quinta-feira, 16 de fevereiro de 2023

Totobola (ZX81 MIA)


Já sabíamos que o nosso amigo Domingues Silva se tinha iniciado nas artes da programação no ZX81. No entanto, foi para nós uma surpresa quando ao ver o lote de cassetes que nos emprestou, conseguimos recuperar mais um programa para esse computador. E até bastante elaborado, como foi este Totobola, com muitas opções que nos ajudavam a conseguir chegar a uma chave vencedora...

Poderão aqui descarregar Totobola.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2023

Spectrum Text Master (MIA)


Spectrum Text Master é uma colectânea com dois programas de R. Stubbs. Um deles, Word Processor, já estava preservado, mas o segundo, Mail Master, ainda era desconhecido. Temos agora acesso a ambos, graças a Steven Brown que nos fez chegar os dois ficheiros.

Poderão aqui descarregar a colectânea.

City Connection 128K (versão +2A / +3)

Se bem se lembram, quando recuperámos a versão 128K de City Connection (ver aqui), tínhamos referido que o jogo não funcionava a 100% nas versões +2A e +3. Os programadores desenvolveram o jogo num toastrack, logo não tinha sido previsto uma versão para esses formatos. Mas o Rui Ribeiro resolveu esse problema, criando agora uma versão corrigida que funciona em todos os formatos.

Poderão aqui descarregar esta nova versão ("fixed"), de um, senão o mais importante jogo Português para o ZX Spectrum. 

Erros Ortográficos (MIA)


O Jorge Branco fez mais programas além de Gods Lab. Um dos primeiros até foi uma adaptação de um programa original de A. Correia (que não temos). A ideia é acertar na forma correcta de cada palavra. Se erramos, somos convidados a escrevê-la depois correctamente. Se acertarmos, avançamos para a próxima. Em qualquer momento podemos ver as estatísticas.

Poderão aqui descarregar o programa.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2023

Supapunta (MIA)


Supapunta vem mais uma vez de Steven Brown, um dos principais contributores de Planeta Sinclair. este programa, que permite fazer previsões para apostas em corridas de cavalos, já era conhecido, no entanto ainda não estava preservado. Mas já sabemos que Steven Brown tem quase tudo...

Poderão aqui descarregar Supapunta.

Diário de Lisboa: Informática - 31 de Maio de 1983


E porque hoje é Terça, temos mais uma edição do suplemento Informática do Diário de Lisboa, ainda com referências ao ZX81.

Poderão aqui descarregar o suplemento de 31 de Maio de 1983.

Treasure Island Dizzy (Extended Edition 2023)


Nome: Treasure Island Dizzy (Extended Edition 2023)
Editora: Code Masters (versão 1989)
Autor: The Oliver Twins, Neil Adamson, David Whittaker, Andrei Titov (Dr. Titus)
Ano de lançamento: 1989 / 2023
Género: Aventura
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston
Memória: 48 / 128 K
Número de jogadores: 1
Link para descarga: Aqui

O mesmo autor da versão estendida de Dizzy (Extended Edition 2021), Dr. Titus, pegou no segundo episódio da série e deu-lhe a mesma roupagem. Para muitos o melhor episódio da série (não é a nossa opinião, pois nada bate  Wonderful Dizzy), mas fez tantas melhorias que quase parece estarmos perante um novo jogo. Não vamos referir todas as modificações, até porque já falámos delas aqui, mas corrigiram algumas que tornam este jogo um produto muito melhor. 

Foram adicionadas vidas, e se bem que este não era um jogo que exigisse muita destreza nos dedos, existiam alguns inimigos que pelo seu posicionamento (e fora da nossa vista no ecrã), por vezes faziam-nos perder a vida de forma injusta. Lembramo-nos de um certo tubarão e de um cardume de peixes que, por vezes, se atravessavam no caminho sem que pudéssemos fazer alguma coisa. Tendo mais vidas ao nosso dispor, este problema fica minorado.

Alguns objectos, incluindo moedas, também mudaram de local, sendo o mais crítico o da câmara de vídeo, pois é aquele que nos permite ligar a ignição do barco. Ainda por cima, encontra-se num dos novos ecrãs (o jogo tem agora quase o dobro do tamanho) e é precisamente o último item a ser obtido, sendo zelosamente guardado por uma medusa (em inglês jellyfish - atentem no nome).

