A apresentar mensagens correspondentes à consulta hair ordenadas por relevância. Ordenar por data Mostrar todas as mensagens
A apresentar mensagens correspondentes à consulta hair ordenadas por relevância. Ordenar por data Mostrar todas as mensagens

sábado, 7 de novembro de 2020

Mr Hair & the Fly


Nome: Mr Hair & the Fly
Editora: Bitmap Soft
Autor: Lee Stevenson
Ano de lançamento: 2020
Género: Plataformas
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Memória: 48 / 128 K
Número de jogadores: 1

Nós tínhamos avisado aquando da review de The Hair-Raising Adventures of Mr. Hair: estávamos perante um programador muito promissor e que no jogo seguinte poderia exceder todas as expectativas e aproximar-se do patamar de um John Blythe ou de um Andy Johns. E não nos enganámos, Mr Hair & the Fly, segundo episódio que tem como personagem principal precisamente Mr. Hair, correspondeu por inteiro às expectativas criadas, sendo assim apresentado um dos melhores jogos de 2020 (e preparem-se, pois durante o mês de Novembro as novidades vão aparecer em catadupa).

Se bem se lembram, na anterior aventura deste estranho fio de cabelo, o personagem lutava pela sua liberdade. E aparentemente foi bem sucedido, pois tem agora espaço para se emancipar e partir à exploração do mundo e alcançar locais que antes lhe estavam vedados. Mas para isso tem que encontrar as chaves que permitem abrir novos horizontes (que é como quem diz, ecrãs), assim como recuperar o cálice que uma raça alienígena roubou e que permite abrir a última porta para tudo acabe em paz.

Logo após carregarmos o jogo, verificamos imediatamente que vamos estar perante algo muito especial. O ecrã de carregamento, da autoria de Andy Green, que já tinha sido o responsável no primeiro episódio, é espantoso. Nele conseguimos ver Mr. Hair numa estranha câmara de tele-transportação molecular e ao lado uma outra câmara com uma mosca. Será que Mr. Hair transforma-se numa mosca, à semelhança do que acontece no filme "The Fly" (a obra mais conhecida de David Cronenberg, que sempre teve um fascínio especial por temáticas "gore" - ver "The Naked Lunch", por exemplo)?

Loading Screen carregado e somos presenteados, se estivermos no modo 128K, com a melodia criada pelo Pedro Pimenta. E não apenas uma, ao longo do jogo o Pedro incorporou melodias diferentes, consoante a fase em que estejamos. Aliás, quando chegamos à fase da transformação de Mr. Hair numa mosca varejeira, a melodia muda radicalmente, acompanhando o ritmo frenético e efémero da vida do insecto. E se termos a infelicidade de ficar sem vidas, nada mais apropriado que uma versão de Stayin' Alive, dos Bee Gees. Por outro lado, se vencermos o desafio, comemoramos ao som de Jean Michel Jarre (Oxygene, parte 4).

Mas tudo começa na sala denominada "The Energy Chamber". Existem duas ao longo do jogo, e estas, além de representarem um poiso seguro para Mr. Hair, permitem recuperar os seus níveis de energia, pois ao contrário do que acontecia no primeiro jogo da série, qualquer contacto com os inimigos ou obstáculos tóxicos não rouba imediatamente uma vida, mas sim um pouco de energia, medido por uma barra horizontal no cimo do ecrã. Além disso, as quatro vidas iniciais parece ser o garante de que chegar ao final da missão será coisa simples. Nada mais errado... É rara a sala onde não se perca um pouco de energia, dada a enorme quantidade de inimigos que as patrulham. E como se não bastasse, em alguns pontos movem-se canhões que disparam um laser que se nos atinge rouba mais um pouco de energia na melhor das hipóteses, mas se estivermos em modo "fly", imediatamente caímos, muitas vezes em cima de obstáculos ou inimigos que nos roubam ainda mais energia.


Começamos então a explorar as salas e rapidamente nos apercebemos que existem locais aos quais a nossa passagem se encontra vedada. Para que os possamos desbloquear, temos que ir encontrando as células de energia e as chaves que se encontram em compartimentos para o efeito. Quer isso dizer que existe um caminho pré-definido a ser feito, normalmente não sendo o mais óbvio (e atenção que algumas entradas estão bem escondidas). Além disso, teremos também que ir repetindo os mesmos caminhos vezes sem conta, não só porque temos que ir desbloqueando os acessos através dos objectos que se encontram em salas distantes, mas principalmente porque temos que regressar com muita frequência às câmaras de energia para repor o nível energético. 

Claro que milagres não existem num computador com apenas 48K de memória, ainda mais quando parte dela é utilizada para o motor que permite a criação do jogo, e para se poder ter gráficos esplendorosos como os que aqui encontramos, alguma coisa teria que ficar para trás. Ficou o número de salas, não que sejam poucas, mas de qualquer forma consegue-se correr todas com alguma rapidez (dai até acabar o jogo já é outra história).

Falámos nos gráficos, e essa é outra das grandes evoluções entre este episódio e o primeiro da série. Os cenários, tremendamente coloridos, são do melhor que recentemente se fez para o Spectrum. Os sprites estão agora melhor definidos, com uma quantidade enorme de inimigos, qual deles o mais louco. E a sequência na qual Mr. Hair se transforma em The Fly (ver ecrã acima), é um verdadeiro delírio para os sentidos.

Pode-se também dizer que o jogo é constituído por duas parte, a primeira na qual assumimos a forma de Mr. Hair, com tarefa difícil, mas não impossível, e uma segunda parte na qual podemos voar sob a pele de The Fly. Esta é quase missão impossível, fazendo a sua dificuldade lembrar os jogos espanhóis, ou até aventuras de John Blyte, como Sqij'd ou Rubicon. Claro que para os menos habilidosos pode gerar alguma frustração e desistirem prematuramente do jogo. O nosso conselho é que não o façam, pois vale a pena ir até ao fim. 

Também deixamos algumas dicas que visam facilitar um pouco a tarefa. Assim, a primeira coisa a fazer é ir explorando as salas existentes, numa primeira fase sem grandes preocupações de tentar apanhar os objectos (as células de energia são os primeiros, pois retiram ou colocam plataformas em locais estratégicos que permitem o acesso a novos ecrãs). Deve-se desde logo começar o mapeamento, mas estando com atenção a pontos possíveis de entrada para novas salas (alguns bem escondidos, conforme já referimos). O passo seguinte é estudar o padrão de movimentação dos inimigos. Estes, apesar de parecerem caóticos, têm um movimento padronizado que permite, nem que seja por uma unha negra, passar incólume por eles. Mas atenção, pois alguns apenas aparecem após realizarmos algumas acções. Por fim, deve-se então planear o melhor caminho (ou o possível, muitas vezes) até às células de energia e chaves, sempre tendo em atenção o nível de energia (quando chegamos a metade deve-se pensar seriamente em regressar a uma das câmaras de energia, independentemente do nosso objectivo imediato estar próximo). Seguindo todas estas regras, e com muita perseverança, talvez consigamos chegar ao fim e ouvir, por fim, a ode ao triunfo de Jean Michel Jarre.

