como é o caso da edição desta semana.

O destaque vai para a análise a Head Over Heels, um dos melhores jogos de sempre para o ZX Spectrum. The Sentinel é também outro grande jogo que teve análise no suplemento. Mas aquilo que nos encheu as medidas foi o artigo sobre a competição Basicando, desvendando os vencedores da primeira sessão.

Poderão aqui descarregar o suplemento. Em breve irá sair da nossa dropbox (como fizemos com 1984, 1985 e 1986), para termos espaço para outras coisas. Assim, é pegar enquanto podem...

Fallout ZX


O programador com o nome Gamerd49 lançou uma pequena aventura baseada na saga Fallout (que desconhecemos).

Parece ser um jogo muito simples, mas quase que apostamos que nesta aparente simplicidade, esconde-se algo bem mais complexo. O objectivo é descobrir o refúgio 128, mas não será fácil, no meio deste aparente labirinto de salas.

Poderão aqui vir descarregar o jogo.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2023

Speedway: Team Championship (MIA)


Speedway: Team Championship faz parte de um franchise da editora ET Computer Software com jogos de gestão desportiva. E este que hoje disponibilizamos era o que ainda se encontrava dado como perdido. Eventualmente poderá haver mais alguns desconhecidos, de qualquer forma, fica aqui mais uma pérola vinda de Steven Brown.

Poderão aqui descarregar o jogo.

Totobola (ZX81 MIA)


Já sabíamos que o nosso amigo Domingues Silva se tinha iniciado nas artes da programação no ZX81. No entanto, foi para nós uma surpresa quando ao ver o lote de cassetes que nos emprestou, conseguimos recuperar mais um programa para esse computador. E até bastante elaborado, como foi este Totobola, com muitas opções que nos ajudavam a conseguir chegar a uma chave vencedora...

Poderão aqui descarregar Totobola.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2023

Spectrum Text Master (MIA)


Spectrum Text Master é uma colectânea com dois programas de R. Stubbs. Um deles, Word Processor, já estava preservado, mas o segundo, Mail Master, ainda era desconhecido. Temos agora acesso a ambos, graças a Steven Brown que nos fez chegar os dois ficheiros.

Poderão aqui descarregar a colectânea.

City Connection 128K (versão +2A / +3)

Se bem se lembram, quando recuperámos a versão 128K de City Connection (ver aqui), tínhamos referido que o jogo não funcionava a 100% nas versões +2A e +3. Os programadores desenvolveram o jogo num toastrack, logo não tinha sido previsto uma versão para esses formatos. Mas o Rui Ribeiro resolveu esse problema, criando agora uma versão corrigida que funciona em todos os formatos.

Poderão aqui descarregar esta nova versão ("fixed"), de um, senão o mais importante jogo Português para o ZX Spectrum. 

Erros Ortográficos (MIA)


O Jorge Branco fez mais programas além de Gods Lab. Um dos primeiros até foi uma adaptação de um programa original de A. Correia (que não temos). A ideia é acertar na forma correcta de cada palavra. Se erramos, somos convidados a escrevê-la depois correctamente. Se acertarmos, avançamos para a próxima. Em qualquer momento podemos ver as estatísticas.

Poderão aqui descarregar o programa.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2023

Supapunta (MIA)


Supapunta vem mais uma vez de Steven Brown, um dos principais contributores de Planeta Sinclair. este programa, que permite fazer previsões para apostas em corridas de cavalos, já era conhecido, no entanto ainda não estava preservado. Mas já sabemos que Steven Brown tem quase tudo...

Poderão aqui descarregar Supapunta.

Diário de Lisboa: Informática - 31 de Maio de 1983


E porque hoje é Terça, temos mais uma edição do suplemento Informática do Diário de Lisboa, ainda com referências ao ZX81.

Poderão aqui descarregar o suplemento de 31 de Maio de 1983.