Tendo o jogo quase 20 novos ecrãs e quase uma dezena de novos objectos, resolve mais uma das lacunas de Treasure Island Dizzy. Assim, muitos fãs da série queixavam-se que o jogo era pequeno. De facto, em menos de 20 minutos conseguia-se terminar. Agora, sabendo de antemão como se resolvem os puzzles, necessitam pelo menos de uma hora para chegar ao fim. 

Por fim, e isto parece um pormenor, mas resolve mais uma pequena irritação. Agora, assim que apanhamos os óculos de mergulho, nunca os deixamos de ter. Podemos então andar na água sem correr o risco de morrermos porque nos esquecemos que já não estávamos na sua posse deste objecto. 

Mas vamos então à história de Dizzy 2, tal como foi narrada há quase 35 anos... 

Dizzy estava ansioso por fazer um cruzeiro à volta do mundo. Quando contou aos outros Yolk sobre a viagem que ia fazer, eles logo desconfiaram que vinham ai problemas, pois bem o conhecem. E Dizzy até gostou do cruzeiro no início, embora houvesse muitos piratas no navio. Ia-se bebendo grogue a rodos e até o capitão, Long John Silver, apesar do seu ar de pirata mau tal como estamos habituados a ver nos filmes, ao qual não faltava a perna-de-pau e o papagaio no obro, era um velho adorável. A certa altura, num momento de acalmia nos mares, Dizzy organizou uma partida de críquete no convés. Mas de forma inadvertida e impensável, usou a coleção de pernas sobressalentes de Long John para servir de taco e, quando estes se perderam no mar, Dizzy foi naturalmente parar à prancha. Bem sabemos o que isto quer dizer, não é? Foi assim que foi parar a uma ilha aparentemente deserta, da qual tem que encontrar agora a saída.

Em primeiro lugar, a ilha está longe de estar deserta. Não só tem inúmeros inimigos e armadilhas, mas também uma loja e o responsável pela mesma. Este é peça fulcral para escaparmos, pois troca-nos alguns objectos pelo barco que nos vai fazer escapar. Assim, a primeira tarefa é ir recolhendo os objectos dispersos pela ilha, perceber de que forma nos poderão ser úteis (quase sempre desbloqueiam a passagem para novos locais), e colocá-los no local correcto. Alguns locais são imediatamente identificados, mas outros vamos ter que usar muito pensamento lateral.

A segunda tarefa é explorar tudo muito bem, pois existem 30 moedas para serem recolhidas e só após as apanharmos todas, poderemos terminar o jogo. Sim, para conseguirmos ultrapassar o barqueiro, um personagem irmão gémeo do lojista, mas ainda mais avaro, necessitamos de juntar todas as moedas para pagamento da "portagem". E algumas das moedas estão diabolicamente bem escondidas, por  vezes atrás da vegetação, outras atrás de caveiras, e algumas até parecem estar em pontos inacessíveis.

De resto, toda a mecânica do primeiro Dizzy (e de todos os outros) encontra-se neste jogo. Quer isto dizer que quem é fã da série, vai adorar, quem não o é, poderá não lhe achar tanta piada. Mas a esses, dizemos: vale a pena espreitar esta versão estendida de Dizzy 2, poderão vir a ter uma bela surpresa...

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2023

Variante de A Thief's Tale


A Thief's Tale foi mais uma das aventuras lançadas por Simon Avery, através da The Guild. Mas também foi lançada pela The Adventure Workshop, embora essa variante se encontrasse ainda por preservar. Mas agora, graças a Steven Brown, tivemos acesso a esta versão. E mantenham-se sintonizados, pois temos muitas variantes desta editora para colocar nos próximos tempos.

Podem aqui descarregar A Thief's Tale.

Four Up (MIA)


O programa que hoje apresentamos foi adaptado para a nossa língua em 1983 pelo nosso amigo Fernando Salgado, que tem vindo a contribuir com muita coisa para Planeta Sinclair. O nome original do programa é Four's Up!! e foi desenvolvido por Jim Walsh em 1982, não admirando assim a sua simplicidade. E facilidade em vencer-se o computador.