Mr Hair & the Fly não existe ainda em formato digital. No entanto, é possível de se obter a versão física via Bitmap Soft, podendo fazer-se aqui a pré-reserva. Aconselhamos inteiramente a fazê-lo, não só porque estamos a ajudar uma jovem software house e um programador que já mostrou a sua valia, mas também porque o jogo é muito, muito bom. Nós iremos seguramente fazê-lo!

terça-feira, 3 de junho de 2025

Hair Trigger

 

Nome: Hair Trigger
Editora: MicroChops / Northern Games
Autor: Lee Stevenson
Ano de lançamento: 2025
Género: Acção
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Memória: 48 /128 K
Número de jogadores: 1
Link para descarga: Em breve

Depois do muito galardoado Ghostly Capers, pelo menos na gala GOTY 2023 de Planeta Sinclair, de Retro Robbins in Micro Blitz, e de The Rubber-Keyed Wonder: the Game, um jogo desenvolvido para acompanhar o disco de celebração do documentário com o mesmo nome e que se assemelha muito a Hair Trigger (ou ao contrário, pois Hair Trigger começou a ser desenvolvido antes), Lee Stevenson traz-nos novamente o mais improvável herói do ZX Spectrum, um personagem que dá pelo nome de Mr. Hair (ou SuperHair, para os amigos e inimigos) e que se assemelha a... um fio de cabelo... 

Adorámos todos os trabalhos anteriores de Lee e Hair Trigger vai pelo mesmo caminho, pois nota-se o cuidado e amor que o autor lhe dedicou, com cenários e um grafismo tremendamente coloridos e simplesmente deslumbrantes, o que também já é a sua imagem de marca, uma música muito bem conseguida por parte do Pedro Pimenta na versão AY e de Rich Hollins na versão Beeper, e uma jogabilidade muito acima da média, ainda mais quando estamos perante o uso de motores como o AGD que, por vezes tornam os jogos demasiado estandardizados e pouco diferenciados uns dos outros. Não é aqui o caso, diga-se. 

E já que falámos nos cenários, é óbvio o jogo no qual se inspira, o que aliás não é segredo algum: a obra maior de Raffaele Cecco de 1988, Cybernoid, um clássico e considerado um dos melhores jogos de sempre para o ZX Spectrum. Veja-se o ecrã acima que retirámos de uma versão prévia do jogo, com mais de um ano, e comparem...

Mas Hair Trigger contém outras nuances que abrilhantam ainda mais o jogo. Assim, ainda antes de entrar o incrível ecrã de carregamento, outra obra de arte vinda de Lee, como podem ver logo na primeira imagem, surge uma voz sintetizada a dar o mote para tudo aquilo que se segue. E "last, but not least", o jogo tem duas versões, a normal, e a versão ULA Plus, no qual os cenários ganham uma vivacidade difícil de imaginar nos tempos áureos do ZX Spectrum (a última das imagens é a versão ULA Plus).

Mas Hair Trigger também tem uma história por trás, mesmo que essa seja muito simples (nem era preciso história, para um jogo com esta qualidade). Assim, este é apenas mais um dia rotineiro no escritório de SuperHair, que tem pela frente mais uma missão impossível. Para os outros, não para ele que já está habituado a fazer milagres. O objectivo é apenas um, desactivar 11 reactores, antes que o planeta se dissolva numa nuvem de gases tóxicos e aniquile a população. Algumas criaturas que povoam o planeta é que não estão pelos ajustes e fazem de tudo para impedir o nosso herói cabeludo de cumprir com a missão, mesmo que depois pereçam juntamente com os gases.  Isso revela um pouco da sua inteligência, mas será que isso não se aplica também a uma boa parte da civilização da Terra?

Em termos de mecânica, Hair Trigger foge um pouco do figurino dos jogos anteriores, com excepção do já referido The Rubber-Keyed Wonder: the Game. Assim, não estamos aqui perante um platformer típico, nem um shoot'em'up (como em SuperHair), antes um mix de vários estilos, com um enorme e labiríntico mapa a percorrer. Na versão física, um bonito mapa acompanha o jogo, incluindo até a rota perfeita para se completar o mesmo. Sem dúvida que a vida fica um pouco mais facilitada, pois com cerca de 80 ecrãs, é fácil perder-se o Norte. Além disso, é também necessário encontrar as salas onde se encontram as alavancas que desactivam os reactores, sempre colocadas em pontos bem distantes e nos quais temos que passar por muitos perigos até lá chegar. E para finalizar, o último dos reactores apenas é desactivado numa sala específica, tendo que ser deixado para o fim.

Se conseguirmos não ficar perdidos, a primeira tarefa quando entramos em boa parte das salas é desligar as barreiras que impedem o acesso entre elas. Para isso há que carregar nos botões estrategicamente colocados em lugares que dificultam o nosso acesso, seja porque os robôs que os guardam atiram-se a nós assim que entramos no seu raio de acção, seja porque inúmeros seres estranhos e mortíferos, que nos roubam um pouco de energia se entramos em contacto com eles, teimam em reaparecer a uma cadência impressionante. Quanto a estes últimos, um tiro certeiro é solução momentânea, pois em breve reaparecerão noutro local. Já no que toca aos robôs, a nossa arma é inútil, restando fugir do seu caminho. Ou então, usá-los para activar alguns botões aos quais não conseguimos aceder. E já agora, os robôs também podem ser muito úteis para eliminar os seres estranhos, se tivermos arte para tal...

Hoje em dia, muitos jogos têm a opção de vidas infinitas. Isso não acontece aqui. Ou melhor, não literalmente, pois quando perdermos as sete vidas com que começamos o jogo, podemos inserir uma nova moeda e recomeçá-lo, sabendo que os reactores que antes havíamos desactivado, assim irão ficar. Isso poupa-nos o trabalho de recomeçarmos tudo do zero. É uma excelente opção, na nossa opinião, pois evita termos que fazer novamente os mesmos caminhos.