Treasure Island Dizzy (Extended Edition 2023)


Nome: Treasure Island Dizzy (Extended Edition 2023)
Editora: Code Masters (versão 1989)
Autor: The Oliver Twins, Neil Adamson, David Whittaker, Andrei Titov (Dr. Titus)
Ano de lançamento: 1989 / 2023
Género: Aventura
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston
Memória: 48 / 128 K
Número de jogadores: 1
Link para descarga: Aqui

O mesmo autor da versão estendida de Dizzy (Extended Edition 2021), Dr. Titus, pegou no segundo episódio da série e deu-lhe a mesma roupagem. Para muitos o melhor episódio da série (não é a nossa opinião, pois nada bate  Wonderful Dizzy), mas fez tantas melhorias que quase parece estarmos perante um novo jogo. Não vamos referir todas as modificações, até porque já falámos delas aqui, mas corrigiram algumas que tornam este jogo um produto muito melhor. 

Foram adicionadas vidas, e se bem que este não era um jogo que exigisse muita destreza nos dedos, existiam alguns inimigos que pelo seu posicionamento (e fora da nossa vista no ecrã), por vezes faziam-nos perder a vida de forma injusta. Lembramo-nos de um certo tubarão e de um cardume de peixes que, por vezes, se atravessavam no caminho sem que pudéssemos fazer alguma coisa. Tendo mais vidas ao nosso dispor, este problema fica minorado.

Alguns objectos, incluindo moedas, também mudaram de local, sendo o mais crítico o da câmara de vídeo, pois é aquele que nos permite ligar a ignição do barco. Ainda por cima, encontra-se num dos novos ecrãs (o jogo tem agora quase o dobro do tamanho) e é precisamente o último item a ser obtido, sendo zelosamente guardado por uma medusa (em inglês jellyfish - atentem no nome).

Tendo o jogo quase 20 novos ecrãs e quase uma dezena de novos objectos, resolve mais uma das lacunas de Treasure Island Dizzy. Assim, muitos fãs da série queixavam-se que o jogo era pequeno. De facto, em menos de 20 minutos conseguia-se terminar. Agora, sabendo de antemão como se resolvem os puzzles, necessitam pelo menos de uma hora para chegar ao fim. 

Por fim, e isto parece um pormenor, mas resolve mais uma pequena irritação. Agora, assim que apanhamos os óculos de mergulho, nunca os deixamos de ter. Podemos então andar na água sem correr o risco de morrermos porque nos esquecemos que já não estávamos na sua posse deste objecto. 

Mas vamos então à história de Dizzy 2, tal como foi narrada há quase 35 anos... 

Dizzy estava ansioso por fazer um cruzeiro à volta do mundo. Quando contou aos outros Yolk sobre a viagem que ia fazer, eles logo desconfiaram que vinham ai problemas, pois bem o conhecem. E Dizzy até gostou do cruzeiro no início, embora houvesse muitos piratas no navio. Ia-se bebendo grogue a rodos e até o capitão, Long John Silver, apesar do seu ar de pirata mau tal como estamos habituados a ver nos filmes, ao qual não faltava a perna-de-pau e o papagaio no obro, era um velho adorável. A certa altura, num momento de acalmia nos mares, Dizzy organizou uma partida de críquete no convés. Mas de forma inadvertida e impensável, usou a coleção de pernas sobressalentes de Long John para servir de taco e, quando estes se perderam no mar, Dizzy foi naturalmente parar à prancha. Bem sabemos o que isto quer dizer, não é? Foi assim que foi parar a uma ilha aparentemente deserta, da qual tem que encontrar agora a saída.

Em primeiro lugar, a ilha está longe de estar deserta. Não só tem inúmeros inimigos e armadilhas, mas também uma loja e o responsável pela mesma. Este é peça fulcral para escaparmos, pois troca-nos alguns objectos pelo barco que nos vai fazer escapar. Assim, a primeira tarefa é ir recolhendo os objectos dispersos pela ilha, perceber de que forma nos poderão ser úteis (quase sempre desbloqueiam a passagem para novos locais), e colocá-los no local correcto. Alguns locais são imediatamente identificados, mas outros vamos ter que usar muito pensamento lateral.