Poderão aqui descarregar o programa.

domingo, 12 de fevereiro de 2023

Stop Secrets II (MIA)

Stop Secrets II é um pequeno utilitário que permitia desvendar os segredos de outros  programas. E se existe o número II, quer dizer que também deverá ter existido o número I. Por onde andará ele? 

Poderão aqui descarregar o programa, cortesia de Steven Brown.

CM: Os Jogos no Computador - 104


A edição de 14 de julho de 1991 de "Os Jogos no Computador" é imperdível para os fãs aventuras de point & click, com a análise a "The Secret of Monkey Island", um clássico bem conhecido deste género. Quanto ao ZX Spectrum, há a destacar a questão de um leitor sobre como passar um jogo de 128K para um PC. Redondo não, é o que responde Paulo Ferreira. E mesmo que fosse possível, remata o Paulo, qual o interesse quando se tem uma máquina muito superior?

O curioso é que o Paulo desconhecia que já nesse mesmo ano de 1991, foram criados alguns dos primeiros emuladores de ZX Spectrum para o MS-DOS, tais como, o JPP de Arnt Gulbrandsen, o Z80 de Gerton Lunter ou o Nutria de Juan Madrigal. A emulação do ZX Spectrum já havia dava os primeiros passos, uns anos antes, no Amiga e no PC, com o Pedro Gimeno a criar o 1º emulador no MS-DOS.

Em 1992 lembro-me de ter visto em revistas, referências aos tais "emuladores" que permitiam correr os jogos do Spectrum no PC. Confesso que na época não havia entendido o alcance destes softwares, mas sabia que era uma forma de não perder o contacto com a minha máquina predileta, e os jogos que me acompanharam durante alguns anos. Não queria perder essas memórias.

Mal tive o primeiro PC (486) em 1993, procurei um amigo que me entregou em disquetes, uma cópia de 3 emuladores: JPP, Z80 e Spectrum, juntamente com alguns jogos: Spy Hunter, Kokotoni Wilf, etc. Assim que coloquei a primeira disquete e experimentei um desses emuladores, senti algo quase tão especial como quando recebi o meu ZX Spectrum no Natal!

Creio que esta minha experiência respondia, em parte, à pergunta do Paulo sobre o interesse em termos jogos de uma plataforma antiga, numa máquina muito superior. Pelo prazer e pelas memórias. Mas há também outra camada de importância na emulação...

Quando comecei a navegar na internet, por volta de 1996, algumas das minhas primeiras pesquisas foram relacionadas com o ZX Spectrum. Acabei por dar com alguns fóruns dedicados ao ZX Spectrum, e com o World of Spectrum, que mal devia ter feito um aninho. Vi a comunidade a crescer em torno do desenvolvimento tecnológico da emulação, os autores a trocarem conhecimentos entre si, as partilhas de jogos já convertidos para vários formatos.

E ainda bem que as pessoas não desistiram de levar o ZX Spectrum consigo para novas plataformas e sistemas. O apego às memórias incentivou o engenho para desenvolver a emulação que, por sua vez, fez nascer os primeiros movimentos de preservação do software do ZX Spectrum.

"Mas Filipe, hoje é mais fácil ter este discernimento sobre a importância da emulação, do que naquela época". É verdade! Eu não tinha a menor noção do que viria a ser esta nossa comunidade nos dias de hoje. Mas eu, tal como muitos outros, não desistiram das suas memórias, mesmo tendo migrado para um computador superior.

Podem descarregar esta edição neste link. Novamente, o nosso agradecimento ao Mário Moreira pelo trabalho de preservação e digitalização.

JND: Micromania - 034

Mais uma Micromania (JND) recheada de conteúdo: análises, e muitos pokes e dicas de um leitor já conhecido da casa: Paulo Marta. Um mapa colorido a canetas de feltro remata esta edição de 5 de agosto de 1990, que está acessível neste link graças ao Miguel Brandão!

sábado, 11 de fevereiro de 2023

A verdadeira história do CNA

Em meados de 2021, quando foi escrito originalmente o artigo sobre o CNA para o livro “Os Programadores Portugueses”, ainda existia muito pouca informação sobre este clube. Por um lado, as memórias das pessoas eram muito difusas. Por outro, a própria informação que apareceu em alguns jornais da época (A Capital), levaram a que erradamente fossem retiradas algumas conclusões que se viria depois a ver que não estavam certas. 