Com tudo isso, que podemos nós dizer a não ser que Hair Trigger é um Mega Jogo, altamente viciante, e que demonstra a enorme evolução de Lee Stevenson. Ainda há cerca de cinco anos e meio andávamos a testar The Hair-Raising Adventures of Mr. Hair, e já na altura dizíamos que lhe estava reservado um futuro muito risonho. Não nos enganámos, como podem ver.

Estamos assim perante mais um projecto vencedor de Lee Stevenson e da sua equipa (a MicroChops), com um jogo muito atractivo e o qual não temos dúvidas que irá fazer novo brilharete na gala GOTY 2025. O jogo ainda não se encontra disponível, quer digitalmente, quer na sua versão física, mas podem vir aqui ver o nosso amigo Javi Ortiz, El Spectrumero a experimentá-lo. Ficarão com uma melhor ideia da jogabilidade, algo que não conseguimos mostrar em ecrãs estáticos.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

The Hair-Raising Adventures of Mr. Hair


Nome: The Hair-Raising Adventures of Mr. Hair
Editora: NA
Autor: Lee Stevenson
Ano de lançamento: 2019
Género: Plataformas
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Memória: 48 / 128 K
Número de jogadores: 1

Não é todos os dias que assumimos o papel de um personagem semelhante a um caracol, ainda por cima cabeludo, segundo o título do jogo. Mas é isto que Lee Stevenson propõe, apresentando um típico jogo de plataformas criado com o Arcade Game Designer, fazendo lembrar alguns dos trabalhos de John Blythe e Andy Johns, mas ainda sem o brilho dos jogos desses autores, embora Lee pareça estar no bom caminho. Aliás, sendo este o primeiro jogo de Lee, parece-nos que poderá vir a atingir um nível de notoriedade grande, ainda por cima quando a sequela já está a ser trabalhada.

Mr. Hair, o nosso personagem, vive a batalha da sua vida na busca pela liberdade. Para isso entra num mundo desconhecido e assolado por seres maléficos, tentando atingir o portal de saída, única forma de derrotar a besta e tomar conta do seu destino. Ao longo de cerca de três dezenas de ecrãs, recheados de plataformas, inimigos e obstáculos, o nosso personagem tem que contornar as dificuldades, seja no ar, terra ou mar. Sim, o portal de saída encontra-se no fundo do mar, pelo que é necessário fazer uso das guelras para se conseguir respirar. Estamos perante um ser híbrido, pelos vistos.


O sinuoso caminho do nosso personagem cabeludo até começa de forma mais ou menos descontraída. Uns tantos morcegos para se evitar, uma ou outra plataforma para saltar, e tudo parece conjugar-se para estarmos perante um exercício descontraído de saltos. Mas cedo perdemos essa ideia, pois as dificuldades surgem abruptamente, na forma de aracnídeos e outras bichezas, e aqui surge uma das maiores pechas do jogo: um elevado grau de dificuldade, que não é disfarçado pelo sistema de colisão benevolente.

Por outro lado, se tocamos nalgum obstáculo ou inimigo fatal, o nosso personagem reaparece, por vezes, num ponto diferente daquele em que nos encontramos, muitas vezes exigindo percorrer novamente vários ecrãs para chegar ao ponto onde nos encontrávamos e isso torna-se frustrante ao final de algum tempo. Exemplificando: no ecrã acima, se o nosso personagem morrer na parte de baixo do ecrã, reaparece depois na parte de cima, exigindo que faça novamente caminhos que já não seria necessário percorrer. Em alguns caso existe ligação entra a parte de baixo e de cima, mas em muitos ecrãs essa ligação não existe, levando a que se tenha que voltar a percorrer vários ecrãs até se chegar ao mesmo ponto.

Este ponto de reaparecimento do personagem depois de sofrer um toque fatal por vezes tem também as suas vantagens, pois pode colocar-nos numa posição mais favorável, mas não deixa de ser um aspecto a rever em futuros jogos.


Os cenários lúgubres, por vezes a fazerem lembrar All Hallows ou Impossabubble, foi uma das coisas que mais nos agradou neste jogo, com excepção daqueles passados debaixo do mar, que poderão ser um pouco confusos, mas que felizmente não são mais que meia dúzia. Muito coloridos e atractivos, convidam-nos sempre a ir um pouco mais além para ver que novas surpresas o programador deixou ao nosso ser cabeludo. São também um pouco labirínticos e não raras vezes parece que ficamos bloqueados. Isto até descobrirmos mais uma porta escondida algures, ou uma parede invisível. E por falar em portas, para que as mesmas sejam abertas é necessário apanhar-se a estrelas, havendo assim um caminho pré-definido a seguir.

Tal como uma boa parte dos jogos do género, o tempo e ponto de salto são fundamentais para se ultrapassar os inimigos. Isto já vem desde os tempos de Manic Miner, e poderemos contar com isso em doses elevadas em Mr. Hair. No entanto, o seu autor conferiu alguma diversidade que se aplaude. Assim, não são só as plataformas que teremos que negociar, existem ecrãs onde o personagem rasteja tal e qual um caracol, exigindo uma estratégia um pouco diferente para se evitar os inimigos. E além disso, são notórias as referências a alguns dos clássico do Spectrum, como Horace and the Spiders, por exemplo.


A melodia é da responsabilidade do Pedro Pimenta, nosso colega, e não é por ser uma pessoa da casa que fazemos este elogio, mas domina cada vez com maior mestria as ferramentas musicais e tem vindo a elevar a fasquia dos seus trabalhos. Nota muito alta neste aspecto...

Não houvesse pequenas arestas a limar e um exigente grau de dificuldade, que afecta a própria jogabilidade, e The Hair-Raising Adventures of Mr. Hair iria ter uma nota mais elevada, quem sabe atingindo o galardão de Mega Jogo. De qualquer forma parece-nos que Lee Stevenson nos próximos trabalhos irá conseguir superar-se, talvez vindo a atingir o nível de Andy Johns ou John Blythe, referências deste género de jogos criados com o AGD. Para já é uma estreia bastante meritória.

O jogo é gratuito, podendo aqui ser descarregado. No entanto, aconselha-se a fazer uma pequena doação, não só compensando o enorme e valoroso trabalho do seu autor, mas também porque os fundos revertem para uma instituição de caridade.

terça-feira, 14 de maio de 2019

Preview: The Hair-Raising Adventures of Mr. Hair


Uma nova aventura criada com o AGD chegar-nos-à às mãos em breve vinda de terras de sua majestade. Com The Hair-Raising Adventures of Mr. Hair, Lee Stevenson propõe-nos controlar um cabelo que irá partir numa aventura épica.