A segunda tarefa é explorar tudo muito bem, pois existem 30 moedas para serem recolhidas e só após as apanharmos todas, poderemos terminar o jogo. Sim, para conseguirmos ultrapassar o barqueiro, um personagem irmão gémeo do lojista, mas ainda mais avaro, necessitamos de juntar todas as moedas para pagamento da "portagem". E algumas das moedas estão diabolicamente bem escondidas, por  vezes atrás da vegetação, outras atrás de caveiras, e algumas até parecem estar em pontos inacessíveis.

De resto, toda a mecânica do primeiro Dizzy (e de todos os outros) encontra-se neste jogo. Quer isto dizer que quem é fã da série, vai adorar, quem não o é, poderá não lhe achar tanta piada. Mas a esses, dizemos: vale a pena espreitar esta versão estendida de Dizzy 2, poderão vir a ter uma bela surpresa...

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2023

Variante de A Thief's Tale


A Thief's Tale foi mais uma das aventuras lançadas por Simon Avery, através da The Guild. Mas também foi lançada pela The Adventure Workshop, embora essa variante se encontrasse ainda por preservar. Mas agora, graças a Steven Brown, tivemos acesso a esta versão. E mantenham-se sintonizados, pois temos muitas variantes desta editora para colocar nos próximos tempos.

Podem aqui descarregar A Thief's Tale.

Four Up (MIA)


O programa que hoje apresentamos foi adaptado para a nossa língua em 1983 pelo nosso amigo Fernando Salgado, que tem vindo a contribuir com muita coisa para Planeta Sinclair. O nome original do programa é Four's Up!! e foi desenvolvido por Jim Walsh em 1982, não admirando assim a sua simplicidade. E facilidade em vencer-se o computador.

Poderão aqui descarregar o programa.

domingo, 12 de fevereiro de 2023

Stop Secrets II (MIA)

Stop Secrets II é um pequeno utilitário que permitia desvendar os segredos de outros  programas. E se existe o número II, quer dizer que também deverá ter existido o número I. Por onde andará ele? 

Poderão aqui descarregar o programa, cortesia de Steven Brown.

CM: Os Jogos no Computador - 104


A edição de 14 de julho de 1991 de "Os Jogos no Computador" é imperdível para os fãs aventuras de point & click, com a análise a "The Secret of Monkey Island", um clássico bem conhecido deste género. Quanto ao ZX Spectrum, há a destacar a questão de um leitor sobre como passar um jogo de 128K para um PC. Redondo não, é o que responde Paulo Ferreira. E mesmo que fosse possível, remata o Paulo, qual o interesse quando se tem uma máquina muito superior?

O curioso é que o Paulo desconhecia que já nesse mesmo ano de 1991, foram criados alguns dos primeiros emuladores de ZX Spectrum para o MS-DOS, tais como, o JPP de Arnt Gulbrandsen, o Z80 de Gerton Lunter ou o Nutria de Juan Madrigal. A emulação do ZX Spectrum já havia dava os primeiros passos, uns anos antes, no Amiga e no PC, com o Pedro Gimeno a criar o 1º emulador no MS-DOS.

Em 1992 lembro-me de ter visto em revistas, referências aos tais "emuladores" que permitiam correr os jogos do Spectrum no PC. Confesso que na época não havia entendido o alcance destes softwares, mas sabia que era uma forma de não perder o contacto com a minha máquina predileta, e os jogos que me acompanharam durante alguns anos. Não queria perder essas memórias.