Mas tudo mudou recentemente, pois não só tivemos acesso á primeira edição do JN, que refere claramente quando o clube iniciou as suas actividades, como tivemos acesso a mais pessoas relacionadas com este. Conhecemos assim recentemente o João Cruz, responsável pela secção “Micromania” do suplemento do JN, o seu irmão, Francisco Cruz, um dos grandes contributores desse espaço, e Nuno Silva, que além de ser um dos membros do CNA, também contribuía muito regularmente para o suplemento. Torna-se assim importante fazer este esclarecimento e contar como tudo realmente aconteceu.

A história começa em 1987 (e não 1988, como antes tinha sido referido por nós, e como também é referido nas páginas d’A Capital, jornal no qual nos baseámos para escrever na altura o artigo). É nesse ano que João Cruz funda o CNA, Clube Nacional de Aventura. Grande apaixonado das aventuras de texto e gráficas, ao contrário do seu irmão Francisco, mais virado para os jogos de arcada, deu assim asas à sua imaginação e criou um clube que, apesar de nunca ter tido muitos sócios (talvez duas a três dezenas de sócios efectivos), deixou as bases para que muito programador amador Português conseguisse desenvolver os seus trabalhos. Era através desse clube que conseguiam chegar a cópias do GAC, PAW e The Quill, motores que permitiam de forma bastante intuitiva criar-se aventuras, e que não era fácil de encontrar-se em Portugal, mesmo no circuito pirata (e com instruções ainda menos).

Um dos trabalhos do João Cruz a aparecer n’A Capital, ainda antes de colaborar no JN

A 17 de Abril de 1988 surge nas páginas do JN o suplemento, “Micromania”. Na altura ainda a preto e branco (cerca de ano e meio mais tarde, também fruto do seu sucesso junto dos jovens, o suplemento sofreu uma pequena reformulação, passando a ser publicado a cores). E logo no primeiro número, o João Cruz abre a porta à participação dos leitores, criando uma rúbrica dedicada à aventura (Clube de Aventura). Não será simples coincidência o nome ser já uma referência ao CNA, que na altura ainda estava pouco divulgado. Ao longo das páginas do suplemento, que saia com uma regularidade semanal, o João vai divulgando sempre que é oportuno o CNA.

Mas com a entrada do João Cruz no JN, e sendo este o fundador do CNA, poder-se-iam colocar alguns problemas de conflictos de interesses. Por essa razão, o João Cruz convida em 1988 o seu amigo e vizinho Nuno Silva para ser o coordenador do clube. E é também nessa altura que surge o Nuno Leitão, que residindo na zona de Lisboa, poderia alargar o leque de intervenção do CNA. Além disso, o próprio Nuno Leitão tinha desenvolvido um jogo, 24 Horas (recentemente recuperado por Planeta Sinclair), que viria ser o primeiro a ser oferecido aos sócios do CNA. Assim, o Nuno Leitão e o Nuno Silva ficaram como sócios número 1 e 2 do CNA, respectivamente, e coordenadores do clube a nível nacional.

Toda a vertente gráfica do CNA (logotipos, templates de carta, etc.) foram criados também pelo João Cruz, que é também o responsável pelo Football Machine, um jogo PBM que era divulgado no clube. Têm aqui mais exemplos das contribuições do João para A Capital. Também aqui teremos que corrigir o nosso lapso, pois devido às memórias difusas das pessoas com quem falámos em meados de 2021, erradamente presumimos que teria sido o Nuno Silva o responsável pela vertente gráfica. Este lapso apenas a nós cabe a responsabilidade (mais concretamente ao autor deste texto), até porque só recentemente conseguimos contactar o Nuno Silva, que era alheio a tudo isto. Aliás, quando recentemente estivemos com ele, no evento GOTY 2022 em Cantanhede, o próprio Nuno mostrou a sua surpresa com toda a dinâmica que ainda existia à volta do ZX Spectrum. O Nuno estava muito longe do ZX Spectrum. Além disso brindou-nos com algo precioso: parte da correspondência trocada com os sócios em 1988 e 1989…

Cartão de sócio do CNA com Big Fat Joe, personagem criado por João Cruz

Através das cartas, não só confirmámos tudo aquilo que referimos acima, como ainda trouxe à luz mais alguns pormenores muito interessantes. 

