domingo, 6 de janeiro de 2019

Droid Buster


Nome: Droid Buster
Editora: NA
Autor: Ariel Endaraues
Ano de lançamento: 2019
Género: Acção
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Memória: 48 / 128 K
Número de jogadores: 1

Ariel Endaraues tem andado muito calmo, fazendo mais de um ano que lançou o seu jogo de estreia na cena Spectrum, Pumpkin Poe. E Droid Buster, que entra na competição ZX-DEV-MIA-Remakes, é um jogo pelo qual temos um carinho especial. Em primeiro lugar, porque servimos de cobaia para o testar. Depois, porque a música foi feita por um colaborador deste blogue, Pedro Pimenta, que começa já a ter um portfolio bastante interessante (na memória ainda a cover de Second Skin).

Droid Buster é inspirado num jogo do Commodore 64, Mandroid, mas que nunca chegou a ser lançado para o Spectrum. Ariel imaginou então como poderia ser a versão para este computador e meteu mãos à obra.

Iniciamos a missão numa sala central, assumindo o papel de Frank Talbot, caçador de dróides. A sala tem quatro hipóteses de saída (ou quatro níveis, se preferirem), e é obrigatório passar por todas se queremos terminar o jogo. Depois de seleccionada a saída, entramos numa nova sala onde se encontra um tele-transportador, o qual nos leva então para um novo conjunto de salas com inimigos e obstáculos para negociar.


O primeiro ponto positivo deste jogo é a diversidade ao nível dos cenários. Cada uma das saídas (ou níveis), que podem ser seleccionadas pela ordem que quisermos, apresenta características próprias, muito embora os inimigos a ultrapassar sejam basicamente os mesmos (uma fragilidade do motor Arcade Game Designer, que não permitia memória para mais). Apanhamos então com robôs que vão disparando aleatoriamente para onde estão virados, helicópteros que se movem diagonalmente (os mais difíceis de serem eliminados), e seres com formato aracnídeo, que apenas quando deixam de se mover é que ficam vulneráveis aos nossos socos (sim, eliminamos os inimigos à força do punho). Para completar o ramalhete, existem obstáculos que não podem ser tocados e até lasers nas paredes que vão disparando regularmente.

Quando os inimigos nos atingem, não morremos imediatamente, antes perdemos uma boa parte da energia com que iniciamos cada um dos níveis. Apenas temos uma vida, muito embora sempre que terminamos um dos níveis, temos a possibilidade de repor por completo a nossa energia, fundamental porque o jogo é bastante difícil. O principal problema está no facto de apenas podermos atingir os inimigos quando estamos muito próximos deles (a nossa arma são os punhos, lembrem-se disso). Ora, quando apenas podemos atingi-los horizontalmente, e no caso dos helicópteros, estes deslocam-se diagonalmente, torna-se muito complicado atingi-los de local seguro. Tendo em conta que apenas quando eliminarmos todos os inimigos de cada sala conseguimos aceder à próxima, já se pode avaliar o grau de dificuldade inerente.


Depois de completarmos cada um dos quatro níveis, teremos ainda que derrotar um último inimigo (Arcon), e só então poderemos dedicar-nos ao nosso segundo divertimento (logo após eliminar dróides): comer pizza e beber como se não houvesse amanhã...

Apesar da diversidade ao nível dos cenários, e que para nós é o factor melhor conseguido em Droid Buster, o jogo torna-se um pouco monótono, pois limitamo-nos a procurar o ponto ideal para podemos eliminar cada um dos inimigos. Cada um deles requer uma estratégia específica e, no caso das aranhas por exemplo, isso pode implicar ficar longos momentos à espera da altura exacta para lhe desferirmos o golpe. Ao final de algum tempo satura e quase que perdemos a vontade de seguir em frente e ver o que nos reserva as salas seguintes. Mas como os gráficos são atractivos e a música não lhe fica atrás, a tendência é então para insistirmos um pouco e continuar a jogar.


Este foi então um desafio que nos deixou com sentimentos agridoces. Por um lado, a ideia e conceito são bons (a sala central levando a quatro diferentes níveis está muito bem imaginado), os gráficos e cenários são também aquilo que esperávamos de Ariel. Por outro lado, a mecânica do jogo, a nossa ver, poderia estar mais afinada. O modo de eliminar os inimigos faz-nos lembrar a saga de Seto Taisho, ou até Fist-Ro Fighter, com alguns dos problemas que já havíamos identificado nesses jogos. Assim, Droid Buster leva uma avaliação mediana, mesmo tendo potencial para se tornar um bom jogo.

Droid Buster é gratuito, podendo aqui ser descarregado, apesar das lacunas encontradas, poderá ser do vosso agrado. Uma nota final para o loading screen, uma verdadeira maravilha de Juan Antonio Fernandez...

2 comentários:

  1. Thanks André. If I make a third game, it will have to be MEGA GAME or nothing JeJe ;)

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