Mal tive o primeiro PC (486) em 1993, procurei um amigo que me entregou em disquetes, uma cópia de 3 emuladores: JPP, Z80 e Spectrum, juntamente com alguns jogos: Spy Hunter, Kokotoni Wilf, etc. Assim que coloquei a primeira disquete e experimentei um desses emuladores, senti algo quase tão especial como quando recebi o meu ZX Spectrum no Natal!

Creio que esta minha experiência respondia, em parte, à pergunta do Paulo sobre o interesse em termos jogos de uma plataforma antiga, numa máquina muito superior. Pelo prazer e pelas memórias. Mas há também outra camada de importância na emulação...

Quando comecei a navegar na internet, por volta de 1996, algumas das minhas primeiras pesquisas foram relacionadas com o ZX Spectrum. Acabei por dar com alguns fóruns dedicados ao ZX Spectrum, e com o World of Spectrum, que mal devia ter feito um aninho. Vi a comunidade a crescer em torno do desenvolvimento tecnológico da emulação, os autores a trocarem conhecimentos entre si, as partilhas de jogos já convertidos para vários formatos.

E ainda bem que as pessoas não desistiram de levar o ZX Spectrum consigo para novas plataformas e sistemas. O apego às memórias incentivou o engenho para desenvolver a emulação que, por sua vez, fez nascer os primeiros movimentos de preservação do software do ZX Spectrum.

"Mas Filipe, hoje é mais fácil ter este discernimento sobre a importância da emulação, do que naquela época". É verdade! Eu não tinha a menor noção do que viria a ser esta nossa comunidade nos dias de hoje. Mas eu, tal como muitos outros, não desistiram das suas memórias, mesmo tendo migrado para um computador superior.

Podem descarregar esta edição neste link. Novamente, o nosso agradecimento ao Mário Moreira pelo trabalho de preservação e digitalização.

JND: Micromania - 034

Mais uma Micromania (JND) recheada de conteúdo: análises, e muitos pokes e dicas de um leitor já conhecido da casa: Paulo Marta. Um mapa colorido a canetas de feltro remata esta edição de 5 de agosto de 1990, que está acessível neste link graças ao Miguel Brandão!

sábado, 11 de fevereiro de 2023

A verdadeira história do CNA

Em meados de 2021, quando foi escrito originalmente o artigo sobre o CNA para o livro “Os Programadores Portugueses”, ainda existia muito pouca informação sobre este clube. Por um lado, as memórias das pessoas eram muito difusas. Por outro, a própria informação que apareceu em alguns jornais da época (A Capital), levaram a que erradamente fossem retiradas algumas conclusões que se viria depois a ver que não estavam certas. 

Mas tudo mudou recentemente, pois não só tivemos acesso á primeira edição do JN, que refere claramente quando o clube iniciou as suas actividades, como tivemos acesso a mais pessoas relacionadas com este. Conhecemos assim recentemente o João Cruz, responsável pela secção “Micromania” do suplemento do JN, o seu irmão, Francisco Cruz, um dos grandes contributores desse espaço, e Nuno Silva, que além de ser um dos membros do CNA, também contribuía muito regularmente para o suplemento. Torna-se assim importante fazer este esclarecimento e contar como tudo realmente aconteceu.

A história começa em 1987 (e não 1988, como antes tinha sido referido por nós, e como também é referido nas páginas d’A Capital, jornal no qual nos baseámos para escrever na altura o artigo). É nesse ano que João Cruz funda o CNA, Clube Nacional de Aventura. Grande apaixonado das aventuras de texto e gráficas, ao contrário do seu irmão Francisco, mais virado para os jogos de arcada, deu assim asas à sua imaginação e criou um clube que, apesar de nunca ter tido muitos sócios (talvez duas a três dezenas de sócios efectivos), deixou as bases para que muito programador amador Português conseguisse desenvolver os seus trabalhos. Era através desse clube que conseguiam chegar a cópias do GAC, PAW e The Quill, motores que permitiam de forma bastante intuitiva criar-se aventuras, e que não era fácil de encontrar-se em Portugal, mesmo no circuito pirata (e com instruções ainda menos).