Assim, ficámos a saber que o número de sócios pagantes rondaria as duas dezenas por final de 1988. Pode não parecer muito, mas é bom não esquecer que as aventuras faziam parte de um nicho muito específico, pouco enraizado no nosso país. 

Confirmámos também que a primeira aventura distribuída pelo CNA foi o 24 Horas, o que de resto já tinha sido referido nas páginas d’A Capital. No entanto, onde as coisas já não batem certo é relativamente a Avenida Dom Rodrigo da Cunha, jogo de David Fernando Varela Santos e que A Capital refere como sendo o segundo jogo distribuído pelo CNA. De facto isto não corresponde à verdade, pois através das cartas que o Nuno Silva nos entregou, conseguimos descobrir a sequência correcta dos jogos distribuídos pelo clube. O segundo jogo a ser distribuído foi Jack the Ripper, a famosa aventura para +18 lançada pela CRL em 1987. E logo de seguida, como terceiro jogo distribuído pelo CNA, a aventura lançada em 1988 pela Dinamic, La Guerra de las Vajillas. Mais tarde foram partilhados com os sócios jogos como The Forest of Shadows (jogo de Mário Nogueira que vai ser em breve disponibilizado no Planeta Sinclair), Lobo Solitário e Avenida Dom Rodrigo da Cunha.

Relativamente a Lobo Solitário, presumimos que se possa tratar de uma adaptação de uma das aventuras de Lone Wolf, no entanto, até poderá ser algum trabalho original nacional baseado nessas histórias. Talvez algum dia o venhamos a encontrar.

Quanto ao Avenida Dom Rodrigo da Cunha, apenas numa carta de um sócio encontramos referência a essa aventura, que ainda não está preservada. Presumimos assim que tenha sido distribuída numa fase mais avançada do clube (A Capital refere como sendo 1989).

Mas também tivemos acesso a outro tipo informação. Sabemos assim que o preço das quotas era de 100$00 mensais e que se destinavam à aquisição das aventuras e posterior distribuição pelos sócios do clube. Ficámos também a saber que estava previsto o lançamento de um fanzine em 1989 (“Escriba”), que seria responsabilidade do Nuno Leitão. No entanto, julgamos que nunca chegou a ser lançado e o próprio Nuno Leitão não se recorda do fanzine ter chegado a ser desenvolvido.

Por volta de 1989/1990, o clube perdeu parte da sua dinâmica. É preciso não esquecer que os seus coordenadores eram estudantes na altura e com a entrada na faculdade, deixaram de conseguir dedicar o tempo que queriam a este projecto. O próprio João Cruz estava bastante envolvido no suplemento JN com a  “Micromania”, o principal divulgador do ZX Spectrum na zona Norte do nosso país, não tendo assim oportunidade de dinamizar mais as actividades do CNA. 

Ainda não temos a correspondência do clube que está na posse de Nuno Leitão (teremos acesso a ela mais tarde), mas conseguimos encontrar uma carta (não datada, mas dentro de um envelope com selo de 1990), na qual Ricardo Bravo propõe a Nuno Silva transformar o clube numa verdadeira associação, apresentando mesmo uma lista de trabalhos de Março de 1990 a Julho de 1990, que poderemos ver abaixo.


Podemos verificar que mais uma vez é referido a publicação “Escriba”, o que quer dizer que até início de 1990 ainda não estava lançada. No entanto, a partir desta altura perdemos o rasto ao CNA ou à denominada associação APJCAT (Associação Portuguesa de Jogadores e Criadores de Aventuras de Texto). Não temos informação que a mesma tenha sido efectivamente criada, apenas sabemos que existia essa intenção por parte de Ricardo Bravo.