Fazemos uma tradução livre da sua descrição, segundo as palavras do seu autor, que com ela quis homenagear o modo como na década de 80 se promoviam os jogos: Mr. Hair viverá a aventura da sua vida enquanto decorre uma batalha pela liberdade! Correndo por entre terras inexploradas em inúmeros desconhecidos mundos, entrará no coração das trevas e para alcançar o seu destino, deverá escapar às garras de maléficas criaturas que o tentam capturar. Encontrará monstros repelentes, todo o tipo de loucas criaturas e alienígenas de milhentos mundos.  A bloquear o seu caminho vão estar ainda poderosas e inteligentes forças para além da imaginação! O destino de Mr. Hair recai agora nas nossas mãos.

O autor gentilmente cedeu-nos em exclusivo algumas imagens do jogo, que aqui deixamos. Podemos ainda adiantar que a banda sonora está a ser criada por um membro deste blogue - o Pedro Pimenta. Este facto, associado a um fantástico screen de Andy Green, e à escala épica do jogo que conta com cerca de 65 screens para explorar (tendo de em muitos casos ser visitados mais do que uma vez para cumprir os nossos objectivos), promete uma aventura de grande longevidade e complexidade.


sexta-feira, 23 de dezembro de 2022

Mr. Hair and the Kitty Katakombs


Nome: Mr. Hair and the Kitty Katakombs
Editora: Crash
Autor: Lee Stevenson
Ano de lançamento: 2022
Género: Plataformas
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Memória: 48 K
Número de jogadores: 1
Link para descarga: Aqui

Já há muito tempo que não fazíamos uma review em Planeta Sinclair. A razão é apenas uma: falta de tempo. De facto, com tanto jogo a ser lançado, com tanto MIA a aparecer, com tanto evento onde participamos, não temos tido tempo para escrever as nossas análises, até porque isso implica levar os jogos até ao fim. E por vezes esses são demorados. Enfim, vamos fazendo o que podemos, somos sempre poucos para tanta coisa (não é um lamento, apenas a constatação de um facto).

No entanto, quando os jogos nos chegam atempadamente e se temos algum tempo livre, fazemos questão de mostrar o nosso apreço pelos programadores. Foi isso que fizemos com este Mr. Hair and the Kitty Katakombs, o novo jogo de Lee Stevenson, que mais uma vez traz o improvável e popular herói Mr. Hair (ou Senhor Fio de Cabelo, como preferirem), para a ribalta. E tal como os restantes jogos que têm este personagem no papel principal, é de fazer arrancar os cabelos. Mas atenção, apesar de ser um jogo difícil, não é frustrante, e isso faz toda a diferença.

Já tínhamos tido a oportunidade de ver uma demo do jogo em Setembro (ver aqui). Tínhamos ficado muito bem impressionados e a versão final apenas veio confirmar a sensação com que tínhamos ficado na altura. Grandes gráficos, grande som, música excelente (de Pedro Pimenta, mais uma vez), cenários deslumbrantes e uma jogabilidade de se lhe tirar o chapéu (e deixar os cabelos ao léu). De facto, tem todos os condimentos que fazem os grandes jogos. Se alguma lacuna há a apontar é o de não ser um jogo muito grande, mas com gráficos deste calibre, mesmo repetindo-se algumas salas, a memória não daria para mais. É preciso não esquecer que estamos perante um jogo de 48K.

Referimos que existiam ecrãs repetidos. Isso não quer dizer que estejamos sempre a andar para trás e para diante. Alguns jogos, para aumentar o tempo de jogo, usam e abusam desse estratagema. Não é isso que aqui se passa. Acontece é que alguns ecrãs utilizam a mesma base gráfica, por vezes dando a sensação que já por ali passámos. Claro que às vezes temos mesmo que repetir o caminho, mas normalmente é por uma razão muito válida, como termos mais à frente que activar algo que faz desbloquear qualquer coisa atrás. 

Pois, é que este Mr. Hair é muito mais que um simples jogo de plataformas. Alguns ecrãs são autênticos quebra-cabeças, por vezes fazendo-nos lembrar Cocoa (como neste jogo, por exemplo). Assim, existem elementos do cenário que têm que ser devidamente manipulados, entradas que à primeira vista não se conseguem vislumbrar, inimigos que têm que ser encurralados (existe um determinado ecrã que sem se fazer isso, muito dificilmente se consegue avançar). Ah, e a cereja em cima do bolo: temos que resgatar gatos!

Sim, os gatos são aquele extra que torna este jogo irresistível. Quem me conhece, sabe a paixão que tenho por gatos. Quando estes aparecem nos jogos, normalmente o jogo consegue imediatamente cativar-me, como aqui aconteceu. E repararam no pormenor do número de vidas do nosso personagem? Nove, tal como as vidas dos gatos, como se costuma dizer...

Assim, apenas não dizemos que este é o melhor jogo de Lee Stevenson porque todos os seus trabalhos atingem uma fasquia muito elevada. Será ingrato dizer qual é o melhor ou o pior. São todos muito bons, ponto! E preparem-se, pois a história não vai ficar por aqui. 2023 será épico...

Uma nota adicional: existem 18 gatos (esfinges) para resgatar. Se por acaso falharem algum(ns), não se preocupem, podem à mesma terminar o jogo. 

sábado, 3 de setembro de 2022

Mr Hair's a Very Hairy Remix


Ainda se recordam de The Hair-Raising Adventures of Mr. Hair, jogo que ajudámos a testar e que marcou a estreia de Lee Stevenson no ZX Spectrum? Na altura augurávamos um futuro brilhante a Lee e o tempo mostrou-nos que tínhamos razão. Três anos depois, Lee lança Mr Hair's a Very Hairy Remix, um jogo baseado no primeiro, mas com um conceito inteiramente inovador. Senão vejamos...

O jogo começa pelo fim. Sim, leram bem, pelo fim. Começa exactamente onde a primeira aventura terminava. Mas ao invés de partirmos daí para um novo jogo (seria uma sequela), nesta remix temos que fazer o percurso contrário, isto é, regressar ao ponto de partida. Claro que quem terminou a primeira aventura, estará familiarizado com os ecrãs desta versão, no entanto, não só uma boa parte dos ecrãs foram redesenhados, como existem novos ecrãs.

O nível de dificuldade é agora mais baixo, pois além de iniciarmos com nove vidas, podemos recolher bastantes pelo caminho. Além disso, não temos grandes preocupações em nos orientarmo-nos, pois o caminho é praticamente sempre a direito. Ou melhor, sempre a direito não é, mas não existem grandes derivações, pelo que o caminho até se chegar à casa de partida é o mais óbvio.