Um dos trabalhos do João Cruz a aparecer n’A Capital, ainda antes de colaborar no JN

A 17 de Abril de 1988 surge nas páginas do JN o suplemento, “Micromania”. Na altura ainda a preto e branco (cerca de ano e meio mais tarde, também fruto do seu sucesso junto dos jovens, o suplemento sofreu uma pequena reformulação, passando a ser publicado a cores). E logo no primeiro número, o João Cruz abre a porta à participação dos leitores, criando uma rúbrica dedicada à aventura (Clube de Aventura). Não será simples coincidência o nome ser já uma referência ao CNA, que na altura ainda estava pouco divulgado. Ao longo das páginas do suplemento, que saia com uma regularidade semanal, o João vai divulgando sempre que é oportuno o CNA.

Mas com a entrada do João Cruz no JN, e sendo este o fundador do CNA, poder-se-iam colocar alguns problemas de conflictos de interesses. Por essa razão, o João Cruz convida em 1988 o seu amigo e vizinho Nuno Silva para ser o coordenador do clube. E é também nessa altura que surge o Nuno Leitão, que residindo na zona de Lisboa, poderia alargar o leque de intervenção do CNA. Além disso, o próprio Nuno Leitão tinha desenvolvido um jogo, 24 Horas (recentemente recuperado por Planeta Sinclair), que viria ser o primeiro a ser oferecido aos sócios do CNA. Assim, o Nuno Leitão e o Nuno Silva ficaram como sócios número 1 e 2 do CNA, respectivamente, e coordenadores do clube a nível nacional.

Toda a vertente gráfica do CNA (logotipos, templates de carta, etc.) foram criados também pelo João Cruz, que é também o responsável pelo Football Machine, um jogo PBM que era divulgado no clube. Têm aqui mais exemplos das contribuições do João para A Capital. Também aqui teremos que corrigir o nosso lapso, pois devido às memórias difusas das pessoas com quem falámos em meados de 2021, erradamente presumimos que teria sido o Nuno Silva o responsável pela vertente gráfica. Este lapso apenas a nós cabe a responsabilidade (mais concretamente ao autor deste texto), até porque só recentemente conseguimos contactar o Nuno Silva, que era alheio a tudo isto. Aliás, quando recentemente estivemos com ele, no evento GOTY 2022 em Cantanhede, o próprio Nuno mostrou a sua surpresa com toda a dinâmica que ainda existia à volta do ZX Spectrum. O Nuno estava muito longe do ZX Spectrum. Além disso brindou-nos com algo precioso: parte da correspondência trocada com os sócios em 1988 e 1989…

Cartão de sócio do CNA com Big Fat Joe, personagem criado por João Cruz

Através das cartas, não só confirmámos tudo aquilo que referimos acima, como ainda trouxe à luz mais alguns pormenores muito interessantes. 

Assim, ficámos a saber que o número de sócios pagantes rondaria as duas dezenas por final de 1988. Pode não parecer muito, mas é bom não esquecer que as aventuras faziam parte de um nicho muito específico, pouco enraizado no nosso país. 

Confirmámos também que a primeira aventura distribuída pelo CNA foi o 24 Horas, o que de resto já tinha sido referido nas páginas d’A Capital. No entanto, onde as coisas já não batem certo é relativamente a Avenida Dom Rodrigo da Cunha, jogo de David Fernando Varela Santos e que A Capital refere como sendo o segundo jogo distribuído pelo CNA. De facto isto não corresponde à verdade, pois através das cartas que o Nuno Silva nos entregou, conseguimos descobrir a sequência correcta dos jogos distribuídos pelo clube. O segundo jogo a ser distribuído foi Jack the Ripper, a famosa aventura para +18 lançada pela CRL em 1987. E logo de seguida, como terceiro jogo distribuído pelo CNA, a aventura lançada em 1988 pela Dinamic, La Guerra de las Vajillas. Mais tarde foram partilhados com os sócios jogos como The Forest of Shadows (jogo de Mário Nogueira que vai ser em breve disponibilizado no Planeta Sinclair), Lobo Solitário e Avenida Dom Rodrigo da Cunha.