E qual o futuro do CNA? Será que se ficou por aquilo que desenvolveu entre 1987 e 1990? Seria uma pena, ainda mais que agora temos acesso a todos aqueles que de uma forma ou doutra contribuíram para o surgimento e sucesso do mesmo. Apenas não encontrámos o Ricardo Bravo, e seria importante, até para sabermos o que aconteceu no período pós Março de 1990. No entanto, existe a vontade de reactivar o clube, com o lançamento de novas aventuras (o Nuno Leitão já está a trabalhar nisso). O próprio João Cruz e Francisco Cruz forneceram-nos as memórias e material precioso dessa época, tal como o Nuno Silva com as cartas que partilhou connosco. Mas ainda existe muito para se descobrir, e o segredo reside em parte no repositório do João Cruz, que possui preciosidades que se pensava perdidas para sempre, como foi o caso do City Connection 128K e SOS no Paraíso, ou dos jogos que criou com o seu irmão, Tape for an’Eye e International Remo, todos recentemente preservados no Museu LOAD ZX em Cantanhede e a serem partilhados em breve. 

A história vai ter continuação e estamos ansiosos para ver os próximos capítulos… 

Totoloto 6/49 (MIA)


Hoje temos algo completamente diferente: um programa por terminar. Ou melhor, dois...

Aquando do Lisboa Games Week, o Nuno Feijó veio ter connosco e entregou-nos umas cassetes para vermos o que lá estava dentro. Sabia que tinha um programa que desenvolveu há bastantes anos, mas não se lembrava bem em que estado se encontrava. Metemos então mãos à obra e recuperámos duas versões de Totoloto 6/49.

Desde já deixamos o alerta, os programas não correm em 48K. O melhor é mesmo correrem no modo +3 e então acederem à listagem, pois como alertámos, não estão terminados.

O repto que agora deixamos à comunidade é descarregarem os programas, analisarem a listagem, e deixarem o programa funcional. Depois enviem-nos o resultado, que partilharemos com a comunidade.

Podem aqui descarregar os programas.

Turbo The Tortoise 30th Anniversary Edition (2023 version)


Em Dezembro do ano passado, Jarrod Bentley tinha-nos agraciado com o maravilhoso Turbo the Tortoise 30th Anniversary Edition (ver aqui). Agora, GoodBoy e Tiiboh, com a ajuda de Jarrod, que criou novos ecrãs, lançam a versão 2023, contemplando algumas melhorias, logo a começar pela brutal música AY de abertura, inspirada na versão do Commodore 64.

Mas contempla ainda outras importantes modificações, que melhoram em muito a jogabilidade de Turbo the Tortoise (que já era muito boa, por sinal). Assim, o painel que se encontrava na parte superior do ecrã, passa agora para a parte inferior.

Além disso, foram contemplados novos ecrãs, nomeadamente aqueles que se encontram entre níveis. Temos assim redobrados motivos de interesse para pegar em Turbo the Tortoise, um plataformer de excelência, que apenas não teve mais reconhecimento por ter surgido num período já tardio do ZX Spectrum, mas que ganha novo colorido com esta versão MOD feita pelo programador original.

Podem aqui descarregar esta nova versão e deixar os vossos comentário sobre o jogo. Estamos certos que o programador os irá ler.

WiLLY iN ThE MiRRoRVeRSE


Depois de AmAZiNG WiLLY, Carl Paterson traz-nos agora a sua sequela: WiLLY iN ThE MiRRoRVeRSE.

O famoso mineiro estava inocentemente no WC a fazer as suas necessidades mais prementes, quando se olha ao espelho e tem um flash. Vê então uma central próxima e alienígenas a lutar no seu sótão. Logo a seguir acontece um rasgo no espaço continuum do tempo e Willy vai parar a um WC completamente diferente. O nosso personagem tem agora que atravessar cerca de 60 salas, recolhendo todos os itens, para que se possa então reunir com Maria e, com sorte, regressar ao seu universo.

É esta a história bem louca desta nova aventura de Willy, que contempla ainda:

  • 61 salas
  • Novos inimigos
  • 256 itens
  • 19 novas músicas
  • Menu inicial personalizados
  • Extras quando se concluí o jogo (não via ser fácil)

Venham aqui descarregar o jogo.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2023

Spectrum Basic Compiler (MIA)


Spectrum Basic Compiler será talvez uma versão prévia de Zip Compiler, lançado em 1984 por Simon Goodwin. Graças a Steven Brown, conseguimos chegar à versão 1.3, e deixamo-la agora à disposição da comunidade.

Poderão aqui descarregar o programa.