Por fim, foram adicionadas novas músicas da responsabilidade do Pedro Pimenta, o principal fornecedor dos jogos do Lee Stevenson.

Mr Hair's a Very Hairy Remix é mais um exclusivo da revista Crash e pode aqui ser descarregado.

quarta-feira, 9 de junho de 2021

SuperHair


Nome: SuperHair
Editora: Bitmap Soft
Autor: Lee Stevenson
Ano de lançamento: 2021
Género: Shoot'em'up
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Memória: 48 / 128 K
Número de jogadores: 1

Depois dos muito interessantes The Hair-Raising Adventures of Mr. Hair e Mr Hair & the Fly, Lee Stevenson completou a trilogia deste incomum personagem, com o lançamento de SuperHair. E mudou completamente o registo, pois se os dois primeiros jogos da série eram platformers puros, o mais recente é um shoot'em'up do género de Chronos. O jogo foi desenvolvido com recurso ao motor S.E.U.D., e sabemos bem as limitações desta ferramenta que tinha caído no esquecimento, mas que nos últimos tempos nos deu uma overdose de jogos, que usam e abusam dela. É necessário algum cuidado, para não se cair no exagero, semelhante aquilo que se passa atualmente com o AGD e o La Churrera, onde são criados mensalmente inúmeros jogos iguais a tantos outros, que passam a ser consumidos como se de fast food se tratasse (para usar as palavras de Alessandro Grussu).

Tínhamos algum receio que SuperHair fosse cair nesta última categoria. Felizmente os nossos receios não se confirmaram, não querendo dizer que o jogo esteja isento de alguns vícios, a maioria deles devido às próprias limitações do motor. Mas as virtudes mais que compensam os seus defeitos e o resultado final é bastante agradável. Corremos mesmo o risco de dizer que provavelmente será o melhor jogo desenvolvido com o S.E.U.D..

A história é muito simples: o planeta Hairtooine está sob ataque do maléfico império dos Mutantes. SuperHair, tal como acontecia nos episódios anteriores, é a única esperança para terminar com a ameaça. Para isso tem que se embrenhar no planeta e eliminar os sete "big bosses" mais os seus exércitos, ao longo de quatro níveis. Mas a tarefa não é fácil, pois os inimigos aparecem aos magotes, felizmente que em padrões regulares e sempre no mesmo sítio, pelo que se pode memorizar de onde irá aparecer a próxima vaga. Mesmo os chefões tem padrões regulares o que permite que, com um pouco de estudo, possamos dar conta deles. No entanto, o problema maior são mesmo os cenários, pois qualquer toque nas paredes das cavernas ou noutro qualquer elemento dos planetas, reduz drasticamente a energia de Mr. Hair. E estas são bastante estreitas em alguns pontos, tendo mesmo alguns becos sem saída.

Vamos então às lacunas. Em primeiro lugar, e já que falamos em energia, não somos propriamente adeptos de shoot'em'ups nos quais os disparos dos inimigos e as colisões não são fatais. Isso retira um pouco de adrenalina, pois sabemos que podemos ser um pouco menos cuidadosos na abordagem que fazemos. Depois, os níveis não são particularmente longos, mas isso já era de esperar, dadas as limitações de memória decorrentes do uso do S.E.U.D.. Por fim, quando lidamos com alguns dos os chefões (não todos), existem pontos cegos onde poderemos descontraidamente disparar contra eles, sem correr o risco de com eles colidir. Claro que para descobrirmos estes pontos, implica estudarmos um pouco a situação, mas também não será muito complicado perceber onde ficar. Felizmente que nos níveis mais avançados isso já não acontece, até por força da gravidade, que nos puxa contra alguns obstáculos.

Mas não queremos que fiquem com a ideia que não gostámos do jogo. Muito pelo contrário. Este foi um jogo que foi crescendo em nós aos poucos, e não foi inocentemente que falámos em Chronos. Isto porque tem características semelhantes a esse, nomeadamente uma excelente jogabilidade e a mesma capacidade viciante. Não é por acaso que os melhores shoot'em'ups têm uma configuração horizontal, potenciando ao máximo a dimensão do ecrã.


Ainda tendo Chronos como comparativo, felizmente que SuperHair não é tão fácil como o primeiro, naquela que constituía a sua maior pecha. Não sendo um jogo particularmente longo, e tendo a vertente já referida da barra de energia em detrimento de mortes imediatas, o ponto fulcral seria encontrar-se um equilíbrio perfeito do nível de dificuldade. E isto acontece em SuperHair, pois os primeiros níveis são relativamente fáceis, ainda mais quando temos a possibilidade de recargas de energia estrategicamente colocadas no planeta, mas os dois últimos, e em especial o confronto com os "big bosses", obriga-nos a um exercício de grande destreza.

Outro ponto que gostámos particularmente em SuperHair é a fabulosa apresentação. Desde o belíssimo ecrã de carregamento, uma verdadeira obra-prima, ao som e melodias, bem como à voz sintetizada que anuncia o início da missão (juntamente com os acordes bem conhecidos de Arkanoid), até aos cenários e gráficos deslumbrantes, tudo convida a levar o jogo até ao fim. É uma verdadeira delicia ver o jogo correr. Já agora, Rich Hollins é responsável pelo som beeper na versão 48K e Pedro Pimenta pelo AY, na versão 128K.

Quem gosta de jogos de tiro'neles, certamente que irá ficar saciado com SuperHair. Quanto aos outros (e incluímo-nos nesse caso, pois de longe não é o nosso género preferido), vale bem a pena passar uns momentos a disparar contra tudo o que se mexa. Poderão vir aqui descarregar o jogo (disponível em breve), ou se preferirem a versão física, poderão aqui obtê-la via Bitmap Soft. Como habitual, parte das receitas vão para fins de beneficência.

sábado, 3 de setembro de 2022

Demo de Mr Hair and the Kitty Katakombs


Temos estado de férias e por isso não temos actualizado as novidades com a cadência desejada (e houve muitas nos últimos dias). Mas finalmente arranjámos um tempinho livre para ver os novos jogos que foram aparecendo, começando por uma demo que o Lee Stevenson nos tinha enviado há uns dias. Para já apenas uma demo, pois o jogo ainda está em desenvolvimento, faltando muita coisa para estar terminado. No entanto, o que aqui temos, permite-nos já ter um gostinho do que vai ser a versão final.