Relativamente a Lobo Solitário, presumimos que se possa tratar de uma adaptação de uma das aventuras de Lone Wolf, no entanto, até poderá ser algum trabalho original nacional baseado nessas histórias. Talvez algum dia o venhamos a encontrar.

Quanto ao Avenida Dom Rodrigo da Cunha, apenas numa carta de um sócio encontramos referência a essa aventura, que ainda não está preservada. Presumimos assim que tenha sido distribuída numa fase mais avançada do clube (A Capital refere como sendo 1989).

Mas também tivemos acesso a outro tipo informação. Sabemos assim que o preço das quotas era de 100$00 mensais e que se destinavam à aquisição das aventuras e posterior distribuição pelos sócios do clube. Ficámos também a saber que estava previsto o lançamento de um fanzine em 1989 (“Escriba”), que seria responsabilidade do Nuno Leitão. No entanto, julgamos que nunca chegou a ser lançado e o próprio Nuno Leitão não se recorda do fanzine ter chegado a ser desenvolvido.

Por volta de 1989/1990, o clube perdeu parte da sua dinâmica. É preciso não esquecer que os seus coordenadores eram estudantes na altura e com a entrada na faculdade, deixaram de conseguir dedicar o tempo que queriam a este projecto. O próprio João Cruz estava bastante envolvido no suplemento JN com a  “Micromania”, o principal divulgador do ZX Spectrum na zona Norte do nosso país, não tendo assim oportunidade de dinamizar mais as actividades do CNA. 

Ainda não temos a correspondência do clube que está na posse de Nuno Leitão (teremos acesso a ela mais tarde), mas conseguimos encontrar uma carta (não datada, mas dentro de um envelope com selo de 1990), na qual Ricardo Bravo propõe a Nuno Silva transformar o clube numa verdadeira associação, apresentando mesmo uma lista de trabalhos de Março de 1990 a Julho de 1990, que poderemos ver abaixo.


Podemos verificar que mais uma vez é referido a publicação “Escriba”, o que quer dizer que até início de 1990 ainda não estava lançada. No entanto, a partir desta altura perdemos o rasto ao CNA ou à denominada associação APJCAT (Associação Portuguesa de Jogadores e Criadores de Aventuras de Texto). Não temos informação que a mesma tenha sido efectivamente criada, apenas sabemos que existia essa intenção por parte de Ricardo Bravo.

E qual o futuro do CNA? Será que se ficou por aquilo que desenvolveu entre 1987 e 1990? Seria uma pena, ainda mais que agora temos acesso a todos aqueles que de uma forma ou doutra contribuíram para o surgimento e sucesso do mesmo. Apenas não encontrámos o Ricardo Bravo, e seria importante, até para sabermos o que aconteceu no período pós Março de 1990. No entanto, existe a vontade de reactivar o clube, com o lançamento de novas aventuras (o Nuno Leitão já está a trabalhar nisso). O próprio João Cruz e Francisco Cruz forneceram-nos as memórias e material precioso dessa época, tal como o Nuno Silva com as cartas que partilhou connosco. Mas ainda existe muito para se descobrir, e o segredo reside em parte no repositório do João Cruz, que possui preciosidades que se pensava perdidas para sempre, como foi o caso do City Connection 128K e SOS no Paraíso, ou dos jogos que criou com o seu irmão, Tape for an’Eye e International Remo, todos recentemente preservados no Museu LOAD ZX em Cantanhede e a serem partilhados em breve. 

A história vai ter continuação e estamos ansiosos para ver os próximos capítulos…