A Capital: Pokes & Dicas - 10 de Abril de 1987

Imensas reviews a jogos, alguns de grande qualidade, é aquilo que se pode encontrar na edição de 10 de Abril de 1987 d'A Capital. O mais emblemático? Talvez Arkanoid...


Este suplemento encontra-se agora mais completo em relação ao que tínhamos anteriormente disponibilizado, com melhor qualidade e mais páginas graças ao Nuno Cardoso. Temos agora sete páginas bem recheadas. E temos também que dar destaque à secção "Reprise", contemplando Silent Service, a primeira obra para o ZX Spectrum de Sid Meier, o criador de Civilization.

Poderão vir aqui descarregar o suplemento.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2023

Bomber Pengo

Já se sabe que Gabriele Amore tem uma maneira muito peculiar de dar o seu toque pessoal aos jogos que vai criando. Sprites sempre tremendamente coloridos e atractivos, por vezes aos tremeliques (por aqui identificamos logo quando é um dos seus jogos), sempre que pode contemplando elementos de quebra-cabeças (como é o caso deste Bomber Pengo), músicas orelhudas (a contemplada desta vez é Take on Me, dos A-ha), e normalmente são jogos de arcada puros. Claro que por vezes criticámos os seus jogos, não pela ideia por detrás do jogo, mas porque por vezes não pareciam estar finalizados. Mas também sempre dissemos que Gabriele era bastante talentoso e que se se aliasse às pessoas certas (como por exemplo a John Davies), os seus jogos iriam evoluir tremendamente.

Dito e feito... Desde de The Humans, um aparentado de Lemmings, que se nota uma evolução brutal neste programador. As boas ideias continuam lá, mas aliam-se agora a uma melhor jogabilidade e os jogos já têm o ar de que efectivamente estão terminados. Depois do referido The Humans, experimentámos Frantic Pengo 2 e, especialmente, Dig Dug Doug, tendo ainda pelo meio a brincadeira Snowed Under. São tudo produtos com uma qualidade bastante aceitável e bastante divertidos, e agora, Bomber Pengo segue pelo mesmo diapasão.

A ideia é muito simples. O objectivo passa por em cada ecrã e num tempo limite que parece sempre muito curto, recolher todos os corações. E parece muito curto porque a maior parte dos corações não podem ser imediatamente apanhados. É necessário ponderar muito bem o caminho a fazer, não só porque o relógio joga contra nós, mas também porque existem muitos obstáculos pelo caminho (a partir do nível 3 existem mesmo inimigos móveis).

Para se conseguir eliminar os obstáculos, teremos que lhes colocar uma bomba em local adjacente. Assim que a deixamos, passado uns segundos rebenta, assim como aquilo que está à volta (nós incluído). Mas a função das bombas é muito mais abrangente, pois só através delas conseguimos chegar aos corações e plataformas que se encontram em pontos que parecem inacessíveis. O problema é que não é assim tão fácil colocar as bombas, pois essas são colocadas na direcção para a qual estamos virados (ou no meio, se não estivermos virados para um dos lados). Podemos então posicionarmo-nos em cima da bomba e ir colocando mais bombas, até chegarmos ao ponto que queremos. Mas atenção, estas têm um pavio muito curto e o que vai acontecer muitas vezes é irmos pelos ares.

Depois de todos os corações recolhidos, abre-se a porta de saída, estrategicamente colocada num ponto complicado, e temos então que correr até ela. Se formos a tempo, passamos para o nível seguinte, agora com outro tipo de dificuldades (maiores, pois claro).

Bomber Pengo é assim um jogo bem ao estilo de Gabriele Amore. É bastante divertido, alinhado com aquilo que o próprio autor nos confessou, pois faz os jogos apenas para se divertir. E ainda bem, pois é também desta forma alegre que devemos levar os seus jogos. Podem vir aqui descarregar Bomber Pengo, seguramente vão passar uns bons momentos com ele.

Spectrum Z80 Assembler (MIA)


Não fazemos ideia de como Steven Brown conseguiu arranjar tanto programa de C.S.M. Flett (e já deixámos uns tantos), mas aqui está mais um. Aliás, seis versões do mesmo programa, um assemblador que poderá ter sido bastante útil, em especial ao seu autor.