Voltamos então ao estranho personagem Mr. Hair, que tantas alegrias nos deu no passado (ver aqui os jogos deste personagem). Este corre agora o risco de ficar sem os poucos cabelos que ainda tem, pois perdeu os seus gatos nas profundas e inundadas catacumbas de um qualquer mundo. Além de inundadas, são também muito mal frequentadas, com dezenas de inimigos e obstáculos para ultrapassar, mas também de alguns quebra-cabeças para resolver. Sim, nem tudo é imediato e há que pensar fora da caixa para se conseguir ultrapassar alguns obstáculos. Mr. Hair não consegue saltar, mas um tiro aplicado no local correcto pode fazer maravilhas.

Com a presente demo conseguimos resgatar o primeiro dos felinos (esfinges - a fazer lembrar a fera do R. Lanita), no entanto, a versão final será muito maior e mais complexa. Tem ainda, como habitual, a música de Pedro Pimenta, sendo mais um motivo para se vir experimentar o jogo.

Enquanto não chega a versão final, podem aqui vir descarregar a demo de Mr Hair and the Kitty Katakombs, um exclusivo da revista Crash.

sábado, 6 de setembro de 2025

Hit the Fan


Nome: Hit the Fan
Editora: Northern Games
Autor: DF Design
Ano de lançamento: 2025
Género: Shoot'em'up
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Não
Memória: 48 /128 K
Número de jogadores: 1
Link para descarga: Aqui

Depois de escapar pelo tubo de esgoto, o nosso herói de Down the Pipe, Turdesley, talvez o mais cómico (e improvável) nome de um personagem do ZX Spectrum, tem nova missão.

Assim, Turdesley apetrechou-se com os óculos de voo, autoproclamou-se de Oificial de Vôo, e foi convocado para uma missão secreta para destruir o maléfico Barão Hair Flick e o seu império da droga (irão perceber ao longo do jogo a verdadeira "substância" deste império).

O primeiro nível, de qualquer uma das três versões que fazem parte deste lançamento (já iremos exlicar esta parte), começa verdadeiramente nas nuvens, e não terá sido certamente por Turdesley, também conhecido como Cagalhoto, ter andado a fumar algumas substâncias ilícitas. Seja qual for a razão pela qual ele foi parar a este local, as nuvens são tóxicas e qualquer toque nestas, faz perder um pouco de energia do nosso herói. Se passar esta parte, que nem é assim tão difícil, entra no covil de Hair Flick e, como prémio, recebe uma potente Mk 2 Browning, sempre pronta a despachar alguns bandidos. Hair Flick tem um exército dos mais variados bandidos, alguns dos quais com muitas semelhanças com certo cabelo de outros jogos recentes do ZX Spectrum, mas sempre determinados e prontos para proteger o império do mal.

Os vários níveis vão-se revezando entre aqueles em que existe um scroll horizontal, simulando o árduo caminho até ao covil, repleto de inimigos e com obstáculos e paredes demasiado estreitas a dificultar a tarefa, e os níveis com os "bosses", verdadeiras pestinhas, em especial nos níveis mais avançados. E aqui ressaltam as diferenças entre as várias versões que fazem parte deste lançamento. Assim, se pegarmos na versão da Crash, que fez parte de uma cover tape, termos direito a quatro níveis, sendo o boss final uma figura bem conhecida da revista (a nós parece-nos o Chris, mas não queremos dizer isso, com medo que a revista deixe de aparecer na caixa de correio).

Por outro lado, a versão 128K tem oito níveis, duplicando o prazer que se tira do jogo. E se a versão mais pequena do jogo até se completa com menor ou maior dificuldade por qualquer candidato a aviador, a versão maior, só apenas os pilotos mais experimentados vão conseguir chegar ao fim. É que os dois últimos "bosses" são mesmo difíceis, e até se conseguir batê-los, tem que se decorar muito bem o trilho que fazem. 

Como é habitual nos jogos da DF Design, os gráficos são um verdadeiro espectáculo. São monocromáticos, mas isso não é de estranhar, pois é utilizado um motor que se pensava ser extremamente limitado, o S.E.U.D, mas que se está a revelar um verdadeiro sucesso, tal a qualidade dos jogos que estão a aparecer nos últimos tempos com este motor.  Além disso, consta que este será o jogo com maior área criado com o S.E.U.D, mas também era previsível, pois tem ao leme pessoas como Rich Hollins, Lee Stevenson (ele mesmo, de "Hair") ou Lobo.

Outro dos factores que está muito bem conseguido, e que também já é habitual nos lançamentos desta equipa DF Design, é a música. Ou melhor, músicas, pois existem várias, consoante também a versão e, claro, não podia faltar o Pedro Pimenta a fazer rufar os tambores de guerra. 

Uma nota adicional, mas que revela bem a orientação que esta equipa segue, sempre atenta aos novos desenvolvimentos no mundo do ZX Spectrum. Assim, existe também a versão para o The Spectrum, que inclui as três versões do jogo, acessíveis através de um menu inicial.

Fica então aqui a equipa deste jogo, porque há que dar crédito a quem merece:

  • Code/Design:  Flight Officer Rich Hollins
  • Graphics: Wing Commanders Lobo, Hollins & Lee 'Chops to his chums' Stevenson
  • Music: Gunners Pedro Pimenta, CJ Echo, Tufty, Equator & Royal
  • Font: Flight scribe Damien Guard
  • Cover Art: Wingman Richard Langford
  • Northern Games : Flight recorder Anthony Scarfe
  • Turdesley é baseado num personagem de Officer Davey Sludge
  • SEUD por Squadron Commander Jonathan Cauldwell

Podem vir aqui descarregar o jogo, na sua versão digital. Não se esqueçam de dar uma pequena contribuição aos seus autores, fundamental para que se sintam motivados a criarem mais jogos como este. Além disso, porque não comprarem a versão física? Vai também existir uma edição física muito limitada, lançada pela Northern Games, podendo o seu lançamento ser acompanhado aqui.

quinta-feira, 2 de abril de 2020

Já está à venda The Hair-Raising Adventures of Mr. Hair

 

Já está disponível o novo lançamento da editora britânica BitmapSoft - The Hair-Raising Adventures of Mr. Hair - o jogo de estreia de Lee Stevenson, que aqui assina como Microchops.

Este jogo, que já analisámos aqui, foi criado totalmente por Lee Stevenson, conta com um screen original de Andy Green e a música original deste vosso escriba, Pedro Pimenta. Para além disto, a capa foi realizada pelo talentoso Simon Phipps, artista e programador que participou em jogos como Rick Dangerous ou Switchblade, entre muitos outros.