Poderão aqui descarregar Spectrum Z80 Assembler.

ESP5200 (FDD)


Do lote de disquetes para o FDD do João Encarnado, retirou-se mais um programa nacional. Chamemos-lhe ESP5200, pois o programa é (também) executado com esse nome. No entanto, não conseguimos perceber grande coisa. Conseguem descobrir o que o programa faz?

Poderão aqui descarregar a disquete com o programa. Sendo Basic, poderá ser passado para .tap.

DisassemBASIC


E a provar o período de grande dinamismo pelo qual o ZX Spectrum passa, agora até um Z80 Disassembler em BASIC foi criado. O seu autor foi TK Fan, que como devem ter percebido imediatamente, vem do Brasil.

O utilitário faz parte de um pacote maior, chamado All Opcodes, podendo aqui ser descarregado.

Mais de 20 aventura de texto traduzidas para EN


E dos nossos amigos Eslovacos (o nosso agradecimento a Stanislav Hrda), recebemos mais uma notícia fabulosa, que não resistimos a mostrar: 

"Another batch / dozen of translated slovak text adventures from 80s into english. Including subversive game P.R.E.S.T.A.V.B.A. (this game translated from czech) - where your task is dynamite the statue of V.I.Lenin and burn the Marx canonical book Capital on your road to victory. Author kept his name anonymous during the communist rule in the 80s to avoid persecution from communist police. And even programmed the game most simple way to reduce landscape for investigation from police while he was very gifted coder with unique skills in fact."

Ou seja, temos ao nosso dispor mais de duas dezenas de aventuras de texto dos anos 80 que, pelo menos para quem conhece minimamente a língua inglesa, poderá jogar. Serão muitas e muitas horas de prazer para os aventureiros, numa altura em que também as aventuras Portuguesas estão a ganhar novo fôlego (vêm muitas novidades a caminho, algumas já este mês).

De referir ainda que este projecto foi financiado pela Companhia Eslovaca das Artes. Ora aqui está uma excelente ideia para se implementar por cá: angariar um mecenas para traduzir algumas das grandes aventuras que fizemos no nosso país para inglês, permitindo o acesso a muito mais gente.

Venham já aqui consultar este grandioso projecto e descarregar os jogos. Vale mesmo a pena.

Treasure Island Dizzy (Extended Edition 2023)


Os fãs Russos do ovo mais famosos dos 8 bits (e também dos 16) bits, voltam a surpreender-nos. Desta vez pegaram no clássico Treasure Island Dizzy de 1989, deram-lhe nova roupagem e criaram a Extended Edition 2023.

E o que tem esta versão de novo? Muita coisa, senão vejamos:

  • O jogo é mais colorido, sendo o reflexo mais reduzido
  • Foram adicionadas algumas vidas (uma das principais "queixas" deste jogo)
  • Adicionado pontos de recuperação / restauro de Dizzy
  • A velocidade gráfica foi acelerada, ficando o jogo mais suave e mais rápido
  • Adicionado 18 novos ecrãs
  • Adicionado 7 itens e novos gráficos.
  • Melhorias em alguns sprites e gráficos
  • Enredo do jogo expandido
  • Adicionados sons 
  • Tradução para Russo
  • Corrigidos alguns scrolls
  • Corrigidas as pontuações
  • Possibilidade de desligar a música na tecla 'M'.

Foram ainda feitas as seguintes correções a bem conhecidos bugs:

  • Corrigido um grande número de sobreposições gráficas
  • Corrigido um grande número de erros internos, incluindo aqueles que levavam a um reset ou reinício do jogo.

Como podem ver, estamos aqui quase perante um jogo novo. Desde já agradecemos a Solaris104 por nos ter alertado para este lançamento.

Poderão aqui descarregar esta aventura de Dizzy.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023

Spectrum Software (MIA)

Spectrum Software é mais uma compilação que andava por ai perdida. Curiosamente existe uma outra com o mesmo nome, mas os jogos incluídos são diferentes daqueles que estão neste pacote (Cyrus IS-Chess, Pinball, Superchess 3.5 e Solitario). Será mais uma daquelas edições semi-oficiais (para não dizer piratas) vindas de Itália?

Poderão aqui descarregar esta compilação, cortesia de Steven Brown.