Relembramos que a versão digital está disponível gratuitamente aqui, sendo que agradecemos uma contribuição voluntária para a Southend Cystic Fybrosis Association, uma instituição de solidariedade que diz muito à equipa.

Devido à situação de emergência a nível mundial, as encomendas estão a ser enviadas a um ritmo muito menor que o habitual, mas a quem interessar já podem pedir o vosso exemplar a partir de hoje, através da loja online da editora.

sexta-feira, 1 de maio de 2026

SuperHair 2: Revenge of the Wizard


Nome: SuperHair 2: Revenge of the Wizard
Editora: MicroChops / Northern Games
Autor: Lee Stevenson, Mike ‘XoRRoX’ van der Lee, Pedro Pimenta ‘JumpError’, Rich 'TUFTY' Hollins, Lobo, Andy Green
Ano de lançamento: 2026
Género: Labirinto
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Memória: 48 /128 K
Número de jogadores: 1
Link para descarga: Aqui

Antes de passarmos à análise propriamente dita do novo jogo de Lee Stevenson, façamos umas breves considerações sobre o motor 3D Game Maker, lançado pela CRL em 1987. O motor pretendia possibilitar a quem não tivesse grandes conhecimentos de programação, a criação de jogos do género isométrico. No fundo era um motor "Filmation" para pobres (nota: motor usado pela Ultimate Play the Game para desenvolver as suas famosas aventuras isométricas). E porque dizemos para pobres? Porque as limitações deste motor, apesar de permitir criar um grafismo e cenários decentes, eram enormes. A maior delas, além da impossibilidade de ter mais que uma vida, era a fluidez. Sempre que existiam objectos móveis ou destrutíveis no cenário, a velocidade diminuía consideravelmente. Isso quebrava completamente a jogabilidade de qualquer trabalho feito com esse motor.

Com o tempo, o motor foi sofrendo melhorias. O pioneiro no desenvolvimento de novas funcionalidades foi o nosso amigo Borroocop, que lançou duas aventuras muito recomendadas, a primeira das quais, Em Busca do Mortadela, que para nós, na altura em que saiu, era um dos melhores, senão o melhor jogo feito com recursos ao 3D Game Maker.

Agora, Lee Stevenson, resolveu criar uma aventura com recurso a esse motor, tendo como personagem o improvável herói Mr. Hair. Mas esperem, não parem já de ler. Apesar do motor utilizado ter sido o 3D Game Maker, não foi a versão original do motor. Não, Lee Stevenson e Mike van der Lee, durante dois longos anos, foram fazendo melhorias à ferramenta, tendo chegado a uma versão quitada que pouco tem a ver com o original. E isso reflecte-se enormemente na gratificante experiência que temos em SuperHair 2: Revenge of the Wizard, pois conseguiu mitigar de forma muito eficiente a redução na velocidade sempre que se encontram os tais objectos móveis ou destrutíveis no ecrã (e podemos contar com imensos neste jogo), além de mil e uma novas opções, desde a inclusão de várias vidas, evitando o irritante sentimento de frustração que acontecia sempre que havia um deslize e se acabava prematuramente o jogo, independentemente da fase onde estivéssemos, a inclusão de música durante o jogo (versão 128K), da percentagem com o número de ecrãs já vistos, mas também alterações mais estruturais, como a possibilidade de escolha de controlo direccional ou rotacional, este último sendo aquele mais utilizado nos primeiros jogos isométricos, uma interessante introdução, instruções, entre outros pequenos "pormaiores". Tudo isso faz parte da experiência de jogo no sofá ("Couch Gaming Experience", como Lee lhe chama).

As alterações são tantas que tivemos mesmo que questionar Lee se realmente o motor de origem era o 3D Game Maker, e que obviamente nos confirmou que era. Não admira assim que tenha sido necessário dois anos para se reconfigurar por inteiro este motor. E a (outra) boa notícia é que com este motor, podemos finalmente começar a ter mais frequentemente aventuras isométricas e com maior qualidade.

Com esta explicação acerca do motor utilizado, e que já ultrapassou em muito o espaço que queríamos utilizar para esta introdução, ainda não falámos da história de SuperHair 2. Assim, Esta nova aventura isométrica de SuperHair é a continuação da série de aventuras de Mr. Hair, e que tantos e tão bons jogos nos tem trazido nos últimos anos. A evolução de Lee tem sido brutal desde o primeiro episódio da série, mas, além disso, o programador não se senta comodamente instalado à sombra dos louros passados. Não, em cada novo trabalho tenta inovar, utilizando motores diferentes, e, de cada vez, superando-se e superando as nossas expectativas. Não ficaríamos surpreendidos se o seu próximo jogos fosse desenvolvido em ASM puro. Mas lá estamos nós a divergir, voltemos à história...

Mr. Hair, depois de derrotar o mago em SuperHair, vingou-se do nosso herói, roubou-lhe os poderes de voar, e, como se não fosse pouco, ainda lhe lançou uma maldição, prendendo-o num planeta esquecido pelos Deuses... A nossa missão, na pele do Senhor Cabelo, é encontrar e derrotar o maléfico mago. Esperemos que não definitivamente, pois isso quererá dizer que irá haver mais jogos da série...

O planeta onde nos encontramos encerrados, além de ser labiríntico, está repleto de inimigos, obstáculos e quebra-cabeças que teremos que resolver, ecrã a ecrã. São apenas (!!!!) 159 ecrãs (alguma vez no motor original isso seria possível?), e de cada vez que visitamos um novo ecrã, acrescentamos meio ponto à nossa pontuação, medida em termos percentuais e visível no canto inferior direito do ecrã.

Graficamente Lee não fez por menos. Cada sala e cada objecto está magnificamente ilustrado, sendo também do melhor que já se viu neste tipo de jogos (está ao nível do artista Borrocop). Nem mesmo o facto de algumas (poucas) salas estarem vazias, lhe retira brilhantismo. Aliás, essas salas servem para conseguirmos recuperar um pouco de ar, sendo plenamente bem vindas.

Claro que algumas limitações são inultrapassáveis e inerentes ao motor com que foi criado. Assim, não se pode esperar um Head Over Heels 2 ou um novo Hydrofool. Mesmo que o programador o quisesse fazer, não nos parece que fosse possível. A diversidade de desafios e quebra-cabeças não é assim tão grande e a maior dificuldade até reside na perspectiva com que abordamos os problemas. quando os obstáculos não estão ao nível do solo, é muito fácil não conseguirmos perceber exactamente onde se encontram. E qualquer passo em falso pode levar à morte do artista, neste caso do Senhor Cabelo.

Mas para que não se acabe esta análise com um tom menos favorável, atentem só nestes pormenores que nunca antes vimos neste tipo de jogos. Assim, no menu inicial, o jogo detecta automaticamente a presença de joysticks. A opção fica vermelha e desactivada se este não estiver presente.

Existem dois níveis de dificuldade, correspondendo ao tipo de jornada que se quer. Se for a longa, contem com mais de uma hora para chegar ao fim, isso se quisermos passar por todos os ecrãs e atingir a pontuação de 100%. A jornada curta começa sensivelmente a meio caminho, facilitando a missão (se bem que os ecrãs finais são os mais complicados). 

Quanto à pontuação, esta é medida da seguinte forma: por cada uma das 159 salas visitadas, recebe-se 0,5 pontos, por cada vida não perdida, recebe-se 1 ponto, se derrotarmos o mago, recebemos 11,5 pontos. No total, 100 pontos, ou 100%, como preferirem.

Por fim, quando se completa o jogo, além dos bonitos ecrãs finais (quer completemos a missão, quer saiamos derrotados), pode-se ver quanto tempo se passou a jogar. 

Com tanto detalhe e com uma implementação tão boa, o resultado apenas poderia ser um, mesmo tendo em conta o motor limitado (agora não tão limitado) que foi utilizado. Mega Jogo, pois claro!

Podem descarregar aqui o jogo, não se esqueçam de dar a vossa contribuição para esta equipa, que fez um excelente trabalho a todos os níveis. É mais que justo...

sábado, 2 de outubro de 2021

Mr Hair and the Fly Redux para PC


Mr Hair & the Fly foi um dos grandes jogos de 2020 para o ZX Spectrum. E agora, Lee Stevenson e a sua equipa (incluindo Pedro Pimenta), fez a conversão para o PC. Só que esta versão é quase três vezes maior, sem contar com as belíssimas intros com que somos presenteados ao longo do jogo, assim como a inclusão de alguns mini-jogos. E o melhor de tudo? Continua a ter o "feel" do ZX Spectrum, nem sequer as teclas QAOP foram esquecidas (compatível também com o gamepad, para o pessoal mais moderno).

Para já ainda corremos apenas alguns ecrãs, mas o jogo parece estar fantástico. Não iremos fazer uma análise mais completa, até porque o jogo já antes teve a sua review, sendo considerado Mega Jogo. mas parece-nos que se o tivéssemos que fazer, a nota desta versão seria semelhante,

O jogo é gratuito, no entanto, uma pequena compensação para a equipa programadora é justa, sendo uma forma de agradecer o seu trabalho fantástico. Para isso basta vir aqui descarregar Mr. Hair and the Fly Redux.

domingo, 15 de setembro de 2024

The Hair-Raising Adventures of Mr. Hair (updated version)


O jogo saiu em 2019, e até fizemos uma review detalhada nessa altura (ver aqui), mas saiu agora uma nova versão. Pelo que vimos, tem música nova, algumas alterações no ecrã de carregamento, e talvez outro tipo de melhoramentos no jogo. 

Não existe ainda muita informação sobre as alterações que foram feitas, de qualquer forma, podem aqui vir descarregar esta nova versão.

domingo, 29 de janeiro de 2023

Vencedores GOTY 2022

Chegou ao fim o grandioso evento GOTY 2022. Desta vez aumentámos muito a fasquia e além de o transmitirmos online, tal como nos anos anteriores, também avançámos com um evento presencial. Para quem não teve oportunidade de se deslocar a Cantanhede ou assistir online, lembramos que o vídeo está disponível acima.

E mais uma vez o evento superou totalmente as nossas expectativas, para isso muito contribuindo o profissionalismo dos apresentadores Paula Silva, Paula Fialho, Mário Viegas, Clive Townsend, Dave Hughes, Javi Ortiz, Rui Martins, Nuno leitão, Marcus Garrett e Marco Fresco (dignos de uma cerimónia dos Óscares), o hilariante Rafael Lanita, os simpatiquíssimos Natasha Zotova e Oliver Twins, a credibilidade e presteza dos jurados que analisaram os jogos a concurso, assim como todo o apoio prestado pela equipa do Museu LOAD ZX Spectrum, Câmara Municipal de Cantanhede, Francisco Saldanha, Ricardo Cruz, Diogo Reis, Catarina Gralheiro, Carlos Gregório, Lurdes Peça e por todos aqueles que de uma forma ou doutra nos ajudaram (vocês sabem quem são, estão no nosso coração).

Mas sem mais delongas, vamos aos vencedores de cada uma das categorias...

Gráficos

  1. Rubinho Cucaracha
  2. Donum
  3. Ringo
  4. Loxley
  5. Tiny Dungeons

Ecrã de carregamento

  1. Drift! 2K22
  2. Rubinho Cucaracha
  3. Chez Maxime
  4. Mecki: Winter Hibernation
  5. Mr. Hair and the Kitty Katakombs

Som

  1. Ringo
  2. Donum
  3. Beethoven's Revenge
  4. Bufonada
  5. Castle Escape

Quebra-cabeças

  1. Tenebra
  2. Crímenes Ilustrados
  3. Yokai Monk
  4. Tiny Crate
  5. The Cubic Experience

Aventura e RPG

  1. Loxley
  2. Bufonada
  3. Tiny Dungeons
  4. Hakkenkast
  5. Don Quixote 16K

Plataformas

  1. Ringo
  2. TCQ
  3. Castle Escape
  4. Mr. Hair and the Kitty Katakombs
  5. The Vectornauts

Acção Arcade

  1. Rubinho Cucaracha
  2. Chez Maxime
  3. Dig Dug Doug
  4. Botanic
  5. Ms. Nampac

Aventura de texto

  1. Donum
  2. The Mystery of Markham Manor
  3. Habitación 310: El Despertar
  4. Italianate
  5. Colour Beyond Time

Basic

  1. Loxley
  2. Casio Handheld Games Emulator
  3. Micro Profanation
  4. Amidar
  5. Donkey Kong 3

Luso-Brasileiro

  1. TCQ
  2. The Towering Inferno
  3. Blue Diamond
  4. Maze Walls
  5. Lost Comic Book

Origem espanhola

  1. Bufonada
  2. Donum
  3. Colonos III
  4. Federation: Underwater
  5. Yokai Monk

GOTY

  1. Rubinho Cucaracha
  2. Loxley
  3. Ringo
  4. Bufonada
  5. Donum
  6. Hakkenkast
  7. Tiny Dungeons
  8. TCQ
  9. Don Quixote 16K
  10. Castle Escape